Notas iniciais
Geeente desculpe mesmo a demora ficou muito corrido e fiquei um tempo sem net :( mas vou postar dois capitulos bem grandes para tentar compensar essa demora :( .. Boa leitura !

P.O.V Rose

Organizar os alunos par volta ao castelo foi bem chato, muitos geralmente enrolam a sair das lojas , mesmo tendo o dia inteirinho para ficar em Hogsmeade. É função de cada monitor, na hora de ir embora, chamar os alunos para de volta do castelo, e assim o fiz, porém as minhas amigas não ficaram comigo, o que realmente era muito chato fazer isso sem elas ao meu lado, mas depois de brigas, início de namoros, términos de namoro, achava bem difícil elas me esperarem. Após eu dar o perdido o coitado do Lincon Finnigan foi embora, lamentando a investida perdida.

Após eu chamar e reunir todos os alunos, fui andando em silêncio ao castelo, mas para minha agradável surpresa Megan e Lilian estavam lá, ambas com sorrisos bobos, conversando animadamente.

―O que vocês duas estão fazendo aqui? Já não tinha ido embora?

―Resolvemos mandar os meninos irem na frente e esperar você ué. Fora que temos uma série de perguntas para fazer pra você garota. ―Lilian disse com um sorriso até as orelhas. Andamos abraçadas em direção ao castelo.

―Lá vem bomba. O que vocês querem tanto me perguntar, que foram capazes de abandonar seus novos gatos e ficar me esperando nesse frio. ― Perguntei mesmo já sabendo o que provavelmente elas iriam falar.

―Você sabe que o coitado do Finnigan ficou te procurando durante umas meia hora não é? Então, onde você tava menina? E não tente me enganar, fomos em tudo quanto é lugar e pra você ter sumido assim tem homem no meio, e como você já deu uns pegas no Malfoy hoje tenho certeza que teve dose dupla.―Megan disse toda animada e saltitante.

―Se você já sabe a resposta, porque vem me perguntar? ―gritinhos ensurdecedores das duas.― Para matar a curiosidade, depois que eu briguei com a galera da briga, ficamos pra trás na Casa dos Gritos nos beijando, apenas isso, ai o Alvo chegou e eu fui fazer o meu papel de monitora.

―Ui. Casa dos Gritos, acho que o romantismo ta em baixa esses anos, se bem que dar uns beijos lá deve criar uma certa tensão, uns perigos de ser visto ou de ter alguma coisa lá, ai deve dar o ar de “escondido é mais gostoso”, credo Rose, não esperava isso de você. ―Conversa com a Megan era impossível não rir, então fomos conversando e falando sobre o dia a volta inteira para o castelo. Aqueles minutos com minhas amigas foram de tamanha preciosidade, momentos assim a gente não deve jogar fora por menino nenhum, nem se for um Malfoy.

Chegamos ao castelo e fomos direto para sala comunal, infelizmente entre nossa família ainda haviam resquícios de uma briga que aparentemente estava mal resolvida, porque eu intervir antes que virasse um show de horrores em plena Hogsmeade. Hugo estava sentado perto da janela, olhando pro nada, ou vendo o tempo, ele fazia muito isso agora. James estava olhando emburrado para sua querida namorada Nick, que fazia questão de não deixá-lo ao menos tocar no seu cabelo que não estava tão impecável, talvez por causa do estresse. Rox estava parecendo concentradíssima lendo um livro, mas quem a conhece sabe que o roer de unhas significa que ela está bem longe daquela sala comunal.

―Ai galera que climão, vamos dar um up na vida. ― Desse Megan forçando um sorriso. Ninguém respondeu, Finnigan ao me ver nem perdeu tempo, se levantou e foi para o dormitório.

―Sabe Megan, temos uns assuntos mal resolvidos pra falar a verdade, tipo Hugo o que você estava fazendo com o Lysander?― Disse um James tentando ficar sério.

