The Daughter of Athena
2 Capítulo 2
A garota verde sorriu para e mim, e logo após desceu das minhas costas, olhei fixamente para tudo, todos pareciam estar me encarando, mas não de um jeito ruim, os olhos eram curiosos queriam saber quem eu era, o que eu estava fazendo lá, mas de algum modo, parecia que eles sabiam do que se tratava, sabiam quem eu era. Depois de algum tempo me encarando, um garoto de no máximo dezesseis anos veio até mim e se apresentou:
– Olá, eu sou Collin Ferrean, monitor do chalé seis, chalé de Atena, deusa da sabedoria, e você seria? – ele sorriu um sorriso travesso, inteligente, os olhos eram um tom de cinza claro, diferente dos meus que eram cinza escuro.
– Lia Jane C.... Só Lia Jane, e eu não sei o que faço aqui – Sorri timidamente, estava amedrontada com o tanto de pessoas que me olhava. Eles olhavam para cima da minha cabeça, esperando que algo acontecesse lá, eu não sabia o que fazer.
O menino dos cabelos de ouro, começou a explicar algo realmente inacreditável, ele começou dizendo que minha mãe era uma deusa, e que lá onde eu estava era um acampamento para semideuses, filhos dos deuses GREGOS, DEUSES GREGOS... desde quando isso poderia existir? Ele continuou explicando que cada chalé era para um deus, e que eu ficaria no onze, chalé de Hermes, onde os novatos ficavam.
Logo após a longa explicação do Collin, eu ajeitei minhas coisas e levei-as para o chalé onze, aquele lugar era uma bagunça, toalhas molhadas para todos os cantos, sujeira de pizza nas paredes, cupcakes em baixo das camas, roupas usadas viraram cortinas, nada normal para uma casa, coloquei minha pequena mochila com algumas peças de roupas em cima de uma cama vazia, bem no final do quarto. A cama era pequena, estava empoeirada e com um colchão velho, eu encarei a cama como quem encara uma joia rara, um rubi de cem quilates.
Eu me fixei tanto na cama que acabei esquecendo que aquele chalé era cheio de gente, então repentinamente uma menina loira com os olhos azuis cristal, colocou as mãos nos meus ombros e indagou:
– Você está bem? – ela tinha um olhar travesso, tinha linhas de expressão nas bochechas e nos cantos da boca, eram marcar de um sorriso, um sorriso travesso assim como o olhar.
Assenti e sai do meu pequeno transe.
– Ótimo, eu sou Milena Gray Roccher, monitora desse chalé, ou seja eu faço as regras nesse lugar, então sempre deixe isso aqui bagunçado, não deixa suas joias e dracmas, dólares, armas, roupas e tudo mais jogadas, esse é o chalé de Hermes, o mensageiro dos deuses e deus dos ladrões, aliás essa faca é sua? – ela balançou a faca que eu ganhei de meu pai nas mãos.
Olhei a faca com uma cara de algo de tipo “Ei! isso é meu”, ela riu da minha expressão e me devolveu a faca e continuou sua explicação de como era o chalé onze, terminando com algo do tipo “Bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue”.
Sai novamente do chalé, lá fora estavam as mesma pessoas de antes, assim que sai, uma menina com os cabelos longos e castanhos, a pele e os olhos do mesmo jeito veio até mim e se apresentou:
– Olá, eu sou Malu, filha de Dionísio o deus do vinho e da loucura, mas eu NÃO sou louca, NÃO sou louca entendeu? – ela disse em um tom de ameaça.
–Sim eu entendi, eu sou Lia, filha de alguém, e eu acho que também não sou louca.- falei com um pequeno riso no olhar.
–Ótimo...- Ela disse em um tom de deboche.
Logo atrás dela outras pessoas vieram se apresentar uma lista gigante:
1.Lígia Martines, filha de Bóreas, albina, chalé vinte e um.
2.Jenny Belcourt Loss, filha de Ares, morena com várias cicatrizes pelo corpo, chalé cinco.
3.Penny Belcourt Loss, filha de Zeus, loira, olhos tempestuoso, chalé um.
4.Applin, ninfa, olhos violeta, pele verde e cabelos rosa, mora na floresta.
E por fim Elija Wood, olhos azuis, pele clara, expressão sonolenta e rosto angelical.
Depois disso, não prestei mais atenção em nada. Só foquei em uma árvore e a encarei, estava cansada demais, já estava ficando tonta e muitas pessoas estavam falando ao mesmo tempo, tenho certeza que lágrimas escorreram dos meus olhos, mas não sei ao certo, eu estava perdida no meu próprio mundo de isolação, na minha vida e achei que naquele estante estava tudo perdido. Eu estava sozinha. Sem ninguém, sentia falta de todos, Francis, Jane, de todos que me ajudaram, mas de algum modo eu sabia que aquela solidão era passageira, e totalmente irreal, pois onde cheguei, tinha amigos, que nem me conheciam.
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