The Captain and The Petal.

30 Twenty-ninth Chapter. - Nudes.


Notas iniciais
É TETRA! É TETRA! Ois! O primeiro hot oficial do casal is happening! Obrigada a todos os envolvidos! Espero não ter frustrado nenhuma expectativa... Boa leitura!

Nus.

Seus lábios foram mais uma vez reivindicados quando ela foi colocada no chão. Suas mãos correram para o seu peito duro, para depois descer até os botões do terno que ele usava, retirando-os de suas respectivas casas até que a peça ficasse frouxa sob os seus dedos, então ela deslizou-a para fora, forçando-o a afastar seus braços de si por alguns segundos.

A camisa teve o mesmo destino, amontoando-se numa pilha crescente.

Quando o ar se fez necessário, Lynna fora suavemente virada contra o peito de Steve, que passou a salpicar beijos nas sardas de seus ombros, deixando a carne ali vermelha e quente.

Ela revirou os olhos pelas sensações, moendo suavemente contra a protuberância entre eles, fazendo com que o loiro engasgasse, mordendo com um pouco mais de força a sua carne, fazendo-a soltar um gemido estrangulado.

Eles não tinham pressa, mas eles tinham fome.

Uma fome que ia crescendo lentamente, a cada toque, a cada beijo...

A menor puxou o loiro para longe da sua sala de estar, praticamente ignorando a decoração de velas e pétalas de rosas pelo caminho, empurrando-o para o quarto dele, onde ela subiu em sua cama, ficando praticamente de seu tamanho.

Agora, de igual para igual, ela salpicava beijos em seus ombros fortes e levemente bronzeados, arrastando suas unhas médias e endurecidas por suas costas e peito, arrastando-as até fazê-lo arquear por conta das sensações.

O nó de seu vestido foi desfeito, então, as alças foram arrastadas para baixo, expondo sua lingerie nada sexy, mas isso não importava.

Mais uma vez, suas coxas suaves estavam ao redor do torso do mais alto, suas costas foram apoiadas contra parede fria, fazendo-a suspirar com a divergência de temperatura.

Os beijos do seu loiro foram salpicados em seu pescoço e colo, aproximando-se perigosamente das sardas que sumiam na peça nude, onde ele enfiou o nariz levemente, captando o cheiro que tinha ali.

— Você cheira a frutas vermelhas. — ele segredou contra a sua pele, fazendo-a arquejar ao som de sua voz profunda.

Ao dizer isso, a língua de Steve se apossou da pele do colo de Lynna, que praticamente gritou quando seu mamilo foi sugado por sua boca quente. O sutiã que uma vez estivera em seu corpo, jazeu em dois pedaços iguais no chão.

— Querido! — ela resmungou arranhando seu couro cabeludo. — Não pare!

Ele soltou um grunhido em suas mamas, revezando o carinho entre elas, as mordidas e as massagens com suas mãos grandes.

Seu coração deu um solavanco quando ele encontrou as cicatrizes abaixo deles. Ela travou, com medo de que isso o fizesse rejeitá-la. Rapazes não costumavam gostar de damas assim, não é? Pelo menos os homens asquerosos com quem a Hydra obrigou-a a seduzir tiveram suas reservas.

O loiro arregalou os olhos.

— Eu fiz algo de errado? — ele murmurou.

Ela negou.

— Eles modificaram o meu corpo. — tentou evitar seus olhos, guiando a ponta de seu dedo para traçar uma de suas cicatrizes, ele deslocou sua mão em seu queixo, persuadindo-a a encará-lo. — Eles precisavam de uma boneca para poder manipular. E bonecas precisam ser perfeitas.

— Eles não têm mais controle sobre você agora. — ele murmurou acariciando seu rosto. — Você é uma mulher livre e maravilhosa. Eu a amo, com todas as imperfeições.

Ela sorriu puxando seu rosto para si.

— Então, termine o que começou. — disse-lhe, puxando seu lábio inferior com os dentes.

Seu corpo foi desgrudado da parede e colocado no centro da cama.

Seus lábios foram beijados, assim como seu pescoço e colo, de volta para seus seios pesados, modificados pela ciência. O loiro beijou cada uma das suas cicatrizes ali, roçando os dentes nos picos sensíveis, fazendo-a revirar os olhos e seus pelos se arrepiarem.

