Notas iniciais
Oie! Desculpe pela demora provas finais espero que entendam...Bem este não ficou muito bom mas vocês já estavam muito tempo sem capitulo então resolvi posta-lo...BOA LEITURA!

P.V.D:Giselle

Todo dia era a mesma rotina. Acordar, levar Wendy pra escola, trabalhar, almoçar, ter a tarde livre e a noite trabalhar no bar. No bar era sempre a mesma coisa atender os clientes, limpar mesas e vez ou outra ser assediada por um bêbado (mas o dono do bar Jared meu amigo sempre dava um jeito neles).Porém uma coisa não estava igual aos outros dias.

Havia um homem. Bonito, elegante e bem apessoado que todas as noites frequentava o bar. Chegava cedo na hora em que abríamos, pedia vinho e só ia embora à hora de fechar.

Apesar de o bar ser sempre muito cheio eu me pegava às vezes o encarando. Talvez fosse por curiosidade, afinal o que um homem vestido e com aparência de um lorde faria em um bar de beira de estrada como o Slodem Bar era?Ou talvez fosse pela sua beleza de lorde.

Eu não sabia ao certo qual era a razão, mas não podia negar que uma parte de mim se interessava por ele.

–Acorda! Disse Amanda me jogando um travesseiro na cara. Em que mundo você estava?Parecia uma retardada olhando pro nada.

Ela fez uma careta engraçada dizendo que aquele era o jeito que eu estava a segundos atrás.

–Vai se ferrar!-Ainda estávamos rindo.

–Fala logo garota!Em que estava pensando?

Mordi o lábio inferior.

–Fala logo!

–Ta bem!-Suspirei — Não é nada de mais. É só que tem um homem lá no bar que vai todas as noites. É meio misterioso... Pede vinho e fica até fechar.Nunca fala com ninguém é...Estranho

–Você quer dizer sexy né?

–Para Amanda!

–Só isso?

–Eu disse que não era nada de mais.

–Hm... Esse angu tem caroço.

–Olha eu já vou okay?Não vou ficar ouvindo você falando asneiras.

Wendy estava na sala assistindo desenhos beijei-lhe a face e após vestir meu casaco, pegar minha bolsa com as chaves e saí de casa.

Do outro lado da rua estava minha picape preta que antes fora de meus pais.Podia ser velha mas estava conservada.Dirigi calmamente pelas ruas escorregadias da velha Londres até ao Slodem Bar que ficava na beira de uma estrada quase que deserta onde seus maiores companheiros eram as arvores e os caminhoneiros .

Estacionei o carro e saí. Entrei correndo no bar antes que ficasse congelada.

–Boa noite — Cumprimentei.

–Boa — Responderam.

Após ajudar as meninas a arrumarem as mesas e dar uma varrida no chão abrimos e logo estávamos cheios como sempre, hoje havia mais pessoas, pois era sexta. Sexta-feira. Pronto. Hoje completam duas semanas exatas que o lorde sem nome e misterioso vem ao bar.

Balanço a cabeça pra tentar espantar esses pensamentos e tento me concentrar no um grupo de amigos pede como refeição. Pedido anotado e mente desocupada por pouco tempo afinal o ser misterioso volta a invadir minha mente.

Isso é realmente estranho. Afinal nunca fui do tipo que pensa tanto em garotos.

–Mas ele não é garoto Gih, é um homem. -Sussurro pra mim mesma.

Bem isso não ajuda. Com certeza ele não é o tipo de cara que parece brincar com uma garota e depois jogar fora... Porque estou pensando nisso?!O que importa afinal?

–Giselle!

–O que foi? Pergunto irritada pra Rachel

–Dá pra você se mexer?!Hoje está lotado e você aí parada?Vai atender a 10 a 28 e a 15!

Ela falou de um jeito bem ignorante que eu poderia ter revidado se ela não estivesse certa.

Atendi a 10 e a 28 e depois fui pra 15 que ficava perto da janela em uma parte mais afastada dos outros que preferiam ficar perto do balcão ou da música ou simplesmente da mesa de sinuca. Ali era até um pouco mais escuro.

Meus cabelos estavam soltos, os prendi em um coque mal feito sem me importar e fui até a mesa. Quase dou um grito de susto ao ver ele sentado nela. Ele parou de encarar o cardápio e me olhou pela primeira vez. Recompus-me do choque.

–Já quer fazer o pedido?

–Sim. -Ele respondeu com uma voz grossa e sexy.

–E o que vai ser?-Falei com muito esforço. Não queria derreter.

