The Dark Knight: Night of the Huntress
9 Feridas que não cicatrizaram.
Notas iniciais
Vou avisando que vai rolar muitas emoções nesse capitulo...
Kate não dormiu bem naquela noite, mesmo depois de chorar. Fazia uma semana que ela havia se mudado para casa nova, as coisas na Wayne Enterprise não haviam mudado muito, apenas as brigas infantis entre ela e Bruce havia aumentado, sempre com as emoções a flor da pele quando se tratava dele. Não havia conseguido encurralar coringa até agora. Kate não entendia, passou onze anos sempre fria com emoções para os que a cercavam,menos Dinah uma de suas melhores amigas, e Helena sua filha. Porém perto de Bruce ela quase entrava em estresse emocional, com se ele trouxe-se a antiga Kate de volta. Para completar Dinah tinha ligado naquela noite avisando que não poderia ficar com Helena, pois ela tinha sido escalada para uma missão. Mas uma preocupação para Kate, ela não gostava de deixar a filha tão perto do ambiente de trabalho. Tudo bem que seus pais moravam ali e elas costumavam visitá-los nos feriados e datas comemorativas, mas desta vez Kate estava ali por uma razão diferente, estava a trabalho, tinha a obrigação de parar coringa se este passasse dos limites. Ao fundo o ruído constante da chuva e do vento no telhado naquela noite não desaparecia dificultando que Kate dormisse. Puxou o edredom sobre a cabeça e mais tarde o travesseiro. Mas ela só conseguiu dormir depois da uma e meia, quando a chuva finalmente se aquietou em um chuvisco silencioso.
O dia seguinte foi melhor... e pior. Foi melhor por que não estava chovendo, só o que ela conseguia ver pela janela do seu quarto de manhã era uma garoa fina, a claridade estava cinza e uma fina camada de neve cobria o jardim. Era mais fácil por que Kate sabia o que esperar do seu dia. Era pior por que ela ainda estava cansada; ainda não conseguia dormir direito. E seria pior por que provavelmente discutiria com o Wayne novamente. Sem o menor bom humor Kate se levantou da cama, hoje com certeza seria um dia do cão, daqueles que ela daria patada em qual quer um que visse pela frente. Provavelmente ela estava de TPM. Isso significava duas vezes mais irritada, três vezes mais mau-humorada e quatro vezes mais debochada. Mas o que mais a incomodava era que ela costumava sentir um forte desejo sexual devido à produção de estrogênio. Sem muito animo para se arrumar optou por uma /roupa/ simples. Desceu para a cozinha tomou sua vitamina com complemento alimentar e uma salada de frutas sem ao menos sentir o gosto. Pegou as chaves do carro e a sua bolsa, trancou a casa, entrou no carro e seguiu para Wayne Enterprises.
Bom dia Margareth!- cumprimentou ela.
Bom dia Srta. Rushman.
Kate quase passou reto, e se trancou em seu escritório. Pra sua satisfação ela não havia encontrado Bruce Wayne no elevador, já era quase meio dia quando Kate se lembrou de que tinha que pegar Helena no aeroporto. Ela saiu as pressas do escritório. O saguão do aeroporto de Gotham era bem movimentado como de costume, não demorou muito para que ela avistasse a filha e uma de suas melhores amigas. Dinah tinha cabelos louros que caiam lisos até o meio das costas tinha quase a mesma altura de Kate, possuía brilhantes olhos verdes era magra e escultural. Como sempre Dinah vestia calça jeans, botas de salto alto, uma regata branca e sua inseparável jaqueta de couro. Helena usava um vestidinho de inverno cinza com bolinhas pretas, uma faixa de cetim na cintura, meia calça, sapatilha e um casaquinho de lã cinza por cima. Como sempre seus cabelos castanhos caiam lisos um pouco abaixo dos ombros. Assim que Helena avistou a mãe saiu correndo em sua direção.
Mamãe!
Oi, meu anjo. Helena pulou no colo da mãe que a pegou com agilidade.
Oi Kate.- cumprimentou a loira.
Oi, Dinah obrigado por ter ficado com a Helena.
Que isso amiga, sabe que eu adoro ficar com a minha afilhada, além do mais, Helena é uma criança calma. falou Dinah passando a mão carinhosamente nos cabelos da menina.
Então quando você vai partir para a missão?
Amanhã à noite. Espero que não se importe de eu ficar na sua casa.
Sem problemas, saber que sempre será bem-vinda.
Elas ajeitaram sem dificuldades as três malas no porta-malas do carro. Kate prendeu a filha na cadeirinha, enquanto Dinah se acomodava no banco do carona. O trajeto até a casa recém-adquirida de Kate, foi feito com Kate dando alguns detalhes sobre a sua missão.