O vestido finalmente foi para a nova pilha de roupas, enquanto os lábios de seu namorado desciam para o seu estomago, onde as cicatrizes das balas que quase a mataram estavam ali como um fantasma, um lembrete da sua coragem.

Cada marca remendada com a tecnologia da doutora Cho foi beijada, movendo o líquido quente de suas veias para o resto do corpo, focando numa área em especifico, onde Lynna tentou cerrar as pernas em busca de algum conforto.

Seu núcleo necessitado agarrou o vazio, implorando por mais toques.

Ela ia dizer algo, mas todas as palavras de todos os idiomas que ela conhecia sumiram de seu cérebro quando a boca quente do loiro encontrou o tecido encharcado de sua calcinha.

— Steve! — gritou, revirando os olhos e se contorcendo na cama.

Seus olhos encontraram o azul nublado, então ela viu o exato momento em que a peça deixou de existir, sendo partida em pedaços insignificantes. Seus lábios se separaram num grito quando a língua dele atacou suas dobras, fazendo-a convulsionar, torcendo as mãos nos lençóis da cama.

Ele tomava seu núcleo como um homem faminto, seus olhos jamais deixando-a.

Estando prestes a ter seu ápice, ela sentiu seus poderes se agitarem dentro de si.

Quando ela veio, seus olhos ardiam e provavelmente estavam cor-de-rosa. Suas costas se arquearam, enquanto ela convulsionava. Os músculos de suas pernas tremelicavam por conta da intensidade do orgasmo.

Os olhos do loiro brilhavam maravilhados.

— Você é linda. — sussurrou fazendo suas bochechas esquentarem.

Ela pegou o lábio inferior inchado com os dentes.

— Venha aqui, krasivyy. — murmurou esforçando-se para capturar seu rosto ainda envolto em seus sucos. — Venha para mim.

Ele veio lentamente, como se estivesse hipnotizado. Seu polegar direito esfregou a mancha em seu queixo liso. O dedo adentrou o calor da boca do mais alto, que capturou o líquido antes de capturar seus lábios.

Deveria ser esquisito provar-se nos lábios de seu amado, mas não era.

A lava líquida em suas veias se tornou insuportável. Lynna moveu seu corpo para cima, pairando no quadril estreito de seu namorado, que gemeu ao sentir sua excitação umedecer suas calças.

Suas mãos trêmulas encontraram o botão e travaram uma guerra para abri-lo.

Os dedos grossos de Steve auxiliaram os seus a se livrar daquilo. A calça foi praticamente arrancada de seu corpo, assim como a boxer preta, revelando seu membro grande, pesado e latejante.

Sua cabeça inchada estava furiosamente vermelha, enquanto um líquido vazava de sua fenda.

Seu dedão da mão direita acariciou suavemente o local, ganhando um gemido do maior, que deixou sua testa cair contra a sua quando ela começou a movimentar sua mão para cima e para baixo suavemente em torno de seu cumprimento.

Suas mãos fortes seguraram-na pela cintura, depositando-a no centro da cama outra vez. Seus olhos se trancaram um no outro, enquanto o loiro se alinhava em sua entrada latejante.

— Tem certeza? — ele murmurou, procurando por algum sinal de desconforto.

— Eu não vou quebrar, krasivyy. — ela respondeu-lhe, acariciando seu rosto.

Com um impulso lento, ele adentrou.

Suas paredes de veludo podiam sentir cada protuberância em seu pênis. Ela nunca se sentiu tão preenchida quanto agora, e pelo que estava sentindo, não havia chegado nem na metade.

Quando seu loiro estava com as bolas encostadas em sua bunda, eles se encararam, ofegantes, esperando para que seus corpos se ajustassem tranquilamente.

— Eu te amo. — ele murmurou roçando o nariz no dela.

— Ya tozhe tebya lyublyu. — ela murmurou de volta, sorrindo ao ver sua expressão confusa. — Eu também te amo, anjo.

Suas mãos circundaram seus bíceps, arranhando levemente, fazendo-o cerrar os olhos por alguns instantes. Ela apertou-se ao seu redor sem querer, arrancando um gemido alto do loiro.

