Notas iniciais
Obrigado por se disporem a ler minha história, espero que gostem, apesar de esse ser apenas o prólogo.
Por favor comentem, para que assim eu saiba o que vocês estão achando.

Estamos no século XV da Era da Magia, nos últimos 30 anos o Império vem tendo problemas com a Heavenly Waters, uma força paramilitar rebelde, liderada pela ex-família nobre Waters, formada por humanos e Magus, que querem uma sociedade onde ambos possam coexistir em harmônia.

Bom, antes de tudo, acho melhor começarmos por como chegamos na situação atual da sociedade “humana”.

Cerca de 1700 anos atrás, na Era da Tecnologia, os cientistas, através de suas pesquisas sobre a natureza, o que na época era chamado de fisico-química, descobriram a existência de uma partícula presente em tudo. Parecida com o átomo, mas feita de energia pura, essa partícula compunha tudo juntamente com o próprio átomo, como uma existência paralela, e ela que fazia que as todas coisas ocorressem, o cientistas a denominaram de Magion, em homenagem as crenças da existência de bruxos e da magia dos antigos humanos.

Por exemplo, aposto que você já tenha se perguntado como a vida surgiu, independente do que você acredita, se é em um ser superior ou se a vida surgiu a partir de reações químicas, a verdade é que a energia do Magion, usando dos elementos e reações já existentes no universo, forneceu a faísca da vida.

Após a descoberta do Magion, os cientistas criaram máquinas capazes de controlar em parte o Magion, essas máquinas podiam fazer coisas básicas como: controlar o direcionamento das chamas, ou criar água a partir de um punhado de areia.

Cem anos passaram desde a descoberta do Magion, foi então que, para a surpresa de todos, surgiram os primeiros seres humanos capazes de controlar totalmente o Magion. Esses humanos nasceram com um novo sistema em seu organismo, o qual foi apelidado de “circuito mágico”, já que as máquinas utilizaram o Magion primeiramente. As pessoas possuíam essa habilidade, se autodenominaram de Magus.

Os Magus foram perseguidos pelos governos e entregados aos cientistas, para que fossem estudados. Os que por acaso não foram capturados, tiveram que conviver com o preconceito e segregação da sociedade humana, ou ainda trabalharem como escravos. Com isso eles fundaram suas próprias comunidades dentro das cidades, isolados de todo o resto.

Depois de um século nessa vida lastimável, surgiu um grupo de quatro Magus que lideraram sua raça a ascensão, por meio de uma revolução, e assim começou a Era da Magia.Eles venceram os humanos e os escravizaram para que passassem pelas mesmas coisas, e criaram uma sociedade perfeita para os Magus viverem. Esses quatros Magus deram origem as quatro famílias mais nobres, as casa de Orion, Perseus, Bayer e Waters.

Orion era o líder, dessa forma além de ser adorado por todos, ele foi consagrado por sua sabedoria, poder e carisma, e os Magus o transformaram numa especie de deus, ele então foi proclamando imperador, fundando o Sanctus Imperium Temporis, ou, o Santo Império do Tempo, pois eles cultuavam o tempo, com sua capital em Chronus, cidade construída pelo próprio imperador. Quando Orion venho a óbito, o poder foi dividido entre as quatro casas, as quais fundaram a nobreza da magia, essa seria formada por Magus de sangue puro, enquanto os mestiços fariam parte da plebe, e os humanos seriam escravos.

Com isso concluísse nossa aula de história por hoje. Creio eu que você deve estar se perguntando: “Quem é esse insuportável que não cala a boca, e fica falando esse blá, blá, blá todo?”. Bom, caro amigo, permita me responder sua pergunta.

Meu nome é Sirius Orion, tenho 17 anos, sou filho mais novo de Rigel Orion, um dos três atuais imperadores, membro do triunvirato e chefe da casa de Orion. E se por um acaso você queira ter um ideia de minha aparência, és aqui uma descrição: tenho uma estatura média, por volta de 1,75m, cabelos castanhos,meio rebeldes e belíssimos olhos dourados(palavras de minha namorada/noiva), é esqueci de mencionar isso antes, mas esse partidão já está fora do mercado, garotas.

Ano de 1453, Era da Magia.

Lá estava a minha pessoa, próxima a beira do desfiladeiro que permitia um ótima visão da estrada que levava aos armazéns bélicos de Chronus. Se você está se perguntando o por quê de Magus usaram armas, é bem simples na verdade, é por que é necessário, por exemplo alguém que seja focado em magia de invocação ou de cura precisa de uma arma para se defender, não concorda?

