~ Storybrooke, Atualmente.

— Onde estou? — perguntou a garota confusa, enquanto olhava cada canto do lugar em que se encontrava.

— Está no hospital. — respondeu Tom com uma voz doce, com os grandes olhos azuis brilhando ao ver a "irmã" acordada.

— Olha, você teve muita sorte dessa vez Clear — disse o doutor Whale — poderia ter acontecido algo muito mais grave contigo. Acho melhor você parar com essas suas tentativas malucas de sair da cidade. Parece até que tem uma maldiçãosobre você, porque sempre que tenta sair da cidade algo muito ruim acontece.

— Com licença — indagou uma voz masculina abrindo a porta — vim aqui ver se estava tudo bem com a garota.

— Xerife Graham? — sussurrou a jovem para si mesma, surpresa.

— Ela está bem. — afirmou o médico com um sorriso no rosto.

— Que bom — disse o Xerife sorrindo — Emma disse ter visto o acidente antes de bater contra a placa.

— Emma? — perguntou Clear um pouco confusa.

— Olá, sou eu. — disse a loira se aproximando da cama que a menina se encontrava — Eu vi seu carro capotado quando deixava a cidade. Me distraí por um segundo e trombei com a placa.

— Sinto muito.

— Não sinta, não foi culpa sua.

— Sim, foi. Eu e essa minha fixação em querer sair dessa cidade. Até parece que vou conseguir né. Essa foi a última vez. — indagou a adolescente com um ar decidido.

— Bom, acho que deveríamos deixá-la descansar. — sugeriu Graham.

— Claro. — concordou Emma — Melhoras garota.

— Então você decidiu ficar, Emma? — perguntou Whale enquanto acompanhava os dois até a porta.

— Sim, e agora ela é minha assistente. — respondeu Graham antes da mulher.

— Assistente dele?! — perguntou a adolescente, incrédula.

— Sim, muita coisa mudou por aqui desde que você entrou em coma. Essa mulher, a mãe de Henry, agora mora com Mary Margareth, que parece que está tendo um caso com um tal de David, que durante anos ficou em coma aqui nesse hospital... — respondeu o rapaz.

— Você sabe que isso me deixa mordida de ciúmes — retrucou a garota cortando o "irmão" — afinal ele já tem um caso com a Regina, agora essa loira aguada vai começar a trabalhar com ele.

— Desista dessa sua paixonite pelo Xerife, você não vê, ele é muito mais velho que você, e tem muito mais o que fazer do que te olhar. E afinal ele só te vê como a "garota problema" que vive se estrepando por aí. — falou o menino como se desse um choque de realidade na garota.

— Eu não desistirei dele, se é isso que você está pensando! É como se eu já tivesse vivido algo com ele.

~ Floresta Encantada, Antes da Maldição.

— Fico feliz que tenha recebido meu recado — indagou o homem surgindo da escuridão.

— D-diga, o que um cavaleiro da rainha iria querer comigo? — gaguejou a jovem.

— Fiquei sabendo que você tem magia.

— Sim, tenho.

— Quero que a use para encontrar Branca de Neve.

— Impossível, somente se tiver algum objeto dela.

— Aqui está. — disse o homem lhe entregando uma manta — Preciso que lhe dê um recado muito importante.

— Da rainha?

— Não, de um amigo. Quero que diga a ela que o Caçador que poupou sua vida a alerta para fugir para oeste, pois a rainha vai começar as buscas por ela a leste.

— E o que eu ganho com isso?

O cavaleiro de cabelos castanhos e olhos castanhos deu-a um saquinho cheio de moedas como resposta.

— Ótimo.

— Ah, e antes que me esqueça, use essa máscara para não ser reconhecida, pois se a rainha um dia descobrir que você ajudou Branca de Neve, ela vai te torturar até dizer onde ela está e depois te matar.

— Ok.

— O resto você recebe depois de dar o recado.

— Muito bem. Foi ótimo fazer negócio com você.

— É a vida de uma princesa que está em risco, okay?

— Okay.

A garota colocou a máscara e encantou a manta, que a conduziu floresta a dentro.

—-

— Conseguiu, caçador? — perguntou uma voz feminina ao vê-lo entrar em seu quarto.

— Você sabe que sim, majestade. Você me controla agora, não é? Tens meu coração.

— Através da máscara encantada da filhinha de Rumplestiltskin poderei ver se ela deu ou não o recado para a tonta da Branca de Neve, que com certeza vai acreditar em um aviso dado pelo seu querido amigo caçador. Ótimo trabalho, Graham.— disse Regina ao homem.

— Esse não é meu nome, Regina.

— É sim seu nome, o nome que eu lhe dei. Agora você merece uma recompensa, não é mesmo?

A rainha o beijou, seduzindo-o e levando-o para sua cama.

Continua.