— Anna. — merda. Aquele nome saído de seus lábios rosados e inchados como um apelo cru deveria ser considerado um pecado. Isso fez seu coração disparar fortemente. — Seu arranjo já é incrivelmente apertado, meu amor. Se você continuar assim vai acabar arruinando tudo antes de começar.

— Então se mova.

Ele fez o que ela pediu, primeiro dolorosamente lento, onde ela podia sentir cada protuberância contra suas paredes, para depois seus impulsos se tornarem cada vez mais rápidos, pecaminosos.

Seus gemidos se tornaram gritos. Eles gritavam palavrões em suas línguas maternas, revirando os olhos, mordendo e arranhando, enquanto a onda de prazer se apossava mais e mais de seus corpos, exigindo sua imediata libertação.

— Podoydi ko mne, moy Kapitan. — ela gritou, arranhando suas costas, era uma ordem. — Podoydi k svoyemu Lepestku!

Lynna sentiu suas paredes cerrarem ao redor do membro de Steve, se contorcendo e arranhando firmemente suas costas quando ela se libertou. Isso o fez gritar seu nome, enquanto ela sentia os jatos quentes de seu orgasmo atingir longamente dentro de si, o que desencadeou outro orgasmo secundário, enquanto eles controlavam suas respirações.

— Eu te amo. — ela ronronou esfregando o nariz em seu pescoço.

— Eu te amo. — Ele ronronou de volta, cheirando seus cabelos molhados.

O loiro caiu para o lado, trazendo-a até seu peito, enquanto se recuperavam de seus altos.

— Nós... — ele começou, quase como um sussurro. — Nós não usamos proteção.

Ela levantou os olhos para seus dedos, que traçavam padrões desconexos no peito dele, antes que finalmente pudesse encará-lo.

— Supersoldados são imunes a DSTs... — murmurou em resposta. — Até mesmo aprimorados... — seus olhos se tornaram tristes. — E eu não posso ter filhos. — ela esperava não se aprofundar nisso, pelo menos não na primeira noite deles. — Espero que não tenha quebrado seu coração.

Ele estendeu a mão para acariciar seu rosto.

— Está tudo bem, princesse. — disse suavemente. — Tudo que importa é que temos um ao outro. — ele suspirou. — Eu também acredito que não posso ter filhos, por conta dos anos que passei congelado... pelo quanto o meu corpo foi modificado.

Ela estendeu a mão para o rosto dele.

— Nós sempre podemos adotar algum dia, não podemos? — perguntou.

Ele lhe deu um daqueles seus lindos sorrisos.

— Sempre. — beijou-lhe a testa.

— Sempre. — ela ecoou, aconchegando-se em seu peito.

*

Seus corpos estavam emaranhados, suas mãos subiam e desciam sem malícia por suas laterais, sentindo o calor da pele um do outro, apenas se conhecendo intimamente, conectando-se, após revelarem um pedaço de sua alma. Nenhum dos dois tinha sono, um olhando nos olhos do outro, sem necessidade de iniciar uma conversa propriamente dita.

De repente, o reconhecimento atravessou sua face. Lynna mordeu o lábio inferior, desviando o olhar do de Steve, que retesou os músculos.

— Há algo de errado? — ele perguntou. Ela assentiu, lutando contra as lágrimas. — Ei. — levantou-se, capturando-a em seus braços, roçando seus narizes até que ela tivesse coragem de encará-lo.

— Você vai me odiar por isso. — ela murmurou chorosa. — Eu sei que vai. Eu deveria ter dito isso antes, eu deveria tê-lo impedido.

— Do que você está falando? — ele perguntou docemente, acariciando seu braço desnudo.

— Eu deixei que Bucky escapasse outra vez. — ela respondeu desviando o olhar do dele.

— Como assim?

Ela suspirou alto, sentando-se, enrolada no edredom.

— Eu estou dizendo que na noite em que Hanna havia chegado à Torre eu o vi. Eu estava voltando das compras quando o vi. — murmurou. — Ele estava escondido num beco, ele me forçou a ajudá-lo a escapar e eu cedi. Ele inutilizou meus poderes com o código que a Hydra instalou em nossos cérebros.

