The Challenge

11 Meu problema vermelho.


Notas iniciais
Olá pra vocês! Pro alivio de alguns e desespero de outros ainda estou viva. Galera, lembra que eu disse que tinha tempo de sobra no trabalho pra escrever? Pois é, a coisa mudou. Mal tenho tempo de tomar água. Inclusive deveria estar fazendo relatórios e agendando coletas agora, mas como sou sou v1d4 l0k4 e considero vocês estou aqui postando. Espero que valorizem isso. - Isso não é drama, mentira é sim -, estou bem decepcionada com vocês caros fantasmas. Bom, estão prestes a ler um pov Matt e espero que gostem. Capítulo betado pela Boow. Let's go rapaziada! Boa leitura.

Era ridículo, eu sei — não fisicamente -,mas perde a cabeça com aquela garota de fios avermelhados e olhar desafiador foi com certeza minha maior estupidez.

Eu não podia perder as estribeiras, não naquele momento. Eu tinha uma aposta a cumprir e uma imagem para zelar.

Pode não ter sido ela quem me fez perde a cabeça completamente, é possível considerar que o dia preso na casa dos Willians Parker possa ter efeito, no entanto, eu preciso começar a me acostumar à ideia de que ela de algum jeito, a garota de pele clara e macia com olhos verdes, faz meu sangue esquentar nas veias.

Na quinta-feira à noite, depois de Nathaly ter me mandado aos raios que o parta, recebi uma ligação do meu pai avisando que minha mãe estaria na cidade, sexta-feira, e gostaria de um almoço em família, embora não fossemos uma há anos.

Janett Avery. Mas conhecida por mim como mãe. Bom, no nome apenas. A mulher de olhos verdes e cabelos castanhos escuros curtos, não era o exemplo de mãe do ano. Na verdade, nunca foi e se servir de consolo a alguém eu também nunca me importei. Aquela senhora que beirava seus quarenta e dois anos retornara de Nova Iorque para uma palestra que teria na universidade durante o final de semana. Ela queria que sua família estivesse presente. Às vezes quando estamos os três reunidos, eu passo todo o tempo cogitando a ideia de que eu possa ser adotado. Aqueles dois eram ridículos. Já não éramos mais família há anos, então qual era a maldita diferença de estarmos ou não juntos?

–Isso seria bom para os negócios Matthew! Pense, todo mundo adora uma família unida. – Disse minha mãe. – Precisamos nos unir querido, querendo ou não e gostando ou não eu sou sua família e agora eu preciso do seu apoio – Ela pausou – E um dia você pode precisar do meu.

–Vocês dois só estão se esquecendo de um mínimo detalhe.

–E qual seria? – Questionou meu pai.

–Não somos uma família. Vocês são divorciados há anos. Essa senhora só aparece aqui quando a convém e você pai, por favor, eu pensei que seria o primeiro a não se sucumbir a isso. – Disse. – Patético!

Dito isso arrastei a cadeira para trás e me levantei, saindo da mesa.

–Avery, volte à mesa. Não terminamos. – Foi meu pai quem ordenou.

–Eu já. – Ignorei a ordem e sai batendo a porta da frente com força. Quem eles pensavam que eram? Minha família? Eu tinha uma novidade para dizer a eles: Famílias são muito mais complexas do que a descrição gramatical, troca de material genético e DNA compatível, para ser família tinha que merecer. E, sem duvida alguma, nem um de nós fazia qualquer esforço para isso.

Era uma sexta feira à tarde. O céu estava pálido e não tinha muito para se observar pelas ruas já que todas as mulheres existentes em Princeton se cobriam com casacos grandes e botas. Esse é um dos motivos que me fazemdetestar o inverno.

Diferente de todos os outros que eu avistava de dentro da minha lata velha –como a ruiva a chama -, eu era único que não vestia um super casaco. Não estava frio o suficiente para tantas roupas, o vento já não cantava mais e nem a neve não pairava sobre nós.

Eu tinha marcado de encontrar Nathan e o resto do pessoal do time na quadra da universidade. As competições começavam se aproximar e consequentemente os treinos seriam agora mais frequentes.

Poupei-me do trabalho de dirigir até o estacionamento e deixei-o na rua mesmo. Eu ainda não entendia muito bem o porquê do meu caro amigo de cabelos negros insistir para que eu visse os treinos, mas, de qualquer forma, eu relaxava sentado naquelas arquibancadas duras.

–O que houve? – Um Nathan suado e arfante falou sentado do meu lado depois do primeiro tempo – Sua cara não está das melhores.

