The Dead Memories In My Heart
11 Capítulo final - Dead memories
Notas iniciais
Quando cai a noite,
E o vazio do meu quarto
Se aloja em meu coração.
Minha alma se angustia,
Meu peito se dilacera,
Com as garras da solidão.
Falta algo que me ressuscite,
Talvez um ideal,
Talvez uma riqueza material.
O frio é ardente, e silencia a madrugada.
Só na mente, louca procura,
Ei de te encontrar...
Te encontrar...
A solidão implacável é oque me guia.
No paradoxo angustiante,
Permaneço, sem respirar,
Ansiando o instante
Que isso terá acabado.
Não consigo ver nada.
Eu estou cego.
Cego de mim,
Que de tanto gritar a alma,
Sal e sangue se misturaram
E afetaram a minha direção.
Eu me perdi.
Eu me encontrava em você, mas você foi embora
Então, eu me perdi.
Eu me entristeci.
A minha alegria era você, mas você não está mais comigo agora
Então, eu me entristeci.
Eu morri.
A minha vida era viver nós dois, como não pode mais ser
Então, eu morri.
Aos mortos só restam a solidão...
"Sentado no escuro, eu não consigo esquecer..
Somente agora, eu percebo o tempo que eu jamais terei.
Mais uma história das amargas Pílulas do destino.
Eu já não posso voltar novamente...
Eu já não posso voltar novamente.
Mas você me pediu para te amar, e eu o fiz.
Eu traí as minhas emoções, por um contrato à cumprir.
E então quando fui embora, eu só fiquei distante.
O outro "eu" já está morto.
Eu escuto a sua voz dentro da minha cabeça..."
Corra, solidão.
Vá logo buscar aquela de quem eu possa chorar de saudade,
Num futuro de um passado próximo a saudar,
Em esse meu sofrido coração.
Do lado oculto da lua,
Vem esta maresia, inspirando-me,
Oh lua, porque estás a brilhar tão alto?
Se há aqui em baixo,
Um aspirante à poeta e a amante,
Que passa a noite à janela
Com lágrimas escorrendo pelos olhos,
À te observar?
Eu sinto dentro do peito,
Algo que corrói-me por inteiro.
Pois a vida é tão falha...
Que minha alma se derrama pela minha mente,
Como o sangue de um esquartejado,
Sobre a minha dura máscara de pedra.
Que de dia, anisitiou às mémorias de seu beijo,
E que agora no escuro, condena e estupra a minha boca.
O silêncio fala...
Sem palavras, ele grita alto
Palavras de baixo calão no fundo d' alma.
O silêncio fala...
"Nós nunca estivemos vivos,
E nós não vamos nascer de novo.
Mas eu jamais sobreviverei,
Com lembranças mortas em meu coração...
Lembranças mortas em meu coração...
Lembranças mortas em meu coração..."
Onde está a minha felicidade?
Procuro,
Não acho,
Ela me escapa.
Ode felicidade!
Porque não me fazes um desconto?
Eu prometo de pronto, cessar meu pranto.
Cadê?
Felicidade,
Cadê você?
A tristeza rasga o meu peito...
O que me inunda de respingos,
São tardes,
Que ardem imagens de ti.
E os punhais desmemoriados,
Ainda não sabem,
Que devem acertar o meu coração.
Olho no espelho, e prefiro não me enxergar
No meu quarto eu nada vejo, só a escuridão
Os meus passos incertos caminham sem direção
Sinto um vazio na alma a me acompanhar.
O silêncio insiste em ficar,
Até a chuva parece querer me machucar,
No meu interior, só se faz solidão,
Fica cada vez mais difícil suportar essa dor...
Mas que cara engraçado eu sou.
Eu tento fugir, mas não vejo direção,
Tento esquecer, mas me flagro na escuridão,
Eu não quero mais viver, como um escravo da ilusão...
Eu não quero mais viver.
Eu desisto.
Fracassei...
Não pude aguentar...
Porque continuar me angustiando?
Eu posso pegar uma gilete, e acabar com isso,
De uma vez por todas...
Para sempre.
Por isso eu caminho,
E tranco a minha porta...
"Visões mortas em seu nome...
Dedos mortos em minhas veias..."
É afiado e mortífero.
Vou riscando a minha pele,
Afundando a lâmina na pele macia,
Revelando a carne viva,
Cortando os meus nervos,
O líquido vermelho, quente,
Aguardado,
A pele se abre cada vez mais,
Levando embora o meu sangue,
E o meu sofrimento,
E a minha angústia,
E o desespero.
Lágrimas.
Dor!
Eu quero terminar, dor!Não me pare...
Eu não quero que nem mesmo um único filho-da-puta sequer
Derrame mísera lágrima por mim...
Pois já é tarde demais,
Eu estou quase-me indo...
Há algo depois da morte?
Só vou saber em breve.
Quando a minha alma,
De frente para o rosto angelical de Lúcifer estiver,
À cumprimenta-lo com um forte aperto de mão.
Agora, tudo já está desaparecendo...
Aos poucos não sinto mais nada...
Nem mesmo você habita o meus pensamentos...
A vida não é tão doce quanto a morte,
Que é tão melódica, tão suave,
E tão bonita...
Apenas neste instante as coisas estão começando à fazer sentido.
Tudo está à ficar escuro agora...
É finalmente chegada a minha hora de dizer "adeus"...
Não sei se estou deixando para trás algo do qual eu tenha amado,
Porque no fim das contas,
A única coisa que eu sempre realmente amei,
Foi odiar...
Então eu apenas deixo à você,
A herença de minha tristes lembranças...
As lembranças de uma vida furiosa e sem sentido...
...As lembranças mortas em meu coração.
Fim
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