Notas iniciais
Bom aqui vai mais um capitulo, então eu espero que agrade vocês meu leitores queridos........

Mais um dia amanhecia, e Kate ainda não acreditava que estava em casa. Ela não sabia por que estava pensando isso. É loucura. Não há motivos para ela ficar aborrecida e todos para ficar feliz ,mas...

Mas ali estava ela, ás seis da manhã, acordada e apavorada. Ficava dizendo a si mesma que é porque estava confusa com a diferença de rotina entre o seu trabalho e aqui.Mas isso não explicava por que estava tão assustada.Por que se sentia tão perdida. E então veio a sensação mais terrível de toda a sua vida. Nunca se sentira tão completamente perdida.

Casa. Ela estava em casa. Por que isso parecia uma mentira?

Ela havia nascido em Gotham City. Sempre morou nesta casa, passou toda a sua infância e uma parte de a adolescência aqui. Este era o seu velho quarto. Esta é a sua cama, sua cadeira, sua cômoda. Em fim nada havia mudado nos onze anos em que ela esteve fora. Pouca coisa havia mudado nos últimos anos, ela e sua família ainda moravam no Palisades. O bairro mais elegante de Gotham constituído por casas e mansões enormes. Quase todas eram rodeadas por centenas de acres de terra. O bairro era conhecido como playground dos ricos e famosos, dando-se ao luxo de possuir diversos ancoradouros de iates, além da Galeria de Celebridades de Gotham. Surpreendentemente, os moradores de Palisades embora continuassem se achando superiores as outras classes sociais participam ativamente de programas públicos.
As pessoas do Palisades nem sempre eram as mais legais do mundo, mas acreditam que compensam isso com aparência e bom gosto, embora ela os achasse esnobes, fúteis e arrogantes. E infelizmente a sua família fazia parte do circulo da alta classe social de Gotham. Sua mãe. Emma Belova. Era uma antropóloga forense e criminalista brilhante sendo sempre requisitada nos melhores laboratórios criminais do país, por isso ela sempre estava viajando para resolver casos. Seu pai Anthony era um dos melhores advogados do país e um empresário nato e como a sua mãe estava sempre viajando a negócios. E os dois que por algum milagre divino não eram arrogantes, esnobes ou fúteis como a maioria dos ricos, talvez por esse motivo eles tivessem sido amigos íntimos de Martha e Thomas Wayne, que também eram uns dos poucos que se salvavam. O que ela não podia do filho deles. Não que ela o odiasse, mas simplesmente não ia com a cara dele. Epa. Não,não ela o odiava sim, tinha muitas magoas com relação a ele. Para ela Bruce Wayne além de ser solteiro mais rico e cobiçado de Gotham era um Playboy, arrogante, fútil, mimado com um ego enorme. Que adorava aparece de semana em semana nas revistas de fofocas ou noticiários do lado de belas modelos, esbanjando dinheiro. Kate tinha uma melhor amiga em Gotham, Lana Rosier, que apesar da aparência de patricinha era uma boa pessoa. E para sua infelicidade Lana era mais uma dessas coitadas que achava que Bruce Wayne é o homem dos sonhos.

Mas neste momento tudo parecia estranho como se não fosse o seu lugar. Como se ela estivesse deslocada. Diferente de antigamente, quando Kate simplesmente não ligava, hoje ela tinha verdadeiro horror à sociedade materialista em que vivia. Talvez fosse por esse motivo que ela se sentisse estranha, talvez por que ela tivesse mudado, seu intimo tivesse sido alterado de modo que ficasse quase irreconhecível.


Kate foi uma "science geek" no segundo grau na escola.Obteve excelente notas devido aos seu intelecto genial ela era a melhor aluna...melhor em dança, artes marciais melhor em tudo, que aos 16, garantiu a ela uma admissão precoce em Havard e uma Academia de elite, que talvez fora o principal fator de sua mudança. Claro que uma talento em potencial não iria passar despercebido pelo governo americano.



Sem mias delongas Kate se levantou da cama, afinal ela tinha que ir para a Wayne Enterprises trabalhar. Depois de fazer a higiene matinal, escolher sua roupa minuciosamente, fazer um coque elegante e uma maquigem simples com rimel,delineador, um pouco de blush e batom vermelho, desceu para tomar café de manhã.