O quarto afundou no completo silêncio.

De repente, Lynna experimentou o gosto amargo do arrependimento, mas agora já era tarde. Era melhor ele ter sabido dela, do que de outra pessoa. A decepção viria, mas ela seria menos esmagadora, não é?

Lentamente, ela se desfez do seu aperto, rolando para fora da cama.

— Para onde você vai? — ele perguntou, sentando-se no colchão.

Ela franziu o cenho.

— Você não vai me querer aqui após eu dizer tudo isso, vai? Ele é seu amigo, seu melhor amigo e eu o deixei escapar, porque eu fui fraca.

Engolindo as lágrimas, ela reuniu o que sobrou do vestido, pronta para enrolar-se nele e voltar para o seu quarto.

Como eu disse, a voz amarga soou em seu subconsciente. Uma má ideia desde o começo. Ele só está com você por causa dele, acha mesmo que se importa com você? Uma noite e pronto.

Não!, sua mente gritou, tentando lutar contra. Não é verdade, não pode ser!

Ela sentiu seu lado esquerdo ficar quente, então Steve enrolou seu corpo ao redor do dela, fazendo-a derrubar seu vestido de volta no chão pelo susto.

— Ele é seu melhor amigo também. — ele murmurou contra o seu cabelo. Sua voz não lhe mostrava nenhuma mágoa. — Eu sei que você fez o que pôde, você não tem força para lidar com ele, não é? Não importa o treinamento, não importa sua força física, você sempre trava. Eu não fui diferente. Eu o tive em minhas mãos e também o deixei escapar. — beijou o topo de sua cabeça. Ela levantou os olhos para ele. Não havia raiva ou rancor em seu olhar, tudo o que ela esperava. — Buck pode ser completamente teimoso. Eu já estive lá.

Ela suspirou.

— Ele é bem pior agora. Eu joguei uma pedra na cabeça dele. — murmurou. — Eu queria ter uma maior para poder derrubá-lo. Eu o arrastaria até a Torre.

Ela o sentiu sorrir, enquanto cheirava seus cabelos outra vez.

— E isso não seria o certo. — disse-lhe suavemente.

— Ele tem que ter o direito de escolha, eu sei. — ela resmungou. — E ele escolheu ser um idiota.

— É disso que eu tenho medo. Eu tenho medo de chegar até ele e ele rejeitar a minha ajuda. — o loiro murmurou apertando-a contra si.

— Ele sabe quem você é. — disse-lhe. — Ele disse que viu no museu. No Smithsonian. Eu contei sobre Hanna, sobre o time, mas ele não quis vir. Eu pedi a ele para me enviar qualquer coisa de onde ele estivesse, mas ele me impediu. Ele sabe os meus truques.

Steve beijou a sua fronte.

— Não foi sua culpa, querida. — acariciou seu rosto. — Mas como você mesma disse, ele irá retornar, eventualmente. — ela assentiu. — Em seu tempo. — embalou-a em seus braços, carregando-a até o banheiro. — Você se sentirá melhor após um banho.

O momento no banheiro demorou mais do que o esperado. Eles passaram longos minutos explorando seus corpos, embalando-se em seus perfumes e intoxicando-se em seus beijos.

Quando estavam finalmente satisfeitos, eles se enroscaram nas toalhas, voltando para o quarto.

O loiro capturou algumas roupas, entregando-a uma boxer folgada e uma de suas camisas pretas, que cabia duas dela facilmente.

Lynna voltou a enroscar-se em sua cama, agora usando seu peito como travesseiro. Steve passou a massagear seu couro cabeludo, enquanto sussurrava coisas desconexas para fazê-la dormir, o que funcionou perfeitamente.

Ela caiu na inconsciência nos braços do seu anjo. Dormiu tão tranquilamente, que era como se ela jamais tivesse tido pesadelos anteriormente.

*

— Acho que isso pertence à senhora. — Samuel Wilson disse sorridentemente assim que chegou à cozinha. Ele lhe estendia o seu buquê de violetas. — Foi esquecido na varanda.

Lynna, que estava sentada num dos bancos da cozinha, levantou os olhos de seu prato de waffles, assustando-se com a fileira de pessoas encarando-a sonhadoramente. Eles soltaram um suspiro em uníssono.

