Notas iniciais
Esses são os últimos acontecimentos do meu último cap: – Katara! – ela não me ouviu. Sai correndo em sua direção e pulei em sua frente - Saia daqui seu nojento! – com a mão esquerda, segurava uma das adagas. Me olhou friamente e me acertou na barriga. (Katara) – Marcela! (Hunson) - Olha o que temos aqui...- ele me aproximou dele - Adeus pessoas! - e eu desmaiei.

– Hã? Onde estou?

Lá era escuro não se via nada. Nada... nada... a não ser... Gisele! Minha amiga de muitos anos! Mas o que ela fazia aqui?

– GISELE!!! – sai correndo em sua direção e a abracei – Quanto tempo! Senti sua falta querida amiga.

Quando parei de abraçar Gisele ela fez um sorriso malicioso para mim.

(Gisele) – Sempre melodramática não é Marcela? — ela se distanciou de mim.

– O que?

(Gisele) – Você sempre gosta de chamar a atenção não é?

– Do que está falando Gisele? — falei com um tom de voz não muito desejado.

(Gisele) – Estou falando de Pedro!

Aquela resposta me surpreendeu! Pedro?! Ele era o filho do ferreiro e ajudava na cozinha do palácio. Gisele gostava dele, mas ele nunca deu muita atenção a ela. Ele gostava... de mim... Gostava tanto que quando ficou sabendo que eu tinha um noivo, tentou me convencer a fugir com ele para longe do Reino. Mas eu não queria descumprir as ordens do meu pai e fiquei lá.

– Você não superou isso? Pedro é passado, Gisele.

(Gisele) – Mas o Finn é o seu presente!

– O que?! Claro que... que...

(Gisele) – Que sim! Mas, quanto a Pedro, você o roubou de mim. Roubou o meu príncipe. E eu, vou roubar o seu.

– Mas eu... Mas ele... Do que está falando?! O que vai FAZER?!

(Gisele) – Finn. – Ele sai de trás dela, olha em seus olhos e a beija profundamente.

– NÃO!!! – senti uma dor em meu peito e o escorrer de minhas lágrimas em meu rosto. Não conseguia ficar de pé e cai ajoelhada.

(Gisele) – SIM! Agora sente a mesma raiva e fúria que eu senti quando Pedro te beijou para provar que gostava MESMO de você! – reparei uma lágrima cair sobre seu rosto.

– Mas... mas... mas isso não é real! — parei de chorar — Você não existe! Pedro não existe! Meu Reino não existe mais! Nada é REAL!!!

Acordo numa cama de casal com minha barriga enfaixada com um pano estranho. Que roupas são essas?! Não estava com elas! Uma blusa de manga comprida, cinza nas mangas, e no corpo, preta com um crânio branco e desenhado no meio. Uso também uma calça com um tecido colante que desconheço.

O quarto era... Espera! Não tem parede?! Sinto um frio na barriga. Olhei em volta parecia uma caverna com um mundo inteiro dentro dela. Cheio de demônios voando e sofrendo por todo lado. O caos reinava lá. Reparei que estava em uma espécie de “chão flutuante” e em baixo dele havia mais demônios, lava, muita lava e fogo.

Desci cuidadosamente da cama. Em frente a mesma havia um baú grande e vermelho. Eu o abri e encontrei minhas roupas e meus tênis. Também continha louça como: pratos, talheres e copos. Esquisito. Naquele “chão” havia também uma mesa com duas cadeiras. Lá era estranho parecia adaptado para eu viver.

(Hunson) – Querida, cheguei!

– O que? — me virei e me deparei com quem tinha me dado um corte na barriga de presente. Rrrrr...

(Hunson) – Finalmente pude falar com você e tira-la das mãos de Finn, Jake e a amiga de Macynha Katara.

– Marcy? Marceline! Ela é sua filha não é?

(Hunson) – Ela é nossa filha, Lucy!

– Meu nome não é LUCY! Meu nome é MARCELA!

(Hunson) – Você é minha esposa! E nós temos uma filha! Lucy.

– Mas tenho 13 anos! Nunca tive filhos! Nem mesmo me casei!

(Hunson) – 13 ANOS! Está louca?! Se olhe no espelho mulher! – ele jogou um pequeno espelho no chão. O peguei e me olhei e reparei como tinha mudado desde que sai de meu Reino e virei um ser de Cristal. – Agora vou chamar Marcy para te ver e passar um tempo com você. Aposto que ela tem muito assunto para botar em dia.

Marceline... já ouvi falar dela. A Rainha dos Vampiros. A única coisa que sei sobre ela é que é amiga de Finn, Jake e Katara. Mais nada... e de repente: é minha filha?! Como assim?

(Marceline) – Mãe! É você?! Mãe! – ela chega voando com um machado ou sei lá o que nas costas, uma blusa vermelha, uma causa jeans(acho que é esse o nome), e botas de couro. Seus cabelos são negros e sua pele acinzentada. Aparenta ter entre 18 e 19 anos.

– Você é a Marceline?

(Marceline) – Você não é minha mãe! Quem é você, baixinha?!

– Sou Marcela. Deve estar havendo um engano seu pai...

Mas fui interrompida.

(Marceline) – Marcela? — falou mais calma — Qual seu sobrenome?

– Marcela Abadeer. – ela arregalou os olhos.

(Marceline) – A-Abadeer? T-Tem certeza?

– Tenho.

(Marceline) – E-Eu já volto. – ela some me deixando sozinha.

Logo mais ela volta com um grande livro nos braços e o coloca em cima da mesa. O abre e procura uma página.

(Marceline) – Vem aqui Marcela. – vou até ela e fico ao seu lado. Mas exitando um pouco... afinal ela é uma vampira... a Rainha dos Vampiros. – Olha, essa é Marcela Abadeer. – ela aponta para uma foto de uma pintura minha com 12 anos quando ainda era humana.

– Essa sou eu!

(Marceline) – Como? Você não tem nada a ver com essa Marcela.

– Olha esse parágrafo! – aponto para um trecho do texto abaixo da minha imagem e começo a ler – Marcela Abadeer, nascida em 1233 foi a primogênita dos filhos de Mathias e Sara Abadeer. Tendo como único irmão Tiago, nascido em 1236. Viveu como princesa até os 13 anos. Foi contado, durante muito tempo, que o Cristal mágico que sustentava seu Reino, se transformou em uma prisão que cercou a princesa. Quando a mesma foi com o pai pela primeira vez as minas de cristal do seu Reino. O corpo da princesa permaneceu intacto até os dias atuais como se o cristal fosse um “formol”.

(Marceline) – Uau! Mas você ainda não me explicou como ficou roxa.

– Isso eu também não sei. Mas acho que tem haver com seu pai.

(Marceline) – Como assim?

– Vivia recebendo mensagens poéticas sempre assinadas por: Sei que já sabe quem é. E uma delas disse que não me queria perto de meus amigos. E pouco antes de você vir aqui ele agradeceu por ter conseguido me tirar de perto deles.

(Marceline) – Hum... Eu tenho uma ideia.

Continua...

Notas finais
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