~ Storybrooke, Atualmente.

– Será que vai fazer calor aonde estamos indo? — perguntou Henry trazendo sua mala e encontrando com Emma, Gold e Clear, que se encontravam perto da porta.

– Levar blusa é sempre bom. — respondeu Emma.

– Pensei que os termos do nosso trato estivessem claros. Você me deve um favor. Só você. — indagou Gold.

– Não vou deixar o Henry aqui com Cora por perto. Ou nós dois vamos, ou nós dois ficamos. — rebateu a loira.

Antes que seu pai falasse qualquer coisa, Clear tomou a frente.

– Não vejo problema algum em o garoto ir conosco. Mas agora temos que comprar outra passagem aérea, certo?

– Vamos de avião? — questionou a xerife.

– Não se preocupe. Eu pago as despesas, inclusive as novas. — retrucou Rumple aparentemente já irritado, enquanto Mary Margareth se aproximava de Henry.

– Você é mesmo um cavalheiro, não é? — disse David descendo as escadas carregando as malas de Emma — Gold, você vai levar a minha família. Se acontecer alguma coisa...

– Vai fazer o quê? Sair da cidade? E David Nolan vai me perseguir com a caminhonete dele? — interrogou o mais velho ironicamente, e sua filha revirou os olhos e saiu de perto, caminhando até o resto da família. Será que seu pai não poderia ser gentil nunca?

– Eu ficaria arrasado. Isso não é uma ameaça, é um pedido. Cuide deles.

– Prometo que não vai acontecer nada de mal com eles. Afinal das contas... fizemos um acordo.

Depois de todos se despedirem, o quarteto partiu no carro de Gold. Os mais velhos na frente e os mais jovens atrás.

– Eae, onde estamos indo? — perguntou o garoto, quebrando o silêncio do carro.

– Aeroporto Internacional Logan. — respondeu o Senhor das Trevas.

– Ele quis dizer depois disso. — indagou Emma olhando pela janela.

– Vamos fazer uma coisa de cada vez, certo?

– Acha mesmo que o xale vai funcionar? — perguntou a loira analisando o objeto.

– Se não funcionar e eu voltar a ser como era antes da maldição... todos nós vamos ter alguns problemas. — respondeu Gold, e os outros três se entreolharam — Vai funcionar. — completou, tentando acalmá-los.

O carro atravessou a linha da cidade, e o homem e Clear brilharam, como no dia anterior.

– E então? — perguntou a xerife com um pouco de preocupação.

– Meu nome é Rumplestiltskin. E nós vamos encontrar o meu filho.

– E o meu é Clear, eu sou filha dele e vamos encontrar meu irmão.

Depois de alguns minutos de silêncio no carro, Henry decidiu quebrar o silêncio novamente.

– Hey — sussurrou cutucando Clear, que ouvia músicas em seu Ipod.

– Hey, o que foi? — perguntou a adolescente tirando os fones de ouvido.

– Você sabe onde estamos indo?

– Não faço a mínima ideia... meu pai não quis me dizer. Mas logo nós descobriremos.

– Você sabe o nome do seu irmão?

– Meu pai sempre o chama de Bae... mas tenho quase certeza que é um apelido.

– Você deve estar muito ansiosa para conhecê-lo...

– E como!

– Será que a gente já chegou?

– Creio que não. Mas acho que não vai demorar muito.

Os dois trocaram um sorriso, e Henry voltou a olhar pela janela, enquanto Clear colocou seus fones novamente.

Depois de um tempo, finalmente chegaram no aeroporto. Compraram suas passagens e fora para a esteira de embarque.

– Já esteve fora de Storybrooke alguma vez, Sr. Gold? — perguntou o garoto quando estavam na fila.

– Não. — respondeu o homem claramente apreensivo.

– Está nervoso?

– Não.

Clear deu uma risadinha.

– Preocupado por achar seu filho?

– Não, Henry, estou bem. — retrucou Rumple elevando a voz.

– Deixa a conversa para depois. — afirmou Emma para seu filho — Somos os próximos.

– Deve ser bem difícil não usar magia... e ser como os outros. — falou o garoto colocando seus pertences na esteira.

– Coloque os sapatos aqui dentro. — instruiu a loira ao homem e à garota.

– Isso é tremendamente incivilizado. — murmurou o Senhor das Trevas inconformado, enquanto sua filha fazia o que a mulher falara.

– Echarpe e a bengala vão na cesta. — ordenou o policial.

– O quê? — questionou o homem incrédulo.

– Echarpe e a bengala vão na cesta. — repetiu o guarda.

– Eu não posso tirar. — sussurrou para Emma.

– Vai ter que tirar. — respondeu a mulher.

– É tudo muito simples, cara. Nunca viajou de avião? — perguntou um homem na fila.

– Você nunca foi empalado por uma bengala? — ameaçou Gold erguendo a bengala.

– Meu... pai está meio nervoso. Vamos a uma reunião de família. Desculpe. — disse a loira segurando Rumple.

– É, "cara", relaxa ae. É tudo muito simples, você espera enquanto nós nos resolvemos aqui. — afirmou Clear com um sarcasmo mal educado.