Seus olhos se arregalaram ao perceber que o Falcão usava um pano de prato amarelo neon na cabeça, enquanto piscava repetidamente.

— Sam, você está bem? — ela questionou-o.

O sorriso de Sam aumentou ainda mais, se possível, então, um Pietro saltitante, usando um pano de prato vermelho na cabeça se aproximou de onde o moreno estava, sentando-se em sua coxa direita quando o mesmo ajoelhou-se.

— Reformulando: vocês estão bem?

Seus amigos ampliaram seus sorrisos idiotas.

— Estamos ótimos, e você? — Tony respondeu, apoiando o queixo com as mãos.

Lynna respirou fundo, se segurando para não rir, pois qualquer coisa que ela dissesse seria levado no olho da maldade por esse bando de pervertidos.

— Sim, eu estou bem. — respondeu. — Sam, Pietro, por que vocês estão com panos de prato na cabeça e nessa posição?

Eles piscaram repetidamente.

— Nós não podemos mais fazer isso? — o Mercúrio questionou, imitando o seu sotaque. — É um crime eu querer me aconchegar no meu lindo?

Seu rosto pegou fogo.

— Eu mereço. — ela resmungou.

A porta da cozinha se abriu.

— Hey, eu consegui a calda de que você estava... — Lynna bateu com a testa no mármore do balcão quando Steve adentrou a cozinha sorrindo como uma criança feliz, carregando consigo duas bisnagas de calda de frutas vermelhas.

— Uh! Eu não sabia que vocês eram tão exóticos. — sim, isso veio de Tony. Ela soltou um grunhido envergonhado. — E que fazia tanto frio hoje.

Eles definitivamente não deviam ter saído do quarto.

A cozinha explodiu em gargalhadas.

— Ah, qual é! É outono. — Steve resmungou, indo até a pilha de waffles que eles fizeram hoje de manhã.

— Hm, sabemos. — a voz de Hanna disse zombeteiramente.

— Qual é, vocês não tem nada o que fazer? — ela levantou a cabeça, cruzando os braços. — Vão catar coquinho!

— Ui, ela já está dando ordens, isso seria considerado abuso de poder? — Sam se pronunciou, aprumando Pietro em seu colo.

Ela nem lembrava que eles ainda estavam nessa posição.

— Vocês são idiotas. — seu namorado disse negando com a cabeça.

— Mas não estamos fazendo nada de mais! — Tony defendeu.

Lynna estreitou os olhos, para depois bufar.

— Aceitam waffles? — questionou, tentando acalmar a timidez.

— Depende... — Hanna respondeu, finalmente saindo da formação. — Está envenenado?

Mais uma vez o cômodo explodiu em gargalhadas.

— Não. — ela respondeu com a cara fechada. — Eu não sabia que vocês iriam tirar o dia para me encher o saco, então esqueci. — piscou.

Tony, que também saiu da formação, colocou a mão no peito.

— Nossa, que mulher agressiva! Eu não sei se posso permitir que a senhora corrompa a pureza do nosso Capitão. — ele disse, fazendo-a revirar os olhos.

— Vocês são terríveis! — Natasha disse entrando na cozinha. — Bom dia, pombinhos, se divertiram ontem à noite?

Será que eles não podiam ter um “dia seguinte” normal?

— Uh, sim, obrigado. — Steve respondeu, voltando à ilha com um prato de waffles numa mão, e com uma bisnaga de calda na outra. — Aceitam waffles?

— Eu aceito, lindo. — Pietro disse saltitante, aproximando-se do loiro com um prato na mão.

— Eu juro que vou bater em vocês se não pararem de olhar para nós com essas carinhas de idiotas. — Lynna resmungou.

— Que carinhas de idiotas? — Tony piscou, arrastando-se para pegar waffles.

Ela revirou os olhos, voltando a comer.

— Vai mesmo me ignorar? — o Homem de Ferro questionou-a, com a mão no peito, fingindo estar decepcionado.

— Vai ficar de gracinha? — ela arqueou a sobrancelha.

Tony sorriu.

— Vou.

