The Dark Secrets

6 Capítulo 6 - Aliado


“Finalmente cheguei em casa”

Ao chegar em casa esperava encontrar Temari. Nada. Ele estava começando a ficar preocupado. Tentou ligar para ela ou para um de seus amigos. Mas era como se não quisessem atende-lo. Pela primeira vez na vida, ele não queria simplesmente ficar parado esperando algo acontecer.

“Hospital Psiquiátrico”

Hum... Teria Neji seguido para aquele local? Pergunto-me se Neji esta la agora, se ele procurava algo ir direto a fonte poderia ser uma boa idéia.... Acho que é um plano melhor do que esperar aqui.

Após alguns minutos chegaria a meu destino. O hospital psiquiátrico não me é estranho. De verdade. Eu já tinha ido visitar algumas vitimas de guerra. Nem todos poderiam suportar a morte de entes próximos. Penso se um dia, se as coisas tivessem sido diferentes, eu teria me tornado psiquiatra. Sim, psiquiatria e psicanálise, são coisas que me atraem exatamente por sua curiosa complexidade, como entender a mente humana? Mas no fim aquilo não combinava muito comigo. Eu não gostava de Hospitais, locais cheios de gente doente e durante a noite tem um clima estranho que não acho muito convidativo. Não sei, acho que tenho algum tipo de aversão a esses estabelecimentos. Pior ainda seria trabalhar tanto quanto um médico, ouvi falar que alguns passam madrugadas acordados. Uma profissão que sou privado do meu sono? Não obrigado, pelo menos não estaria no topo da minha lista de empregos favoritos.

“Aqui está.”

A entrada faz até esse local aparentar calmo e agradável. Mas sei que a parte de dentro há gritos e choro. Porém, para minha surpresa ao entrar, apenas mais daquele maldito silêncio.

Paredes brancas, piso branco mal cuidado, teto branco, luz branca, corredor branco. Afinal quem é responsável por decorar esse lugar? Isso já esta me deixando com dor de cabeça.

Ainda estava olhando o teto quando noto pelo canto do olho um movimento no fim do corredor. Era perto do elevador. Um homem alto, já tinha notado a minha presença e sabia que eu tinha notado a dele. Provavelmente agora estava esperando eu me aproximar.

–Senhor?

O homem alto olha para mim, não o reconheci bem a primeira vista devido o capuz. Pensava que ele tinha parada com essa mania.

–Shino? É você?

–Ola, Shikamaru.

Shikamaru e Shino há muito percebera que destacavam da maioria, pelo menos no quesito inteligência e autocontrole respectivamente, mas também uma quantidade considerável da característica em que o outro se sobressaia para ambos. Desde pequeno havia uma clara, às vezes gritante, diferença no seu desenvolvimento de Shino. Enquanto Shikamaru era uma criança desleixada e preguiçosa, Shino parecia estar anos a frente de seus colegas em notas e em maturidade. Seus familiares e professores diziam que ali se encontrava um mini-gênio, um superdotado que precisava de um suporte educacional diferenciado. Shino, entretanto, odiava atenção por isso querendo ou não teve poucos amigos e dificuldade em fazê-los. De fato era necessário, mas não foi o que aconteceu. Muito cedo também, Shino mudou ainda percebeu que seria necessário colocar as suas habilidades para a normalidade caso quisesse manter-se num certo anonimato. E foi exatamente isso o que fez. De repente passou a se comportar como as demais crianças, pelo menos foi o que tentou. E sua comunidade acabou pensando que havia se enganado, que aquilo fora só um equívoco. Um simples garoto com potencial porém sem habilidades de se relacionar. Shino sabia, Shikamaru sabia. Ele não era um garoto comum como todos os outros.

Após a faculdade se distanciaram. Shino estava ocupado com seus estudos que no fundo eram um pouco invejados. Psicologia e Psicanálise. Ele tinha potencial suficiente para ser um psiquiatra, porém até eu entendo que é preciso de um bom relacionamento com toda uma equipe quando se torna um.

–Achei que eu estivesse sozinho aqui. Afinal onde foram parar os pacientes?

–Eu não sei Shikamaru, isso na verdade não me importa.

