The Dark Secrets

7 Capítulo 7 - Sosinhos


Naruto caminhou sozinho pelas ruas. Passou pela frente da casa, não, da mansão onde Hinata morava. Os portões da família Hyuuga, parece que o clã inteiro havia sumido, não viu se quer um barulho, quando passou por la. Olhou pensativo.

"Hinata... Sem você não sou eu mesmo..."

–Está tentando invadir minha casa agora?

–Hanabi! Você esta bem?

–Claro que estou... Você não devia estar no Hospital? Eu ouvi você murmurando algo sobre Ino e Sakura. Sabe Naruto, apesar de te odiar eu acho que vou te ajudar –Minha irmã... Ela falava muito sobre você. Na verdade ela só falava sobre você. Disse que o amava mais do que tudo- Hanabi estava triste, ao lembrar daquelas palavras ela lembrou que a irmã gostava mais de Naruto do que sua própria família, do que sua pequena irmãzinha.

–Ela...disse isso?

–Sim, acho que um ano atrás.

–...?! Mentirosa! A um ano atrás Hinata- Naruto parou por um segundo, não sabia o que Hanabi ia ganhar tentando torturá-lo assim. Hinata estava morta a três anos, ele tocou e viu seu corpo morto. Mas era melhor ter essa conversa depois. Afinal ela estava tentando ajudá-lo certo?

–Acho que eu vi Sakura andando por ai. Ino no entanto foi pra o outro lado, para aquela famosa prisão onde os Yamanaka fazem interrogatórios.

–O que? Porque as deixou ir?

–Quer que eu pare todo mundo que conheço? Todos tem uma vida para cuidar Naruto, afinal qual o seu problema? Olhe, eu tentei ajudá-lo, mas eu sou uma mentirosa não sou? Então boa sorte.

Naruto a viu desaparecer mais uma vez naquela névoa que insistia em enturva sua visão no dia frio. A prisão Yamanaka ela disse? Não era longe dali. Ele podia chegar em um instante.

Fechou o casaco até o pescoço. Com passos rápidos não foi difícil, apesar de tropeçar uma ou duas vezes. Por um instante a mais, olhou o apartamento de Sasuke, o ele estaria? Será que estava bem?

Decidiu checar se seu amigo já tinha voltado. Ele entrou em seu apartamento, um tanto quanto simples demais para o tanto de dinheiro que Naruto sabia que o amigo possuía. Mas ele sabia o verdadeiro motivo do Uchiha morar ali. Nada mais que uma rosada que mexia com sua cabeça. Ele bateu e bateu, mas sem resposta. O mesmo para Sakura. Escreveu um bilhete com papeis e uma caneta que havia achado no térreo, onde quase sempre acabava por cruzar com um doa moradores quando visitava o lugar, mas claro que não havia ninguem. Chegou a porta e bateu. Sem resposta. Gritou o nome de Sasuke três vezes, mas não havia ninguém. Com pressa, achando que estava perdendo tempo, escreveu um bilhete e colocou parte por debaixo da porta e saiu pelas escadas.

Logo chegou a seu objetivo, o confessionário dos Yamanaka. Nada poderia ser guardado em segredo la dentro. Ele tomou fôlego e entrou.

...

Sakura estava impaciente, ela estava esperando alguém a mais de uma hora... E nada. Ela olhou pela porta do hospital, começou a contemplar a névoa. Não muito densa, podia ver claramente as coisas, mas somada com o constante silêncio, ela dava um ar sombrio a Konoha.

Ela começou a pensar onde todos os amigos estariam. Naruto... Onde Naruto estaria em uma hora como essas? Ele agia muito estranho dês da morte de Hinata. Quando ela adoecera ele vinha visitá-la todos os dias no Hospital, Hinata insistia que não precisava de tanto cuidado, mas Naruto não dava ouvidos, ele sabia que o simples fato dele aparecer fazia sua amada passar o resto do dia sorridente. Ela devia permanecer sempre aqui, mas insistia em sair, queria demonstrar para Naruto que ainda era forte...

Ino... Era nela que Sakura mais pensava entre suas amigas. Não que não gostasse de sair com Tenten ou Temari. Quando as quatro saiam se divertiam muito. Mas Ino era sua mais antiga amiga. Da mesma forma que Naruto, Ino passara a ficar triste boa parte do tempo. As vezes apresentava mudanças rápidas de humor, alegre e extrovertida em parte do tempo, calada e pensativa no outro. Como se lembrando de algo que a mantivesse com a mente afastada do que estava fazendo no momento.

Sasuke, apostava que ele não esta tendo problemas com a situação. Ainda sim, era com ele que ela mais se preocupava.

