The Cure
16 Capítulo 15 - A minha cura
Notas iniciais
Enjoy!!!
A semana após o dia no chalé continuou com o grande nervosismo de Rachel em função das Nacionais. Eu queria, realmente, queria fazer alguma coisa para que ela se acalmasse, mas ela mergulhava em uma agitação sem fim. Tudo girava em torno de Chicago-Nacionais-Tibedeaux-NYADA. Não comentei com ela que tinha q eu tinha recebido a carta de 3 universidades: a UCLA, NYU e Yale. Todas confirmando a minha admissão. Restava saber para qual eu iria.
Uns 2 dias antes à viagem do New Directions para Chicago, o Sr. Schuester me chamou na sala dele. Eu me perguntei o que tinha acontecido.
Chegando lá ele pediu que eu me sentasse e começou:
— Quinn, eu sei que você não participa ativamente do New Directions, mas eu gostaria de lhe pedir um favor.
Não era exatamente verdade. Eu participava sim do New Directions, mas evitava a todo custo qualquer coisa que envolvesse Finn e Rachel. Eles eram os solistas principais e co-capitães. Era óbvio que estariam juntos, fariam duetos e tudo mais. Mas ao mesmo tempo em que eu era racional pensando assim, o ciúme me consumia de uma forma terrível. Então eu não estava sempre lá.
— Pode falar Sr. Schuester...
— quero que você cante com a gente nas nacionais... — arregalei os olhos. Só podia ser alguma brincadeira. Sem chances – eu sei que é aterrorizante a ideia de cantar em público, mas sei que você gosta de cantar e que também... -estendi a mão antes que ele terminasse.
— sem chances Sr. Schue... Posso até ir, mas vou apenas como espectadora e... — ele fez o mesmo gesto que o meu.
— Rachel foi insistente demais... por favor compense o tempo que ela ficou insistindo para que eu te convencesse...- ele fez uma cara de cachorro pidão. E eu comecei a gargalhar. Então quer dizer que Rach estava metida nisso. Eu sabia.
— olha Sr. Schue...eu vou mas faço apenas o coro...não quero solar nem nada ok?
— mas você faz parte e nada mais justo do que cantar algo solo. Nem que seja só um trecho que tal?- revirei os olhos e assenti positivamente. Sr. Schuester deu um sorriso aliviado. Com certeza Rachel ameaçou fazer alguma loucura.
— ok. Então vai solar com Mercedes, Tina e Santana em “Edge of glory”. — assenti mais uma vez. Lady Gaga não é a minha cantora favorita, mas eu gostava dessa música e já tinha ensaiado ela com as meninas mesmo sem saber.
— posso ir agora? Tenho artes...
— sim claro... E muito obrigado Quinn...- dei um sorriso de volta para o Sr. Schuester, que organizava apreensivo alguns papéis que com certeza deveriam ter alguma coisa a ver com viagem. Eu sai da sala com um sorriso no rosto. Precisava encontrar Rachel, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa recebi um sms:
“Precisamos conversar” – Tia Daph
O que será?
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Segui apreensiva em direção a Mansão. Alguma coisa me dizia que o que minha tia tinha para conversar não seria muito bom. Quando cheguei vi um carro parado na entrada da garagem. Era familiar, mas eu não me lembrava de onde. Estacionei a moto e entrei. Minha tia me esperava no Hall. Ela tinha os braços cruzados e um ar cansado. Ela olhou pra mim como se dissesse “sinto muito”. Deu um suspiro e falou:
— antes de qualquer coisa Q., aqui tem um calmante. Toma. – não questionei e tomei o comprimido. Ela suspirou mais uma vez e disse: — Sua mãe está na sala.
Meu queixo caiu. O que diabos faria com Judy Fabray saísse de Chicago para a casa da ovelha negra da família? (nesse caso eu) eu suspirei profundamente e minha tia colocou a mão no meu ombro:
-ouça o que ela tem a te falar... Parece ser importante, ou ela não viria até aqui. – Apenas assenti positivamente. Deixei o meu capacete com a minha tia que subiu as escadas para nos deixar a sós.
