The Dark Secret

10 The Beauty And The Beasts


Notas iniciais
Hello People! Feliz 2016 para todos! Voltei mais cedo do que pensei. Achei que ia demorar muito pra atualizar a história - graças a Deus isso não aconteceu - mas assim com o anterior, esse já estava muitooooo adiantado. Nesse capítulo, vocês iram perceber que o clímax da história já está acontecendo e que a partir de agora, segredos vão ser revelados e pessoas irão sofrer na pele de nossos vilões malignos. Agora, eu queria agradecer pelos 13 acompanhamentos, 8 favoritos e 866 visualizações ♥ Vocês não sabem o quanto isso me deixa feliz :) E não se esqueçam de participar do grupo no facebook ---> https://www.facebook.com/groups/671351952967572/. Beijos e até as notas finais.

—> Fanfics — Laís Figueiredo :)

Stephanie’s P.O.V

Levantei rapidamente da cadeira e fui correndo para saber de onde vinha os gritos de Mari. Thay não entendeu a razão da pressa. Se eu tivesse a idade dela, também não entenderia, apesar de que as crianças de hoje em dia sabem mais do que os adultos pensam.

No meio do caminho, esbarrei bruscamente em Armando, que me segurou para que eu não caísse no chão e me machucasse. Olhei para seus olhos e vi claramente que ele tinha escutado o mesmo que eu.

— Você também escutou, Armando? — perguntei desesperada.

— Sim. Os gritos de Mari. — respondeu. — O que será que aconteceu?

— Não sei, Armando, mas estou sentindo um aperto no peito. E isso não é nada bom e da última vez que eu senti isso foi quando vovô Roberto morreu. ­— as lágrimas começaram a descer só de lembrar dele. Aí que saudade do vovô! — É uma sensação muito ruim, Armando. — ele me aconchegou em seu abraço. Esse abraço era sempre e continua sendo meu refúgio desde que eu era pequena.

— Calma Stephanie! E eu sei como é sentir esse aperto no peito. Infelizmente, já passei por isso várias vezes. — disse Armando. — Agora vamos ver da onde vêm os gritos.

— Ok. — respondi enxugando as lágrimas que ainda insistiam em cair.

Rodamos a boate toda à procura dos gritos. Perguntávamos aos convidados se haviam escutado algum barulho qualquer, alguns disseram que não escutaram nada e outros estavam tão bêbados que não conseguiam nem mesmo ver um palmo a frente.

Já estávamos perdendo as esperanças até que Isa apareceu em nossa frente com uma cara de assustada dizendo que minha irmã sofreu um acidente e que precisávamos acompanhar ela até a porta dos fundos da boate, pois meus pais pediam pela ajuda de Armando. Não perdemos tempo e logo a seguimos.

Quando chegamos, eu e Armando nos assustamos com que o cenário que víamos. Parecia aqueles filmes de terror em que o serial killer mata garotas indefesas. Arrepiei-me toda ao ver aquela quantidade de líquido vermelho no chão. Nunca fui muita fã de ver sangue.

— O que aconteceu com ela, pai? — perguntei aflita ao perceber minha irmã caída no chão com o corpo todo ensanguentado.

O pior era que ela ainda estava acordada. Devia estar sentindo muita dor.

— Acho que algum animal atacou Mari. — meu pai respondeu. — Francisca, você já ligou para emergência?

— Já liguei e disseram que logo uma ambulância chegará, mas Enrique foi junto de Alex para ver se a encontravam no caminho. — olhei para minha mãe e só vi as incontroláveis lágrimas descendo por seus olhos azuis. Coitada. Era muito difícil pra ela, como para qualquer mãe, ver um filho ferido e entre a vida e a morte.

— Enquanto a ambulância não chega, temos que manter Mari acordada e usar um pano ou gaze para fazer pressão na ferida para estancar o sangramento. Isa me traz um pano ou um tecido qualquer? — disse Armando. Logo Isa apareceu com um guardanapo de tecido que havia nas mesas dos convidados e o entregou para o loiro. — Augusto, pegue esse pano e o mantenha pressionado com as duas mãos na ferida.

Papai fez exatamente o que foi mandado. Graças a Deus tínhamos Armando. Sendo médico, saberia exatamente como fazer os primeiros socorros para salvar a vida de Mari.

De repente, Enrique e Alex vieram correndo até nós acompanhados pelos paramédicos que estavam trazendo a maca de transporte e todo aparato necessário para fazer os primeiros socorros.

Os paramédicos logo começaram seu trabalho e já colocavam Mari na maca e gazes na ferida do pescoço para protegê-la de possíveis infecções.

— Stephanie... — Mari murmurava quase sem forças devido a grande perda de sangue. — Tome cuidado com as coisas que a rodeiam. — advertiu.

