The Children of Hephaestus
3 Como vim parar aqui~3l*.
KILLA
Alex revirou os olhos.
— Você realmente vai continuar com isso, não e? Ok. Então, nós três entramos aqui juntos este ano. Nós somos bem próximos. Você faz tudo o que eu digo, me dá sua sobremesa e faz meus deveres...
— Alex! — Jack vociferou.
— Está bem. Ignore esta última parte. Mas nós somos amigos. Bom, Jack é um pouco mais do que seu amigo nas ultimas semanas...
— Alex, para com isso! — O rosto de Jack ficou queimando.
Killa também podia sentir seu rosto vermelho. Pensou que se lembraria se estivesse saindo com um garoto como Jack.
— Ela está com amnésia ou algo do tipo — Jack disse. — Nós temos que contar a alguém.
Alex zombou.
— Quem, o Treinador Hedge? Ele tentaria curar Killa batendo em sua cabeça.
O treinador estava na frente do grupo, gritando ordens e soprando seu apito para manter as crianças na fila, mas, de vez em quando, ele olhava para Killa e franzia as sobrancelhas.
— Alex, Killa precisa de ajuda — Jack insistiu. — Ela teve uma concussão ou...
— E aí, Killa. — Um dos outros meninos ficou para trás para se juntar aos três enquanto a turma se dirigia para o museu. O garoto novo se espremeu entre Killa e Jack e derrubou Alex. — Não fale com estes perdedores. Você é minha parceira, lembra-se?
O novo rapaz tinha cabelos escuros cortados ao estilo do Super-Homem, era bem bronzeado, e tinha dentes tão brancos que eles deveriam vir com uma placa de recomendação: não olhe diretamente para os dentes, pode causar cegueira permanente.
Ele vestia um casaco dos Dallas Cowboys, calças jeans e botas ao estilo faroeste, e sorria como se fosse um presente de Deus para todas as meninas delinquentes de todo lugar. Jason odiou-o instantaneamente.
— Eu o conheço? — Killa resmungou. — Eu não pedi para fazer dupla com você.
— Ah, não seja assim. Hoje é o seu dia de sorte! — Dylan enganchou seu braço no de Killa e arrastou-a pela entrada do museu. Killa deu uma última olhada por sobre o ombro, como se fosse um pedido de ajuda urgente.
Alex se levantou e se limpou.
— Eu odeio esse cara. — Ele ofereceu seu braço a Jack, como se eles fossem entrar juntos pulando. — Eu sou o Dylan. Eu sou tão legal, eu gostaria de namorar comigo mesmo, mas eu não consigo descobrir como! Você quer sair comigo, então? Você tem tanta sorte!
— Alex — Jack disse —Cala a boca.
— É, você me diz isso sempre — Alex sorriu largamente. —
Ele seguiu Alex para dentro do museu.
Eles caminharam para dentro do prédio, parando aqui e ali para o treinador Hedge lhes dar um sermão com o seu megafone, que alternadamente o fazia parecer um lorde Sith ou soltava comentários aleatórios como “o porco diz oink.”
Jack estava distraído demais para prestar atenção nas exposições, mas elas falavam do Grand Canyon e da tribo Hualapai, que era dona do museu. Algumas garotas continuavam olhando para Killa e Dylan e rindo baixinho.
Jack avisou que estas garotas eram do grupo das populares. Elas usavam calças jeans combinando, blusas rosa e tanta maquiagem que elas poderiam ir a uma festa de Dia das Bruxas.
Uma delas falou:
–Ei Killa,já pensou em usar salto!Suas pernas estão feias...
As outras garotas riram. Até o assim dito parceiro da Killa, Dylan, suprimiu um sorriso. Jack teve a sensação de que ela tinha cerrado seus punhos.
Isabel abriu os olhos em uma surpresa irônica, de maneira que pareceu uma coruja maquiada.
— Ah, desculpe. Você nunca conheceu seu pai!Deve estar vendendo suquinho.
Killa avançou sobre ela, mas antes que uma briga pudesse começar, o treinador Hedge vociferou:
— Já chega, vocês aí atrás! Sejam um bom exemplo ou eu vou pegar o meu taco de baseball!
