The Dark Knight: Night of the Huntress
12 Doce e Amargo
Notas iniciais
Gotham por si só já era uma cidade sombria durante a noite os prédios lançavam imensas sombras, mas naquela noite Gotham estava tão obscura quanto às trevas, era noite de lua nova e o brilho das estrelas não era o suficiente. Como se uma metrópole cheia de poluição visual devido aos imensos prédios permitisse enxergar as estrelas. Mais uma vez Huntress vagava pela cidade tentando rastrear Coringa, já tinha dias desde o dia do assalto ao banco da máfia. Huntress desconfiava que talvez ele estivesse planejando algo grande. Para Huntress, Coringa não era um bandido qualquer, seus interesses estavam muito além do que joias ou dinheiro. O ronco quase inaudível do carro de Huntress se tornou mias forte quando ela pisou no acelerador em direção ao único lugar onde ela poderia encontrar mais informações sobre o Coringa. O Departamento de Policia de Gotham City. Huntress estacionou o carro em uma das sombras dos grandes prédios da cidade próximo ao prédio da policia, quase sem dificuldade ela escalou o prédio pousando no telhado. Um meio sorriso surgiu em seus lábios ao olhar para o Batsinal, era aquilo que traria Batman e talvez o comissário Gordon até ela. Huntress procurou o botão e ligou o Batsinal, agora era só esperar. Huntress divagava sobre o Palhaço do crime. Uma brisa fria de outono soprava no topo do prédio, porém a brisa trouxe algo mais consigo, ela trouxe um cheiro... que com toda a certeza era másculo e inebriante. Huntress sentiu sua cabeça rodar com o cheiro. Ela estava sentada no parapeito do prédio, de pernas cruzadas esperando pacientemente por ele.
-- Oi, finalmente nos encontramos novamente. – disse descendo com elegância do parapeito e andando com cautela em direção ao cavaleiro das trevas.
-- O que você quer?—perguntou com sua habitual frieza.
-- Bem faz alguns dias que eu ando tentando rastrear o Coringa, mas ao que parece nada de sinal dele. Eu acho que ele está preparando algo grande, e com certeza não é um assalto a banco ou qualquer coisa do tipo. Para falar a verdade, eu acho que não tem nada haver com dinheiro. Acho que seus interesses estão além disso.—O cavaleiro das trevas concordava em parte, também achava que o palhaço estava planejando algo.
--E o que você acha que ele está planejando?—perguntou curioso com a opinião de Huntress.
-- Bem, eu realmente decidir ir a fundo, e pesquisar sobre a história dele. Então eu procurei o medico dele em Arkam, que não era o maluco do Crane. Bom segundo o Dr. Young, Coringa era o seu paciente mais desafiador em Arkham. Coringa desafia uma classificação. Seu humor mudando rapidamente indicava transtorno de personalidade, mas ele não tem rastro de problemas de identidade associados. Ele também exibe sinais de narcisismo profundo, mas mesmo assim ele tem um senso bem desenvolvido de outros, como sua habilidade de manipular todos, desde enfermeiros a médicos em Arkham é extraordinariamente bem desenvolvido, ele também mostra todos os sinais de um sofredor de funcionamento altamente personalidade antissocial, agora eu realmente me pergunto se ele é realmente insano em tudo. Sua ficha criminal deixa claro que ele é um maníaco homicida, o completo mistério em torno de sua identidade, da a ele uma vantagem. Não possuindo conexões, amigos, ex-identidades ou a família a ser rastreada, o torna muito difícil prever, detectar, ou mesmo entender. No entanto ele não aparenta ter uma habilidade especial além de uma capacidade para a violência incrível e uma habilidade em criar caos mortal. E é isso que eu acho que ele quer, causar o caos, por que ele simplesmente sente prazer em ver o circo pegar fogo.
Batman ponderou a opinião de Huntress e lembrou-se da conversa em que Alfred dissera a mesma coisa “Coringa só queria ver o circo pegar fogo”.
