The Daughter Of Rick Riordan
24 E a profecia se cumpre
Notas iniciais
- Nico? – disse Percy assustado
- Não! O Papai Noel! – disse a voz.
- Mas eu jurava que era a voz do Nico…
- Eu SOU o Nico, seu burro! – disse ele aparecendo
Percy abaixou a cabeça, como aquele meme, Okay.
- Ei! Não chame o Percy de burro! – começou Annabeth — Tudo bem que ele não tem faculdades mentais tão bem desenvolvidas como as minhas, mas…
- Obrigado! É suficiente Annabeth!
Não pude reprimir uma risada. Annabeth me mostrou a língua e Percy riu. Ela teu um tapinha nele e eles começaram a se estapear rindo.
Nico pigarreou.
- Hm, eu acho que precisamos salvar algumas pessoas… — disse Sadie
- É. Ham, Nico? – perguntei
- Sim?
- Sabe como…
- Abrir? Eu não, mas você sabe.
- Não eu não… — comecei. Geraki piou. Se pudesse revirar os olhos teria o feito. Ele esticou a asa para baixo, apontando para meu bolso. E sacudiu a cabeça, como se espantasse algo. Ou algo lhe desse arrepios.
Coloquei a mão no bolso e senti algo frio.
A Chave.
A retirei do bolso examinando seu brilho levemente prateado, fria como gelo.
- Ela… — comecei
- Sim. – disse Nico. – Não funciona pra voltar. Mas sim.
Coloquei-a na fechadura e abri a porta, revelando uma maravilhosa, emocionante, estupenda e excitante…
Caverna.
- Era só eu que estava esperando algo mais… — disse Sadie — Legal?
- Não. – respondemos em uníssono.
- Melhor irmos. – falei.
Todos assentiram e me seguiram em silêncio. Eu e Sadie convocamos bolinhas de fogo para iluminar o caminho.
A caverna parecia nunca terminar. Ela era… como descrever uma caverna? Chata, molhada, fria, escura, interminável.
Quando estávamos quase desistindo ouvi algo. Um grito. Era Jaz. Olhei para Sadie ela assentiu e começou a correr junto comigo. Os outros vieram atrás, tropeçando nos próprios pés.
Parei na beira de uma “clareira” com um enorme precipício iluminado com sinistras luzes amarelas e vermelhas dançantes. Era como fogo. No fundo dele havia uma enorme (~lê-se ENORME) fogueira e acima do precipício haviam várias gaiolas bem grandes onde estavam Haley, Jaz, Carter, Zia e Walt desmaiados.
Ao ver as gaiolas Geraki sacudiu a cabeça novamente. Ele estava com medo.
- Ora, ora, ora, – retumbou uma voz grave – se não é Anne Riordan. Veio salvar seu irmãozinho que eu roubei? Ownt, que fofo!
- Que-quem é você? – gaguejei.
- Quem mais poderia roubar alguém sem ser visto? Ser tão ágil e invisível como eu? Receio que seus pais saibam quem sou…
Então os vi. Meus pais, desmaiados em outra gaiola menor, e o fogo ardendo, cada vez mais alto.
- MOSTRE-SE! – gritei – LUTE COMIGO! QUEM VOCÊ QUER? EU OU ELES?
- Tudo bem querida, eu quero você. – disse…
- HERMES? – perguntamos chocados.
- Sim! – ele disse feliz.
- Porque você…
- ELE VANDALIZOU MEU FILHO! – gritou Hermes – LUKE FOI UM HERÓI! ELE SALVOU O MUNDO! E AGORA, — ele suspirou e estalou os dedos, fazendo todos acordarem – está na hora de ele ver sua querida filha morrer! QUERO VER SE VAI VANDALIZÁ-LA TAMBÉM, RICK RIORDAN! – ele falou o nome de meu pai cuspido, como se fosse um insulto. Ele deu uma risada nervosa – Sempre fiquei magoado com Rick por causa daquilo. Mas ficava quieto. Vandalizou meu filho, um herói. Vandalizou.
Todos tentavam gritar, mas suas vozes não saíam. Como o mudo na TV.
- Mas Luke foi um herói… — falei com os olhos marejados. – Você devia ter orgulho de ele ter sua história contada para todo o mundo. Orgulho. Ele… — nesse momento lágrimas escorreram por meu rosto. Parei, respirei fundo e continuei – Mas se o que você quer sou eu, leve-me. Mas deixe-os em paz.
Hermes estalou os dedos e algo rugiu. Estava só eu e o monstro. Um gigante.
Não lutei. Se era pelo bem de todos, que assim fosse. Enquanto o gigante se aproximava tirei Pansélinos e coloquei em um canto. Queria que pelo menos meu arco sobrevivesse.
POV. Haley
- Anne… — foi a única coisa que pude dizer antes que o gigante a esmagasse. Junto com a vida de Anne as gaiolas, o gigante e o precipício se desfizeram, nos deixando caídos ao lado de uma heroína. Uma heroína morta.
Então uma luz iluminou toda a caverna. Era o espírito de Luke.
- Pai, eu não… — ele começou. Estaria chorando, se fantasmas pudessem chorar. Ele se recompôs e recomeçou. – Ela… ela salvou vocês, não foi? – ele perguntou
Assenti.
- Pensei que você não pudesse ser tão… — começou Luke para Hermes, com cara de nojo. – Se pensou que estaria me honrando se enganou, pai. Profundamente. Matou uma garota por motivos fúteis. E eu pensando que os deuses poderiam ter algum fundo nobre.
Hermes estava atônito demais com a presença do filho para falar.
Ele chegou ao lado de Anne, que por incrível que pareça não estava achatada, e disse algumas palavras. Seu brilho desapareceu pela metade e ele sumiu. Nos deixando sozinhos com Ela. Nossa heroína, Anne Riordan, a Filha de Rick Riordan.
The Smiley Girl
Notas finais
Obrigado a todos que leram a fic, é com muito pesar que termino ela, mas vocês não vão me abandonar, né? A segunda vem aí, quando eu postá-la coloco o link na descrição dessa.
Fantasmas, poderiam me mostrar que leram ela pelo menos só nesse cap? Por favor.
Até mais, obrigado por tudo.
Amo vocês, de coração.
Beijos,
The Smiley Girl.
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