Suspirei mais uma vez. E entrei na sala e lá estava ela. Parecia mais magra do que eu me lembrava mas a elegância e a pose de mulher da alta sociedade também estava lá. For o ar arrogante. Dei um pigarro e ela olhou para mim:
— Lucy? – meu estômago revirou ao ouvir aquela voz de novo. – como é bom te rever filha... Já fazem..
— 4 anos. Por favor, seja direta. – minha voz saiu dura e fria. Não queria saber da minha mãe, se ela estava ali provavelmente deveria ter alguma coisa a ver com a herança. Ela engoliu seco e me olhou duramente:
— não fale assim comigo, sou sua mãe Lucy!
Dei um sorriso irônico de canto:
— não me venha com essa história de mãe. Você me deixou trancada em um hospício! – senti a raiva subir. E me lembrei do que tia Daphne havia me pedido – por favor, diga o que veio fazer aqui.
— vim dizer que...me separei de Russell.
Eu fiquei meio em choque. Quem diria que minha mãe finalmente teve uma atitude da qual eu pudesse me orgulhar.
— Parabéns a você Judy – ainda doía muito tentar chama-la de mãe. — Mas ainda não entendi o que veio fazer aqui. Da última vez que certo Fabray de Chicago apareceu por aqui eu fui parar no hospital, fiquei transtornada e quase perdi minha namorada... — ela arregalou os olhos e engoliu seco.
— você disse “namorada”?
— Sim... Disse
E como se tivesse uma espécie de sexto sentido, a campainha toca. Corro para atender e vejo Rachel com um sorriso gigantesco. Limitei-me a um meio acanhado. Segurei na mão dela e disse:
-quero que conheça alguém. Por favor, não surte. Ok? –ela assentiu e eu dei um selinho. Voltei para a sala e encontrei minha mãe sentada no sofá, ainda em choque. Respirei fundo e chamei Rachel.
-Mãe... — isso saiu meio estranho. – quero que conheça Rachel. Rachel – me virei para Rach – Rachel... Essa é minha mãe, Judy Fabray. Rachel é minha namorada mãe.
Eu não tinha certeza, mas minha mãe parecia estar calma com a notícia. Ela deu um sorriso, e estendeu a mão para Rachel que até então parecia estar encolhida no meu lado. Após esse gesto da minha mãe, Rachel retribuiu e as duas sorriam. Dessa vez quem ficou em choque fui eu.
— muito prazer Rachel! Vejo que trata minha filha muito bem, e vejo também que isso é recíproco, afinal ninguém dá um sorriso deste tamanho a toa simplesmente por vê-la. — Minha mãe estava mesmo elogiando Rachel?
— de nada Sra. Fabray, Quinn realmente me faz muito bem e tenho certeza que eu também faço bem a ela.
— oh não sou mais uma Fabray... Então me chame apenas de Judy ok?
Rachel olhou pra mim e eu só assenti positivamente. Ela voltou o sorriso para minha mãe.
— Talvez você consiga fazer com que Quinn me ouça. E quem sabe me perdoe... — minha mãe deu um sorriso triste na minha direção.
— Me desculpe Sra....hum Judy. Mas da última vez que estava em um conflito familiar de Quinn as coisas não terminaram muito bem. Então vou ficar te esperando no jardim ok?- me deu um selinho tímido e saiu, não antes de dar um sorriso muito amistoso. Ficamos sozinhas novamente.
-ela tem jeito de ser uma pessoa incrível.
— e ela é... Mas hum..mãe...o que você veio fazer em Lima...?
Ela suspirou e falou:
— vim pedir que me perdoe Quinn, fui negligente, deixei me influenciar pelo status e me esqueci que você era apenas uma criança, a minha criança...
— Não há nada para ser perdoado – respondi calmamente – esses anos todos eu revi tudo o que eu faria. E cheguei a conclusão que no seu lugar eu faria o mesmo... Então por favor, mãe, vamos apenas esquecer... é passado. O que me interessa agora é o meu futuro...
