The Caster - A coroa da Mente
2 Uniformes de fumaça?
Notas iniciais
— Bom dia, desculpe a agressividade de Ron, ele é meio, rígido demais com regras e horários — falou o homem que estava de frente para mim.
— Meu nome é Othaviam Leputch, sou o quinto general do Império, e minha missão é levar você , o selecionado, para o teste, e também, tirar todas as suas dúvidas — Othaviam sorriu de forma simpática, ele era um homem obviamente forte, não um brutamontes como o loiro, mas ainda sim era grande, tinha cabelos negros bem baixos, olhos pretos profundos, um cavanhaque e para completar um rosto quadrado e forte, que demonstrava disciplina e poder, seu uniforme era do padrão militar oficial comum, embora fosse de uma cor prateada.
— Meu... meu nome é Ryan, e porque eu estou sendo sequestrado e pra onde estão me levando? — Othaviam riu alto, enquanto Ron apenas olhou para mim e rosnou.
— Nós não estamos te sequestrando meu jovem.
— Ahh se um cara assustador que você nunca viu na vira te coloca dentro de um carro assustador contra a sua vontade e te leva para algum lugar que você não sabe onde é e nem por qual motivo está sendo leva, eu diria sim que isso se qualifica como sequestro.
— Bem Ryan, sobre ter sido trazido contra sua vontade, isso foi decidido pelos eventos do mundo, você é um dos candidatos, e estamos te levando a arena de testes, para lutar pelo direito de servir a rainha da forma mais honrosa e posteriormente ao Reino de Oudai, e sobre o Ron, ele não é tão assustador assim, só é mau compreendido — eu olhei para o loiro e pude jurar que por um segundo ele fez uma cara que lembrava vagamente tristeza.
— Ok, eu continuo não entendendo nada, mas acho melhor eu continuar não entendendo sobre coisas que não sei do que as que você já me falou, como assim escolhido pelos “eventos do mundo?”
— Bem, os eventos do mundo é oque vocês chamariam de DESTINO — Othaviam falou destino de uma forma nada séria e muito dramática, eu fui obrigado a dar uma risada rápida, oque parecia ser o objetivo dele já que ficou feliz com a minha reação.
— Tá, como você sabe que eu fui escolhido pelo destino?
— O Sacerdote do Reino ditou os nomes dos escolhidos no dia das escolha, quando seu nome é dito, uma luz, a luz do mundo cai sobre você e então você se apresenta a Rainha e vem toda a ladainha básica de escolhido e tudo mais, porém, no nome Ryan não se manifestou ao ser citado, após pesquisar o cosmos, o Sacerdote descobriu que pela primeira vez, o escolhido estava neste mundo, então ele achou o candidato e nos guiou, até você — eu olhei para ele com a minha melhor cara de “ OQUEEEE!!!!!! “.
— Pera aí, eu não tive nenhuma luz mágica do destino e tals caindo sobre mim.
— Também perguntei ao Sacerdote sobre isso, ele falou que por você ser de outro mundo a magia de localização não funciona, por isso demorou para te achar, mas aqui estamos — ele sorriu de forma simpática.
O hammer parou e Ron abriu a porta, assim que ele saiu porta fora e sua roupa militar exalou uma fumaça prateada e se transformou em uma armadura que se assemelhava a que os soldados usavam do Séc XV, ele me puxou para fora e eu me vi no meio de uma arena de terra enorme, assim que fui visto as pessoas na enorme arquibancada que rodeava a arena circular explodiu em gritos, uma mão encostou no meu ombro, era Othaviam, ele também usava uma armadura, porém, ela era um pouco mais complexa que a de Ron, e possuía algumas linhas douradas que esculpiam desenhos na armadura.
Caminhamos até a única porta aberta das quatro que havia na arena, ao entrarmos por ela seguimos por corredor iluminado por tochas, as armaduras de Othaviam e Ron faziam um tintilar quando eles caminhavam, eram muito complexas, bonitas, mas havia uma coisa que me encodava, eram claramente muito pesadas, elas eram articuladas, porém possuíam várias placas para cobrir as falhas, oque as tornava bem robustas, uma pessoa mal deveria conseguir se mexer com todo aquele peso, Othaviam me arrancou dos meus pensamentos quando me direcionou a uma sala específica, a armaria, uma sala cheia de lâminas e peças de armaduras, ferramentas e bigornas, três forjas e quatro estruturas e pedras que pareciam fornos de pizza.
— Rundur, onde está você, RUNDUR! — um velho saiu de trás de um dos fornos de pizza, era do mesmo tamanho que Ron, tinha uma barba longa e branca como o cabelo que crescia apenas na lateral da cabeça, os olhos estavam cemi-serrados e tinha tanta massa muscular quando um gorila.
— Chega dessa gritaria Othaviam, eu sou velho, não surdo, aqui está, afiei e troquei o cabo — ele entregou uma espada folha larga para Othaviam que a bramiu como se fosse de papel machê — e pra você Ron, eu afiei bem as pontas, e reforcei o cabo, tente ser mais delicado, já é o terceiro cabo esta semana — o velho lhe entregou um martelo que deveria pesar mais do que o garoto cenoura.
— Obrigado Rundur, tenho mais um pedido, preciso de uma armadura para esse aqui, e uma arma também — o velho me analisou de cima a baixo e alisou a barba enquanto levantada uma das sobrancelhas.
— Eu posso fazer uma armadura pra esse ai e ainda sobra material pra arma, e mais uma armadura reserva, credo garoto, como você é pequeno — eu olhei pra ele e tentei não levar pro lado pessoal, porque eu não era pequeno, só não era o pé grande com queda de cabelo.
— Rundur, eu preciso de tudo, para hoje — o velho olhou para Othaviam com fúria no olhar.
— Oque disse? Para hoje? Acha que eu faço milagre? Fazer uma armadura é um processo delicado e lento, existe uma conexão a ser estabelecida, e nesc — Othaviam revirou os olhos — Rundur, são ordens da Rainha, ele tem que estar preparado e sem desvantagem nenhuma para lutar contra os outros até a metade da tarde.
— Bem se a Rainha quer eu vou fazer oque, vem garoto, vamos usar uma já pronta, com alguns ajustes, não será minha obra-prima, mas pelo menos, vai te ajudar a viver.
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