Acordei de manhã, e ainda ela estava ali imóvel, com os aparelhos ainda ligados nela fazendo a função de deixar ela viva, soltei um suspiro triste e beijei a testa dela.

–Já volto-disse saindo, eu ainda estava de terno, fui para a sala de recepção e a Talita estava lá com uma sacola e me olhou.

–Touxe uma roupa para você-disse ela e eu peguei a sacola

–Obrigada-disse a olhando- como o Gabriel está?-perguntei

–Ele custou a dormir, acho que ele gosta do jeito que a ...-ela interrompeu a frase e me olhou- em fim o Guilherme ficou brincando com ele até ele não aguentar mais e cair no sono-disse

–Obrigada, por cuidar dele-disse a olhando.

–Nicholas eu sei que está sendo difícil mais, eu acho melhor você contratar uma babá por um tempo até a Camila se recuperar-disse ela

–Eu não queria que ele fosse cuidado por outra pessoa-disse para ela- mais eu vou ficar muito tempo no hospital, acho que vou chamar a baba que cuidava dele quando nos dois saiamos-disse para ela.

–Só espero que a babá não se apaixone por você-disse ela brincando e eu sorri.

–Ela tem 12 anos e me chama de tio acho que ela não ta apaixonada, no máximo pelo Gabriel-disse e ela sorriu.

–Bem, eu e o pessoal vamos ter que voltar, eu queria muito ficar até ela acordar mais, eu tenho trabalho, e o pessoal também-disse ela me olhando e eu sorri.

–Fiquem tranquilos, quando ela acorda eu comunico a vocês, os pais dela estão desesperados-disse e respirei fundo- mais eu disse que eu ia cuidar dela, espero que eles não entrem em desespero, ou coisa do tipo, você pede para o cadu ir falar com eles?-perguntei

–Claro Nick eu aviso sim-disse e ela se aproximou e me abraçou- seja forte garotão, ela precisa de você-disse ela se afastando com os olhos cheios de lagrimas o que me deu vontade de chorar mais eu me controlei.

–Claro-disse e ela soltou um sorriso de lado, ela saiu e logo depois eu já tinha me trocado, fui para a diretoria do Hospital explicar o ocorrido, eu só podia acompanhar o caso mais não podia me interferir por que sou pediatra, e não podemos dar preferencia a parentes, o Felipe disse que eu podia ficar só para chamar as pessoas, e ele atendia já que eu não estava com cabeça para examinar nenhuma criança, sai para ver como ela estava e entrei no quarto, quase dei um pulo quando vi que tinha alguém ali, e esse alguém era a Suelem-Você?-perguntei e ela com o sobressalto me olhou e sorriu aliviada.

–Nossa você me assustou-disse ela

–O que ta fazendo aqui?-perguntei

–Eu soube da Camila-disse ela- vim ve-lá-disse e eu olhei, com um pouco de irônica.

–Vaza daqui, você não presta, se veio fazer mais mau a ela, perdeu seu tempo, eu vou ficar com ela o tempo todo-disse a olhando e ela sorriu de canto.

–Eu não vim fazer mau a ninguém-disse ela- e eu estou falando serio-disse ela

–E por que eu acreditaria em você?-perguntei

–Calma ela ta comigo-disse o Guilherme aparecendo atrás de mim- eu fiquei aqui o tempo todo para me certificar que a maluquinha não ia fazer nada de errado-disse ele e eu o olhei-Depois de tudo você ainda deixa ela chegar perto da Camila, e ainda a Camila estudando debilitada e não podendo se defender-disse e ele me olhou e olhou para a Suelen.

–Ela implorou para vim-disse ele- me desculpa cara, mais ela parece ser sincera-disse e a Suelen se aproximou.

–Não quero uma discussão aqui dentro, pelo que eu sei ela ainda pode escutar tudo-disse a Suelen saindo e eu e o Guilherme saímos juntos com ela.

–Você é perigosa, ele eu aceito, pode ser uma cobra venenosa, mais eu confio um pouco nele, já você não-disse para ela

–Obrigada pelo cobra venenosa, não me ofendi-disse o Guilherme irônico.

–Sei que me odeia, e tem motivos para isso, pode me odiar, mais eu vim aqui por que eu tenho uma divida enorme com a Camila e vim quita-la odeio ficar em vermelho com alguém-disse ela.

