Notas iniciais
GEENTEE!! Desculpem pela demora >, eu e ray estamos sem tempo ( mentira, estavamos com preguiça mesmo) E não deu pra escrever antes. mas, se quiser mais caps mais rápido, uma dica: somos movidas á elogios. Só tive vontade de fazer esse cap pq o divo do JP recomendou e comentou a fic u-u então recomendem e comentem mais para nós escrevermos mais u-u

Depois de uma palestra grande e confusa sobre batatas fritas, Joseph finalmente me salvou:

_ Joá, já chega. – disse ele – E batatas fritas só valem a pena se tiver ketchup no meio.

Franzi as sobrancelhas ao ouvir a palavra ketchup. Esse mundo dos humanos é mesmo diferente do que conhecia. Observei atentamente todas aquelas comidas com formas e gostos estranhos e me peguntei como e onde estariam meus pais. Será que eles haviam mesmo sido capturados? Se tivessem, por que eu tinha tido aquele sonho? Sempre me ensinaram que nós devemos prestar bastante atenção nos sonhos, pois eles tem sempre um significado escondido. Tentei imaginar o que o sonho queria dizer até que alguém me cutucou no braço.

_ Oi? Terra para Alice. Tem alguém aí? — encarei Joseph, percebendo só agora que ele me chamava – Você está bem?

_ Ah, sim. Só... pensando.

_ Parece que sua amiguinha é bem avoada não é Joseph? — disse Aline com um sorriso nada simpático.

_ Ninguém te perguntou nada Aline, cuide da sua vida. — respondeu Joseph, um tanto irritado.

_ Cheguei em má hora?

Todos deram um pulo quando o monitor apareceu do nada atrás de Joseph.

Ele usava uma roupa estranha que era uma mistura de verde, marrom e preto. Tenho certeza q se ele se escondesse na floresta ninguém conseguiria achá-lo, e talvez fosse essa a intenção.

_ Como você consegue aparecer do nada assim? — perguntou Aline.

_ Como você consegue ser tão irritante? — respondeu Joseph sorrindo.

_ Ok, chega vocês dois. — o monitor se virou para mim – Alice não é? Gostaria de ter aquela conversa agora se não for incomodo.

_ Ééé – interrompeu Joá sorrindo – Vocês dois. Sozinhos. Na floresta. Por 24 horas. — Joá levantou uma sobrancelha – Rolou treta não?

_ Cala a boca Joá! — Joseph jogou uma batata em Joá, que a pegou com a boca e riu.

_ Então a novata já se meteu em confusão? Devia rever melhor com quem você anda Joaseph- Aline riu.

_ Será que você nunca desperdiça uma chance de ficar calada? — irritou-se Joseph.

_ Já disse que já chega! — disse o monitor e todos ficaram quietos. Ele se virou para Joseph – Venha você também. Quero ouvir mais de uma versão da história.

Obedientes, eu e Joseph nos levantamos e o seguimos até uma cabana pequena perto do lago. O monitor abriu a porta e olhei em volta com curiosidade. Era tudo bem antigo, inclusive as prateleiras que enchiam quase todas as paredes cheias de livros e enfeites que representavam objetos e animais mitológicos. No final da sala tinha uma grande mesa com cadeiras de carvalho e havia uma janela enorme que dava vista para o lago atrás dela.

Senti um aperto no coração. Aquilo tudo me lembrava minha casa. Minha aldeia. Será que alguém tinha percebido que eu sumi? Estariam procurando por mim? E se sim, desistiriam se eu não aparecesse?

_ Sentem-se por favor. — disse o monitor.

O fizemos e o monitor nos encarou do outro lado da mesa.

_ Muito bem, me digam o que está acontecendo, e dessa vez digam a verdade.

Eu e Joseph nos encaramos. Ele engoliu em seco e perguntou:

_ Hm.. do que o senhor está falando?

_ Vocês sabem muito bem do que estou falando. Se acham que eu caí naquela história de “ morar aqui perto” vocês estão muito enganados. Eu conheço essa região como a palma da minha mão e a única construção próxima é o acampamento vizinho.

Fui tomada pelo alívio. Os humanos ainda não sabiam que minha espécie existia.

Joseph suspirou.

_ Ta bom. Você nos pegou.

Arregalei os olhos e me virei para ele.

_ Ele nos pegou Alice. Temos que contar a verdade. — ele se virou para o monitor com o olhar mais sincero do mundo – Ela é minha prima.

O monitor levantou uma sobrancelha.

_ Prima?

_ É. É que os pais dela estão brigados e como eu disse que vinha pra cá ela quis vir também. — Joseph se inclinou na mesa e encarou o monitor – Qual é, deixa ela ficar só por enquanto. Se quiser eu ligo para os pais dela para avisar que ela está aqui mas deixa ela ficar. Por favor.

O monitor franziu as sobrancelhas, em dúvida.

_ Por favor, me deixe ficar – disse finalmente – Eu não vou arranjar confusão, prometo.

Ele suspirou e acenou com a mão.

_ Tudo bem. Podem ir. Mas quero que você pelo menos avise ao seus pais que está bem ouviu mocinha?

_ Claro senhor. — sorrindo, Joseph e eu saímos da cabana.

Quando estávamos em uma boa distância o encarei.

_ Como você fez aquilo?

_ Aquilo o quê?

_ Mentir daquele jeito! E ele acreditou em você! Como fez aquilo?

_ Ora, você consegue fazer plantas crescerem do nada, eu consigo fazer as pessoas acreditarem em mim. Todos tem uma habilidade.

_ Ei! — virei minha cabeça em direção ao som e vi Joá correndo em nossa direção – Ah, aí está você, te procurei por toda parte. — Joá agarrou o braço de Joseph e o arrastou para longe, mas antes disse para mim – Não se incomoda se eu roubar ele de você um pouco não é? Voltamos logo.

Observei enquanto ele arrastava Joseph com uma força impressionante apesar dos protestos.

Fiz meu caminho para o dormitório até que ouvi uma voz:

_ Alice. — Me virei e Aline estava atrás de mim – Precisamos conversar.

_ Mas eu estava indo...

_ Cala a boca e ouve novata.

Engoli minhas palavras e a encarei.

_ Você pode até ter conquistado Joseph com esse jeito de santinha mas a mim você não engana. — ela apontou o dedo para o meu rosto e senti uma vontade enorme de enchê-la de ervas daninhas – Tem algo de errado com você, e eu vou descobrir o que é.

Ela se virou e saiu andando como se nada tivesse acontecido.

Suspirei. Mentiras, ameaças e ódio. Tenho que parar de conversar com humanos.

Notas finais
bem, espero que tenham gostado, queria ter posto a foto de como imaginei a miley mas não deu :p fazer o q. bem, até o next ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.