―Eu acho que com quem o Hugo fala, faz ou como a Rox contou, recebe presentes é apenas da conta dele e de mais ninguém, vocês seus bandos de curiosos deveriam deixar o meu irmão em paz, nessa família parece que não tem privacidade, todo mundo da conta da vida de tudo mundo, não pode ser assim não gente. ―Falei, fechando a cara e permanecendo séria o máximo possível, esperava que o que eu disse botasse fim ao climão ruim, mas todo mundo continuou em silêncio, Hugo apenas olhou pra mim com um olhar de agradecimento.

―Hugo você é gay? ― Molly que até então estava calada resolveu fazer a pergunta que estava na garganta de todo mundo, eu não esperava que o Hugo fosse realmente dar uma resposta, mas ele, no seu simplório jeito de ser, olhou dentro dos olhos de Molly e deu um sorriso um tanto amável, virou de costas para todos e saiu para o seu dormitório. Um minuto de silêncio agudo tomou conta do local, e isso só foi quebrado por um James um tanto irritado para fora.

―Eu to com fome, borá ir na cozinha galera? A Rose tem fofoquinhas pra contar pra vocês. ―Lilian falou dando uma ideia, tudo pra quebrar aquele gelo, mas felizmente conseguiu ser o suficiente para as meninas me olharem com malícia, se levantarem e irem pra cozinha. Após pegarmos uns lanchinhos e eu escutar gritinhos ao contar o caso, encontramos com Susanna que estava sentada na mesa comunal da Sonserina, sozinha e com os olhos cheios de lágrimas, fazia muito pouco tempo que Susanna havia andado conosco, mas vê-la chorar realmente me preocupou.

―Oi moça, o que aconteceu? ― Perguntei simplesmente, fiquei meio receosa, afinal não éramos tão íntimas assim.

―Vocês não vão querer saber, tem uma vida perfeita demais, nunca vão me entender. ― Roxanne sentou na mesa sem a menor e vergonha e disse:

―Vida perfeita? Só não sei onde você vê isso. Vivemos com brigas familiares, e por causa do Hugo que há grandes chances de ele ser gay por estar recebendo presentinhos do Lysander Scamander, quase ninguém sabe de James e Nick, e olha que isso ia causar uma bagunça por eles serem primos, a Rose ta namorando um cara de família que há décadas ou até mesmo séculos é rival da nossa, minha mãe está indo passar outra temporada na casa do meu avô que acho que infelizmente não passa desse mês fora que o casamento dos meus pais não anda lá grandes coisas, você acha que isso é coisa de vida perfeita? Pode parar de bobeira! Cada um tem uma vida com problemas diferentes, lógico que a gravidade varia, mas ué estamos longes de sermos perfeitos. Conta logo o que aconteceu.

―Eu agora não tenho ideia de quem possa ser meu pai. Inicialmente eu pensava que era ninguém menos que o professor de Adivinhação, pelo simples fato de eu ter descoberto que minha mãe e ele tiveram um caso, e ainda se vêem com muita freqüência, se é que vocês entendem, mas ele nunca deu ideia pra mim e sempre quando eu tentei questionar minha mãe sobre meu pai, tipo, sobre quem ele era, ela brigava muito comigo, falava que era pra eu esquecer daquele assunto, que eu nunca tive um pai e provavelmente nunca vou ter. Isso magoa demais, mas eu precisava saber, eu tinha que saber. Quem era e a pessoa mais próxima da minha mãe que eu podia recorrer durante o ano letivo era o professor Roberts, então eu me inscrevi na aula dele, mostrei totalmente interesse e dedicação, porque ele costuma marcar aulas particulares para alunos que tem um pouco de aptidão pra coisa. Ele me convidou e eu fui. Inicialmente eu não costumava perguntar sobre nada da minha mãe por receio, mas aí então esses dias eu fui escondida procurar nas coisas dele algo, mas aí ele me achou e me mandou sumir de lá, hoje eu tomei coragem e fui tirar todo o nó da garganta...