–Quero um ravióli ao molho de cogumelo com um...

–Vinho?-Perguntei, mas me arrependi.

–Como sabe minha cara Giselle?Tem me observado?-Ele perguntou sorrindo.

–O que?Claro que não!Porque eu faria isso?

–Pelo mesmo motivo que eu venho te observando. Curiosidade.

Ele me olhava de um jeito misterioso, não conseguia decifra-lo e isso era frustrante. Supus que estivesse brincando com minha cara.

–Curiosidade?O que quer saber exatamente? Perguntei

–Quem exatamente é você.

–Como assim?

–Aí está você!- Disse Rachel — Se já atendeu essa mesa tem de entregar o pedido e ver o que tem pra fazer e não ficar conversando!

Ela me puxou pra fora da área onde aquele estranho estava.

–Precisava fazer esse escândalo?

–Você não viu nada!Pensa que só porque Jared é apaixonado por você vou te deixar na moleza? Vai trabalhar!

Eu sabia daquele fato e tentava ao máximo não pensar nisso. Minha vida já era muito contubarda e eu realmente não precisava de mais confusão nela, principalmente se ela tiver um nome masculino.

Eu não voltei mais na mesa 15 pra entregar o pedido Ivy o fez por mim. Cada garçonete tinha certa quantidade de mesas pra atender eu ficava com a 10 até a 25, mas do jeito que estava cheio a coisa virou bagunça.

No final do expediente estávamos exaustos. A bagunça ficaria pro dia seguinte. Saí de lá e fui correndo pro meu carro, tentei liga-lo, mas não consegui.

–Mas que droga!

Alguém bate na janela. É ele.

–Posso ajudar?

–Pergunto à mesma coisa.

–Não é eu que está de carro quebrado. Quer uma carona?

–Nem sei seu nome!

–Elijah. Quer uma carona?

Olhei em volta e só havia nós dois por ali. Todos já haviam ido embora. Minha mente gritava: Não vá!, mas outra parte de mim — não sei dizer que parte — gritava mais alto Vá. Na realidade eu queria, o mistério me chamava.

–Tudo bem.

Peguei minha bolsa e travei o carro, amanhã daria um jeito nele. Ele me guiou até o carro e abriu a porta pra mim. O tempo de ele ir para o outro lado do carro foi suficiente para eu deixar o número da policia pronto pra chamar.

–Onde eu te deixo?-Perguntou

–Em frente à escola High.

Ela ficava a duas ruas da minha casa, eu não iria dar minha localização exata a um estranho.

Ficamos metade do caminho em silencio e aquilo estava desconfortável.

–Não entendi.

–O que?- Perguntou ele aparentemente confuso.

–Porque quer saber quem sou eu?

Ele sorriu.

–Você é um livro lacrado de mais pro meu gosto. É misteriosa e eu gosto disso... O seu mistério me atrai.

Fiquei perplexa. Como eu poderia atrair alguém?Talvez fosse a farda do bar afinal ela mostrava mais do que devia pro meu gosto.

–Você também é misterioso de mais. -Eu disse isso?!-Por que um homem como você vai num bar como o que eu trabalho?

–Um homem como eu?

–Bem apessoado. -Boca maldita!

Eles sorri.E estaciona o carro.

–Tenho uma proposta.

–E qual seria?

–Amanhã podíamos sair pra tomar um chá talvez e então eu poderia responder suas perguntas e você, as minhas.

Pensei um pouco na questão e mais uma vez contra minha vontade minha boca se abriu e produziu a seguinte frase

–Tudo bem. Amanhã as 8:00 no Italiani.

–Estarei lá.

Saí do carro e depois de fechar a porta bati na janela para fazer uma ultima pergunta.

–Preciso me preparar pras respostas já que falo de mais então não poderia me fazer uma pergunta agora?

Ele pensou e sorriu.

–Como você é nua?

Fiquei perplexa e nada falei.

–Tenho tempo... Você não precisa dizer amanhã. Boa noite.

Por alguns minutos fiquei congelada com tamanho atrevimento. Virei-me com a intenção de ir pra casa, mas eu já estava nela, ou melhor, em frente a ela.

Subi para o meu apartamento e depois de estar pronta para dormir deitei-me na cama.Cansada de mais só me lembro de pensar uma única coisa antes de ficar inconsciente.

–Ele sabe coisa de mais pra uma pessoa que me acha um livro fechado.

Notas finais
Gostaram da nova capa & capitulo?Mereço reviews? *--* Beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.