The Conclusion
4 Yuno, Dont Die
Notas iniciais
Obrigada pelo carinho *-*
Esse capítulo ficou meio curtinho, o "bicho vai pegar" no próximo (céus, que expressão horrível (-.-)').
Boa leitura o/
Terceiro Mundo 7/31/20XX
Logo Yuno e eu estávamos com o deus do Terceiro Mundo. Yuno tinha me explicado que, como viera pra me buscar, tinha feito um trato com deus. Ele manteria seus pais em uma capsúla de sonhos enquanto ela vinha me buscar.
O prazo era hoje.
Chegamos e Yuno ficou do meu lado. Demos as mãos. Estamos juntos nessa.
– Então, o que queria comigo? — perguntei.
Não queria perder meu tempo.
– Como a senhorita Gasai deve ter lhe explicado, ela fez uma proposta. Vocês dois devem governar esse mundo.
– Por quê? — perguntei. Realmente estava curioso.
– Você deve estar ciente, Amano, mas irei refrescar sua memória. Como sabe nós fazemos o jogo para ver quem se tornará deus pro mundo não ruir. — começou deus.
O interrompi.
– Desculpe, mas então por que não faz isso?
Yuno ficou de queixo caido. Logo depois percebi que tinha sido idiota ao dizer aquilo.
Deus me encarou por um tempo.
– Bem, eu não faria isso porque todos os jogadores do Terceiro Mundo estão vivendo bem. Nada os faria querer ser deus. Não é mesmo Gasai? — deus debochou. Ele esperou alguns segundos antes de prosseguir. — Mas já que sugere...
– Não foi isso. — falei.
– Então o que sugere? — perguntou deus.
– O que eu sugiro? — pensei um pouco. — Sugiro que nos deixe em paz.
Deus riu.
– Como você continua ingênuo, Primeiro. — murmurou deus. Fechei a cara. — Pelo menos, o Yukiteru Amano desse mundo não é assim.
Dizendo isso surgiram as imagens.
Yukiteru matando um homem que havia matado uma garota. Fiquei mais emburrado ainda. Naquela época, eu não teria feito isso. No máximo teria fugido, se desse sorte.
Yuno começou a ficar febril. Não sabia o que estava acontecendo com ela.
– Continue — pedi. Eu só queria ir embora dali.
– Eu deixaria os dois governarem, mas eu me lembrei de algo. A senhorita Gasai não tem poderes divinos.
– E o que tem?
– Ela não pode governar com você. — completou deus, como se eu fosse tão obtuso a ponto de não entender uma coisa simples como aquela.
– Não! — gritei. — E o que acontece se ela não governar, o que é preciso fazer para ficarmos juntos?
Deus sorriu.
– Como eu já disse, você precisa governar no meu lugar, Primeiro. E eu farei um novo jogo antes de partir. — Suspirou.
– Então a Yuno... a Yuno pode... Ela pode morrer? — perguntei.
Não. Isso de novo não.
– Sim. Alguns participantes serão os mesmos. Mas o jogo funcionará da mesma forma.
Yuno olhou pra mim.
– Yuki...
– E se eu levá-la para o Segundo Mundo? E construir um novo mundo por lá? Ela não terá riscos não é? — perguntei.
– Yukiteru, acha mesmo que sua namorada iria querer abandonar os pais dela?
Yuno negou.
– Eu os levo. — falei.
– Não pode. Eles estão sobre minha guarda e continuarão assim até o final do jogo.
Fiquei em silêncio. Tinha de haver outra solução.
Yuno quase queimava.
– Se for facilitar as coisas pra você, você pode vê-la, pode fazer coisas de namorados com ela, mas não pode interferir no jogo. E, se ela desejar não ver você, você não poderá mais vê-la até ela vencer o jogo. Ou até ela te chamar novamente. — ditou as regras.
Olhei pra Yuno. Tão sensível. Tão linda. Tão vulnerável.
