The Dealer's Daughter. Once Upon a Time.
16 Capítulo 16.
~ Storybrooke, Atualmente.
– Será que vai fazer calor aonde estamos indo? — perguntou Henry trazendo sua mala e encontrando com Emma, Gold e Clear, que se encontravam perto da porta.
– Levar blusa é sempre bom. — respondeu Emma.
– Pensei que os termos do nosso trato estivessem claros. Você me deve um favor. Só você. — indagou Gold.
– Não vou deixar o Henry aqui com Cora por perto. Ou nós dois vamos, ou nós dois ficamos. — rebateu a loira.
Antes que seu pai falasse qualquer coisa, Clear tomou a frente.
– Não vejo problema algum em o garoto ir conosco. Mas agora temos que comprar outra passagem aérea, certo?
– Vamos de avião? — questionou a xerife.
– Não se preocupe. Eu pago as despesas, inclusive as novas. — retrucou Rumple aparentemente já irritado, enquanto Mary Margareth se aproximava de Henry.
– Você é mesmo um cavalheiro, não é? — disse David descendo as escadas carregando as malas de Emma — Gold, você vai levar a minha família. Se acontecer alguma coisa...
– Vai fazer o quê? Sair da cidade? E David Nolan vai me perseguir com a caminhonete dele? — interrogou o mais velho ironicamente, e sua filha revirou os olhos e saiu de perto, caminhando até o resto da família. Será que seu pai não poderia ser gentil nunca?
– Eu ficaria arrasado. Isso não é uma ameaça, é um pedido. Cuide deles.
– Prometo que não vai acontecer nada de mal com eles. Afinal das contas... fizemos um acordo.
Depois de todos se despedirem, o quarteto partiu no carro de Gold. Os mais velhos na frente e os mais jovens atrás.
– Eae, onde estamos indo? — perguntou o garoto, quebrando o silêncio do carro.
– Aeroporto Internacional Logan. — respondeu o Senhor das Trevas.
– Ele quis dizer depois disso. — indagou Emma olhando pela janela.
– Vamos fazer uma coisa de cada vez, certo?
– Acha mesmo que o xale vai funcionar? — perguntou a loira analisando o objeto.
– Se não funcionar e eu voltar a ser como era antes da maldição... todos nós vamos ter alguns problemas. — respondeu Gold, e os outros três se entreolharam — Vai funcionar. — completou, tentando acalmá-los.
O carro atravessou a linha da cidade, e o homem e Clear brilharam, como no dia anterior.
– E então? — perguntou a xerife com um pouco de preocupação.
– Meu nome é Rumplestiltskin. E nós vamos encontrar o meu filho.
– E o meu é Clear, eu sou filha dele e vamos encontrar meu irmão.
Depois de alguns minutos de silêncio no carro, Henry decidiu quebrar o silêncio novamente.
– Hey — sussurrou cutucando Clear, que ouvia músicas em seu Ipod.
– Hey, o que foi? — perguntou a adolescente tirando os fones de ouvido.
– Você sabe onde estamos indo?
– Não faço a mínima ideia... meu pai não quis me dizer. Mas logo nós descobriremos.
– Você sabe o nome do seu irmão?
– Meu pai sempre o chama de Bae... mas tenho quase certeza que é um apelido.
– Você deve estar muito ansiosa para conhecê-lo...
– E como!
– Será que a gente já chegou?
– Creio que não. Mas acho que não vai demorar muito.
Os dois trocaram um sorriso, e Henry voltou a olhar pela janela, enquanto Clear colocou seus fones novamente.
Depois de um tempo, finalmente chegaram no aeroporto. Compraram suas passagens e fora para a esteira de embarque.
– Já esteve fora de Storybrooke alguma vez, Sr. Gold? — perguntou o garoto quando estavam na fila.
– Não. — respondeu o homem claramente apreensivo.
– Está nervoso?
– Não.
Clear deu uma risadinha.
– Preocupado por achar seu filho?
– Não, Henry, estou bem. — retrucou Rumple elevando a voz.
– Deixa a conversa para depois. — afirmou Emma para seu filho — Somos os próximos.
– Deve ser bem difícil não usar magia... e ser como os outros. — falou o garoto colocando seus pertences na esteira.
– Coloque os sapatos aqui dentro. — instruiu a loira ao homem e à garota.
– Isso é tremendamente incivilizado. — murmurou o Senhor das Trevas inconformado, enquanto sua filha fazia o que a mulher falara.
– Echarpe e a bengala vão na cesta. — ordenou o policial.
– O quê? — questionou o homem incrédulo.
– Echarpe e a bengala vão na cesta. — repetiu o guarda.
– Eu não posso tirar. — sussurrou para Emma.
– Vai ter que tirar. — respondeu a mulher.
