The Dark Lady

12 O que é um gótico


Dois meses se passaram na cidade de South Park. Kyle seguiu os conselhos de Cartman fingindo que teve seu coração partido por um relacionamento que não deu certo. A amizade de Kenny e Tammy está progredindo de forma lenta. Enquanto isso o grupo formado por Mysterion anda fazendo ronda para achar Dark Lady, mas não encontra, enquanto Guaxinim encontra as escondidas com ela para trocar beijos quentes. Mal sabe o casal mascarado que suas identidades reais brigam diariamente, toda vez que se encontram.

Romper está junto com os góticos, enquanto está tomando um café.

– Aonde está Henrietta? – pergunta não reparando que ela não está no meio da gente.

– Sei lá. Talvez no banheiro fazendo um barro no vaso – responde Estella.

– É impressão minha ou ela anda um pouco afastada no nosso grupo ultimamente?

– Agora que você falou é verdade, principalmente de noite nos encontros do cemitério não anda aparecendo com tanta freqüência.

– Será que está acontecendo algo?

– Por que não perguntam diretamente a mim – a gótica aparece com um copo de café na mão.

– Estávamos comentando sua ausência nos encontro noturno nosso. O que anda fazendo? – perguntou Romper.

– O cemitério para mim perdeu um pouco de graça.

– Ué? A gente sempre foi no cemitério de noite dês quando a gente era criança – disse Dylan.

– Exatamente. Fazemos isso sempre meio que enjoa.

– Ta dizendo que está ficando conformista? – pergunta Estella.

– Negativo. Eu só cansei de ir todo dia no cemitério. Antes de você vim pra aqui o nosso grupo fumava, mas parou de fumar por motivos de saúde. A gente deixou de ser gótico por causa disso? — olha para Dylan.

– Não – responde o gótico.

– Ótimo. Não me amole com isso.

– Parece que seu namorado chegou – disse Estella.

Henrietta até engasga ao perceber que sua amiga está falando do Cartman que está passando perto. Não responde, apenas retorna saborear seu café. Ainda mais pode dizer que já tem caso com alguém mais... interessante: Guaxinim, uma figura que tinha fascinação no passado pela figura. Incrível que ele retornou e está se erguendo novamente com seu próprio grupo de herói.

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– Eu juro que um dia vou tacar uma bomba nessa porra – disse o Cartman referindo ao carro do Stan.

– Vai se fuder – disse Stan.

Stan, Kyle, Kenny, Butters, Cartman e Damien como sempre chegaram ao colégio pela vã verde do primeiro ou como o penúltimo refere como “Maconha Móvel”.

– Sério. Você tem um péssimo gosto para transporte. Pinta essa bosta de outra cor. Parece que um dia você vai colocar o carro em um papel para fumá-lo – continua o Cartman.

– Será que não da para calar a merda da sua boca? – diz o Stan.

– Esquece isso, Stan. Logo ele vai encontrar a namoradinha gorda dele e daí você nem vai se preocupar – disse Damien fazendo que Stan rir.

– Vai se foder, sua bicha endemoniada.

– Isso me intriga – disse Kenny – qual é o seu verdadeiro rolo com aquela gótica?

– Eu. Não tenho nada com ela, apenas ela me irrita muito – disse Cartman.

– Parece que ela é uma nova ‘Wendy’ para sua vida – disse Butters.

– Deus que me livre. Já era um pé no saco sair daquela feminista de uma figa – Cartman faz cara de nojo.

– Olha do jeito que você fala com ela – Kyle encara Cartman.

– Falo dela do jeito que eu quero. Se preocupe com sua vida e vai pega a vadia logo.

– Cartman – fica corado.

– Kyle. É sério isso? – pergunta Stan.

– Sim, Stan. Estou interessado nela – responde para o melhor amigo.

– Olha eu não sou nada contra, afinal todo meu rolo com ela foi no passado. Se quiser ela, dou toda a força.

– Obrigado Stan.

– Engraçado que Wendy também já pegou o Cartman – disse o Butters.

– Butters – Cartman fica sem jeito.

– Sério? – pergunta Stan e Kyle ao mesmo tempo.

– Eu não estava no meu normal. Estava bêbado, assim como ela – respondeu Cartman olhando para os dois.

– Mas você não é de beber bebida alcoólica – responde Kyle.

– E a Wendy não tem costume de beber ao ponto de ficar bêbada – comenta Stan.

– Sim, não temos, mas quando um filho da puta do inferno com sexualidade duvidosa inventa de transformar nossas bebidas em conteúdos alcoólicos fortíssimo faz duas pessoas ficarem bêbadas.

– Não me culpe por você ter acordado nu ao lado da feminista do dia seguinte – disse Damien.

– Pelo menos admitiu que sua sexualidade é duvidosa – Cartman encara o anticristo.

– Cuidado, humano. Você não sabe com quem está encarando – encara de volta.

– Isso explica do cessar de trégua que teve entre Cartman e Wendy – Kenny medita – nunca mais vi os dois brigarem.

– Ela sabe que não pode mais mexer comigo e implicar com uma garota é muito infantil.