...

Sasuke caminhava apreensivo por aquele lugar. Não gostou muito dele. Apesar de ser provavelmente um sonho, não queria se descuidar ali. O piso estava imundo, como se não tivesse sido varrido a anos. Quebrado e desgastado, as paredes revelavam uma umidade fétida que se apresentava naquele lugar. Ele gostava de pegar o metrô a noite quando voltava da facuuldade. Uns diziam perigoso, Sasuke chamava de silencioso.

Olhou para trás e viu Tenten o seguindo. Ela parecia confiar nele. Seria ele capaz de tirar ela de la, quer dizer, mal ele sabia onde estava. Seus pensamentos foram cortados quando Tenten parou de andar.

–Espere, eu simplesmente não aguento mais esse lugar. Acho que eu- coloca as mão na boca, faz uma cara de enojada. — eu vou vomitar – e corre para uma porta que, pelo que aparentava, parecia ser um banheiro.- Espere aqui.

Sasuke não queria ficar olhando a amiga vomitar, além do mais ela pediu apenas para ele esperar. Sasuke encostou na parede ao lado e aguardou.

Nunca passou muito tempo fora do trem para ficar de olho na estação. E não é assim que age-se na vida?

Tem se tantas pressas nesses dias que é dificil qualquer pessoa olhar para o ceu por mais de 1 minuto. Parece perda de tempo. O mesmo vale para reparar os pequenos detalhes a nota volta, seja dos objetos, dos lugares ou até de nossos amigos.

Cinco minutos haviam se passado, pensou em esperar por mais algum tempo, mas a idéia de ficar la fora sozinho... Não, não podia ficar ali. Ele abriu a porta do banheiro. O cheiro havia ficado bem pior do que la fora. Bem, achou que era algo de se esperar de um banheiro publico em um local como aquele.

“Mas espere”

Onde se encontrava Tenten? Olhou para casa uma das cabines. Porém notou que a cada cabine o cheiro se intensificava. Logo ao abrir a ultima, onde Tenten supostamente devia estar. Sasuke se assusta com o que vê. Havia um corpo, não, restos.

Sasuke se afasta e cai de forma desajeitada para traz antes de encarar aquela cena. Por cada canto estava um pouco daquela pessoa. Era impossível dizer quem era. “Tenten?”. Sasuke começa a ficar ofegante, tentando entender o porquê aquilo estava acontecendo e onde ele estava. Com um pouco mais de coragem observa aqueles restos, o olhar mais atento o fez notar: as roupas, não, aquelas roupas não eram de Tenten, era de um homem. Algo mais chamava a sua atenção, no braço do corpo havia claramente um numero. Escrito com o sangue do próprio. Porém borrado demais para entender.

Algo muito serio tinha acontecido ali. Tinha que informar a alguém. Mas sabia a verdade. Estavam sozinho. Ninguém ia ouvi-lo. Aquilo de longe não parecia um sonho. Aproximou-se do espelho enferrujado, olhou seu reflexo. Estava pálido. Os cabelos bagunçados. Tocou o seu rosto.

“O que é real?”

E pelo reflexo notou algo, em um dos cantos do banheiro havia um buraco, Como não havia notado antes? Aproximou-se aos poucos, e o encarou, o buraco era feito na parede. No entanto era profundo. Era o mais próximo de uma saída que ele tinha encontrado apenas tomou coragem e entrou.

....

Sakura tinha cansado de esperar. Foi procurar saber o que estava acontecendo, quem sabe Sasuke já tivesse voltado ao apartamento? Ou que sabe Ino tivesse o visto? Como a floricultura era o mesmo caminho decidiu passar nela primeiro. A floricultura estava organizada como sempre. Intocável. Teria Ino se quer chegado la? A estranha nevoa também estava la dentro, não estava escura por alguns raios de sol insistirem em entrar pela janela. Aos poucos Sakura se perguntava. Era a única pessoa em Konoha?

....

Sasuke abriu os olhos. Quando os havia fechado? E escuridão daquele local que ele entrara era tão grande que não sabia se estava de olhos abertos ou fechados. Mas ao abri os olhos se deparou com um ventilador preso a um teto. E havia luz por toda parte. Só depois Sasuke entendeu a situação. Ele estava mais uma vez em seu quarto deitado em sua cama. Encarando seu teto. Ele se levanta, Poe a mão em sua cabeça e a passa por seus cabelos.

“Outro sonho?...Mas... Pareceu tão lúcido..Ou podia ser...”

Sasuke parou pensativo

“Estaria mesmo dentro do sonho de Tenten?... Não isso é estúpido. O que eu estou pensando.”