P.O.V Scorpius

―Você tem grande intimidade com o professor ao ponto de ir à sala dele um pouco mais cedo e contar ou inventar sobre algum sonho seu, nisso eu e o Alvo entramos e ficamos escondidos até a Susanna aparecer, aí depois você esquece alguma coisa lá e volta pra pegar, nisso aproveitamos o tempo para sair como se nada tivesse acontecido, um plano fácil e simples e que já cansamos de revisar. ―Disse Enzo um tanto entediado, Alvo tinha uma capa de invisibilidade muito legal que nos escondia, porém seriam dois meninos, um tanto já crescidos, a chance de algum deles aparecer era grande, a chance do professor Roberts adivinhar que os dois estavam ali também era enorme, mas tirando alguns furos, o plano em teoria estava perfeito.

―Eu concordo com o Scorpius, esse plano tem muitos furos, tudo pode acontecer, mas eu preciso saber no que a Susanna está se metendo então acho que vale a pena correr o risco, mas se formos pegos, meu pai não vai nem se importar se sou ou não filho dele, ele vai apenas me castigar severamente. Temos que ser sigilosos e tentar seguir tudo à risca. ―Alvo disse já preparando a capa para esconder si mesmo e Enzo.

Tomei coragem e bati na porta da sala de aula, o professor respondeu com um breve “já vai”, mas demorou alguns segundos para abrir a porta da sala de aula.

―Eu já te dis... Olha é você Sr. Malfoy, não esperava recebê-lo agora. Não combinamos nada não é? Eu não tinha visto o senhor vindo pra cá, provavelmente deve ser porque havia grandes chances de não vir. O que deseja?― Vestindo uma blusa social cinza, um suéter azul cobalto e uma calca jeans preta, o professor abriu a porta me olhando de esguelha, não reparei muito se os meninos conseguiram ou não entrar até eles derem um sinal cutucando minha perna levemente.

―Bom, eu tive um sonho diferente da ultima vez, havia pessoas que eu nunca vi na vida, tudo parecia sombrio, Rose estava chorando, um muro ao nosso redor cai. Isso me deixou bastante preocupado, pode ser o que?

―Nem todos os seus sonhos revelam alguma coisa Malfoy, alguns deles na verdade podem ser apenas sonhos, mas o senhor deve continuar tomando cuidado e anotando, nesse especificamente há o que apenas já esperávamos uma grande confusão, por isso o escuro e a queda do muro eu não tenho a menor ideia do que pode significar. Se era só isso eu acho melhor o senhor ir, já esta tarde e passou da hora de estar em seu dormitório.

Me adiantei e saí rapidamente deixando apenas um cachecol atrás de uma almofada de um sofá velho, ele não iria reparar, o importante era o que estava embrulhado dentro do cachecol, afinal eu também tinha que ouvir: uma orelha extensiva. Escondi-me atrás de um vaso de planta que ficava uns quatro metros da sala do professor, deu o horário exato de Parkinson chegar e ela apareceu, rodou em volta da porta durante alguns segundos, parecia que estava ensaiando o que falar, mas respirou fundo e finalmente entrou.

―Eu sei que não deveria estar aqui, mas eu não fiquei nada satisfeita da ultima vez que eu vim aqui, para você ter ficado tão bravo deve estar escondendo alguma coisa, mas você já imagina o motivo de eu estar aqui.― Susanna falou sem rodeios, a coisa parecia estar séria.

―Eu estou te achando bastante petulante senhorita Parkinson, pra entrar na minha sala sem ao menos ser convidada, quem você pensa que é? Não passa de uma menina ingênua.―Eu nunca vi o Roberts ser rude com nenhum aluno, era por isso que muita gente gostava dele, bonito e gente boa e com o ar de misterioso como costumam dizer.