Minha mãe sorriu e me abraçou. Algumas lágrimas misturadas a sorrisos então ela olhou pra mim:
— e a Rachel...?
-Ela é incrível mãe, eu a amo e ela com certeza é o que me cura... E com certeza faz parte do meu futuro...
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As nacionais foram incríveis. “Edge of glory” foi simplesmente emocionante e eu me arrepiei quando Rachel cantou “It’s all coming back to me now”,além do grupo maravilhoso cantando “Paradise by dashboard light”. Na hora de anunciar os vencedores Rachel apertou minha mão e eu sorri pra ela. Quando anunciaram a nossa vitória, fiz um esforço monumental para não beijá-la ali na frente de todos. Depois que todos decidiram comemorar em uma bate em Chicago eu fui visitar minha mãe com Rachel. Depois que ela apareceu em lima me fez prometer que assim que terminasse as nacionais era para eu visitar ela. Minha mãe foi nos ver nas nacionais e era só elogio para Rachel. Rach tinha conseguido. Carmen Tibedeaux foi vê-la novamente e pela cara da mulher eu sabia que minha garota estava na NYADA, restava saber onde é que eu iria estar.
A casa onde eu cresci estava diferente. Minha mãe explicou que após a separação ela mandou pintar e reformar. O único cômodo da casa no qual ela não mexeu foi no meu antigo quarto. Estava tudo do mesmo jeito. As minhas roupas, meus cd’s tudo no mesmo lugar. Mas de repente senti que nada mais daquilo me pertencia então pedi para minha mãe que doasse. Peguei os Cd’s, alguns livros e um ursinho de pelúcia. Tudo bem eu sei que era meio infantil, mas quando fui para o instituto senti muita falta dele. Combinei um jantar com Rachel, fomos ao Chicago Diner, que era um restaurante Vegan. Fiquei imensamente feliz o ver o rosto de Rachel sorrir com o meu esforço para abdicar da carne (mesmo que por uma noite). Começamos a conversar enquanto a comida não chegava:
— e agora?..você vai para NYADA....e eu vou para algum lugar...
— como assim Q., sim eu vou para NYADA... Mas como assim você vai para algum lugar? Por favor, não me diga que não se inscreveu em universidade alguma!?
— eu me inscrevi sim, e 3 já me mandaram a resposta. – respondi como se fosse uma coisa muito casual. Já tinha escolhido para qual iria, mas a opinião de Rach era muito importante para mim:
— Oh amor isso é muito bom e quais são...? -Não estava esperando que o entusiasmo de Rachel durasse depois que eu dissesse as opções.
— NYU, Yale e a UCLA... – Rachel me olhou estranhamente. Só uma era em NY.
— só uma é em NY...- ela repetiu baixinho
— é...
— quais cursos?
— cinema na UCLA, Artes na NYU e Dramaturgia em Yale... – Rachel deu um sorrisinho. Muito pequeno para Rachel Barbra Berry. Antes de qualquer comentário a nossa comida chegou. Comemos silenciosamente e fomos de taxi de volta para minha casa. Já tinha avisado o Sr. Scheuster que ia ficar por lá mais uns 2 dias porque precisava resolver os trâmites da herança e da posse da empresa do meu avô, que eu ia passar para Tia Daphne, já que eu não tinha a menor vontade de tocar “o negócio da família”. Quando chegamos na casa, minha mãe não estava lá. Até onde eu sei, provavelmente ela estava em algum encontro. O cara da vez deveria ser algum Playboy quarentão de LA. Rachel estava muito quieta. Subimos para o “meu” quarto e Rachel sentou na cama, deu suspiro e me olhou:
— Por favor, me diga que você está considerando a NYU..de todas é a mais perto pra mim e nós poderíamos manter o relacionamento. Yale talvez afinal não é tão grande a distância de NY a New Haven. Agora a UCLA... por favor que você não a tenha escolhido, Quinn, é do outro lado do país.