– Mas ta sendo muito infantil implicando com a gótica – disse Kyle.

– Que isso? Todo mundo agora está interessado na minha vida? – Cartman olha para todos.

– De forma nenhuma, mas tudo isso parece uma tesão sexual reprimida – disse Stan.

– Fale de você com seu amigo ruivo, vocês tem mais cara de ficar em troca-troca

– Vai se fuder – responde Kyle e Stan juntos.

– Obrigado pelas palavras carinhosas – usa o sarcasmo – pensem um pouco nas suas vidas. Stan não entrou em namorado sério dês da Wendy, Kyle está querendo a ex do melhor amigo, Damien só fala e não faz nada. Acho que o mais sortudo de nós é o Butters que está pegando a puta da minha prima. Agora me deixem eu vou para lanchonete – faz um gestos com as mãos para apontar o caminho que ele vai seguir.

Todos olham para o mais gordo se distanciando.

– Acha que ele encontrou uma nova ‘Wendy’? – pergunta Butters.

– Receio que não seja isso, Butters – respondeu Kenny – você não andava junto com a gente, mas Cartman tinha uma grande rivalidade com a Bebe muito antes com Wendy, acontece que ela o roubou um beijo no passado...

– Espera um pouco – interrompe Damien – quando foi isso?

– Quando os dois tinham oito anos – responde o loiro.

– Mas ela não estava namorando com Stan?

– Estava, mas beijou na frente de todos mesmo assim.

– E o que você fez contra isso – dirige a palavra para Stan.

– Nada.

Damien segura uma risada.

– Olha eu posso ser um demônio, mas eu não tenho chifres.

– Vai se fuder.

Cartman se afasta. Mal sabe ele que os góticos referiram nele quando passou. Ele tendo um caso com Henrietta. Fora de cogitação. Ele não tem mais oito anos de idade que implica com as meninas do que ele gosta. Tem que admitir que tinha uma paixão secreta pela Wendy no passado, porem a rivalidade não era equilibrada já que ela era quase intocável. Com facilidade, impedia ou neutralizava os planos dele, algo que não dava muita graça de continuar a disputa. Até em uma luta corporal não conseguiu vencer se bem que depois que seus colegas comentaram que seria muita humilhação se perder ele não teve mais segurança de enfrentar a feminista.

Mas esquecendo o passado, Cartman aprendeu a seduzir (tendo uma pequena ajuda de sua prima) assim eliminando o ato de implicar as garotas. Mesmo com sua reputação do passado e até um pouco da sua aparência fora dos padrões de beleza, sua manipulação permitiu ter algumas ficantes e alguns namoros sérios. A garota que Eric está interessado atualmente é Dark Lady. Incrível como está se apaixonando por uma garota que nunca viu o rosto. Com diversas noites que tiveram juntos já acariciou o rosto e não sentiu nenhuma deformidade aparente. Aquela misteriosa mulher que manipula as sombras é muito interessante. Como gostaria de conhecer sem a máscara.

Mal sabe ele que Dark Lady está mais perto do que imagina.

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No intervalo, Cartman está longe dos seus amigos. Não por causa da suave discussão que teve antes das aulas, mas sim por investir em uma garota loira durante uma das aulas. A misteriosa Dark Lady está chamando muito a sua atenção, mas não tem nenhum pacto de fidelidade com ela (vai que ele seja um ‘Ricardão’ para a heroína), portanto ainda investe em outras garotas.

A garota que vai ficar é uma chamada Lizzy que na infância usava um casaco rosa semelhante ao do Kenny (mas não cobria a boca). Nunca chegou a ter intimidade com ela na infância, mas isso não impediu dele conquistar ela. Mesmo que ela tenha o odiado no passado, sua reputação e lábia conseguem contornar a situação.

Durante as aulas teve todo tempo para sedução agora só estava indo para o local marcado. Assim quando aproxima da loira recebe um tapa da mesma.

– Seu enganador – disse Lizzy nervosa.

– Hã? – Cartman não entende.

– Você vem com todo aquele papo mole, mas já fica com outra nas minhas costas.

– Do que está falando?

– E eu pensei que você tinha mudado. Realmente você não vale nada – a loira sai pisando forte deixando Cartman confuso. Olhando em volta viu Henrietta olhando de relance com um sorriso discreto de satisfação.

Momentos antes do rapaz chegar, Henrietta abordou a Lizzy (soube que ele estava investindo na loira porque teve uma aula que compartilha com seu rival) e mentiu que tinha acabado de beijá-lo e o motivo do ficante – ou ex-ficante para a loira — esta demorando é porque estava limpando os vestígios do batom preto da gótica.

Cartman não que demorou, mas Lizzy que foi rápida demais, afinal iria beijar o rapaz que tem o melhor beijo na opinião feminina. Henrietta seguiu a distancia e parecendo por acaso diz que está surpresa por ser a próxima na lista das garotas ele beija por dia.

Mesmo sem saber o que a gótica falou para a loira, Cartman vai na direção da mulher de preto.

– Qual é a sua? Agora vai inventar de estragar meus relacionamentos? – encara a gótica.

