Notas iniciais
mais um capitulo fresquinho pra vcs.
boa leitura

Isabella POV:

Caminhei sigilosamente pela montanhosa ilha de Azkaban, foi muito fácil ultrapassar a barreira que protegia a ‘fortaleza’. Finalmente eu vou tirar meu pai desse lugar horrendo. Não pude tirar antes porque seria muito chamativo para mim e para meu lord, e poderia estragar alguns dos nossos planos, mas agora... Eu havia convencido meu Lord que estávamos no tempo certo, ele aceitou é claro devido a meus planos para o meu ‘querido papai’, ele não me criou, mas eu o respeitava afinal ele honrou a família ao seguir o Lord das Trevas, e foi um seguidor muito fiel, mas eu não poderia o considerar mais que um pai de sangue já que eu nunca o conheci realmente, eu era agradecida por ser filha dele afinal ganhei grandes poderes, mas meu interesse em Apollyon Darklyn são muito maiores do que uma filha querendo conhecer o pai desconhecido.

Acima de mim, centenas de dementadores cercavam as centenas de andares, escurecendo o céu e trazendo um frio terrível para o ambiente tempestuoso. A água estava agitada, mas eu a atravessei muito facilmente. Sabia que ele estava no 57° andar, corredor 11, cela 591. Eu não precisava entrar lá para pegá-lo, pelo menos não fisicamente, precisava apenas estar dentro das proteções da ilha e meu poder faria o resto.

Me acomodei perto de algumas rochas baixas e me concentrei, manipulando a escuridão para o encontrar. Podia sentir sua energia mesmo daqui, apesar de desgastado seu poder era uma fonte muito forte ali. 53° andar... 54°... 55°... 56°... Finalmente 57° andar. O poder corria como uma linha fina de escuridão pelo chão do edifício, sem ser detectado, passei os corredores seguindo a energia que sentia dele, e eu poderia dizer que ele também tinha me notado. Demorou mais alguns minutos mas eu finalmente cheguei a cela 591, atravessei facilmente as proteções mágicas na porta e pude ver, através do poder, o homem, por volta dos 47 anos, ou talvez parecesse mais velho por causa da estadia em Azkaban, ele olhava interessado para as sombras enquanto elas adentravam a cela exterminando qualquer tipo de luz.

- Quem é você? – Ele perguntou em uma voz rouca pelo mau uso. Ele tinha sentido minha aproximação, mas não reconheceu o poder da família, talvez porque meu poder já não venha tanto do sangue, e sim da escuridão e do meu Lord.

Sorri comigo mesma enquanto fazia a marca dele queimar, como resposta a sua pergunta.

- O Lord das Trevas? Interessante... Da ultima vez que nos encontramos você não tinha esse poder... – Comentou arqueando uma sobrancelha. Mesmo estando preso, e enfraquecido, ele não deixava sua personalidade Sonserina e arrogante de lado, como seria Apollyon Darklyn em seu maior potencial?

- Você se engana Apollyon Darklyn, não sou o Lord das Trevas, mas lhe asseguro que Lord Voldemort tem plena consciência de minha vinda até aqui. – A escuridão transmitiu a ele minhas palavras, embora a voz parecesse milhares de vozes falando a mesma coisa ao mesmo tempo.

- Se você não é o Lord das Trevas então quem é você? E como pode fazer minha marca queimar? – Perguntou inclinando-se levemente na escuridão.

- Deixemos as apresentações para mais tarde, agora você deve levantar-se e passar pelo portal que abrirei para você. – Novamente a escuridão falou por mim. Meus poderes estão cada vez maiores, a cada contato que temos com a escuridão primordial, ficamos mais fortes, mas infelizmente o velho também parece estar ganhando poder, e partilha com o Potter da mesma fonte para que ambos possam destruir meu Lord. Muitos estão com medo depois que a escuridão invadiu Hogwarts quando o sanguessuga filho da Puta tentou me matar, e aumentaria ainda mais esse temor quando eu aparecesse viva sem nenhum sinal de quase ter perdido o coração, literalmente.

- Porque eu confiaria em você? Só porque diz que o Lord sabe que está aqui, não quer dizer que esteja aqui ao seu comando, ou que seja um seguidor dele. – Retrucou desconfiado.

- Eu sou sua saída da prisão de Azkaban, posso tirar você daqui facilmente, mas se você não quiser eu posso tão facilmente quanto entrei sair e deixá-lo aqui para receber o beijo do dementador. A escolha é sua. – Falei friamente. Ele considerou um pouco em seguida respondeu.