"Carismático como sempre".

–Podemos descobrir isso juntos talvez?

–Não obrigado, acho que já estou um passo a sua frente. Sinto que estou próximo da verdade.

Shino entra no elevador

–Fique longe daqui, acho que vai ser melhor para você.

As portas se fecham mostrando aquele rosto quase escondido que insistia em usar óculos escuros. Afinal qual é o problema desse cara, essa de ficar usando capuz e querendo ficar sozinho acham logo que o cara é encrenca ou usa drogas. Talvez os dois, sei lá. Mas dessa vez isso estava muito suspeito. Me afastar? Como se fosse. Além do mais o que ele sabe que eu não sei? Aperto o botão e penso quantas pessoas já entraram naquele elevador e nunca mais desceram, se é que da pra entender...

“Finalmente”

Pressionando o terceiro andar sei que vou alcança-lo, dei uma boa olhada em qual andar o elevador havia parado. Não foi preciso mais do que alguns passos para perceber que Shino vasculhava papeis em uma das salas, uma das poucas abertas. Ele quebrou a tranca ou tinha a chave com certeza.

–Shino escute, eu não sei o que esta acontecendo, mas você me deve uma explicação.

Tinha tirado o capuz e os óculos em fim, mesmo assim me encarava com a aparência de não quero ter amigo algum. Bem, talvez Kiba seja o mais próximo. É o único que o vê conversando com ele por mais de 5 minutos.

–... Você... Você já deve ter percebido que a algo muito errado acontecendo. Não tenho certeza o que é. Mas acho que o a família Hyuuga esta envolvida de alguma forma.

Shino coloca uma mão no bolso e vejo que ele retira um pequeno envelope branco.

–Meu pai devia ter enviado essa carta, mas eu não sei onde ele esta. Leia.

“Pelo que parece o esperto Hyuuga começou a agir. Eu sei que prometemos não falar mais disso, mas sua parte não foi cumprida. O que aconteceu? Ficaram assustados? Tudo parecia que ia dar certo. Mas enquanto essa abominação continuar há perigo de colocar tudo a perder. Estamos de olho em você. Ouça meu aviso, se ele não aparecer na próxima reunião, eu mesmo me certificarei que você vai morrer.

S. Aburame”

–Eu estava seguindo o Neji, ele parece ter vindo visitar esse Hospital varias vezes . E hoje eu o vi carregando um livro sobre o local. Talvez aqui tenha mais respostas.

–Sim eu... Eu o vi mais cedo com esse livro.

–Se quer me ajudar, vasculhe o andar abaixo. Eu vou continuar por aqui

Eu estava atrás de respostas. Shino estava cooperando, então não ia discutir.O segundo andar não se diferenciava do terceiro. Era exatamente o mesmo corredor. Todas as portas estavam trancadas. A única porta aberta era um escritório. Esta desarrumado, mas em cima da mesa havia claramente um papel com a assinatura de um dos médicos. Shikamaru começa a ler.

“Senhor H.

“Creio que queira manter a permanência dele aqui em sigilo, por isso ele não passa a noite aqui ou sequer vem todos os dias. Mas é preciso que o senhor compreenda. Procuramos tratá-lo com terapia intensiva. Com o pouco de tempo que nos oferece não podemos confirmar a eficácia do tratamento. Acho que ele ficou traumatizado devido a morte do pai. Me encontre no metro, se queremos manter nossas cartas em sigilo então devemos trocá-las fora daqui. Desça as escadadas na estação da rua Granthan.”

Shikamaru não acreditou. Era verdade? Os Hyuuga escondiam a permanência de Neji naquele hospital? Afinal o que havia de tão errado com Neji? Shino precisava saber disso. Mas ao retornar. Shino não estava mais la. Shikamaru sorriu um pouco ao pensar que caiu em um plano tão bobo, ele não estava atrás da ajuda dele, apenas queria de uma oportunidade de se distanciar.

Era de se esperar, talvez ele achasse que não havia nada mais sobre o Neji ali. Vai ver ele mesmo era seu único aliado. Segurando a nota firme em sua mão ele leu mais uma vez. O metrô a carta dizia. Shikamaru já sabe o destino.