The Dark Knight: Night of the Huntress
29 Os Graysons Voadores.
Notas iniciais
Bom vamos ao capítulo...
Capitulo esse que eu gostaria de dedicar a MIA SALVATORE por comentar o capítulo anterior...
Helena correra para os braços da mãe assim que a avistou no gramado da mansão Rushman. Com os olhinhos brilhando ela implorou aos pais que a levassem ao circo.
O circo Haly estava na cidade. E naquela noite haveria uma apresentação apenas para a elite de Gotham. Bruce e Kate decidiram atender ao pedido da filha , que soltou um gritinho fino e infantil diante do sim dos pais. Bruce se encarregou de comprar os ingressos. Os pais de Kate, Anthony e Emma, iriam acompanhá-los aquela noite então seriam no total de cinco ingressos. Kate e Helena se divertiram a tarde inteira, brincando de chá com as bonecas da filha, sobre o olhar atento de Bruce. Em nenhum momento ambos falaram ou fizeram menção ao ocorrido pela manhã. Não seria um assunto agradável de discutir pelo menos naquele momento, na verdade não enquanto ambas as partes se sentissem seguras para discutir sobre isso.
Kate não estava prepara por que não queria sofrer. Os ferimentos causados por Bruce ainda estavam aberto e discutir com ele sobre isso era como jogar álcool neles, era doloroso, então preferia evitar.
Já Bruce por que naquele momento tinha seus sentimentos confusos, não tinha tanta certeza sobre seus sentimentos por Rachel, mas se recusava a desprender-se totalmente, afinal ela estava liga fortemente a lembranças. Por outro lado só em pensar no fato de perder Kate e sua filha fazia sentimentos egoístas surgirem com força de dentro de si, não compreendia o que sentia por Kate ao mesmo tempo queria e não queria estar com ela. Mas seus desejos eram sufocados por medo. E por causa do medo não se permitia amar, não se permitia ser feliz. Mas esse medo apenas o assombrava com relação a Kate, ele era inexistente com Rachel, com ela Bruce desistiria de Batman e se deixaria ser feliz ao seu lado sem nada para assombrá-los. Mas com Kate esse medo era quase aterrorizador.
Com Katherine Rushman Bruce Wayne tinha medo...
Medo de acontecer algo a si mesmo e fazê-la sofrer por isso...
Medo de seus inimigos usarem ela para atingir ele...
Medo de ela deixá-lo...
Por que para ele, Katherine era tudo, mesmo que o próprio Bruce ainda não tivesse se dado conta. De modo inconsciente ele sabia...sabia que daria sua vida pela dela, porque apesar de não saber ainda ele a amava.
Naquela noite, como sempre, Kate estava espetacular. Bruce Wayne só tinha olhos para ela. Ela e mais nenhuma outra mulher. Tinha que admitir que Kate estava deslumbrante quando a viu descer as escada. O vestido vintage anos 50 feito de chiffon na cor branca, com saia rodada levemente volumosa na altura do joelho, decote discreto e uma faixa branca marcando bem a cintura fina de Kate faziam Bruce jurar que era capaz de chamar mais atenção do que o vestido mais vulgar existente. O vestido parecia abraçar as curvas de Kate de forma sensual. Os cabelos presos, em seu habitual coque, bem elaborado e sofisticado, o batom vermelho vinho que pintavam seus lábios voluptuosos, os olhos azuis destacados pela maquiagem escura, o colar de perolas que dava duas voltas no alvo e delicado pescoço de Kate junto com a pulseira de pérolas branquíssimas faziam a bela morena parecer ter saído diretamente dos anos 50. Helena vinha agarrada à mãe. Um rabo-de-cavalo baixo prendia seus delicados cachos feitos pela mãe. O vestido rosa envelhecido em um tom claro, somado as bochechas rosadas e os grandes olhos azuis no mesmo formato dos de Bruce faziam a menina parecer uma delicada boneca. Bruce não se conteve e sorriu para ela.
Kate não conseguiu, não retribuir o sorriso brilhante que Bruce deu ao vê-las. Mordeu discretamente o lábio inferior ao ver Bruce e contemplá-lo como um quadro todo. Ele ficava altamente sexy de smoking totalmente negro, mexia mais ainda com os hormônios femininos com os cabelos penteados displicentemente com alguns fios fora do lugar e seu famoso sorriso sedutor de um bilhão de dólares. Suspirou pesadamente constatando que aquela noite prometia e seria longa.