– Você já estragaria mesmo, apenas dei um toque naquela loira para não se arrepender.

– Eu não me lembro de estragar seus momentos de acasalamento com alguém.

– Olha o respeito.

– Respeito? Como respeitar uma cadela parasita que nem cuida da própria vida.

– Você que começou com tudo, seu viado.

– E como você não tem nada para fazer fica de vingancinha para meu lado.

– Você também revida e os tapas na cara que me deu?

– Assim como os tapas que você me deu na minha bunda?

– Na verdade era para ser na cara, mas é difícil de diferenciar sua cara e sua bunda.

– Só podia ser um conformista racista para ter uma resposta tão infantil.

– Só podia ser uma garotinha para usar uma expressão que quase ninguém usa.

– Você não tem muita moral. Quem sempre fica dizendo para todo mundo ‘respeite a minha autoridade’, preste atenção em mim eu sou machista, anti-semita, nazista, racista, sociotapa e tudo de ruim, mas tudo isso é uma tentativa desesperada para revidar os outros por xingá-lo de gordo. E quando uma situação aperta: fracassa. Quem não esquecer da surra que você levou de uma garotinha.

Cartman segura a raiva, mas logo revida:

– Olha quem fala, a garotinha que anda com sua turminha e achar que são superiores a tudo. Tudo que não usa preto até no cu, usa maquiagem e fica com cara de tédio, é gótico, mas são facilmente confundidos com os viadinhos dos vampiros. Quem foram mesmo que chegaram usar roupas normais para diferenciar dos vampiros? Ah sim, foram os góticos, o grupinho superior que chama tudo de conformista, mas não abre mão dos confortos conformistas como um PSP ao ponto de estarem na fila do lançamento. Mais irônico que entre os góticos você foi a única que teve a face emo chorando pelos cantos.

– Você não sabe nada sobre os góticos – Henrietta segura a raiva. Usando uma força de vontade que ela desconhece dentro de si, ela não partiu para cima do Cartman.

– Ah não? – Eric segura a mão da gótica e a puxa.

Ela não entende nada, principalmente quando ele a trás para perto do seu grupo.

Os outros góticos que estavam tomando café. Estella, Pete, Tweek e Romper estranham ver o casal de mãos dadas, mas por enquanto não falam nada.

– O que é gótico? – Cartman pergunta direto. De inicio o grupo tem um receio de falar o significado, mas logo Romper responde.

– Um gótico acredita que, no fundo, o mundo está fodido e nós encaramos a escuridão de forma niilista.

– Pera aí. A gente não encara a escuridão de forma cínica? – pergunta Pete.

– Não. Isso são emos – responde maior.

– Pensava que a gente pensa que, no fundo, o mundo está fodido – comenta Tweek.

– A gente não pensa e sim acredita. E temos potencial de sermos suicidas – comenta Estella.

– Suicidas não. A gente fica depressivo por causa das pessoas suicidas – comenta Romper.

– Já chega – grita Henrietta fazendo que os outros góticos ficam em silencio – gótico é achar que o mundo está uma merda, que nunca vai mudar, que faz a gente ficar depressivo e temos que a escuridão é o meio de encontrar a resposta de todos os problemas. Pronto.

– Ta ligado – responde Romper – mas por que ta de mãos dadas com Eric?

O casal só repara que todo o tempo que estavam escutando os góticos de mãos dadas. O casal rapidamente solta as mãos.

– Isso é ta um saco eu vou sair daqui – Cartman faz um sinal de mãos que vai embora.

– Mas o que aconteceu aqui que não entendi? – pergunta Tweek.

– Não aconteceu nada – responde Henrietta com um pouco de corar no rosto.

– Eu não falei que esses dois vão acabar se entendendo um dia – Estella comenta no ouvido do seu namorado – só falta eles se fuderem como lobos no cio.

CONTINUA

Notas finais
Esse capitulo demorou um pouco mais para escrever do que eu imaginei. Eu estava escrevendo a fic ao mesmo tempo com uma oneshot recentemente postada: Eu não levei a sério, mas como tive meus problemas pessoas e fora uma forte gripe meio que atrasei a atualização. Quando eu penso no futuro da fic talvez posso dizer que a fic esta acabando, mas não tenho certeza disso. Essa fic não vai ser uma das mais longas e tem poucas pontas soltas para resolver. Então eu não sei exato quantos capítulos a mais vai ter, acho que mais de sete é provável. Sobre os novos episódios de South Park uma cena em especial chamou muito atenção: a versão real dos personagens. Stan e Kyle não apresentam nenhuma característica chamativo e o capuz do Kenny sobre a boca. Cartman e Butters foram que mais me chamaram atenção. Primeiro Cartman que mostra que é um menino gordo, mas não é aquele ser super obeso como muitos descrevem em uma fic, está como um gordinho médio que pode emagrecer quando tiver mais velho. Já Butters me lembrei do Macaulay Culkin em esqueceram de mim. Um detalhe que me chamou atenção que sua brusa é muito fina que pode da impressão que de todos os personagens teve ter uma resistencia maior ao frio. Então até a próxima.