Faltava cinco minutos para o seu expediente começar quando ela estacionou seu carro no estacionmento da Wayne Enterprises, como sempre Kate era pontual. Já fazia três semanas que ela estava trabalhando e tentava ao máximo evitar encontrar Bruce Wayne. Mas era impossível durante as reuniões da diretoria. Travava-se ao máximo para não dizer coisas que não devia ao Wayne, não queria perder o emprego. Certas coisas dependiam disso. Mas ao que parecia Bruce Wayne adorava irritá-la, quando eles não começavam a se alfinetar em uma guerra infantil,porém às vezes ela o pegava olhando-a profundamente como se quisesse desvendá-la, como se analisasse cada movimento seu como se a vigia-se, como se...soubesse seus motivos de estar ali. E isso a inquietava.


Assim que abriu a porta do seu escritório depois de dar bom dia para Margareth sua secretária, se deparou com uma enorme pilha de papéis a esperando. Kate estreitou os olhos azuis cobalto com raiva. Aquilo só podia ser coisa do Wayne. Fox não a acarretava tanto, mas Wayne seria capaz de fazer aquilo só para irritá-la e tirá-la do sério. Organizou os documentos em cima de sua mesa, todos em pastas por prioridade, respondeu alguns e-mails, checou a sua agenda com os compromissos dele, atendeu alguns telefonemas. Havia alguns contratos simples da empresa para estudar e já eram quase meio dia, e Kate nem havia tocado neles. Depois de pedir um lanche rápido e saudável, afinal ela seguia uma dieta rígida e especializada. Pegou os contratos e verificou cada um deles e em seguida fez um relatório muito bem detalhado por sinal, ela já estava acostumada com esse tipo de coisa. Quando finalmente terminou já eram três horas da tarde, resolveu digitar, imprimir e copiar seus relatórios. Depois de conferir todos os papeis Kate colocou-os em uma pasta e deixou-os em cima da sua mesa. Kate havia estudado Gestão empresarial. Apesar de ter trabalho apenas em dois lugares, sempre foi apta a resolver problemas desse gênero. Trabalhou com advogados e por meses em tribunais jurídicos. Falava três línguas, espanhol, português e russo, além, claro do inglês. O resto dia se passou sem grandes acontecimentos, varias ligações e alguns pepinos que teve que resolver e conseguiu com facilidade. Pegou os contratos, os seus relatórios e mais alguns papeis para Bruce assinar. Pegou sua bolsa e sua pasta, trancou seu escritório e dispensou sua secretária. Kate só tinha que passa na diretoria e deixar os papéis que havia pegado. Ela entrou no elevador e apertou o botão do andar da diretoria. Assim que as portas de metal polido se abriram Kate se dirigiu a passos apressados para a mesa da secretária de Fox e Wayne.

– Olá Jessica! O senhor Wayne está?

–Está sim, Srta. Belova quer que eu a anuncie?

–Não precisa Jessica. Obrigado.

Ela entrou sem bater chamando a atenção de Bruce e Lucio que conversava com ele.

– Boa noite. — cumprimentou ao passar por ele. – Olá Sr.Wayne.- disse com um sorriso debochado. Largou os papéis em cima da mesa que fizeram um ruído ao caírem. – Aqui estão os seus papéis.

Bruce e Kate que se encaravam como se fossem se matar a qualquer momento.

– Bom Sr. Wayne, se você não se importa eu já vou indo.

–Até amanhã Sr. Fox.- respondeu sem olhar para Lucio, que se retirou silenciosamente da sala.

Eles se encaram por mais alguns segundos.

– Espero que o seu dia tenha sido agradável Srta. Belova!- comentou com um sorriso cínico.

– Tive sim, nada que eu não pudesse resolver.- disse com um sorriso convencido.- Bem... acho que era apenas isso, então eu já vou indo.

Kate se virou e saiu da sala com um sorrisinho vitorioso. Não seria desta vez que o Wayne iria tirar ela do sério.

Notas finais
Vocês perseberam né? Os onze anos fora de casa, Academia de Elite, Coisas que dependem do emprego, parece que nossa querida Kate tem um segredo.

Então mereço comentários?

Só queria avisar que eu já estou trabalhando em mais dois capitulos, poém não sei quando eu vou postar. Mas posso adiantar o titulo do próximo capitulo.

"Night of the Huntress".