The Chronicles Universalis

9 Capítulo 9 - Assembléia Demoníaca


Caminhava em uma trilha com uma mochila de acampamento nas costas, a terra onde pisava era vermelha como o céu de onde eu estava, ali era um calor insúportavel. Ao meu lado estava meu pai de criação, Servi Uti. Ele tinha um cabelo arrepiado preto, usava algo que cobria a boca, vestia uma blusa verde escura e calças pretas. Ele levava sua própria mochila de acampamento.

– Qual é “tlabalho”, tla, tla, trabalho? – perguntei me confundindo com as palavras.

Ele sorriu e me olhou ainda caminhando.

– Vou ajudar um amigo, pegar o filho dele. Ele está doente e quer que eu crie seu filho.

Abaixei a cabeça e parei de andar.

– O que foi, Linch? – perguntou ele.

– Como alguém pode ser criado em um lugar desse, eu tive sorte por ser um demônio...

– ...Zinho – completou ele e riu.

– É sério, Servi. – olhei para ele e ele parou de rir – Já está quase na temporada de coleta, se esse menino for humano, não podemos protege-lo.

– Ele é um mago, Linch, descende de alguém poderoso que ajudou a criar um refúgio, que hoje é um instituto próspero.

Continuamos a andar, até chegar na beira de um rio de sangue, (exatamente estamos em um lugar tão horrivél que tem um rio de sangue) do outro lado deste rio havia uma cabana de madeira, cercada de árvores mortas.

Então tudo aquilo desapareceu e fui sugado devolta para o presente.

Estava me sentindo como se estivesse no fundo do mar, então algo me acordou e eu vi uma luz ao abrir o olho.

O céu era vermelho, a terra também, caveiras estavam cravadas no chão, alguns ossos também e eles abrandiam tecidos rasgados. Rezava para estar em Marte, mas sabia que não estava e também sabia que ali não adiantaria rezar, estava em um lugar milhões vezes pior, eu estava em Second Hell ou Inferno².

Levantei e usava minhas roupas de General desse lugar, um uniforme de guerra como naqueles jogos de tiro como Call Of Duty, e uma capa com capuz.

Uma pistola presa em minha cintura do lado direito e Kurousing e Hellsing presas juntas do lado esquerdo de minha cintura.

Meia dúzia de demônios pousaram na minha frente com suas asas de dragão negras, seus dentes afiados e seus chifres enormes e seus olhos brilhantes em um tom vermelho. No mesmo momento em que pousaram se ajoelharam e curvaram seus corpos.

Aquela devia ser uma das tropas que se opuseram à Arkadness e sentiram meu cheiro, então sei que esses seis demônios estão sobre meu comando.

– Meu corpo, foi desintegrado. – respondi.

– My Lord, siga-nos.

Então, eu segui eles.

Eles me levaram até a frente de um castelo normal, só que com tijolos pretos. Lá dentro eles me levaram até uma enorme sala circular com um piso de mármore. Ficava ali uma arquibancada em formato de “U” e vários demônios sentados nas fileiras, na primeira fileira tinha um lugar vago, onde eu me sentei. Arkadness estava duas cadeiras de distância de mim. Então ele se levantou e começou o discurso.

– Convocamos está audiência, pelo fato de um de nós ser um traidor, não é “L”...

– Eu não sou um traidor, “A”, como sabem eu fui revelado aqui como um demônio.

Ele olhou para mim com um olhar convencido, como se soubesse como agir para continuar com seu cargo.

– “L”, todos aqui sabem que você é um fruto do poder de dois Universalis. – Ele usava uma toga negra e estava em uma forma quase humana, seu cabelo longo e negro, sua pupila de um olho era triangular e a outra era um losango, ainda na parte externa de seu olho veias brancas apareciam. Seus cilios pareciam de um animal selvagem arrepiado. Uma cicatriz preta vinha de sua testa, pulava o olho e ficava pouco horizontal na bochecha, ai ainda continuava a descer até parar em seu queixo. – O poder desses Universalis se concentrou em uma esfera e foi para o que humanos chamam de óvulo de uma mulher que deu a luz a gemêos. Um desses gemêos viajou no tempo até os tempos de hoje, para fugir do ataque de um Universalis chamado Gargan: O Fogo, e o outro gemêo foi salvo por um dragão negro dimensional, que poderia viajar no tempo e em dimensões tanto como a nossa, quanto ao Universo de Ascardia; um espelho do nosso mundo onde somente o primeiro mago, Merlin, viajou. Continuando, esse bebê viajou com este dragão até o Second hell, onde essa criança foi treinada por Servi Uti, que foi morto após o ataque do século XX. A alguns dias atrás, o deus Apolo foi atrás deste dragão e batalhou contra, este garoto, que ao não ver esperança o garoto absorveu o dragão e seu corpo não aguentou, e agora ele voltou parfa o Second Hell e está conosco como o réu desta audiência.

– Legal, “A”, você resumiu minha vida numa audiência. – falei – Mas o que todos aqui sabemos é que você está apelando para eu não voltar a ser General. Aposto que você está liderando este exercito como uma criança.

Ele riu.

– Não adianta fazer isto. – disse ele. – Você não pode simplesmente usar estes argumentos para fugir de sua punição, “L”.

Eu abaixei a cabeça e no mesmo segundo que eu levantei saquei Hellsing e Kurousing e Arkadness também sacou sua espada de prata cardeal (a única matéria que pode matar um anjo) eu coloquei a ponta da katana da mão esquerda em seu peito e a da mão direita a lâmina em seu pescoço, enquanto isso no mesmo momente ele colocou a ponta de sua espada em meu coração.

– O que significa isto? – um demônio levantou perguntando.

Eu prendi as katanas em minha cintura.

– Sua insôlencia é muito grande para estar entre nós. – disse Arkadness.

Senti algo e olhei para meu pé, uma corda preta estava presa em meu tornoselo então ela me puxou por um corredor até eu sair do Castelo caido do quinto ardar. Caí na terra vermelha, ao levantar vi atrás de mim uma fenda entre duas pedras cinzentas.

Entrei nesta fenda e lá dentro tinha centenas de demônios que pareciam labaredas de fogo com olhos, consegui ver no centro do local, em uma pilha de caveiras, um cano de prata uma garota de cabeça baixa xom o cabelo cobrindo o rosto, sua mão estava presa com uma corrente, ela estava nua, somente algumas corentes cobriam suas partes intimas. Seu cabelo parecia mais cinzento, mas dava para ver que a cor era castanho vivo.

Tentei chegar até lá empurrando vários demônios. Cheguei ao pé da pilha e a escalei, quando cheguei até a garota tirei o cabelo do seu rosto e não acreditei no que vi.

Meu olho tremeu como o meu corpo, aquela garota que estava sofrendo com os demônios comendo sua alma aos poucos era Lola Price.