–Problema nenhum meu caro Watson. – Respondi debochado e não dando muita atenção. Observava a bola e seu trajeto, do chão à mão de Zac.

–Watson? – Perguntou removendo alguns fios de cabelos molhados de sua testa.

–Cara, tem certeza que seu pai não pagou para te admitirem aqui? – Rolei os olhos, respirei fundo e expliquei. – Watson sua mula, é o companheiro de mistério do Sherlock Holmes, sabe, aquele que enfia o nariz onde não é chamado.

Antes de me dar uma resposta ele ouviu o apito do treinador – que por acaso tinha chegado atrasado -, e virou para trás. Quando voltou a prestar atenção em mim novamente balançou negativamente a cabeça e saiu com um bico torcido.

“–...Você não pode e não precisa fingir que é meu amigo e me consolar...”

Recordei do que a ruiva havia me dito na noite anterior. Essas palavras pesaram, foram essas palavras que atormentaram minha noite e são as mesma que vinham me atordoando até agora.

Eu não posso mais fingir. Talvez eu nem consiga, talvez eu queira mesmo me tornar amigo dela, mas só talvez.

Um completo canalha, que finge a amizade e se aproveita dos problemas dela para se beneficiar, isso é o que sou, um canalha. Eu estava invadindo a vida turbulenta de uma garota por uma aposta egoísta com amigos idiotas. Infelizmente eu não poderia parar agora.

“... Eu não preciso que você se torne mais um problema pra mim.”

Eu continuei sentado nas arquibancadas enquanto o time se trocava nos vestiários. O segundo tempo de treino havia terminado. O primeiro a se aproximar foi Bradley. O maldito Bradley.

–Firmeza? – Estendeu a mão para um cumprimento.

–Com certeza – Respondi e ele sentou-se do meu lado – O que você quer? Você não é um dos meus fãs.

–Você está certo, com certeza não. – Respondeu rindo sem graça – Adoraria saber qual é o relatório da sua aposta.

Maldito Bradley.

– Digamos que está tudo saindo como planejei. Ela não vai demorar a cair na minha cama. Não quando eu levanto cedo e faço seu café favorito sem camisa. Ou quando lhe dou par novos de botas e principalmente quando sou sensível.

“Matthew seu cretino, tudo isso é mentira, tudo o que você fez foi para reparar as besteiras que você mesmo fez! –Gritou minha consciência.”

–Isso é o que veremos Don Juan.

Logo Brad se levantou e seguiu para a porta de saída de emergência na lateral da quadra. Segui na direção de Nathan que travava um luta intensa com o Zíper da jaqueta do time. Quando saímos das limitações dos corredores dali esperei por ele que por sua vez teve que resolver algumas questões referentes aos uniformes da nova temporada que se aproximava. Nathan era o capitão do time. O cara tinha que aceitar, carregar o título não era somente nas quadras ou ser sua foto estampada nos jornais do campus após uma vitória excepcional. Ele tinha também que decidir a parte burocrática algumas vezes.

Enquanto Grimmie acertava os detalhes junto com uma mulher simpática de sorriso amarelado e olhos fundos e cansados eu me certificava de que os correios da cidade atendessem a minha requisição. Kimberly já havia me mandado uma mensagem de texto avisando que já havia cumprido sua parte, pelo menos alguém daquela família tinha que servir para algo.

Quando enfim saímos de dentro daquela loja já era quase noite. Era questão de poucos minutos até que os ponteiros de toda cidade indicassem ser oito e meia da noite. Deixei o gêmeo moreno na sua casa e enfim tracei rota em destino ao meu novo apartamento.

...

Quando me deparei com Nathaly naquela situação, presa entre mim e a parede eu não pude mais controlar o que há dias meu corpo implorava. Ela já não era mais apenas uma simples aposta para mim, aquilo ia além e esse era o meu medo. Isso me assustava.

–Eu disse pra ficar calada, ruiva.

Eu havia beijado-a. Ela tinha me beijado.

Aquela garota nem de longe seria uma tarefa fácil.

Ela começava a se tornar o meu problema.

Notas finais
Curtiram? Cara, isso vai dar treta! Bom, espero que tenham gostado e que esse pov tenha valido um review de cada um de vocês que leem os capítulos - e eu sei que são muitos -, pessoas, eu preciso de vocês. Se vocês não comentam eu penso que ninguém gostou então isso atrapalha muito na hora de escrever o próximo. Vamos ser bonzinhos. Jesus gosta. Bom gente legal não tenho nada a declarar, mas estou bolando algumas novidades. Um beijo na testa! ~ Marquesa.