- Muito bem, eu vou com você, mas vou precisar da minha varinha que eles pegaram quando me puseram aqui. – Falou se levantando.

- Não se preocupe com isso, já estou em posse de sua varinha. – Respondi. Enquanto conversávamos eu invadia outra parte do prédio onde eles guardavam os pertences dos prisioneiros, e pegado a varinha dele, facilmente reconhecida pelo poder que emanava.

Pude vê-lo assentir no escuro, mas ele não deu nenhum passo, pois a escuridão o privava do sentido da visão.

- Quando eu abrir o portal, atravesse-o imediatamente. – Falei. Ele assentiu novamente e eu manipulei as sombras lentamente a voltarem para mim. Deixando apenas um espaço, do tamanho de uma porta para que ele atravessasse. Ele não esperou que eu ordenasse novamente e atravessou o portal de uma vez. As sombras voltaram para mim novamente e eu caminhei calmamente saindo da proteção da ilha e aparatei.

Terceira Pessoa POV:

Apollyon Darklyn foi jogado para fora do portal bruscamente, juntamente com sua varinha que caiu ao seu lado como se fosse uma chave de portal a qual ninguém pegou. Levantou-se pegando a varinha, saboreando a sensação da magia voltando ao seu corpo reconhecendo a varinha em suas mãos em seguida olhou ao redor.

Estava em uma sala de estar, do que parecia ser uma mansão, apesar de ter algumas coisas que eram de origem trouxa, o local parecia antigo, bem cuidado, mas algo meio medieval ou gótico como nomeiam os trouxas hoje em dia, franziu os lábios com nojo para o ambiente em que estava, mas agradecia internamente não estar mais em Azkaban. As paredes eram de pedra, todas o que ele podia ver era feita do mesmo material. Na sala tinha um sofá preto, uma mesa de carvalho no canto, uma mesinha de centro, uma poltrona e mais alguns móveis que ele não poderia nomear. Em cima da mesinha de centro da sala tinha um envelope, totalmente negro, selado com uma serpente enrolada no caule de um rosa.

Olhou ao redor novamente pensando se poderia fazer mágica naquela casa, ou se seria rastreado. Decidiu por não fazer até saber especificamente as condições mágicas e as proteções do local.

Pegou cautelosamente o envelope o abrindo facilmente. Dentro havia um pergaminho amarelado, o símbolo da marca negra carimbado logo no início da folha e logo abaixo escrito em caligrafia cursiva elegante.

“Para Apollyon Darklyn.

Não se importe com a aparência ligeiramente trouxa, mas é apenas um disfarce, o resto da casa salvo a cozinha é completamente bruxo. Você pode utilizar sua magia a vontade desde que não saia da propriedade, as alas que protegem o terreno terminam nos portões.

Há um elfo doméstico na casa que irá servi-lo no que precisar, seu quarto é no terceiro andar a ultima porta quarto corredor a direita. Pok já deve ter preparado seu banho e jantar, há roupas no closet para que use a vontade.

Estarei aí em algumas horas esteja preparado.

L.D.”

Assim que terminou de ler a carta se desfez em cinzas que sumiram antes mesmo de tocar o chão. Ainda um pouco desconfiado resolveu testar a veracidade das palavras na carta chamou em voz alta o nome do elfo mencionado no pergaminho e suas mãos. Rapidamente a criatura apareceu em um estalo, informando o bruxo a localização do seu quarto, a qual já havia sido dito pela carta, o elfo também o avisou que seu jantar estava pronto e que o deixaria no quarto para que comesse após o banho. Quando ele perguntou quem era seu mestre a pequena criatura respondeu simplesmente que servia ao Lord das Trevas. Não confiando muito na palavra do elfo, afinal o ser não tinha obrigação de obedecê-lo pois não era seu mestre, e poderia muito bem ter sido ordenado para dar esta resposta.

Serpents Hall

- Ele já está na mansão. – Isabella falou assim que desaparatou no escritório onde seu noivo a esperava.

- Muito bem amante. – Ele falou com um sorriso calculista no rosto. – Você o encontrará hoje mesmo? – Perguntou o Lord das Trevas.

- Sim, deixarei que se acomode um pouco na casa, eu vou sozinha, conversarei um pouco com ele por um momento em seguida você nos encontra lá. – Ela repassou o plano. Ele assentiu sorrindo, puxando para seu colo e a beijando ardentemente enquanto ambos esperavam o momento certo de ir para a mansão onde Apollyon Darklyn os esperava.

Fim do Capitulo.