The Dark Side Of The Sun
8 Capítulo #7
Notas iniciais
- Frankie? Will? – Entrei em meu quarto e Garrett vinha logo atrás de mim.
- Graças a Deus! Achei que ele tinha te estuprado, vendido seus órgãos, comido o que não servia e... Ah, oi Garrett! – William coçou a nuca e não consegui controlar a risada.
- Olá...
- William e Frank. – Apontei para o moreno e depois para o loiro. Garrett sorriu educadamente e se jogou na cama de William que ainda estava corado até as orelhas. – Se joga pelo menos na minha cama, garoto.
- E de quem é essa aqui? – Sustentou seu corpo nos cotovelos e olhou para mim enquanto eu me sentava no colo de Frank. Arqueou a sobrancelha e eu sorri com aquilo. Alguém estava com ciúmes...
- Do Will. – Deixou o corpo cair na cama novamente.
- Se importa, William? – O loiro sentou na cadeira da minha escrivaninha.
- De jeito nenhum. – Garrett sorriu me provocando, mas ao mesmo tempo seus olhos diziam “Mais tarde a gente conversa”.
- Então... Posso saber o que estavam fazendo? – A voz de Frank carregava um tom divertido e malicioso ao mesmo tempo. Senti minhas bochechas corarem e quando ia respondê-lo, Garrett fez por mim.
- O mesmo que vocês. – Frank se mexeu desconfortavelmente em baixo de mim e quando eu olhei para William seus olhos estavam arregalados. – Nada. – Frank suspirou baixinho. O que está acontecendo com esses dois?
- Dudes, tenho novidades. – William correu e sentou-se na minha cama de frente para mim e Frank. – Garrett é filho de Norman. – Se um daqueles dois arregalasse um pouco mais os olhos eles iriam saltar, sério.
- G-Garrett? Filho de N-Norman? – Frank disse em baixo de mim.
- Isso.
- D-Daquele Norman? – William sussurrou e eu rolei os olhos dramaticamente.
- É, porra!
- O que diabos ele veio fazer aqui então? – Frank sussurrou em baixo de mim e a voz de Garrett ecoou pelo quarto.
- Eu vim ajudá-los.
- A prender seu próprio pai? – Frank estava meio descrente.
- Se ele for o culpado... – O moreno sentou-se ao lado de William. – Não vai ser fácil, cara. Ele é meu pai! Mas se ele realmente fez isso ele vai ter que pagar. – A voz de Garrett estava carregada de convicção, mesmo que seus olhos estivessem tristes. Foi o suficiente para convencer Frank sobre suas intenções.
— Eu achei isso lá na sala dele, Frankie. – Puxei meu celular do bolso da minha calça e entreguei o post-it para Frank.
- Um e-mail e um telefone. De quem são? – Entregou o post-it para Will e ele e Garrett espiaram.
- Aparentemente são da mesma pessoa. Uma pessoa que disse para que Norman ficasse de olho em mim. – Frank arqueou as duas sobrancelhas e assobiou.
- Para ficar de olho em você Eleanor ou você Travis? – William perguntou.
- Em Travis. Eu liguei para esse número, que era o único que estava nos registros telefônicos, mas não na agenda. Não me atenderam, mas assim que a chamada caiu recebi uma mensagem. Algo como “Pare de ligar e fique de olho no garoto”. – Os três mantinham os olhos fixos em mim. Entreguei meu celular para William.
- Will, você sabe como colocar meu número como restrito? – Confirmou com a cabeça e começou a mexer nas configurações do meu celular.
- O que você vai fazer, Ells? – Frank perguntou e apertou ainda mais os braços em torno da minha cintura. Apesar de o contato ser um tanto quanto íntimo era totalmente fraternal. O tipo de contato que eu tinha com meu irmão.
Mas acho que Garrett não pensava assim. Pois ele arqueou uma sobrancelha e moveu os lábios dizendo “Ells? De verdade?”. Mordi os lábios prendendo o riso.
- Vou ligar e torcer para ele me atender. – Peguei o celular que William estendia para mim. Digitei os números marcados no post-it e apertei o botão verde.
- Me ligar de um número restrito não vai adiantar nada, você é o único que tem esse número. Pare! Já estão desconfiando. Mais tarde te ligo. – Uma voz feminina sussurrou do outro lado da linha e em seguida desligou.
Eu conhecia aquela voz. Não sabia de onde, mas conhecia.
- Quem era? – Garrett perguntou aflito atrás de mim. Os três já estavam de pé ao meu lado.
- Não sei... Ainda. Era uma mulher, certeza. – Coloquei meu celular sobre a escrivaninha. – E ela achou que fosse o seu pai, mesmo com o número em restrito. Disse que só ele tinha esse número.
-Desse jeito a gente vai demorar anos para descobrir quem é essa pessoa. E como isso vai nos levar a descobrir se foi Boyd que matou seu pai? – Frank se pronunciou. Eu não sabia. Eu estava tão cega que não havia parado para pensar onde aquilo poderia me levar. Ou se me levaria a algum lugar.
- Eu sei um jeito. – O olhar de Garrett se iluminou e de alguma forma eu sabia que seria minha salvação.
- Que jeito é esse? – Will perguntou.
- Me sequestrem. – Um enorme ponto de interrogação foi desenhado na minha testa e nas de Will e Frank.
- O quê? – Nós três falamos juntos. Acho que me enganei quando disse que a ideia de Garrett seria minha salvação.
- Vamos forjar meu sequestro. Liguem pro meu pai, digam que estão comigo. Eu até falarei com ele se precisar. Peçam respostas. Ele não vai negá-las, não vai colocar minha vida em risco. — Apesar de arriscada a ideia era boa.
- E se ele ligar para a polícia? – William questionou.
- Falem que se ele ligar para a polícia vocês vão me matar. Ou algo assim. – Garrett sentou-se na cadeira e começou a girá-la. – Gravem tudo. Peçam provas físicas. – Garrett me puxou pela mão e encaixou meu corpo no meio de suas pernas. Levou sua mão até meu rosto e acariciou o mesmo. – Se meu pai tem alguma coisa a ver com isso nós vamos descobrir. Eu te prometo, Lea. – Sorri ao escutar aquele apelido. O apelido que apenas as pessoas mais próximas de mim usavam.
Garrett era tão próximo de mim quanto eles. Mesmo que tenha usado menos da metade do tempo que os outros usaram para isso.
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