-- Sabe, analisando as coisas acabei notando que todas as coisas que o Coringa fez tinha como intenção de atingir você...—Huntress olhava o Cavaleiro das trevas com intensidade, olhando-o diretamente em seus olhos castanhos sombrios, que parecia avisar que ele poderia ser perigoso. Mas estava difícil para Huntress convencer a si mesma de que ela deveria se afastar dele, mas era impossível ele era irresistível.— Sabe por que?—ela perguntou a poucos centímetros da boca tentadora dele.—Por que eu acho que na mente dele, você...é o único que pode rivalizar com ele em questão de genialidade.—Os lábios de Huntress roçavam levemente nos dele. Nem Batman, muito menos Huntress, admitiriam, mas esse momento vinha rondando suas fantasias mais intimas há semanas. Batman cobriu os centimetros que separavam seus corpos puxando-a pela cintura e grudando seus corpos, uma de suas mãos enluvadas pousou no pescoço de Huntress acariciando-o suavemente com o polegar.
Huntress ofegou devido ao contato repentino. Inconscientemente ela se moveu contra ele criando uma fricção deliciosa entre seus corpos, então o que quer que ela sentindo naquele momento se converteu em algo quente. Aquilo estava deixando Huntress excitada. Isso deixou Batman ansioso para tocá-la. Huntress mordeu o lábio inferior de Batman de forma lasciva e ele respondeu movendo seus quadris contra ela em um circulo lento, pressionando seu corpo pesado, que era quase uma massa compacta de músculos bem delineados, aumentando sua temperatura e excitação. As mãos de Huntress deslizaram em seus bíceps, ela estava insegura com o modo que ele fosse responder a ela. Batman arqueou se como se aprovasse e a incentivasse a tocá-lo. Quando Huntress enrolou suas pernas nos quadris dele e pressionou sua intimidade contra a dele ele grunhiu baixinho em meu ouvido. Ele ondulou seus quadris, a ereção maciça pressionando-a contra ela. Huntress fechou os olhos tentando não se perguntar sobre o que ela sentiria se ele estivesse dentro dela, se estivesse fazendo isso. Batman abaixou a cabeça e seus lábios acariciaram o pescoço de Huntress. Ela gemeu quando sentiu sua língua suave e úmida subindo por sua garganta. Deus! Aquilo a enlouquecia mais ainda. Esfregou uma coxa na outra na tentativa de amenizar a ardência que sentia na sua intimidade. Batman a soltou de seus quadris que afastaram brevemente, retornando com sua coxa empurrando entre as pernas de Huntress e a acariciando em sua intimidade enquanto a prensava na parede. Sua boca finalmente encontrou a sua, sua boca tinha sabor de canela doce e picante, era viciante. O beijo era calmo, sensual, confiante e habilidoso, Huntress suspirou, e sua língua encontrou a dele. Um beijo com a quantidade ideal de agressividade para deixa-la morrendo de desejo. Ele gemeu, tornando o beijo ainda mais profundo, atacando sua língua com movimentos lascivos. Os lábios de Huntress tinham gosto de doce e isso agradou não só Batman,mas também Bruce. O beijo era doce como Huntress e amargo como Batman. O beijo não durou muito,mas se dependesse dele,teria durado para sempre. Não sentiu apenas prazer quando seus lábios tocaram os dela, havia algo a mais,algo estranho,forte.Era quase como a mesma sensação que tinha quando beijara os lábios de Rachel.Ao sentir aquela sensação estranha e ao mesmo tempo incrível,decidiu que estava na hora de acabar com aquilo.
Ambos se separaram ofegantes. Os lábios de Huntress estavam mais vermelhos que o normal, e tremendamente inchados.
-- Vou avisar você novamente garota.—a voz do cavaleiro das trevas era autoritária.—não se meta nisso.
Huntress apenas ergueu uma sobrancelha e com pequeno sorrisinho no rosto,disse:
-- Oh, mas o que é isso? Estamos no segundo encontro e você acha que já pode me dar ordens?
-- Já fizemos muita coisa que não pode ser feita no primeiro encontro.—Respondendo joguinho de sedução dela.
Mas quando Huntress se virou na direção dele, ele não estava mais lá. Huntress divagou pro algum tempo, o quanto eles eram opostos. Como Venus e Marte, como fogo e água, como o doce e o amargo.
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