Estava encostado em um esplendoroso carvalho, com copas de um verde que faria inveja as mais belas esmeraldas, sentado sob a grama ainda molhada com o orvalho, com o vento soprando contra meu rosto, enquanto mantenho meus olhos fechados, deixando escapar toda a tensão ainda restante em meu corpo, apenas esperando a hora do começo da operação.

Acho que é uma das coisas boas de fazer parte do esquadrão de operações especiais do Exército da Salvação Real, o fato de, apesar de eu ser filho de um dos imperadores, eu não ser notado e importunado por outros nobres ou plebeus, visto que minha identidade precisa ser mantida em segredo para não comprometer o cumprimento das missões. Sou apenas conhecido pelo título de “O Cão Carmesim”, por ser uma espécie de cão de caça do Exército e por onde passo deixo um rastro de sangue e nenhum sobrevivente para contar a história, apenas a menção desse nome seria o suficiente para amedrontar um tropa de 10.000 soldados.

Uma fragrância doce invade minhas narinas, um cheiro de baunilha inconfundível preenche o lugar que antes era ocupado pelo cheiro do orvalho, esse perfume só podia ser de Phoenix, abro meus olhos lentamente, com um tanto de reluto, e para minha surpresa um ser, relativamente menor do que eu, pula em meu colo e me dá um beijo.

-Acho que já está na hora do Sr.Preguiçoso se levantar não? as tropas inimigas devem chegar a qualquer instante — diz Phoenix

-Bom, só levanto com uma condição — falo olhando para ela com uma cara petulante, e a envolvendo com meus braços.

Ela da uma risadinha, com os fios loiros balançando devido ao vento, enquanto estapeia meu peito.

-Eu desisto, Six, eu desisto- diz ela em resposta a meu avanço, e me fitando com seus olhos azuis, tão azuis quantos os marés mais límpidos, e tão serenos quanto o céu num dia sem nuvens, ela me beija novamente, dessa vez é um beijo mais demorado, pode se dizer até mesmo um pouco mais selvagem.

-cof...cof- interrompeu Cetus, ele é o famoso estraga prazeres, todo certinho com seus ocúlos retangulares e seus cabelos loiros, mas fazer é o que, essa desgraça é meu melhor amigo desde de que eu me conheço por gente, considero ele mais meu irmão do que o meu próprio.-Vamos logo, Six e Phe, já da pra ver as tropas se aproximando.

- Tudo bem, tudo bem, Cet- falamos em uníssono enquanto nos levantávamos

- Ok, vamos revisar o plano…-Fala Cetus, antes mesmo de ele terminar eu o interrompo.

-Caro Cet, já sabemos o que devemos fazer, é só descer até a estrada e matar todo mundo que está lá.- Ajeito minha gravata- devem ser só 1.000 soldados, se não quiserem nem precisam ir, eu resolvo sozinho- digo ao mesmo tempo em que pulo do beira do desfiladeiro.

Vejo o solo se aproximando cada vez mais rápido, quando estou na iminência de colidir, me posiciono de forma ereta e utilizo minha habilidade de manipulação temporal para desacelerar o tempo, e completo meu pouso com maestria. Logo em seguida chegam Phoenix e Cetus, em cima dos ombros de Ankaa, o familiar de Phoenix, que ironicamente é uma Fênix Gigante.

- Exibido.- diz Cetus ao parar ao meu lado

-Invejoso.- falo dando uma piscada para ele.-Vamos terminar logo com isso, e talvez voltemos antes do almoço.- falo enquanto materializo Letus,o nome da personificação da morte na Roma antiga, minha foice, com sua lâmina de um magnífico vermelho.

À medida que os soldados inimigos se aproximavam, eu podia sentir a adrenalina subindo pelo meu corpo, pulsando pelas minhas veias juntamente com meu sangue. Com a foice empunhada, acelero meu tempo interno, no momento que faço isso começo a correr em direção ao inimigo em uma velocidade sobre-humana, cerca de dez vezes maior que a de um humano comum.

Em meio a batalha, todos parecem estar se movendo lentamente, com meus olhos treinados para achar as menores brechas nas defesas dos soldados, desfiro golpes certeiros, matando os guerreiros quase instantaneamente. Longos 10 minutos se passaram até toda a tropa inimiga ser completamente dizimada.

....

Eu retiro do bolso do meu terno um pano para limpar os respingos de sangue do meu rosto.

- Quando eu digo que não preciso de ajuda pra missões como essa ninguém acredita!-falei.

- Você sabe que o protocolo diz que para realização de missões é necessário um grupo de pelo menos três pessoas- comentou Cetus

- Tanto faz! Vamos logo voltar para o castelo.- digo, antes de Cetus começar seu falatório sobre os protocolos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.