The Dark Lady
9 O poder da Matematica
Os góticos estão sempre na mesma lanchonete. O gosto pela bebida mais famosa do mundo: o café (chegando até ser chamado de ouro preto) sempre acompanhou os góticos de South Park e bem provável que sempre acompanhará.
Henrietta saboreia sua xícara de café tranquilamente e até quando acaba o café passa a língua em tornos dos lábios para aproveitar cada gota que ficou naquela região de forma lenta. Um ato simples e sem intenção foi sensualizado pela gótica chamando toda atenção dos rapazes góticos. Estella percebeu que seu namorado também gostou da cena e deu um discreto tapa nele em seu peito.
– Você bebe café que nem uma puta – disse a loira depois de bater no seu namorado.
– O que? – Henrietta que estava alheia a sua volta meio que engasga – mas que diabo que está falando?
– Sobre o jeito que você bebe café. Precisava da linguinha para tomar café?
– Vai se foder sua magrela. Estou no meu normal. Se isso foi sensual suficiente para chamar atenção do seu namorado significa que ele não está gostando do que está comendo.
– Falou a gostosona cheia de carne.
– Melhor ter carne do que ser pele e osso.
– A briga da gorda e a magra – disse George tirando onda com a situação.
– Não se intrometa – disse as duas juntas dando tapas no corpo do gótico mais novo chegando até estalar todo o ambiente.
Henrietta ver Eric Cartman passando para o lado de fora.
– Eu vou ter sair agora – disse ela.
– Aonde vai com tanta pressa? – pergunta Ethan.
– Resolver alguns assuntos inacabados.
Antes de sair da lanchonete vai na maquina de moeda que vende uma bola simples pequena de borracha e compra uma.
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– É assim que se recheia um frango – diz uma voz feminina.
– Entendi – diz uma voz masculina.
Butters está pegando algumas aulas de culinária com Alexandra, já que mais cozinha na casa (quando não faz isso Damien banca refeições nos melhores restaurantes). Seu dom para a cozinha melhorou bastante com o passar dos anos já que aprendeu muito com os Cartmans, principalmente com Eric e Alexandra. Agora entende porque essa família é obesa em sua maioria, eles conseguem fazer comida como ninguém.
Mas mesmo assim ninguém superava a falecida Liane Cartman. Ela tinha um dom que nunca tinha visto. Das raras vezes que Butters provou a comida dela, podia ver a perfeição no paladar. Isso explica muito como Eric engordou.
– Agora é só colocar no formo e esperar – disse a prima do Cartman.
– Obrigado pela aula – agradece Butters.
– Sei que você não viraria sem mim – diz ela sorrindo.
Alexandra solta os cabelos (que estavam preso para cozinhar com mais facilidade). O loiro meio que fica hipnotizado pela cena. Tem que admitir que é bom ser agora um amigo oficial de Eric Cartman, mas foi um prazer maior conhecer sua prima. Pode ver que a família tem muitas características em comum como racistas, manipuladores e orgulhosos.
Claro que pode ver na garota algo mais suave do que Cartman, afinal ela veio de uma família bastante estruturada, já tem pais presentes e um irmão (diferente do seu amigo que não tinha irmãos, pai e sua mãe não era tão presente). Mesmo assim, ela tem uma personalidade bem cativante.
– Butters? – Alexandra se assusta quando o loiro a agarra por trás, mas não tem uma reação agressiva porque está acostumada.
– Por que não fazemos algo mais interessante, enquanto a gente espera o frango assar? – pergunta com uma voz sugestiva.
– E o que você tem em mente? – vira para o loiro e abraça a nuca dele.
– Você – aproxima mais.
Logo os dois se rendem em um beijo. É fato que Alex abusa do Butters, mas poucos sabem que isso é resolvido em um namoro discreto. É discreto porque eles não assumiram o namoro publicamente, fazendo que só quem conhecem os dois mais intimo para saber desse caso.
O beijo não dura muito porque alguém bate na porta.
– Vai atender – Alex se afasta de Butters.
– OK – disse desanimado.
Logo quando se move para a porta de entrada e abre. Não encontra ninguém.
– Aqui em baixo – disse uma voz fina.
Quando Butters olha para baixo olha um coiote que mais parece um desenho animado da Disney com um colar de coração.