–Não acredito em você-disse para ela

–Faz bem-disse ela com sinceridade, ela estava mudada, não parecia aquela menininha irritante fresca e metida, eu tinha que aceitar, algo nela estava mudado, mais eu não sabia se podia confiar plenamente nela.

–O que aconteceu com você para querer quitar sua “divida” com ela agora?-perguntei

–Eu me apaixonei-disse ela- de verdade, como eu tinha me apaixonado por você, só que agora é diferente, é real, e eu sinto coisas que nunca senti na vida-disse ela e eu olhei para o Guilherme que olhava para o outro lado, depois olhei para ela de novo e ela olhou para o Guilherme e desviou o olhar.

–Pera ai é pelo Guilherme?-perguntei

–Nicholas-disse o Guilherme me repreendendo, e pela primeira vez na vida eu vi a Suelen ficando vermelha.

–Nicholas agora não-disse ela me olhando- em fim vim quitar minha divida é o que importa-disse ela se recuperando- quem foi que fez isso?-perguntou e eu respirei fundo.

–A Mariane eu não quero falar sobre isso agora-disse para ela

–Aquela vadia que ficava colada com você quando a gente tava aqui?-perguntou

–Suh-disse o Guilherme e ela a olhou e sorriu.

–Sei mais do que nunca que você quer matar ela-disse a Suelen, mais deixa isso comigo, não quero que suje suas mãos-disse ela saindo e eu olhei confuso.

–Suelen o que você vai fazer?-perguntei

–Uma coisa que alguém já devia ter feito a muito tempo-disse ela piscando- colocar aquela vadia no lugar dela-disse saindo e o Guilherme olhou para mim.

–Ela vai aprontar-disse ele- eu conheço ela-disse e eu sorri.

–Sabe de uma coisa?-perguntei- tomara que ela apronte, mais dessa vez apronte por uma justa causa-disse e ele me olhou.

–Você está se ouvindo?-perguntou ele

–Estou, e quero que a Sulen lasque a Mariane de porrada, eu não to nem ai, por que se for eu que pegar a Mariane, eu vou mata-la, mais não mata-la de primeira, iria tortura-la até a morte, eu vou para o inferno, mais mato e torturo aquela vadia-disse com raiva e ele me olhou.

–Você precisa se acalmar-disse ele

–E você precisa fechar a boca-disse me virando.

Narração da Suelen

Sai do estacionamento concentrada até que meu celular começou a tocar eu ia ignorar e deixar cair na caixa postal mais eu vi que era o Guilherme e atendi.

–Oi-disse colocando no viva voz

–Suelen o que você vai fazer?-perguntou ele com um tom preocupado.

–Calma garotão sei me cuidar-disse sorrindo.

–Isso eu sei, só não quero que não faça nada com que se arrependa depois-disse ele.

–Você me conhece sabe que não faço as coisas para me arrepender depois-disse para ele.

–Isso eu sei muito bem-disse e eu fiquei em silencio- desculpa fui grosso-disse ele

–Não tudo bem eu mereci essa, vou desligar, estou dirigindo-disse

–Suh espera eu não..-não deixei ele terminar e desliguei, respirei fundo e Conti as lagrimas , sei que o que fiz não foi justo, nem com o Guilherme e muito menos com o Nicholas, mais precisava jogar isso na minha cara o tempo todo, aquele papo já estava realmente me deixando mais furiosa, meu telefone começou a tocar de novo e eu não atendi, caiu na caixa postal, e ele ficou ligando até eu me cansar e desligaro celular, se a intenção era me deixar mais nervosa ele conseguiu, parei em frente ao prédio em que eu sabia que a Mariane estava morando, desci do carro e fui na portaria.

–Por favor queria falar com a Mariane Duarte-disse para o moço- Avisa que é a Suelen do grupo de dança do ano passado-disse e ele falou no interfone por alguns minutos e logo veio de volta.

–A Senhorita Duarte está a sua espera-disse ele

–Obrigada-disse dando um sorriso simpático e sai, entrei no elevador e tinha uma homem alto muito bonito, ele não tirava os olhos de mim o que eu gostei, sempre amei chamar atenção , quando chegou no andar que eu desci virei para trás e dei uma piscadela e ele sorriu de um jeito charmoso, sorri e fui andando até onde era o apartamento dela, bati na porta e logo ela me atendeu.