– Pai? — questionou o Senhor das Trevas ofendido.

– Coloque a echarpe na cesta. Eu ajudo você passar. — falou a xerife com pressa.

– Se eu tirar isso, posso esquecer quem eu sou.

– Não vou deixar isso acontecer.

– Nem eu, agora tira logo, que o nosso amigo ali está para botar um ovo. — disse a ruiva, aumentando o volume da voz na última parte da frase.

– Tudo bem. — murmurou sob a respiração, extremamente nervoso.

– E a minha correntinha, eu vou ter que tirar também? — sussurrou Clear para a loira.

– Tenta passar, mas eu acho que não vai pegar.

O homem tirou o xale, e com a ajuda de Emma o colocou na cesta. A partir deste momento, começaram a lhe dar vertigens, e ele passou rapidamente pelo detector de metais, se escorando no que via pela frente. Logo depois veio Clear, que conseguiu passar normalmente pela porta sem a mesma apitar, e foi ajudar seu pai, e o mesmo com Emma, que pegou o objeto mágico da cesta o mais rápido possível e colocou em volta do pescoço do homem. As mulheres o olharam com dúvida, e ele assentiu com a cabeça, aliviando-as.

Já na sala de espera, os mais novos estavam sentados em suas cadeiras, a ruiva balançando as pernas freneticamente como um tique, e Gold andava de um lado para outro na sala.

– Daqui a pouco vocês dois afundam o chão — brincou Emma — Querem alguma coisa para comer?

– Não. — respondeu o homem.

– Sim! — respondeu a garota junto com o pai.

– Algum problema? — perguntou a loira para o homem.

– Pare de me perguntar isso! — exclamou o homem, irritado — Eu já volto. — completou deixando a sala.

– Henry, que tal irmos até a praça de alimentação hein? Eu te pago um sorvete ou, sei lá, o que você quiser. — sugeriu Clear.

– Claro, seria ótimo! — respondeu o garoto, se levantando.

– Se importa de ficar sozinha Emma? — perguntou a jovem.

– Não, claro que não, podem ir, ficarei aqui esperando seu pai.

As duas trocaram um sorriso e os mais jovens foram para a praça de alimentação.

Alguns minutos depois, os dois voltaram rindo, pareciam se divertir.

– Henry, você pode ir ao WC masculino chamar o Sr. Gold? Embarcaremos logo, e ele ainda não voltou. — pediu a loira.

O garoto assentiu e partiu rapidamente em direção aos WC’s.

– Vocês pareciam se divertir. — indagou Emma, observando o garoto.

– Sim, Henry é o garoto espetacular! Você tem sorte em ter um filho como ele! Se um dia tiver filhos, quero que sejam como ele! — respondeu Clear, sentando-se na cadeira ao lado da loira.

– Realmente, ele é incrível...

– E o pai dele? Ainda está vivo?

Isso pegou a mulher de surpresa. Nunca se imaginou falando sobre isso com ninguém.

– Sim, mas por favor, não gosto de falar nele.

– Okay, me desculpe.

A jovem então lembrou-se de enviar uma mensagem a seu namorado, que não via a algumas horas.

"Hey Tom, estamos prestes a embarcar, então vou desligar o celular daqui a pouco. Te ligo quando chegarmos lá."

"Okay, boa viagem princesa. Agora, onde é esse 'lá' mesmo?"

"Nova York o/"

"NOVA YORK? Uau, tome cuidado hein! Divirta-se, e não se esqueça de me trazer um presente! Te amo! ♥"

"Haha, claro, e também te amo! Boa noite! ♥"

De repente as duas personalidades masculinas se aproximaram.

– Vamos? — perguntou o garoto, animado.

– Vamos. — respondeu Emma sorrindo.

Os quatro embarcaram, Emma e Henry juntos com um desconhecido e Clear e Gold logo atrás com outro desconhecido.

Foi aí que a ruiva reparou que a mão de seu pai estava envolta em um curativo improvisado.

– Hey, pai, vai dar tudo certo. — afirmou virando-se para o homem — Nós vamos encontrar meu irmão.

– Eu sei. — respondeu virando o rosto na direção oposta da garota.

"Sejam bem vindos ao voo 53 com destino à Nova York. Nosso voo vai ter duração de 42 minutos. Por favor sentem-se, relaxem e aproveitem o voo." — anunciou a aeromoça.

Continua.

Notas finais
~> P.S.: Hey pessoal, esse pode ser o último capítulo por algum tempo, porque essa é a última semana de férias, e eu vou para uma escola nova, e dizem que lá é muito puxado, então creio que não vai me sobrar muito tempo para escrever e postar. Eu pretendo postar semana que vem, mas não prometo nada. Ah, e me desculpe se tem algumas coisas meio nada a ver na parte do aeroporto, é que eu nunca andei de avião então não sei muito bem como funciona no aeroporto. E o encontro com o Neal vai ficar pro próximo, porque eu achei que ia ficar muito grande pôr tudo isso em um capítulo só. Bom é isso, obrigada pela leitura, e não se esqueçam de favoritar, recomendar e COMENTAR, please! Até o próximo ;)