The Dark Side

1 Meus pais adotivos são mafiosos russos!


POV Bia

ARGH! Odeio acordar cedo, O-D-E-I-O com todas as minhas forças! Levantei da cama lentamente, fui andando lentamente até a cozinha e leeeeentamente tomei meu café, mais devagar ainda fui subindo as escadas e em uma velocidade de 0,00001 km/h escovei os dentes e me arrumei pra escola. Mais um dia chato, da minha vida chata em uma cidade chata perto de Long Sland, as únicas pessoas que conseguiam alegrar os meus dias era o Bruno, meu melhor amigo desde o sexto ano, e o Lucas meu amigo desde o ano passado. O Bruno e muito alto pra idade dele, tem cabelos pretos e olhos castanhos claros, já o Lucas é totalmente o contrario, é baixinho, consegue ate ser mais baixo que eu, tem olhos bem pretos e cabelos loiros enrolados. Os dois são quem conseguem me botar pra cima e me fazer rir, já que na minha vida as coisas não são muito divertidas, eles são as únicas pessoas com quem posso fazer a merda que eu quiser. Eu não curto muito andar com garotas, eu sou uma das poucas que consegue falar mais de 5 palavras sem envolver cabelo, unha, roupa e sapato no meio, eu só tive amigas meninas no orfanato. Aé, o orfanato! Quando eu tinha 6 meses, meus pais me deixaram na porta de um orfanato apenas com um daqueles cestos pra bebes, um chocalho com duas cobras entrelaçadas e uma pulseirinha com o símbolo da medicina, desde então eu vivi em um orfanato até os meus 12 anos, quando um casal me adotou. Hoje, com 15 anos eu ainda não me dou bem com eles, são muito estranhos e passam o dia inteiro fora de casa, não são muito presentes, e nem sabem que eu tenho déficit de atenção, não sei o que eles fazem da vida porque quando eu pergunto eles falam que é muito complicado pra entender. QUAL É? Eu não sou tão burra assim, posso até parecer, mas não sou U.U Esses dias, pela primeira vez eu vi um deles em casa, as 4:30 da manhã quando fui pegar uma água e ouvi o Carlos falando algo sobre "É a hora. Ela já está bastante crescida, a observamos durante todos esses anos e sabemos todos os seus pontos fracos" Eu tinha as minhas suspeitas sobre isso, mas depois desse telefonema, eu tenha certeza, eles trabalham pra máfia Russa! SEMPRE SUSPEITEI! Por isso são tão estranhos. Tive que contar isso para os meninos. Entrei no ônibus da escola e me sentei no ultimo banco entre o Bruno e o Lucas, contei a historia da máfia russa toda, do inicio ao fim.

- Estranho eles terem usado o telefone... — disse Lucas falando com Bruno como se eu não estivesse ali.

- Muito. Tem certeza que era um telefone Bia? — disse Bruno.

- Ter eu não tenho não, eram 4hrs da manhã, só sei que não era o telefone fixo, e nem um celular, era uma coisa maior e com a largura de um daqueles telefones antigões. — respondi.

- Não é aquela coisa que o Quiron falou pra tomar cuidado? — disse Bruno para Lucas.

- É sim. — os dois voltaram a falar como se eu não estivesse ali.

- Que coisa? — perguntei.

- Se for isso mesmo, temos que tirar ela daqui o mais rápido possível. — disse Lucas me ignorando.

- Ela quem? Que coisa? — perguntei.

- Hoje? Mas já? Temos que entrar em contato com Quiron primeiro.- disse Bruno

- Quem é Quiron? Quem é ela? E que coisa? — perguntei denovo.

— Então temos que fazer isso agora. — disse Lucas.

Assim que o ônibus parou em frente a escola, os dois me puxaram para dentro da escola e me levaram até a piscina da equipe de natação, ligaram a mangueira e jogaram água pra tudo quanto é lado, tipo "O QUE QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO CARAI?", raios de sol refletiram na água da mangueira formando um arco-iris , Lucas tirou uma moeda do bolso e jogou na água dizendo " Ó deusa do arco-iris mostre- me Quiron, acampamento meio sangue"

- KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK QUE POHA VOCÊ TA FAZENDO LUCAS? — eu tive uma crise de risos.

- NÃO ZOE COM UMA DEUSA BEATRIZ! — Ele disse brigando comigo.

Do nada o arco-iris virou uma névoa esquisita e a imagem de um homem barbudo apareceu e ao seu lado tinha um outro homem rechonchudo com um cabelo cheio de cachinhos.

- Quiron, eles estão planejando algo, temos que tira-la daqui. Eles estão entrando em contato com ele.- disse Lucas ao homem.

- Onde ela está? — o homem perguntou.

- Bia, aparece aqui. — disse Lucas me chamando. Fui andando ate a imagem flutuante no meio do nada.

- Er...eles podem me ver? — perguntei.

- Sim, podemos menina. — disse o homem rechonchudo.

- Ata...oi tios.- falei.

- Tios, essa é nova. — disse o homem rechonchudo novamente revirando os olhos em seguida.