–O que você quer?-perguntou ela

–Ou para você também-disse com um sorriso sinico.

–Oi, o que você quer?-repetiu ela e eu bufei.

–Posso entrar pelo menos? Meus pés estão me matando-disse e ela deu espaço, entrei e percebi que não era lá essas coisas.

–Não torça esse narizinho, nem todas são filinhas de papai-disse ela

–Ah claro-disse limpando o lugar que eu ia me sentar e cruzei as pernas- meu amor quando for tentar matar alguém tenha a certeza que matou-disse e ela ficou pálida o que me fez sorrir.

–Do...do que você está falando?-perguntou nervosa e eu ri.

–Querida eu sei que foi você que deixou a camila em coma-disse olhando para as minhas unhas

–Ela tá em coma? Droga-disse baixo e eu sorri.

–Serio? Você confessa que quase mata a pessoa e nem percebe né? Eu estou em duvida se você sofre dislexia ou burra mesmo-disse e ela me olhou furiosa.

–Fala logo o que você quer-disse ela

–Em fim vim aqui por que o Nicholas tá puto com você, ou seja ele também já sabe-disse para ela.

–Impossível-disse ela e eu dei ombros.

–Vim para fazer uma oferta-disse para ela.

–E qual seria?-perguntou

–Eu tenho acesso livre ao quarto da Camila podemos entrar escondidas , você como enfermeira pode fazer os negócios lá para a maquina que faz a função do corpo dela viver e pronto, adeus Camila-disse e ela me olhou desconfiada.

–Mais por que eu confiaria em você? Não lembro muito bem de quem você é em si, e se quiser tomar o Nicholas também?-perguntou e eu revirei os olhos.

–Querida eu to a fim mesmo é do Guilherme e eu soube que a idiota da Camila tinha ele nas mãos também então, eu quero matar dois coelhos com um cajadada só –disse sorrindo e ela respirou fundo.

–otimo espera ai que eu vou me trocar-disse e eu sorri ela demorou um pouco e veio com um vestido, e uma sacola acho que era roupas de enfermeira, nos descemos juntas em silencio e entramos no carro ela ficou distraída olhando a janela e eu sorri, estávamos indo na direção oposta do Hospital e ela percebeu.

–O Caminho do hospital não é por aqui-disse ela

–Eu sei vamos passar em um lugar antes-disse parando em um beco e ela me olhou confusa, não tinha tempo, ela estava perdida eu tinha que aproveitar, peguei o paninho com agua oxigenada e enfiei no nariz dela, depois de muito resistir e tentar se livrar ela desmaiou- agora é só te levar para dentro-disse saindo do carro, abri a porta que ela estava e ela caiu- ops caiu-disse puxando ela pelo braço, ela era muito presada o que quase fazia seu vestida rasgar por que eu estava a arrastando- caralho que menina gorda-disse e entrei no galpão abandonado, tinha a cadeira lá, eu peguei e com muito esforço e a sentei, depois amarrei seus pulso e o tornozelo com muita força, esperei um pouco, e meu telefone começou a tocar, era o Guilherme outra vez, fiquei mais irritada, desliguei e joguei ele na bolsa para não voltar a me distraíra, ouvi ela gemer e me olhar assustada.

–Onde eu estou? O que você fez? Por que eu to amarrada?-perguntou e eu sorri.

–Primeiro você está em um galpão abandonado, segundo eu te amarrei, e terceiro para você não fugir-disse para ela

–Você é uma cobra, me enganou-disse ela entre os dentes.

–Olha lá a suja falando da mau lavada-disse sorrindo- não foi assim que você fez com a Camila enganou ela? Agora prove do próprio veneno-disse sorrindo e virando uma faca da minha bolsa.

–O que você vai fazer-disse ela olhando para faca.

–Vou ver se a minha faca está amolada, então vou passar na sua pele para comprovar se ela de fato está afiada ou cega-disse sorrindo e me aproximando.

–Sai com isso para lá-gritou ela- socorro-gritou e eu comecei a rir.

–Querida o que eu vou fazer com você, vai seu tipo de um castigo , mais daqueles bem brabos para você nunca mais se esquecer e não aprontar de novo-disse e enfiei com tudo a faca no braço dela e ela gritou- olha ela tá afiadinha, como eu to feliz-disse e ela começou a chorar.