As arquibancadas estavam montadas de forma luxuosa do lado de dentro do picadeiro. Helena estava ansiosa, tanto que não parava quieta na cadeira entre Bruce e Kate. A grande atração da noite seria a família de acrobatas “Os Graysons Voadores”.
Helena se divertiu olhando os números apresentados, sem duvidas o de mágica foi o que ela mais gostara. Havia um intervalo de cinco minutos entre uma apresentação e outra. Kate olhava com interesse o ambiente. Seu olhar parou na família de acrobatas que estava prestes a iniciar o próximo numero. Um homem alto de cabelos negros com alguns fios já grisalhos, uma bela mulher de cabelos castanhos e belos olhos azuis e dois meninos. Um que claramente era o mais velho, pois aparentava no mínimo uns dezessete anos e o outro era apenas um menino de aproximadamente nove anos. O mais novo possuía os belos cabelos negros do pai e os brilhantes olhos azuis da mãe.
Richard John Grayson era o caçula da família filho de John e Mary Grayson, irmão mais novo de James Grayson era um menino inteligente, amável e habilidoso. Naquela noite ele e sua família de ciganos acrobatas fariam mais um número, aquele seria o primeiro dele, e estava ansioso. Porém ele entraria apenas na segunda seqüência de acrobacias. Seu olhar ansioso percorreu a platéia e encontrou o olhar observador de uma mulher. Ela era bonita, muito bonita. Tinha olhos azuis parecidos com os de sua mãe e cabelos quase tão negros quanto os seus próprios. Um sorriso suave e reconfortante dela foi direcionado a ele. Dick teve a sensação de que ela parecia sentir seu nervosismo e sorriu para ele como se lhe disse se que tudo ficaria bem. Dick desviou os olhos de volta para seus pais, um pouco mais tranqüilo e confiante.
Então tudo pareceu ruir em um passe de mágica. A corda do trapézio se rompera durante o número. Com horror todos viram a família de acrobatas caírem, sendo arremessados diretamente para a morte, pois não havia rede de segurança em baixo. Então as coisas pioram, a lona do circo começou a pegar fogo que logo se espalhou. O tumulto começou. Pessoas correndo e gritando desesperadas, atropelando uns aos outros na tentativa de salvar a própria vida.
Kate tratou de pegar a filha as pressas, no entanto ao olhar rapidamente para o caos que era o lugar ela notou o menino para qual sorrira a instantes antes. Ele continuava parado no mesmo lugar inerte, alheio ao fogo a sua volta, olhando com horror e incredulidade para os corpos de sua família estendidos no chão do picadeiro.
---BRUCE!—gritou Kate chamando sua atenção.—Leve Helena daqui, agora!—disse entregando a filha nos braços dele.
---KATE!KATE!—gritou chamando-a. Enquanto a via dar as costas e se distanciar dele.
Com uma ultima olha para trás Kate viu Bruce sair com a filha no colo. Logo que constatou que sua filha estava em segurança ela se pôs a correr em direção ao menino.
Teve de desviar de alguns pedaços de madeira e toldo que caiam a sua frente. Assim que estava perto o suficiente Kate se lançou em direção a ele. Tomando-o em seus braços e abrigando-o. Finalmente o garoto pareceu reagir. Tentava soltar-se do abraço de Kate, e esperneava de forma furiosa e dolorida. Kate olhava em volta procurando por uma saída, a essa altura Dick apenas se limitava a chorar silenciosamente já exausto. Ela tomou Dick no colo, o menino agarrou-se a ela ainda chorando, Kate sentiu seu corpo ser puxado, um pouco antes de uma viga de madeira em chamas cair bem aonde eles se encontravam há poucos instantes. Alarmada olhou para trás e encontrou Bruce a olhando seriamente.
---Vamos! Por aqui!—disse Bruce arrastando os dois em direção a saída. Kate não ligou quando seus joelhos reclamaram doloridos ao cair na grama que continha algumas pedrinhas.
Ela só percebeu que seus pulmões ardiam quando Dick ainda chorando começou a tossir. Mas ela não se importou com a quantidade de fumaça inalada, apenas abraçou Dick de forma maternal o confortando deixando-o chorar, colocando toda a tristeza da perda da família para fora. Bruce compreendendo a dor do menino se aproximou cautelosamente, sem saber direito como agir ele passou levemente a mão nos cabelos negros do garoto trocando um olhar de preocupação com Kate.
Notas finais
Bom espero mais comentários do que tive no capítulo anterior.
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