Soube que você está trabalhando para Bruce Wayne...-comentou Dinah.
Nem me fale. Graças a deus eu quase não vejo ele, mas como nem sempre as coisas são como nós queremos, tenho que aturar ele algumas vezes. Ele adora me atormentar, e você sabe que eu tenho sangue quente então... a gente sempre acaba entrando em uma discussão. respondeu em quanto parava em frente de casa.
Você sente algo por ele ainda? Se sente atraída por ele?-perguntou Dinah de solaio.
Kate franziu o cenho por alguns minutos pensando seriamente na pergunta da amiga. Kate pensou em Bruce e seus olhos castanhos escuros, eles pareciam absorver tudo e não devolver nada, fazendo-a se arrepiar e perder a sanidade. Kate não havia gostado do viu por fora, duvidava de que fosse gostar do que espreitava lá dentro.
O único problema é que isso não era bem a verdade, e Kate sabia disso. Ela adorou o que viu, e sabia que lá no fundo ainda sentia algo por ele.
Não. — respondeu convicta. Aquilo tinha sido mais para si mesma do que para a amiga. Dinah a olhou desconfiada sabia que ela ainda amava o Wayne.
Kate desembarcou do carro e enquanto retirava a filha da cadeirinha ou viu a porta do carona bater.
Bela casa Kate.-ouviu a amiga elogiar.
Obrigado. Bom vamos logo retirar as malas do carro que e eu preciso voltar para a empresa.
Depois de deixar as malas no hall de entrada, dar uma copia da chave para Dinah e se despedir da sua princesinha, Kate se dirigiu o mais de pressa possível para a Enterprise. A passos apressados pelo Hall da Wayne Enterprise, Kate corria em direção aos elevadores sem olhar para as pessoas a sua volta.
Segura o elevador, por favor!-Kate exclamou ao ver um elevador quase se fechando.
Obrig...- mas ela parou ao ver quem estava no elevador. Ela ponderou se pegava ou não o elevador com Bruce.
Vamos lá Kate! Eu não mordo. Kate podia jurar que sentiu certa malicia na parte do eu não mordo. Ela entrou no elevador tentando mostrar superioridade. Mas o ambiente fechado e pequeno, com Bruce Wayne tão próximo a incomodava, deixando-a em estado de alerta. Kate podia sentir sua respiração e seus batimentos cardíacos ficarem caóticos. Seu coração tinha disparado, e seu estômago dava voltas e mais voltas. O tempo parecia se arrastar. Sentiu o frio na barriga a dominar quando viu Bruce a olhar e apertar o botão de parar o elevador.
O que você pensa que está fazendo?-perguntou estreitando os olhos perigosamente para ele.
Nós vamos conversar Kate! e imediatamente ela entendeu qual seria o assunto.
Achei que tivéssemos dito tudo o que tínhamos para dizer a anos atrás. — respondeu seca.
Kate, isso não pode continuar assim, somos melhores amigos. Não percebe o quanto é infantil nós continuarmos assim.- continuou ignorando suas palavras.
Não foi isso que você disse na ultima vez. — rebateu desgostosa.- E você deixou bem claro durante a briga.
É passado agora. Será que dá pra você esquecer isso?
Não! Não dá! Sabe por quê? Por que as suas palavras, me magoaram, me machucaram muito Bruce. E as cicatrizes ainda estão abertas e talvez fiquem assim para sempre. Olhar pra você dói, dói mais do que eu esperava, como o sangue pulsando sob um hematoma. Sua presença abre ainda mais o buraco que você causou dentro de mim. Faz com que as feridas comecem a sangrar novamente. E eu me pergunto quanto tempo isso, essa dor, essa magoa, essa raiva vai durar. Talvez um dia, anos mais tarde. — se a dor diminuir a ponto de eu conseguir perdoar. -, eu talvez eu seja capaz de olhar para trás e ser grata pelo o que nós tivemos. Mas eu não sei, o estrago que você fez foi grande e por mais que os machucados se curem sempre vai haver as cicatrizes. Que serão lembranças do que você causou. E isso Bruce, matou o amor que eu sentia por você, e amizade também, cada vez mais.- Os olhos azuis cobalto de Kate estavam brilhantes mas ela se recusava a chorar, ele não merecia mais suas lágrimas, não mais. Bruce sentia seu coração doer, sentia raiva de si mesmo naquele momento. Sentia-se um canalha, a pior pessoa do mundo.
Por favor... Perdoe-me. Eu agi errado e me arrependo amargamente. E isso fica me atormentando.
Arrependimento Bruce. Arrependimentos vêm depois. Pena que isso não fazia diferença alguma agora. Afinal o estrago já foi feito. — respondeu amarga. Kate apertou com raiva o botão destravando a porta e saindo do elevador.
Notas finais
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