– Damien está? – perguntou o animal.
Butters demora um tempo para responder.
– Sim, eu vou chamá-lo – saiu quando se vira ver Damien chegando na sala – Damien é pra você – dirige a palavra para o anticristo.
O moreno vai para a porta e logo se espanta:
– Mãe? – olha para o animal.
– Filho – a coiote avança para um tipo de abraço animal (com suas limitações físicas).
– Mãe. O que você está fazendo aqui?
– Fui convidada para uma orgia de sangue pelos animaizinhos do natal. Como os animaizinhos do dias dos namorados não poderão vim, eu vi pra representar minha turma.
– Ta legal.
– Espero que você esteja bem na escola. Lembre-se: você vai ser o anti-cristo mais poderoso sobre os outros.
– Ta legal mãe. Espero que se aprecie a orgia de sangue.
– Obrigado filho.
Damien é anti-cristo, mas ainda não é “o anti-cristo” (o ser descrita no livro de Apocalipse). Sempre existe diversos animais com capacidades de falar que adoram o diabo que tentam trazer ao mundo o anti-cristo. Os animaizinhos do natal até hoje não conseguiram, mas os animaizinhos dos dias dos namorados conseguiram.
Para ter um corpo humano precisava de uma criança com os seguintes critérios: não batizadas e não crente a Jesus Cristo. E assim como Damien Thorn se tornou um anti-cristo, mas não ainda ‘o anti-cristo’ já que as pessoas não tem adoração por sua pessoa, mesmo com os poderes vindo do inferno.
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– Então como vamos combater a Dark Lady? – Kenny pergunta para Stan e Kyle.
Kenny está na casa do Stan junto com Kyle. Estavam tomando estratégias para enfrentar a misteriosa agressora que atacou o quartel general do grupo de herói.
– Acho que o jeito mais lógico é atrair para uma armadilha – disse o loiro – o problema é enfrentar a vilã.
– Bradley não conseguiu vencer ela, mesmo com poderes – comenta Kyle – não tenho certeza que os poderes de Damien possam combater de frente ela.
– Acho que pode lutar para igual com ela. Se Bradley ajudar também pode pressionar mais ela – comenta Kenny.
– Bom se desse para pressionar mais ainda se a gente tivesse poderes. Damien concede poderes, mas precisa vender a alma para o diabo para conseguir isso – comenta Stan.
– Já pensou em pedir para Damien talismãs? – comenta Kenny.
– Talismãs? – Kyle e Stan pergunta junto.
– Sim objetos que dão o poder para o usuário, assim podemos usufruir do poder sem precisar de vender a alma para o diabo.
– Isso é uma boa idéia – comenta Kyle.
– Concordo.
– Agora só falta a gente conversar com Damien – comenta Kenny – desta vez aquela Dark Lady não vai escapar. Só me pergunto como ela soube aonde vocês iriam se reunir.
– Isso é um mistério que vamos resolver assim quando a gente capturar ela.
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Henrietta está vendo Cartman de longe. É um ótimo momento para vingar do tapa que recebeu na bunda deixando até a marca da mão do rapaz em sua pele. Ela já tem um plano perfeito para se vingar. Então prepara a bolinha de borracha em uma mão e começa olhar o ambiente.
– O filho da mãe está na reta da transeção, então se usar o quadrado dos catetos da hipotenusa somado com a interseção sub-fisica do segundo grau com a raiz da trajetória vezes a velocidade verses intensidade vezes o cubo da parábola. É agora – rapidamente joga a bolinha em direção de uma placa de transito.
A cena que aconteceu em seguida é digna de cinema. A bolinha quicou na placa que quicou no vidro do carro em movimento que quicou na parede logo em frente do mesmo carro ao lado direito que a bola foi para a pista que foi pisado em cima da roda do carro que pegou mais impulso indo para a parede esquerda e acertando diretamente a testa do Cartman que o derruba.
– Esse é o poder da matemática – diz Henrietta para si mesma.
Cartman meio atordoado pelo impacto se levanta de forma lenda. Não sabe o que aconteceu, mas percebe que Henrietta está passando perto e acena com a mão em sinal de despedida de forma irônica. De uma forma ou outra a gótica aprontou com ele. Isso terá volta.
CONTINUA
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