The Crystal Princess
12 Eu tenho uma filha?
Notas iniciais
– Hã? Onde estou?
Lá era escuro não se via nada. Nada... nada... a não ser... Gisele! Minha amiga de muitos anos! Mas o que ela fazia aqui?
– GISELE!!! – sai correndo em sua direção e a abracei – Quanto tempo! Senti sua falta querida amiga.
Quando parei de abraçar Gisele ela fez um sorriso malicioso para mim.
(Gisele) – Sempre melodramática não é Marcela? — ela se distanciou de mim.
– O que?
(Gisele) – Você sempre gosta de chamar a atenção não é?
– Do que está falando Gisele? — falei com um tom de voz não muito desejado.
(Gisele) – Estou falando de Pedro!
Aquela resposta me surpreendeu! Pedro?! Ele era o filho do ferreiro e ajudava na cozinha do palácio. Gisele gostava dele, mas ele nunca deu muita atenção a ela. Ele gostava... de mim... Gostava tanto que quando ficou sabendo que eu tinha um noivo, tentou me convencer a fugir com ele para longe do Reino. Mas eu não queria descumprir as ordens do meu pai e fiquei lá.
– Você não superou isso? Pedro é passado, Gisele.
(Gisele) – Mas o Finn é o seu presente!
– O que?! Claro que... que...
(Gisele) – Que sim! Mas, quanto a Pedro, você o roubou de mim. Roubou o meu príncipe. E eu, vou roubar o seu.
– Mas eu... Mas ele... Do que está falando?! O que vai FAZER?!
(Gisele) – Finn. – Ele sai de trás dela, olha em seus olhos e a beija profundamente.
– NÃO!!! – senti uma dor em meu peito e o escorrer de minhas lágrimas em meu rosto. Não conseguia ficar de pé e cai ajoelhada.
(Gisele) – SIM! Agora sente a mesma raiva e fúria que eu senti quando Pedro te beijou para provar que gostava MESMO de você! – reparei uma lágrima cair sobre seu rosto.
– Mas... mas... mas isso não é real! — parei de chorar — Você não existe! Pedro não existe! Meu Reino não existe mais! Nada é REAL!!!
Acordo numa cama de casal com minha barriga enfaixada com um pano estranho. Que roupas são essas?! Não estava com elas! Uma blusa de manga comprida, cinza nas mangas, e no corpo, preta com um crânio branco e desenhado no meio. Uso também uma calça com um tecido colante que desconheço.
O quarto era... Espera! Não tem parede?! Sinto um frio na barriga. Olhei em volta parecia uma caverna com um mundo inteiro dentro dela. Cheio de demônios voando e sofrendo por todo lado. O caos reinava lá. Reparei que estava em uma espécie de “chão flutuante” e em baixo dele havia mais demônios, lava, muita lava e fogo.
Desci cuidadosamente da cama. Em frente a mesma havia um baú grande e vermelho. Eu o abri e encontrei minhas roupas e meus tênis. Também continha louça como: pratos, talheres e copos. Esquisito. Naquele “chão” havia também uma mesa com duas cadeiras. Lá era estranho parecia adaptado para eu viver.
(Hunson) – Querida, cheguei!
– O que? — me virei e me deparei com quem tinha me dado um corte na barriga de presente. Rrrrr...
(Hunson) – Finalmente pude falar com você e tira-la das mãos de Finn, Jake e a amiga de Macynha Katara.
– Marcy? Marceline! Ela é sua filha não é?
(Hunson) – Ela é nossa filha, Lucy!
– Meu nome não é LUCY! Meu nome é MARCELA!
(Hunson) – Você é minha esposa! E nós temos uma filha! Lucy.
– Mas tenho 13 anos! Nunca tive filhos! Nem mesmo me casei!
(Hunson) – 13 ANOS! Está louca?! Se olhe no espelho mulher! – ele jogou um pequeno espelho no chão. O peguei e me olhei e reparei como tinha mudado desde que sai de meu Reino e virei um ser de Cristal. – Agora vou chamar Marcy para te ver e passar um tempo com você. Aposto que ela tem muito assunto para botar em dia.
Marceline... já ouvi falar dela. A Rainha dos Vampiros. A única coisa que sei sobre ela é que é amiga de Finn, Jake e Katara. Mais nada... e de repente: é minha filha?! Como assim?
(Marceline) – Mãe! É você?! Mãe! – ela chega voando com um machado ou sei lá o que nas costas, uma blusa vermelha, uma causa jeans(acho que é esse o nome), e botas de couro. Seus cabelos são negros e sua pele acinzentada. Aparenta ter entre 18 e 19 anos.
– Você é a Marceline?
(Marceline) – Você não é minha mãe! Quem é você, baixinha?!
– Sou Marcela. Deve estar havendo um engano seu pai...
Mas fui interrompida.
(Marceline) – Marcela? — falou mais calma — Qual seu sobrenome?
– Marcela Abadeer. – ela arregalou os olhos.
(Marceline) – A-Abadeer? T-Tem certeza?
– Tenho.
(Marceline) – E-Eu já volto. – ela some me deixando sozinha.
Logo mais ela volta com um grande livro nos braços e o coloca em cima da mesa. O abre e procura uma página.
(Marceline) – Vem aqui Marcela. – vou até ela e fico ao seu lado. Mas exitando um pouco... afinal ela é uma vampira... a Rainha dos Vampiros. – Olha, essa é Marcela Abadeer. – ela aponta para uma foto de uma pintura minha com 12 anos quando ainda era humana.
– Essa sou eu!
(Marceline) – Como? Você não tem nada a ver com essa Marcela.
– Olha esse parágrafo! – aponto para um trecho do texto abaixo da minha imagem e começo a ler – Marcela Abadeer, nascida em 1233 foi a primogênita dos filhos de Mathias e Sara Abadeer. Tendo como único irmão Tiago, nascido em 1236. Viveu como princesa até os 13 anos. Foi contado, durante muito tempo, que o Cristal mágico que sustentava seu Reino, se transformou em uma prisão que cercou a princesa. Quando a mesma foi com o pai pela primeira vez as minas de cristal do seu Reino. O corpo da princesa permaneceu intacto até os dias atuais como se o cristal fosse um “formol”.
(Marceline) – Uau! Mas você ainda não me explicou como ficou roxa.
– Isso eu também não sei. Mas acho que tem haver com seu pai.
(Marceline) – Como assim?
– Vivia recebendo mensagens poéticas sempre assinadas por: Sei que já sabe quem é. E uma delas disse que não me queria perto de meus amigos. E pouco antes de você vir aqui ele agradeceu por ter conseguido me tirar de perto deles.
(Marceline) – Hum... Eu tenho uma ideia.
Continua...
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