Sasuke caminhou ate a cozinha e pegou um pouco de água, ates de beber ele encarou o copo. Eu deveria estar com fome a essa hora... Ou pelo menos com sede. Não sinto nada. Ainda estou vivo? Para mim só sinto um imenso vazio.

Olha pela janela, e nada. Nada havia mudado. O tempo parecia ter parado, não havia nenhum movimento além do da névoa devido ao vento. Sasuke então lembra-se claramente do sonho. Tenten?! Onde... Se aquilo tivesse sido real...

O telefone toca. Sasuke se vira e por um segundo a adrenalina toma conta do seu corpo. Ele estava salvo, só tinha que ser rápido antes que qualquer coisa desse errado. Seja rápido. Diga que esta aqui. Milhões de coisas se passavam pela cabeça enquanto derrubava quase tudo que via pela frente para alcançar o telefone

–Alo?! Escute preciso que alguém venha-

–Sasuke? – uma voz chorosa o chamava- Sasuke, onde você esta?

“Essa voz”

–Tenten é você?!

–Me ajude Sasuke- A voz em desespero começa a chorar antes de se silenciar

–Espere eu-

O telefone fica mudo. Não a nada que Sasuke pudesse fazer.

Correu para o banheiro e seu temor cresce. Apenas se aproximou e viu um banheiro impecável. Estava no limite entre a loucura e a lucidez. Decidiu deitar-se, não sabia como, mas sabia o que provavelmente aconteceria a seguir.

Rastejando para à luz mais uma vez procurou não tentar entender como aquilo era possível, mas estava mais uma vez diante daquele banheiro. Dessa vez, no entanto. O corpo, a escuridão. Tudo havia sumido. Tudo parecia em paz. Mas é claro, a estranha névoa ainda tomava conta do local. Saindo para o corredor. Notou que ali a escuridão continuava. Como era possível? Sasuke já havia desistido, apenas correu em busca de... Tenten?!

Em uma cabine telefônica próxima, sangue estava espalhado por ali. Tenten caída. Respirava, mas fracamente. Sasuke correu e ergueu parte de seu corpo em seus braços. Não sabia o que dizer. O sangue era dela, com certeza. Tentou falar algo, pensou em algo para dizer. Entreabriu os lábios, Tenten o interrompe com uma voz fraca.

–É só... Um sonho, certo?

Sasuke não sabia mais responder aquela pergunta. Ele sabia que aquilo não era um sonho, não mais. A questão é, teria ele coragem de dizer isso pra ela? Começou a se desesperar.

"Neji, o que eu fiz... Eu não pude fazer nada, sou um inútil, não confiarão em mim de novo... Eu..."

Ele pensa e tenta agir sem tomar qualquer atitude. Devia tira-la dali, ou buscar ajuda, quem sabe tratar dos ferimento, quem sabe-

–Acho- Tenten com sua voz brincalhona — Acho que bebi demais noite passada.

Ela sorria, mas até Sasuke pode notar que o sorriso era uma forma de esconder o medo. Ele apertava sua mão com força.

–Eu não pude fazer aquele seu... ”Favor especial” para você... Eu sinto, eu sinto que estou morrendo- O choro toma conta de Tenten antes de perder aos poucos seu fôlego e sua consciência. Antes que isso acontecesse Sasuke apenas sussurra em seu ouvido.

–Esta tudo bem... É só um sonho

Sasuke a viu cair para traz. Seus olhos não suportavam. Ele desviou o olhar enquanto deitou gentilmente o corpo de Tenten sobre o chão. Um ferimento a faca talvez? Vista devido ao decote de sua blusa, aquilo não significava muito no momento. A mão delicada de Tenten ainda segurava a sua. Sasuke a descansou sobre Tenten. E fechou os olhos dela, ainda aberto para o vazio.

Sasuke se levantou e olhou para Tenten que parecia dormir em paz,não havia mais pesadelos. Imaginou como Tenten se sentiu no fim, o seu medo e sua paz ao acreditar em suas palavras.

Não foi difícil voltar ao apartamento. Sem conseguir achar uma saida aberta do metrô Sasuke apenas levantou-se voltou ao banheiro por onde havia chegado e olhou suas mãos. Estavam cheias de sangue antes. Mas agora, de volta ao seu quarto, como se nada tivesse acontecido. Pesadelo ou lucidez, Sasuke olhou para frente, mas nada visualizava. A esperança de conseguir sair dali parecia diminuir cada vez mais. Por um longo tempo sentado sem saber o que fazer ele ouve passos pelas escadas do prédio.