–O que deu em você em? para ter feito aquilo-perguntei e ela continuou a chorar.

–Para por favor-disse ela soluçando e eu dei um tapa na cara dela.

–Ela pediu para você parar e você não parou- cravei a faca na panturrilha dela e ela gritou — então engula o choro e aguente firme que agora não tem ninguém para te ajudar-disse rindo e ela me olhou com medo, e eu gostei disso.

–Que porra ninguém me ouvi socorro-gritou ela e eu ri.

–Aqui não tem ninguém por perto meu doce-disse sorrindo- você sabia que ela tem um filho? ah claro que você sabia mais você não se importou, agora ela tá em coma por sua culpa e o pequeno Gabriel precisa de uma mãe, mais você fez o favor-disse batendo a cabeça dela na mesa- de deixar ela em coma-gritei com odio e ela chorou.

–Me larga sua vadia-gritou ela

–Vadia? posso até ser mais eu sei perder-disse para ela- coisa que parece que você não sabe-disse para ela- alguém devia te avisar que quando o Nicholas pega raiva de alguém ele pega para sempre, vai por mim experiência Propriá, em fim pelo menos agora a pessoa mais odiada por ele é você-disse sorrindo

–Ele não sabe que fui eu-disse ela cuspindo sangue.

–O Otária a camila pegou teu pingente antes de ficar inconsciente, e outra você deu na cara teve testemunhas que viu você a levando para trás da casa-disse para ela

–Por que não deixa a justiça cuidar de mim então-disse ela em tom de suplica.

–A justiça é mole, e eu devo essa para ela e outra, nunca fui com a tua cara sempre quis te da uns belos de um tapas-disse sorrindo- e é chato perder o posto de inimiga ja que você tomou o meu lugar-disse a olhando.

–Sabia que eu te conhecia, você é a ex do Nicholas-disse ela

–Olha para uma pessoa sem cérebro algum você é bem esperta-disse sorrindo e virando com a faca limpa- menos papo mais ação-disse indo em direção a ela- acho que alguém aqui da muito valor ao resto e se algo acontecesse com ele?-perguntei e o pânico tomou conta do seu rosto.

–Não-gritou ela e eu sorri.

–Se resistir é pior querida-disse e passei sem só nenhuma a faca na cara dela, ela gritava que dava até agonia, até que ela não aguentou e desmaiou- ah fala serio bem na hora em que eu estava me divertindo-disse e limpei a faca no vestido dela e me virei- reze para alguém te achar, por que eu não volto aqui nem com reza brava-disse saindo e sorrindo comigo mesma, eu era um gênio isso era obvio, pode ser cruel da minha parte mais eu estava adorando essa minha parte malévola da historia, respirei fundo e sai do galpão, entrei no carro e liguei o celular outra vez, havia 38 ligações perdidas do Guilherme, eu ri e liguei de volta- o que é?-perguntei assim que ele atendeu.

–O que é? Eu passei a porra da tarde inteira de ligando, você não me atende e ainda fala o que é? Caralho eu to preocupado com você-disse ele

–Eu to chegando ok? E estou viva-disse e ele bufou.

–Ve se chega logo-disse e eu desliguei, depois de 10 minutos eu cheguei no apartamento dele, o porteiro me olhou estranho mais eu nem liguei, entrei no apartamento e ele estava no sofá e pulou quando me viu.

–Caralho você ta sangrando-disse ele vindo até ah mim. Eu olhei para minha barriga e estava com sangue.

–Não é meu não precisa surtar-disse para ele

–Não precisa surtar? O que ta dando em você porra?-perguntou

–Nunca vi você falando tanto palavrão em uma frase só-disse para ele

–Você me deixa louco-disse me agarrando pelos ombros.

–E você me estressa-gritei para ele e ele me agarrou e me prendeu contra a parede.

–Cala a sua maldita boca-disse me beijando com força e eu suspirei, eu nunca conseguia resistir a um beijo dele.

–Droga Guilherme-ofeguei

–Eu me preocupo com você caralho eu não falei aquilo para te magoar-disse ele encostando a testa na minha e eu suspirei.

–Ok garotão, você eu quarto agora-disse o puxando e ele riu.

–Você não presta-disse ele

–Eu sei-disse piscando e é por isso que vc gosta de mim-sorri e ele sorriu.