O grupo prosseguiu para a próxima exposição, mas algumas meninas continuaram soltando pequenos comentários para Killa.
— É bom estar de volta à reserva? — uma delas perguntou com uma voz doce.
— O pai deve estar bêbado demais para trabalhar — outra disse com um pesar falso. — É por isso que ela se tornou cleptomaníaca.
Killa as ignorava, mas Jack estava pronto para socá-las. Alex segurou seu braço.
— Fique calmo. Killa não gosta que lutemos suas batalhas por ela. Lembra!
— Ok, cupcakes — o treinador Hedge anunciou. — Vocês estão prestes a ver o Grand Canyon. Tentem não quebrá-lo. O observatório aguenta o peso de setenta jatos, então vocês, pesos-pena, devem estar seguros lá. Se possível, evitem empurrar uns aos outros por cima da cerca, porque isso me daria mais papelada pra preencher.
O treinador abriu as portas e todos saíram.
O Grand Canyon se estendia diante deles, ao vivo e em pessoa. Alem da beira, se abria uma passarela em forma de ferradura feita de vidro, de forma a permitir que você possa ver através dela.
— Cara — Alex disse. — Isso é muito louco.
–Concordo!
O desfiladeiro era maior e mais largo do que se poderia imaginar por uma foto. Eles estavam tão alto que pássaros voavam abaixo deles. Mais de mil metros abaixo, um rio serpenteava ao longo do pé do desfiladeiro. Bancos de nuvens de tempestade haviam se movido no céu enquanto eles estavam dentro do museu, lançando sombras que pareciam rostos zangados sobre o penhasco. Até onde Killa podia ver, em qualquer direção, ravinas vermelhas e cinzas cortavam o deserto como se um Deus louco o tivesse cortado com uma faca.
Killa sentia uma dor perfurante atrás dos olhos. Deus louco... De onde ela tirou essa ideia? Ela sentia como se tivesse chegado perto de algo importante — algo que ela devia saber. Ela também tinha a inequívoca sensação de que estava em perigo.
— Você está bem? — Alex perguntou. — Você não vai vomitar, vai? Porque eu deveria ter trazido minha câmera...-disse sem mover os lábios há Killa.
— Eu estou bem — ela disse. — É só uma dor de cabeça.
— Tudo bem, molengas! — Gritou o Treinador Hedge. Ele franziu o cenho para a tempestade como se isso o incomodasse muito. — Talvez tenhamos que encurtar o passeio, então mãos à obra! Lembrem-se, frases completas!
A tempestade rugia, e a cabeça de Killa começou a doer de novo. Sem saber porque fez isso, enfiou a mão no bolso do shorts assim tirando um anel!
Killa guardou o anel, se perguntando como ela viria a tê-la, e porque ela sentia que precisaria dela em breve.
Eles não se esforçaram muito na planilha. Em primeiro lugar, Killa estava distraída com a tempestade e com os seus próprios sentimentos confusos. Em segundo, ela não tinha nenhuma ideia como “nomear três camadas sedimentares que você observa” ou “descrever dois exemplos de erosão.”
— Pegue a planilha — Jack entregou o papel para Alex. — Eu já volto.
Antes que Alex pudesse protestar, Jack se dirigiu ao observatório.
O grupo escolar deles tinha o lugar inteiramente para eles mesmos. Talvez fosse muito cedo para turistas, ou talvez o clima estranho tenha assustado todos. As crianças da Escola do Canil se espalharam em pares por todo o observatório. A maioria estava brincando ou conversando. Alguns garotos estavam jogando moedas lá para baixo. A mais ou menos quinze metros de distância, Killa estava tentando preencher seu relatório, mas o seu parceiro estúpido, Dylan, estava jogando cantadas para ela, colocando a sua mão no ombro da garota e dando-lhe aquele ofuscante sorriso branco. Ela continuava afastando-o, e quando ela viu Jack, olhou para ele como quem diz, Por favor, estrangule este garoto para mim.
Jack fez sinal para ela esperar. Ele caminhou até o Treinador Hedge, que estava encostado em seu taco de baseball, estudando as nuvens de tempestade.
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