– É tudo muito simples, cara. Nunca viajou de avião? — perguntou um homem na fila.
– Você nunca foi empalado por uma bengala? — ameaçou Gold erguendo a bengala.
– Meu... pai está meio nervoso. Vamos a uma reunião de família. Desculpe. — disse a loira segurando Rumple.
– É, "cara", relaxa ae. É tudo muito simples, você espera enquanto nós nos resolvemos aqui. — afirmou Clear com um sarcasmo mal educado.
– Pai? — questionou o Senhor das Trevas ofendido.
– Coloque a echarpe na cesta. Eu ajudo você passar. — falou a xerife com pressa.
– Se eu tirar isso, posso esquecer quem eu sou.
– Não vou deixar isso acontecer.
– Nem eu, agora tira logo, que o nosso amigo ali está para botar um ovo. — disse a ruiva, aumentando o volume da voz na última parte da frase.
– Tudo bem. — murmurou sob a respiração, extremamente nervoso.
– E a minha correntinha, eu vou ter que tirar também? — sussurrou Clear para a loira.
– Tenta passar, mas eu acho que não vai pegar.
O homem tirou o xale, e com a ajuda de Emma o colocou na cesta. A partir deste momento, começaram a lhe dar vertigens, e ele passou rapidamente pelo detector de metais, se escorando no que via pela frente. Logo depois veio Clear, que conseguiu passar normalmente pela porta sem a mesma apitar, e foi ajudar seu pai, e o mesmo com Emma, que pegou o objeto mágico da cesta o mais rápido possível e colocou em volta do pescoço do homem. As mulheres o olharam com dúvida, e ele assentiu com a cabeça, aliviando-as.
Já na sala de espera, os mais novos estavam sentados em suas cadeiras, a ruiva balançando as pernas freneticamente como um tique, e Gold andava de um lado para outro na sala.
– Daqui a pouco vocês dois afundam o chão — brincou Emma — Querem alguma coisa para comer?
– Não. — respondeu o homem.
– Sim! — respondeu a garota junto com o pai.
– Algum problema? — perguntou a loira para o homem.
– Pare de me perguntar isso! — exclamou o homem, irritado — Eu já volto. — completou deixando a sala.
– Henry, que tal irmos até a praça de alimentação hein? Eu te pago um sorvete ou, sei lá, o que você quiser. — sugeriu Clear.
– Claro, seria ótimo! — respondeu o garoto, se levantando.
– Se importa de ficar sozinha Emma? — perguntou a jovem.
– Não, claro que não, podem ir, ficarei aqui esperando seu pai.
As duas trocaram um sorriso e os mais jovens foram para a praça de alimentação.
Alguns minutos depois, os dois voltaram rindo, pareciam se divertir.
– Henry, você pode ir ao WC masculino chamar o Sr. Gold? Embarcaremos logo, e ele ainda não voltou. — pediu a loira.
O garoto assentiu e partiu rapidamente em direção aos WC’s.
– Vocês pareciam se divertir. — indagou Emma, observando o garoto.
– Sim, Henry é o garoto espetacular! Você tem sorte em ter um filho como ele! Se um dia tiver filhos, quero que sejam como ele! — respondeu Clear, sentando-se na cadeira ao lado da loira.
– Realmente, ele é incrível...
– E o pai dele? Ainda está vivo?
Isso pegou a mulher de surpresa. Nunca se imaginou falando sobre isso com ninguém.
– Sim, mas por favor, não gosto de falar nele.
– Okay, me desculpe.
A jovem então lembrou-se de enviar uma mensagem a seu namorado, que não via a algumas horas.
"Hey Tom, estamos prestes a embarcar, então vou desligar o celular daqui a pouco. Te ligo quando chegarmos lá."
"Okay, boa viagem princesa. Agora, onde é esse 'lá' mesmo?"
"Nova York o/"
"NOVA YORK? Uau, tome cuidado hein! Divirta-se, e não se esqueça de me trazer um presente! Te amo! ♥"
"Haha, claro, e também te amo! Boa noite! ♥"
De repente as duas personalidades masculinas se aproximaram.
– Vamos? — perguntou o garoto, animado.
– Vamos. — respondeu Emma sorrindo.
Os quatro embarcaram, Emma e Henry juntos com um desconhecido e Clear e Gold logo atrás com outro desconhecido.
Foi aí que a ruiva reparou que a mão de seu pai estava envolta em um curativo improvisado.
– Hey, pai, vai dar tudo certo. — afirmou virando-se para o homem — Nós vamos encontrar meu irmão.
– Eu sei. — respondeu virando o rosto na direção oposta da garota.
"Sejam bem vindos ao voo 53 com destino à Nova York. Nosso voo vai ter duração de 42 minutos. Por favor sentem-se, relaxem e aproveitem o voo." — anunciou a aeromoça.
Continua.
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