— Fica calma, Mari. Vai ficar tudo bem. Você vai sobreviver a isso. E como assim tomar cuidado com as coisas que me rodeiam? — falei com a voz embargada devido as lágrimas que desciam pelo meu rosto como uma enxurrada.

— É claro que eu vou. — disse ela com a voz falhada. — Eu sou sua irmã e por isso eu vou sobreviver. Tenho você como exemplo. E acho que isso não é nada comparado ao que você passou. Com o tempo, você vai descobrir em quem pode confiar ou não.

Mari mal terminou de falar e os paramédicos levaram a maca em que a colocaram para dentro da ambulância. Minha mãe foi como acompanhante. Papai foi no carro junto à Armando, Ari e Sol. E Tia Maria preferiu ficar na festa tomando conta de Thay, que ainda não sabia do acidente que ocorreu com a irmã.

Enquanto eu olhava a ambulância ir embora em alta velocidade, senti alguém me abraçando por trás e depositando um beijo no topo de minha cabeça. Era Enrique.

— Ela vai ficar bem, amor. — sussurrou Enrique em meu ouvido.

— Eu sei, mas...

— Mas nada. — ele colocou um dedo em minha boca para me silenciar. — Ela vai ficar bem e ponto. Vamos que eu te levo no hospital. Isa e Alex vão também. — disse Enrique estendendo as mãos para que eu as pegasse.

XXXX

Chegamos no hospital praticamente na mesma hora que meu pai estava estacionando o carro e me apressei para entrar no recinto e alcançar o balcão da recepção.

— Boa noite, eu gostaria de saber onde fica a emergência, por favor? — perguntei a recepcionista.

— Fica no corredor à segunda porta a direita, senhorita. É uma porta vermelha. — respondeu a recepcionista dando um sorriso de conforto. Provavelmente, ela sabia que a situação era grave.

— Muito obrigada. — agradeci.

— Não há de quê, senhorita. Espero que tudo fique bem. — disse a moça de longos cabelos ruivos e olhos verdes.

— Eu também espero. — dei um sorriso desanimado.

Eu e Enrique seguimos o caminho indicado pela simpática moça da recepção e logo atrás vinha os cinco que faltavam.

Entramos na porta vermelha e lá estava minha mãe sentada com as mãos no rosto.

— Deram alguma notícia, Francisca? — perguntou Armando.

— Não ainda, Armando. Ela acabou de entrar na sala de emergência, mas o médico que a atendeu disse que tem grandes chances dela sobreviver a isso, contanto que seja feita uma transfusão rápida, pois ela perdeu muito sangue. — explicou minha mãe. Ela estava com uma cara tão abatida. Também pudera, já eram mais de uma hora da manhã e ela estava em um hospital em que uma de suas filhas deu entrada após um ataque de animal. — Pelo menos, o tipo sanguíneo dela não está em falta no banco de sangue do hospital.

— Calma Meu Bem! Você vai ver que daqui a pouco vamos ter nossa menina sã e salva em nossos braços. — meu pai sentou ao seu lado, a abraçou e depositou um beijo no topo de sua cabeça.

— Espero que isso aconteça, Augusto. — disse minha mãe enquanto encostava sua cabeça nos ombros de meu pai.

Ficamos durante várias horas na sala de espera esperando que algum médico ou enfermeiro viesse nos dar alguma notícia. Até que apareceu um homem de cabelos grisalhos com jaleco vindo em nossa direção. Um médico, Aleluia!

Doutor Olivares nos explicou todos os procedimentos que foram feitos, desde o primeiro atendimento até a transfusão que foi feita. E que dali a alguns dias, Mari teria alta do hospital. Todos escutavam o homem com muita atenção e apreensão.

O mais estranho ainda estaria por vir quando o mesmo médico disse que a mordida encontrada não poderia ser de animal. A única coisa que passava pela minha cabeça era “Como assim, não pode ser de um animal?! O que mais seria? Um vampiro? Isso era loucura demais!”. Os outros nem pareciam se importar com que o homem havia acabado de falar sobre a mordida. Só se importaram com o fato de que Mari iria ficar bem de novo. Isso era mais importante do que tudo. E mais uma vez, fui a única que prestou atenção em alguma loucura insignificante.

De repente, apareceram alguns policiais enquanto conversávamos com o Doutor e, ele nos explicou que a polícia teve que ser chamada, pois era um caso misterioso de um ataque que não foi cometido nem por um animal nem por um humano. E sim por um ser desconhecido. Papai concordou com isso. Ele como comandante da polícia sabia que isso era o certo a se fazer em casos como esse.

Depois de toda essa conversa, meus pais resolveram permanecer no hospital enquanto eu, Enrique, meus irmãos e Alex resolvemos ir para casa.