―Petulante? Olha como o senhor está falando comigo, você tem uma relação muito afetuosa com a minha mãe, mas ela ainda sim se acha no direito de esconder as coisas de mim, vocês convivem a anos, provavelmente desde quando eu era pequena, mas o senhor nunca deu ideia pra mim, suas passagens eram rápidas. O senhor tem que me falar, é ou não o meu pai?―Pai? Eu ouvi mesmo bem? Roberts era pai de Susanna?

―Você é muito mais tola do que eu pensava, acha mesmo que eu teria uma filha com sua mamãe?― ele disse com a voz sarcástica e de nojo ao mesmo tempo. ― Quando eu a conheci de verdade e passei a conversar com ela, você tinha apenas seis meses de idade. Eu não sei nem porque eu ainda estou rendendo conversa, saia agora da minha sala!

―Pois fique sabendo que eu não arrasto o pé daqui até eu ouvir TUDO, eu não me importo se você tirar pontos da minha Casa, ou se eu pegar detenção. Pode abrir a boca pra falar, agora você pode reclamar, agora eu estou sendo petulante. ― Ela tinha sido muito ousada pra falar isso com um professor, haja coragem.

―Eu não sou obrigado a falar um pio com você que não passa de uma menina muito mal amada pela mãe e carente, mas como eu sou muito bondoso irei acabar de falar. Conheci sua mãe quando você estava com seis meses, ela é minha, digamos que por não termos compromisso, amante, mas acho que isso você já sabe. A única coisa que eu posso falar do seu pai é que ele não mora no país bem antes de você nascer e provavelmente nem sabe da sua existência, o motivo é com sua querida mamãe. ―Ele disse quase cuspindo cada palavra. Susanna ficou calada durante uns segundos, provavelmente digerindo o que lhe foi dito.

―Ele nem sabe que eu existo? Então se não estamos juntos foi porquê minha mãe não quis... E agora eu estou longe de descobrir quem ele é. Desculpa por vir aqui, mas eu tinha que saber, era minha única esperança. ―Ela disse, sua voz parecia desolada, no mesmo instante ela abriu a porta da sala e saiu correndo. Esperei cinco minutos para tentar bater na porta de novo, fiz isso, mas ao invés dele gritar que minha entrada estava permitida, abriu a porta com raiva.

―Desculpe professor Roberts, eu esqueci meu cachecol no sofá? Posso ir até lá pegar? ―Perguntei um tanto encabulado, ele não falou nada, apenas balançou a cabeça e manteve a porta aberta, o que deu tempo dos meninos saírem de lá, peguei meu cachecol com cuidado, desejei uma boa noite para o professor e saí o mais rápido que eu pude. Os meninos me esperavam no andar de baixo, não seria seguro comentar nada do que eu ouvi e eles viram minutos antes.

―Acho que ta explicado Alvo, o motivo dela ter mentido pra você... Eu não sabia que ela não tinha um pai, agora já sabemos. ―Eu disse meio sismado.

―Eu não vou questionar nada pra ela, não deveríamos ter visto e escutado aquela conversa, eu pensei que ela estava ficando com o professor. Eu deveria ter esperado ela se sentir a vontade pra vir e me contar e não ter ficado sabendo escondido. ―Alvo disse lamentando.

―Bom ao menos o plano deu certo, conseguimos entrar e sair de lá sem ser pegos e ainda descobrimos todo o mistério. ―Enzo disse tentando animar.

―Deu certo? Agora que eu estava pensando, não precisava de você ter entrado não Enzo, podia muito bem ter escutado as coisas comigo, o Alvo que é o pretendente que tinha que ter entrado sozinho pra ver o que ia rolar. ―Eu disse rindo.

―Acho melhor eu ir procurar a Susanna, ver se ela está bem, tentar animar, quem sabe funciona.― Falou Alvo olhando pra baixo.

―É só dar uns pegas nela que ela rapidinho esquece essa história. ―Enzo disse e caímos na gargalhada.