The Chronicles Universalis

11 Capítulo 11 - Lembranças Feridas


Nós começamos a trocar vários de golpes. Cerrei os punhos e dei uma série de murros no rosto e na barriga dele, ele passou o pé por baixo do meu e eu estava para cair, quando ele segurou meu pescoço e bateu minhas costas contra o chão. Assim ele segurou meus pés e começou a me bater de um lado pro outro. Finquei minhas mãos no chão e soltei meus pés. Joguei-me para trás. E caí deitado no chão.

– Linch, isto acaba aqui, você agora vai ir ao inferno da tortura, onde jamais irá sair. – falou Arkadness.

Ele pegou sua espada e a ergueu então fez um movimento rápido abaixando do-a para me atacar. Eu estava deitado e fraco, mas lembrei que ainda precisava de mais um flashbeack.

Estendi a mão e segurei a lámina, não sei como não cortou minha mão. Fiquei agachado com a cabeça baixa, Arkadness pressionava no cabo da espada para cortar minha mão e em seguida arrancar meu pescoço.

– Não vou desistir da paz! – gritei. Aquilo me motivou a continuar vivo. Sangue respingava da minha mão, pois quando o Neo perde contato com meu corpo ele vira sangue, mas isto acontece raramente, ergui a cabeça e olhei para ele. – Eu prometo aqui e agora o sangue derramado de Servi Uti, vai reinar sobre este império. Vou lutar até o fim, para alcançar a paz neste universo. Meu nome é Linch Universalis Uti, e eu prometo com este sangue e de outros que morreram em vão, vou alcançar a paz!!

No momento em que gritei uma explosão, de Neo e uma luz azul atravessou Second Hell inteira. Arkadness sorriu.

– Você, ainda acredita que fará deste universo um lugar em paz. Nada o que você fizer vai mudar o fato da existência do Universo ser podre! Décimo quarto selo; Torre de Babél!

Minha espinha arrepiou, um tremor abalou o chão, e então fomos subindo, em uma plataforma que saiu do chão, mas quando percebi que aquilo era como um galho de espinhos que crescia a mais de sessenta metros do cão.

– Então, aqui será nossa última troca de frases. – disse.

Ele jogou a espada fora e voltou a sua forma “humana”.

Fiquei de pé, então me abaixei novamente e girei meu corpo com a perna esticada, tentando dar-lhe um chute, ele segurou meu pé. Então girei todo meu corpo então me afastei dele deixando um rastro de corrente de ar. Estava um de frente pro outro, naquela plataforma arredondada. Fiquei em posição de batalha ele também. Então nós dois dobramos os cotovelos, com os punhos cerrados então gritei:

– Neo Elemental Choking! – uma espécie de tornado de trovões girou em meu punho.

– Explosion Dark Fury! – gritou Arkadness, algo parecido com Neo, contornou seu punho, enquanto uma aura negra cercava seu braço.

Nós dois saltamos, um para atacar o outro, então nossos punhos se colidiram, numa explosão de Zyen. Não vi mais nada, mas consegui sentir o piso da torre, no meio da fumaça Arkadness apareceu e pisou em minha cara fazendo força, assim o chão se rachou. Ele tirou o pé e segurou meu pescoço, assim ele jogou meu corpo para cima. E deu um chute em minha costela, o que me fez cair da torre, me agarrei em um dos espinhos. Estava fraco sem forças, olhei para o céu, com fraqueza, um raio circulou cada mão minha, saltei para cima e comecei a acertar ele com murros, isso sem mesmo tocar o pé no chão. Em uma sequência de ataques deixei-o fraco então, deixei a palma da mão reta. Ele juntou forças, seu olho demonstrava raiva, ele tentou me acertar e eu esquivei-me, exceto de um que pegou minha barriga e fui para o chão, então gritei:

– Neo Armageddon!

Deixei minha mão ir sozinha então, com um tornado de raios com Neo, minha mão foi na direção da garganta dele em uma velocidade feroz. Ele jogou seu corpo para trás. Segurou minha cabeça com as duas mãos. E não consegui mexer meu corpo. Fiquei pendurado nele, ele apertou minha cabeça.

– Vou esmagar seu crânio. – murmurou ele rangendo os dentes.

O Neo em minhas mãos se apagou. Minha promessa não durou muito, estava morrendo sozinho.

Vi somente um vulto, um pé na cara de Arkadness, um manto negro, cabelos loiros e curtos, um olhar de raiva, de um olho que brilhava azul. Arkadness foi para o chão. Aquele vulto pousou no piso da torre e se levantou. Vinnie Aono Death, conhecido por roubar a foice do Shinigami mais forte e se tornar o Shinigami Rei, e também conhecido por ter uma forte tendência de ser irritante.

Ele levara a foice negra com uma lâmina que seguia meio curvada e caía como se fosse um L de lado (¬). Vinnie olhou para mim.

Arkadness levantou com um salto. E foi para matar Vinnie com as garras, correndo. Vinnie estava distraído. Consegui forças, me levantei, joguei Vinnie para trás, e nessa hora tirei a foice de suas costas. Girei o cabo na cara de Arkadness. Girei o cabo de novo colocando as mãos para cima.

– Shinigami de merda! – gritou Arkadness.

Arkadeness deu um passo pra trás e tropeçou na própria barra de sua samba canção. Ergui a foice e a abaixei rapidamente. Ela separou o corpo de Arkadness pelo meio, então seu corpo foi desintegrado como se tivesse esmagado folhas secas. Não suportei o cansaço e caí para trás. Então apaguei novamente.

Aquela forma estranha que ficava atrás do rio jogou seus braços para trás e apareceu em minha frente com uma mão em meu pescoço me sufocando. Pude ver seus olhos pretos e a fumaça intensamente negra que saiam deles e sua pele pálida.

– Universalis, Décimo Terceiro. – disse aquilo com uma voz metálica e roca.

Servi segurou seu ombro.

– Não pode fazer isto Gargan. Não é culpa dele.

Aquilo olhou para Servi. Então disse:

– Essa maldita aberração não deve existir, você sabe disto demônio, ou melhor, verme rastejante que vive em um buraco desse. Você já o salvou uma vez, agora não vai de novo.

Servi sacou sua espada e fincou na garganta da coisa. Aquela forma gritou, aquilo quase me deixou surdo, eu já estava perdendo a visão pela falta de ar. Ele me soltou e sacou uma adaga de meio de sua toga. E em seguida se virou para Servi e fincou a adaga em seu peito.

– Ora, ora. – murmurou a coisa – Um demônio amando um anjo. Irônico!

Ele se virou para o garoto, quando foi matar ele, eu avancei e mordi sua asa, ele gritou de novo e então jogou suas asas para trás e eu fui jogado para o rio de sangue. Ouvi um rugido então olhei para cima e vi um dragão negro, ele pousou em frente à varanda da cabana, ele com suas mãos pegou o garoto e o apertou então o garoto desapareceu e só sobrou fumaça.

O rio era raso, então consegui correr, tentei fugir, mas o anjo ergueu as asas e voou parra minha direção.

– Não vai sobreviver agora Universalis! – ele arremessou a adaga e ela foi na mesma velocidade de um tiro disparado por uma pistola. O dragão me agarrou com seu pé e me puxou antes que a lâmina me acertasse. O dragão voou velozmente para longe, mas o anjo também nos seguiu, mas então o dragão deu um giro e a realidade mudou, estava em outro lugar, mais calmo e pacifico, o seu céu era azul com nuvens brancas. O anjo não nos seguia mais. Deitei nas costas do dragão e dormi profundamente.