Notas iniciais
Primeiro capitulo nem sempre é bom, e considerem que essa é minha primeira fic postada aqui e sozinha. kkkk É meio diferente de fictions contadas pras amigas e pá. So, vamos lá.

– Você acha mesmo que isso vai dar certo Alessa? É meio difícil seus pais não descobrirem que eu não sou você, olha só pra mim, somos meio diferentes. Até um cego ia notar! Eu disse meio a beira do pânico, aquilo ia sair do meu controle, eu já estava até sentindo o pavor me engolindo e me sufocando enquanto eu vestia o apertado e luxuoso vestido da minha irmã, Alessa.

– Eles nunca vão descobrir Alley, só vamos ficar trocadas por um mês, isso é o suficiente pra que eu descubra onde se meteu nossa mãe e o que ela realmente tinha na cabeça quando nos deu e ainda por cima nos separou. Alessa falou irritada vestindo minha calça jeans desbotada e minha camiseta do Drowning Pool, a cara de nojo dela era simplesmente impagável, acho que só não estava pior do que a minha quando avistei os saltos com mais de 12 centímetros que ela usava, como diabos ela se equilibrava naqueles postes abaixo dos pés? Sem duvidas sobre minha preferência por botas sem salto e tênis confortável.

– Olhe, só não destrua minha vida e ficaremos bem, pense como eu agiria e faça. É meio fácil não acha? Alessa perguntou me encarando como se eu fosse uma menininha de 5 anos.

– Continua difícil, não te conheço o suficiente pra saber como você agiria caso seu pai... Sei lá, te pegasse roubando a chave do carro, como agiria se alguma garota discutisse com você no colégio, alias como é no seu colégio? Tem amigos? Eu perguntei terminando de arrumar meus cabelos. Alessa apareceu atrás de mim no espelho, ainda era espantoso ver duas de mim do outro lado, refletidas ali. Ela segurou meus cabelos e os enrolou com os dedos, fazendo uns cachos que não duraram praticamente nada e se desfizeram em ondas largas.

– Eu comando aquele lugar Alley, espero que você não foda com tudo que eu levei anos pra construir, seria meio irritante ver minha vida desmoronando por uma burrada sua. Façamos assim, você simplesmente concorda com tudo que Maya e Alicia disserem assim tudo fica bem. Meu irmão mais velho se chama Tyler, e bom, digamos que ele tem uma quedinha por mim, não se assombre, ele não vai tentar nada. Ela disse sorrindo largo.

– E o que mais? Eu perguntei sorrindo para o nosso reflexo e ficando assustadoramente idêntica a ela.

– Ian é meu namorado há dois anos, ele vai tentar qualquer coisa, apenas diga que não se sente bem, desenrole e fuja dele. Ele é idiota demais pra notar. Calleb vai ser um problema, ele é... Digamos que o meu cara da diversão. Não dirija a palavra a ele na escola, muito menos no clube ou na cafeteria, ele vai tentar te encurralar perto da quadra de vôlei. Ignore e fuja dele também, mande um sms dizendo que está sem tempo e que verá ele mais tarde, você nunca vai aparecer e ele vai cansar, quando eu estiver de volta resolvo isso. Bom irmãzinha, eu já disse tudo que você precisa saber. Agora anda logo com isso. O sorriso se fechou e Alessa saiu com passos largos pra fora do banheiro da loja de roupas que ficava a uma hora do Alabama, onde Alessa morava. Alley saiu alguns minutos depois, se equilibrando nos saltos.

– Pronto, aqui estão minhas chaves de casa, minha carteira de motorista, meus documentos e meu login e senhas de tudo. O gps vai te levar direto pra casa, nele tem a rota de cada local que eu costumo ir, apenas siga ele e tudo vai dar certo. Alessa falou apressada, encarei minha irmã e a abracei apertado, tudo tinha que dar certo para as duas. Não me descobririam, ela encontraria nossa mãe, teríamos as explicações e logo depois eu iria para Vermont, me esconder em algum lugar por lá e viver até os 100 anos, ou quase isso.

– Boa sorte twin. Eu disse sorrindo e entrando no conversível da minha irmã.

– Boa sorte twin. Ela repetiu sorrindo também e se enfiando no meu mustang velhote e detonado.

O frio na barriga me avisou que talvez, só talvez, eu fosse demorar mais que o esperado pra ver minha irmã outra vez, e que algumas coisas não dariam certo. Quer dizer, eu sinceramente acho que nada dará certo. Mas seja o que Deus quiser. Eu já fiz meu pedido das 11.