— Vocês dois vem com a gente? — perguntei a Armando, referindo-me a ele e a Isa.

— Não. Vamos ficar aqui. Eu preciso resolver algumas coisas no meu consultório e Isa não me parece estar passando muito bem. Acho que os acontecimentos dessa noite foram demais para ela. — respondeu. Olhei para Isa e ela não me parecia nada bem. — Nos vemos mais tarde, Stephanie. — ele se despediu com um beijo em minha bochecha.

— Ok. — eu disse. — Tchau prima, fica bem.

— Pode deixar prima. — ela respondeu quase sem forças.

Os outros também se despediram de Armando e Isa. E logo encaramos a noite.

Armando’s P.O.V

— Isa, você está bem? — pergunto após me certificar de que Stephanie e os outros já foram embora.

Fiquei preocupado quando a vi. Estava com a expressão assustada e andando de um lado para outro pelo corredor do hospital, precisamente na sala de emergência.

— Eu o vi, Armando. — respondeu caindo aos prantos.

— Viu quem, Isa? Miguel? — ela confirmou balançando a cabeça em sinal positivo quando perguntei quem ela viu. — Por que você está tremendo desse jeito? — a abracei em uma tentativa falha em tranquilizá-la.

— Eu vi quando ele atacou Mari, ele olhou diretamente para mim e me reconheceu. Ele sabe quem sou eu e estou com muito medo dele, Armando. O que será de Stephanie se ele conseguir ficar com ela? Ele é do mal e vai destruir a vida dela. Coitada da minha prima! — Isa estava chorando e tremendo muito. Realmente, ela estava muito assustada.

— Eu sabia! — esbravejei. — Eu sabia que aquele desgraçado ia aprontar algo, mas não achei que ia ser tão rápido. Como fui burro! E justo com Mari. — eu estava com uma raiva e um ódio que só havia sentido uma vez na vida.

Eu não conseguia – e não podia – acreditar que deixei isso acontecer bem embaixo do meu nariz. A única coisa que sei é que o conselho e eu teremos que intervir no plano maligno de Miguel.

— Calma Isa! Ele não vai fazer nada com você, Stephanie ou com qualquer membro dessa família. — jurei. — Mas me conta o que aconteceu direito. Calmamente. — pedi.

— Eu tinha saído da boate para atender a uma ligação do meu pai e fui para a parte de trás. Quando cheguei, eles já estavam lá e eu não percebi. Aí quando virei para frente, os vi se beijando até a hora que ele mordeu o pescoço dela com força. Ela gritou e, consequentemente, eu também gritei. — explicou tentando se acalmar. — E foi aí que ele me viu e rapidamente se aproximou encurralando-me na parede e me ameaçando... — ela tentava ficar calma, mas não conseguia. Ainda estava aos prantos e gaguejava muito. — Consegui me desvencilhar dele e corri o mais rápido que pude e fui contar o que aconteceu para Tio Augusto e Tia Francisca.

— Ele ousou a te ameaçar? Isa, ele te ameaçou com o quê? — perguntei.

Isa me olhava mais assustada ainda. Foi só quando olhei para o espelho que havia atrás dela que entendi o por quê. Merda! Eu estava em minha forma vampírica. Meus olhos haviam perdido a cor natural. Eles estavam brancos e minha pupila parecia ser um ponto preto. As presas haviam perfurado minhas gengivas tomando o lugar dos caninos normais de um humano.

Fechei os olhos com força para tentar fazer com que eles voltassem ao normal. “Calma, Armando! Você precisa ficar calmo agora”; recitei como se fosse um mantra.

Logo senti as presas retraindo-se e os olhos voltando à cor natural.

— Ele falou que vai acabar com todos nós. E você vai ser o primeiro. Por último, Stephanie e Enrique. — respondeu. — Como você viu seu reflexo no espelho? Vampiros não tem reflexo. — Isa parecia incrédula quando percebeu que eu havia me olhado no espelho.

— Não se eu acabar com ele antes! — anunciei. — Digamos... Não são todos que conseguem se enxergar em um espelho. Miguel não consegue. — expliquei. — Isa, fique aqui com seus tios. Vou resolver isso. — ela tentou me impedir, pois sabia o que eu faria. Mas não conseguiu.

Saí do hospital utilizando minha super velocidade de vampiro. Vou achar esse desgraçado ou não me chamo Armando Villanueva.

Notas finais
O que Armando irá fazer? O que vocês acham? Me deixem saber a opinião de vocês nos comentários ou no grupo ;) Beijos e até o capítulo 11 Me Sigam no Twitter: @FigueLais Grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/671351952967572/ Ask.Fm: https://ask.fm/lalafigue