The Dark Knight: Night of the Huntress

10 Mesmo depois de tudo...ainda há amor!


Notas iniciais
Bom eu consegui finalizar mais um capitulo...
Eu não sei o que está acontecendo, tenho algumas leitoras e apenas três deixaram comentários nos ultimos capitulos...
Fiquei chateada.
Bom pesso que por favor recomendem a fic...

Kate não gostava de tocar no assunto, muito menos discuti-lo como no elevador. Ela passou reto por Margareth ao sair do elevador, ela preferia sentir o torpor que costumava sentir quando se tratava do assunto, não essa dor que cercava neste momento o buraco em seu peito, Kate tentava afugentar as lembranças das duas vezes em que Bruce a abandonara, podia sentir seus olhos cheios de lágrimas.Como não havia mais nada de trabalho a se fazer naquele dia, por que ela sabia que tudo já estava feito. Ela era o tipo de pessoa que tomava iniciativa antes mesmo de pedirem, e seu proficionalismo não deixa que ela fosse adiando as coisas.

Kate dispensou Margareth mais cedo, pegou suas coisas e se dirigiu para casa. Ela pensava que estava controlada, achava que tinha controle sobre toda a situação, mas agora ela percebia que realmente não tinha. As lágrimas escorriam uma atrás da outra pelo seu rosto, como em uma aposta para ver quem chega mais rápido a sua boca. Por que dói tanto? E as lágrimas que correm livres parecem apenas aumentar o vazio que tanto a amedrontava.

Foi difícil abrir a porta de casa com as mãos tremulas, mas quando a fez Kate entrou correndo em casa, batendo a porta atrás de si correndo dentro de casa, em direção ao seu quarto. Jogou suas coisas no chão ao lado da porta e começou a andar pelo quarto, tirando os sapatos.

Kate sentia sufocada. Ela não conseguia respirar. Ela queria gritar. Abriu alguns botões da sua blusa, mas isso não fez o ar chegar mais facilmente ao seu pulmão. Os soluços eram fortes e regulares, Kate se jogou na cama, o grito e os soluços presos na sua garganta saíram sem som. Sentiu o colchão macio sob seu corpo e depois o rosto sob o travesseiro. Por que sofrer por alguém que nunca quis você?

Porque ela estava desesperada? Por que ela chorava? Mas por que ela ainda se importava tanto com ele? A verdade? Era que no fundo do seu coração guardado a sete chaves ela ainda o amava. Ela já havia sofrido muito por ele e o que mais machucava era que mesmo depois de tudo, lá no fundo ela ainda o amava. No entanto quando dizem que não se deve tratar o amor com leviandade não estão brincando. Pois ela sabia que o amor é como uma lâmina de dois gumes, que corta dos dois lados, nos fazendo amar e chorar. Ela sabia que o amor era o único veneno que conseguia fazer um efeito tão rápido e doloroso em alguém, mas o pior era saber que ele também era o único antídoto que poderia curar e arrancar essa dor. Era uma coisa de difícil convivência, mais impossível de se viver sem.

E essa escuridão? Kate sentia como se a qualquer momento fosse a engolir? Kate esperava estar perdendo a consciência, mas para a sua decepção isso não aconteceu. As ondas de dor que ela não sentia há muito tempo a assaltaram com uma força descomunal. Mais uma vez ela chorou até adormecer naquela noite.

O tempo foi passando e com ele Kate já acostumada foi se aperfeiçoando. Atuar na frente das pessoas estava sendo fácil, algo que ela tirava de letra. Ela não tinha um acesso de choro desde segunda a noite a cinco dias atrás. Desde a noite que relembrou pior dia da sua vida. Mas ela não me permitia pensar nesse dia como sempre. Nem pensar nele. Nem mesmo no seu nome ela pensava. Fazia com que ela me lembrasse do buraco. Do vazio. E no momento ela estava fingindo que ele não existia. Quando ela esta atuando ela precisa realmente acreditar no que estava fazendo. Ela precisava acreditar que estava feliz. Por ela, e por sua filha. Dinah já tinha ido embora e ela fazia falta para Kate. Conseguira uma boa escolinha para Helena, que ficava lá das oito da manhã ás seis da tarde que era o horário que terminava seu expediente.

Amanhecera frio naquele dia, o vento frio de outubro avisava que o outono havia chegado e varrido todos os indícios do verão a alguns dias, a mudança de estação tinha chegado após uma rajada de ar frio do Canadá. Felizmente não chovia. Lana sua amiga de infância sempre que podia estava com ela e Helena, sua filha tinha uma nova amiga e tia, e ela tinha alguém para conversar. Sua cabeça latejava porque ela não estava dormindo muito bem, Kate se sentia exausta, esgotada emocionalmente. A qual quer momento ela sentia que iria desabar ou entrar em colapso. Olhei pela janela, em poucos minutos ela teria que retornar ao seu trabalho diário, então aproveitou os poucos minutos que restavam na cama. Levantou e foi até o banheiro, escovou os dentes, lavou o rosto e colocou um casaco comprido por cima da camisola. Abriu a porta do quarto, pronta para encara o bravo novo dia lá fora. Pegou o jornal jogado na porta e recolheu a correspondência. Foi para a cozinha, colocou o avental e preparou deliciosas panquecas manteigadas, uma dúzia delas. As colocou em uma pilha em cima de um grande prato e tirou o avental. Kate ouviu passos na escada, não demorou muito e uma sonolenta Helena apareceu na porta da cozinha. A menina estendeu os braços pedindo colo.

– Bonequinha … já acordou ? Está cedo ainda. – disse Kate a pegando no colo.

– Ah, mamãe eu estou sem sono e também senti o cheiro das suas panquecas, que fome. – ela disse manhosa.

– Mas essa minha bonequinha … — Kate riu. Foi até a mesa e o coloquei sentado na cadeirinha.

– Mamãe, eu já sou uma moçinha pra sentar aqui — disse fazendo um bico, que a fez parecer incrivelmente com Bruce.

–- Tudo bem, meu amor. Agora vamos tomar café.

–- Mamãe, podemos ir almoçar com a tia Lana hoje?

–- Posso perguntar a ela.

–-Eba!- disse Helena batendo palmas delicadamente.

Kate estava distraída olhando para a filha que ria, uma risada que lembrava um agudo e suave repicar de sinos. Do seu ponto de vista maternal Helena era perfeita. Com seus macios e sedosos cabelos castanhos, os lábios carmesins bem desenhados, os grandes olhos azuis iguais aos seus, mas com o mesmo formato dos de Bruce, a pele branca como a neve. Helena era quase a versão real de uma boneca de porcelana, cheia de vida, brilhante, radiante e feliz. Embora Kate soubesse que ela sentisse falta do pai. Kate tinha medos e receios com relação a Bruce, sabia que ele não era mais o mesmo de onze anos atrás e sabia que tudo o que ela conhecia dele já não era mais o mesmo, haviam se alterado. E seu maior temor era pela sua filha.


Notas finais
Eu gostaria de saber as sinceras opiniões sobre o cap..
E por favor RECOMENDEM!!!!!