Lynna bufou, sorrindo, então voltou a comer, colocando a calda de frutas vermelhas em seus dois últimos waffles.

O café da manhã se passou entre brincadeiras e gargalhadas. Ela nunca se sentira tão vermelha em toda a sua vida, mas havia valido a pena passar pelo constrangimento ao lado da pessoa que enchia o seu coração.

*

— Está horrível! — Natasha disse cruzando os braços encostada do lado direito da sua porta do quarto.

— Você diz isso porque não foi você quem escolheu a roupa. — Lynna rebateu revirando os olhos, mas sorriu ao ver que a amiga também estava sorrindo. — Está mesmo horrível? — questionou um pouco insegura.

Nat negou, aproximando-se da penteadeira.

— Claro que não, gênio. — murmurou. — Está perfeito para o primeiro encontro. — sorriu-lhe, segurando-lhe os ombros. — Eu nem acredito que depois de tanto tempo, depois de já estar desacreditada, eu finalmente consegui unir meus dois melhores amigos tapados!

A ruiva mais alta arregalou os olhos, voltando-se para a amiga com os braços cruzados.

— Como é a história?! — arqueou a sobrancelha.

Nat riu.

— Só cego que não via que vocês dois se gostavam. — ela piscou. — Agora vamos, não queremos deixar seu boy esperando. Senhores de idade costumam ficar ranzinzas quando isso acontece.

Lynna revirou os olhos mais uma vez, levantando-se para seguir Natasha para fora de seu quarto, e consequentemente de seu apartamento, que foi devidamente trancado por SEXTA-FEIRA.

— Divirtam-se! — a menor disse, caminhando para o seu próprio apartamento.

Ela alisou a saia do vestido florido, caminhando na direção contrária à da Viúva, descendo até a garagem, onde um belo loiro alto de olhos azuis a esperava para que eles pudessem ir ao seu primeiro “encontro oficial”.

Não que o jantar na varanda já não tivesse sido um encontro por assim dizer.

O barulho de seus saltos ecoou por todo o piso, fazendo-o encará-la com um sorriso sonhador nos lábios. Eles trocaram um selinho rápido quando ficaram frente a frente.

— Espero que não esteja pensando em desistir após o trauma que foi o nosso primeiro café da manhã juntos. — Steve disse divertidamente, enlaçando sua cintura.

Ela arqueou a sobrancelha.

— Desistir é para os fracos. — respondeu enrolando seus braços em seu pescoço.

O loiro sorriu, escovando seu nariz no dela.

— Precisamos ir logo, antes que passemos o resto da noite aqui. — ele disse com as bochechas num suave tom de rosa.

Ela sorriu.

— Não seria uma má ideia. — murmurou.

Rindo, Steve entregou-lhe o capacete, então colocou o seu. Uma vez prontos, eles subiram em sua moto e ela fez um esforço para conter os pensamentos rebeldes sobre como ser pressionada contra aquele corpo quente e aquela moto não seria má ideia também, segurando-se na cintura estreita do loiro para não cair.

— Para onde estamos indo? — ela perguntou um pouco alto, tentando alcançar seus ouvidos por conta do barulho do vento.

— Coney Island. — ele respondeu.

Assentindo, Lynna apertou-se um pouco mais contra ele, com a bochecha colada em sua jaqueta de couro marrom.

A viagem não pareceu durar muito, mas ela também não estava prestando atenção ao tempo, quando tudo o que fazia era traçar padrões desconexos nas costas do loiro, enquanto se apoiava nele para não cair.

Ela nunca havia estado num parque de diversões em toda a sua vida.

Era colorido e cheio de risadas e gritos.

Quando desceram da moto, ela já estava encantada.

— Esse lugar é maravilhoso! — disse segurando a mão de Steve.

O loiro encolheu os ombros, sorrindo modestamente.

— Que bom que gostou. — disse. — Bucky e eu costumávamos vir aqui no nosso tempo...

Ela piscou.

— É aqui que fica o Cyclone? — indagou, curiosa.

A expressão que ele fez foi engraçada.

— Santo Deus, como é que você sabe sobre o Cyclone?! — questionou-a, abismado.

Lynna deu de ombros.

— Seu amigo fala dormindo. Eu achei que fosse uma alucinação. — disse simplesmente.