Eu, que estava em pé no batente da porta, fui até a minha cama. Me ajoelhei de frente a Rachel e passei a mão no seu rosto. Ela parecia querer chorar só com a ideia de me ver indo para L.A. Eu dei um sorriso e a abracei. Ela chorou no meu ombro:
— você vai pra L.A. né? – me afastei um pouco dela e limpei as lágrimas que escorriam pela sua bochecha. Mais uma vez eu ri.
— por favor, Quinn isso não é nada engraçado. Você pode ir para Los Angeles, não há nada que te impeça de não fazer isso não é? Afinal eu vou para NY, e me tornar uma atriz da Broadway e você, uma grande diretora de Hollywood e com certeza vai ser indicada ao Oscar assim como eu serei indicada ao Tony por fazer a Funny Brice em um remake de...- Calei Rachel com um beijo, mais uma vez. Ela enrolou os braços no meu pescoço, abaixou a cabeça e falou bem baixinho:
— eu não quero que você fique longe de mim...
Sério mesmo? Eu apertei Rachel em um abraço. Passei a mão sobre os cabelos dela e disse:
— Você não me deixou falar desde o restaurante. Agora ouça, eu não vou para Los Angeles, apesar dos pesares é do outro lado do país. Eu vou para Yale. – Rachel suspirou baixinho e se aconchegou mais no meu pescoço, eu sei que ela havia ficado triste porque não escolhi a NYU – Ei...Rachel...olha pra mim.
Ela olhou e os olhos dela já estavam bem vermelhos:
— você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, você me transformou! Me curou! E agora a melhor forma de agradecer é mostrando que eu posso fazer coisas sozinha. Se eu fosse para NY, eu ainda seria dependente de você. E não é isso que eu quero. Eu quero que você seja tão livre quanto eu. Você é incrível Rach, adoravelmente incrível. Vou para Yale, mas como você mesma disse, a distância entre NY e New Haven é curta. Nós vamos nos ver direto. Ou você acha que eu vou te deixar em paz? – sorri e ela também. – ter sido aceita em Yale mostra que eu consegui Rach, superar todas as adversidades e, mesmo com todas elas, evoluir de alguma maneira. Você foi a peça mais importante para que tudo fluísse de maneira natural. Eu não sei se você reparou, mas eu não trouxe os meus remédios para Chicago. Um psicólogo em Lima disse que eu estava livre do meu tratamento. Ele disse que eu deveria parar de tomar os remédios antes que eu ficasse hipocondríaca. – dei um sorrisinho. –Você me curou Rach, você é a minha cura.
— Uau... ninguém nunca falou assim comigo antes Q. – e antes que eu fizesse qualquer coisa ela me beijou. Foi quase como o nosso 1° beijo. Foi doce e emocionante. Depois, ela abriu um pouco os lábios e nossas línguas se encontraram. Eu sei que é muito clichê, mas eu sentia as borboletas. No meu estômago. Engraçado isso.
Deitei Rachel na cama, que a pesar de ser de solteiro conseguia acomodar as duas. Fiquei de frente para ela. Ela corria os dedos pelo meu antebraço e eu só queria ficar ali olhando pra ela, gravando na minha memória cada piscada, trejeito ou sorriso. E eu me inclinei pra mais um beijo. Foi tão bom quanto o outro. Me separei um pouco e ela disse em um sussurro:
— eu te amo.
Meu coração acelerou.
— eu também te amo Rach. Muito mesmo.
Ela me beijou mais uma vez enquanto suas mãos brincavam com a barra da minha blusa. Sorri e ela me olhou maliciosamente. Bem acho que não haveria mal nenhum se nós ficássemos por ali eu não me importaria. Ali, com Rach nos meus braços era o único lugar que eu deveria estar. E tenho certeza que ela pensava o mesmo, porque mais uma vez ela me surpreendeu ao tirar minha blusa e fazer o mesmo com a dela. eu já disse que adorava Rachel?
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O dia seguinte foi terrivelmente burocrático. Ramón Lopez voou até Chicago para me representar. Afinal agora eu era herdeira de uma empresa e de alguns imóveis, sendo eles: um apartamento em L.A., outro em N.Y., a mansão em Lima, a casa da minha mãe em Chicago, uma casa de praia em Miami, fora a sede da empresa. Eu decidi vender o apart em L.A. para que eu pudesse comprar um e New Haven. Pensei em dar o de NY de presente para Rachel, ela ia adorar. Certeza!