Ela me olhou. E sorriu.
– Eu vou conseguir Yuki. — disse ela. — Eu vou conseguir por nós dois.
Sorri, sem muita confiança.
– Sim, você vai.
– Gasai, como seus pais ficarão presos na capsúla, vou lhe dar um dia pra fazer um novo diário. — Disse deus. — E aproveite com o Primeiro.
Deus bateu palmas duas vezes e nós nos teletransportamos até a casa de Yuno.
Terceiro Mundo 7/31/20XX
[ Cidade de Sakurami. Condomínio Sakura. Apto. 301]
Murumuru apareceu em minha casa enquanto meus filhos voavam.
Não consegui descê-los e aquilo já estava me deixando furiosa.
– O que você quer? — perguntei. Essa era minhas boas vindas.
– Deus não quer que você fale nada do que ouviu pra ninguém.
– Por que eu faria isso?
– Porque ele está com seu marido.
Derrubei um dos meus filhos. Agradeci por eles serem sobrenaturais e voarem.
– Ele está querendo caçar encrenca. Quando vai libertar o Nishijima? — perguntei. Afinal, já estava acostumada a raptarem meu marido.
– Quando o jogo acabar. — respondeu Murumuru.
– Vocês seguirão em frente com isso? — questionei.
Murumuru assentiu e desapareceu.
Terceiro Mundo 7/31/20XX
[ Cidade de Sakurami. Casa dos Gasai]
Yuno me arrastou pela casa iluminada. Eu não sabia que a casa dos Gasai poderia ser iluminada e acolhedora. Yuno não parava de falar sobre tudo o que acontecera com ela depois de eu a salvar. Ela lembrava que eu a salvei.
Pegou, então, o celular que o deus do Terceiro Mundo tinha dado a ela. Não sabia sobre o que escrever.
– Você tem a vantagem. — falei. — Já sabe como os diários funcionam. Pode criar um indestrutível.
– E como eu faço isso? — perguntou.
Dei de ombros.
Entramos na sala e nos sentamos. Primeiro deveriamos escrever o novo diário. Depois, as despedidas.
De repente Yuno começou a digitar furiosamente em seu celular. Ela tinha que escrever pelo menos por três horas.
Não a interrompi até terminar.
– Terminou? — perguntei.
Ela concordou e passou a mão na testa. Estava cansada.
– Eu fiz o diário do observador. — disse.
– O quê? Por quê? O diário do observador tem vários pontos fracos Yuno, por que quis ele? — perguntei, meio em pânico. Ela tinha vantagens. Só precisava saber como usar.
– É porque é o diário do Yuki. — ela concluiu.
Fiquei em silêncio vendo Yuno bocejar repetidas vezes.
– Acho que você precisa dormir. — falei, por fim. Não queria isso, mas a saúde de Yuno também importava.
– Sim. — concordou e começou a andar em direção ao quarto. Parou um momento e veio correndo e segurou minha mão.
– Por favor — pediu ela. — Por favor fique comigo. Eu estou com medo.
Era estranho ver uma Yuno com medo de algo, mas concordei sem nem pensar. Ela me arrastou ao seu quarto, que tinha uma cama agora, não uma jaula, e deitou, deixando um espaço pra mim. Não achei certo dormir com ela*, então fiquei ajoelhado passando a mão em seu comprido cabelo rosa até ela dormir.
– Durma Yuno, mas acorde amanhã. — Não sei porque falei isso. Soou ridículo. Quase como se Yuno fosse morrer.
Fiquei vendo-a dormir até o dia seguinte.
Notas finais
Vou me esforçar o/
Estou formando a personalidade de cada participante do jogo (O-O) então vou postar na sexta, se conseguir.
Ahhh, estou pensando nos nomes também. Pesquisarei nomes comuns no Japão.
Ops, acabei revelando um pouco como será '-'
Até o próximo o/
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