- Minha filha, você tem que confiar nos seus amigos agora, eles vão te levar para um lugar seguro, onde todos são iguais a você. — disse o homem barbudo.

A imagem fui ficando tremula até que sumiu em meio a névoa. Lucas e Bruno se entre olharam e me puxaram novamente, mas pra fora da escola, e fomos andando até a minha casa.

- A gente tem aula. -falei.

- Eu sei.- Bruno falou.

- Temos que ir pra escola.

- Desde quando você gosta de ir pra escola Beatriz?- perguntou Lucas.

- Sei la cara, só sei que quando um cara estranho fala pra eu confiar em vocês, eu não confio em vocês.

- La vem ela com suas conclusões idiotas.- disse Bruno- Você me conhece à 4 anos e você não confia em mim?

- Claro que confio, mas...sei la.

Chegamos na minha casa e para nossa surpresa eles estavam la, os dois, juntos, de manhã, em casa, ISSO É UM MILAGRE DE DEUS (ou não).

- Pensaram que ia ser tão fácil assim? Chegar aqui, pegar as coisas e ir embora? Sem explicações para os seus queridos pais?

- FIQUEM LONGE DELA! — disse Bruno.

- Não meu amor, isso seria dor demais para uma mãe. — disse Susan.

- EU ESTOU AVISANDO. — Bruno continuou ameaçando.

- Calma Bruno... — disse Lucas.

- É, calma Bruno, eles são meus "pais". — eu disse.

- Isso, somos seus pais, vem cá com a mãe, vem. — disse Susan. Fui andando em sua direção mas Bruno me agarrou antes.

- Porra Bruno, me deixa!- falei.

- Deixe ela vir garoto- disse Carlos.

- Não. — ele disse.

- ME SOLTA BRUNO! — eu gritei.

- Para garota, to te protegendo. — ele disse.

- Bia, ouve o Bruno.- disse Lucas.

- O que deu em vocês? Eles são meus pais.- eu disse.- ME SOLTA BRUNO!!

- Solta ela garoto. — repetiu Carlos.

- Não. — disse Bruno novamente.

- EU DISSE PARA SOLTA-LA. — gritou Susan se transformando em um bicho horrendo, um morcego misturado com humano e um porco, sei la, so sei que era estranho demais.

Bruno tirou uma espada não seu de onde e atacou, e Lucas apenas tirou uma flauta ta mochila. Uma flauta. UMA FLAUTA. TEM UNS BICHOS ESTRANHOS NA MINHA CASA, E VOCÊ PEGA UMA FLAUTA PRA AJUDAR? Vai fazer o que? Bater com a flauta na cabeça deles até sangrar? Foi ai que ele tocou a flauta em um som tão agudo que humanos não podiam ouvir, mas aqueles bichos sim, e ficavam atordoados com aquele som, dando chance para Bruno atacar com sua espada, fazendo Susan virar pó com um só toque. Mas Carlos reagiu rapidamente e bateu em Bruno com uma de suas asas, obvio que eu e Lucas fomos ajuda-lo, mas assim que demos as costas, Carlos me pegou pelo pescoço e me ergueu ao alto.

- Finalmente, após todos esse anos te aguentando posso terminar o que vim fazer. — disse Carlos com sua voz sinistra e rouca. Ele ( ou ela, não sabia o que exatamente era aquilo) pegou na mesa um vidrinho com alguma coisa estranha dentro e tentou me fazer beber.

- BIA, A PULSEIRA. — disse Lucas.

- Que? — eu disse quase sem ar.

- Tira ela e a aperta bem forte! — ele disse. Fiz o que ele disse, porque neste momento aceitava qualquer sugestão. Quando vi, estava empunhando uma adaga, feita de aparentemente ouro, e em seu cabo haviam duas cobras entrelaçadas, assim como o símbolo da pulseira. Sem pensar duas vezes dei um golpe com a adaga em "Carlos" que se transformou em pó, assim como aconteceu com Susan.

- Você está bem? — perguntou Lucas.

- Eu to. Vocês estão? — perguntei.

- Estamos.- responderam.

- O que eram aquelas coisas?- perguntei.

- Benevolentes. — Lucas respondeu.

- Então o Carlos era Carlota? — eu disse.

- Não necessariamente.- Lucas disse.

- Temos que sair logo daqui. — disse Bruno com uma cara amarrada.

- Sim, vamos! — disse Lucas.

Me enfiaram dentro de um carro que surgiu do nada, e veio com velhinhas de brinde.

- Para onde? — disse a velha 1.

- Acampamento meio sangue.

- Sempre nos pedem para ir para lá, devíamos cobrar mais caro. — resmungou a velha 2.

Chegamos ao lugar onde foi indicado às senhoras. Era uma colina cheia de arvores em volta de uma passagem escrito "Acampamento Meio-Sangue" em uma língua estranha, que não sei como, consegui entender perfeitamente. Entramos naquele lugar que até então eu perguntava e perguntava mas ninguém me respondia que porra de lugar era esse que eu estava, e o homem barbudo que estava naquela "video chamada" estranha na piscina da escola, estava me esperando na porta do Acampamento do não sei o que.

- Bem Vinda ao Acampamento Meio-Sangue.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.