Rachel e minha mãe foram até o centro comprar umas coisinhas já que à tarde voltaríamos à Lima. Passei as empresas para a herdeira natural, tia Daphne. Deveria ser Russell, mas como ninguém tinha notícias dele desde aquele dia em Lima e eu também não seria maluca de colocar o patrimônio nas mãos dele.
Voltei para a casa da minha mãe e Ramón foi para um hotel. Mesmo com toda gentileza do mundo, ele preferiu o hotel. Quanto mais eu andava com ele, menos achava Santana parecida com ele. Enfim.
Chegando em casa, ouvi risos vindo da sala. Quando entrei vi minha mãe e Rachel sentadas no tapete da sala com alguns álbuns de fotografia nas mãos. Oh Deus. Fotos de mim quando criança. Minha mãe tinha a terrível mania de exibi-las para todo mundo. Rachel simplesmente gargalhava a cada foto ou comentário que minha mãe fazia. Sorri. Era bom ver que as duas estavam se dando tão bom. Tudo bem que ainda era estranho pra minha mãe ver Rach me beijando, mas ela disse que ia se acostumar. Pigarrei e elas finalmente notaram a minha presença. Minha mãe foi a primeira a falar:
— Quinnie... Rach é incrível.. super simpática, e bastante dramática também. Estamos aqui há algumas horas. Estou mostrando pra ela como era sua vida antes de toda a bagunça... — ela sorriu humildemente. De repente Rachel riu muito alto. Eu já até imaginava que foto era aquela. Minha mãe voltou e começou a explicar:
— quando era mais nova Quinn tinha um amigo imaginário. Um dia eu cheguei em casa e encontrei ela com o casaco do pai e uma gravata. Perguntei o que ela estava fazendo. Ela disse que estava se vestindo igual ao Charlie, o tal amigo. Tirei uma foto. Achei adorável. Lucy devia ter uns 7,8 anos..por aí. – Droga...a história do Charlie..! — Minha mãe se levantou e disse – Vou fazer um lanche para nós meninas. Vocês precisam comer algo antes de voltarem para Lima. — e saiu.
Sentei ao lado de Rachel enquanto ela limpava aas lágrimas de tanto rir. Eu olhei para aquela foto. Eu criança, com um sorriso gigantesco no rosto, uma gravata no pescoço e o casaco de Russell cobrindo o meu corpo todo. Eu também ri.
— Então quer dizer que você se vestia de menino... – disse Rachel ironicamente.
— foi só uma vez. E eu queria apenas ser como o Charlie.. — dei uma risadinha e ela encostou a cabeça no meu ombro e disse:
- eu gosto de Charlie..combina com você...acho que se você fosse homem, seria o nome perfeito.
Eu dei uma risada e beijei o topo da cabeça dela.
- o Charlie era legal. Era um grande amigo... – disse séria.
- e hoje...onde o Charlie está? – perguntou Rachel levantando o rosto.
- virou meu alter-ego. Quando eu preciso ele aparece...- eu respondi rindo.
— HAHAHAH então você pode ser Charlie quando quiser?.. – perguntou ela sorrindo maliciosamente.
— que interesse é esse no Charlie...? — perguntei levantando a sobrancelha.
— Nada só achei interessante. – disse ela rindo e depois me deu um selinho. — é engraçado te imaginar como um menino... HAHAHAHAH
OMG. Rachel tinha realmente problemas...
— eu gosto muito de ser menina. Charlie é apenas a minha parte masculina, digamos que, realçada...
- Ok...eu também gosto mais de você menina, Quinnie... – disse ela me puxando para um beijo mais profundo.
Nota mental: fazer com Rachel esqueça esse história de Charlie.
Notas finais
p.s.: acho q vou estender essa fic até o cap. 20..tenho muitas ideias e mais 1 cap n caberia..HAHAHAHAH
Bjos! e quero reviews!
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