Steve soltou um suspiro que mais pareceu um bufar.

— Sim, é aqui que fica o ciclone, e não estamos indo nele. — fez uma falsa carranca de pai severo.

Ela sorriu amplamente.

— Está tudo bem, querido, eu não contarei para ninguém que você tem medo do brinquedo. — piscou.

Ele encarou-a com uma expressão de falsa indignação.

— Por que acha que eu tenho medo? — arqueou a sobrancelha. — Eu não tenho medo de nada.

Ela riu, beijando sua bochecha.

— Então venha comigo, preciso ter certeza disso. — provocou-o, puxando-o pela mão.

Rindo, os dois compraram os tíquetes, indo até os primeiros brinquedos que encheram os seus olhos. Eles brincaram de carrinho de bate-bate, carrossel, um ou outro que ela não lembrava o nome, e comeram salsicha no espeto, enquanto conversavam sobre a vida e os planos que tinham para ela, apenas coisas suaves e carinhos contidos.

— Que tal irmos no Cyclone agora? — Lynna perguntou, fazendo bico.

Os olhos de Steve se arregalaram.

— Estávamos indo tão bem! — ele gemeu. — Que tal irmos naquele brinquedo ali? — apontou para um brinquedo que precisava de bastante força física para vencer.

Ela arqueou a sobrancelha.

— Isso não seria roubar? — perguntou divertidamente, indicando seu corpo forte.

Ele deu de ombros.

— Eu ainda não lhe consegui nenhum prêmio. — disse, fazendo suas bochechas ficarem rosadas.

— Então façamos o seguinte... — ela riu, parando na frente dele. — Se você me conseguir um prêmio, eu tenho o direito de escolher nossa próxima atração.

O sorriso que o loiro lhe deu foi genuíno, aquilo fez seu coração ficar confuso por alguns segundos. Aquele ser era mesmo dela? Dela somente dela? Será que Lynna não estava presa numa realidade paralela e iria acordar tombada?

— Tudo bem. — resmungou por fim. — Se eu lhe conseguir um prêmio, nós iremos no maldito Cyclone.

Ela riu.

— Olha a língua! — provocou, arrastando-o pela mão.

Os dois se aproximaram de uma maquininha que estava cheia de bichos de pelúcia de variados tamanhos, cores e espécies. Era igual aquelas que Lynna havia visto em filmes. Havia apenas um botão e uma espécie de “alavanca” para controlar a máquina.

Steve desenrolou duas notas de cinco dólares, colocando-as na máquina, vendo-as serem sugadas.

Ele franziu o cenho em concentração, fazendo-a cruzar os braços, enquanto via-o fazer um esforço enorme para conseguir fazer valer suas tentativas.

Ela deu um sorriso genuíno quando ele soltou uma exclamação alegre por ter conseguido capturar um pequeno urso azul. Seu corpo fora tirado do chão e ela sorriu ainda mais, contagiada pela felicidade de seu namorado.

— É tão lindo! — ela exclamou quando Steve o retirou da máquina.

Ele sorriu.

— Que bom que gostou. — murmurou em seu cabelo, para depois encará-la suavemente, suas bochechas estavam rosadas. — Não olhe agora, mas acho que fomos reconhecidos. — ele encarou-a com um pedido de desculpas nos olhos.

A ruiva sorriu.

— Não tem problema. — disse acariciando seu rosto suave com a mão direita. — Vamos dar verdadeiros motivos para falarem sobre nós.

Então com um sorriso, ela tocou seus lábios suavemente.

O beijo não durou muito, mas pelo canto do olho, ela viu que sua demonstração de afeto atraiu vários olhares, o que a deixou um pouco envergonhada pela atenção demasiada, mas feliz ao mesmo tempo, por estar com seu amado e não precisar de mais nada.

Um sorriso amplamente convencido se apossou de suas feições.

— Que tal a montanha russa agora...? — ela perguntou com os olhos brilhando.

Steve revirou os olhos, rindo.

— Céus, mulher, você é impossível! — disse divertidamente, abraçando-a pela cintura. — Vamos, mas você irá limpar a bagunça, eu não me responsabilizo por nada.

Ela soltou um gritinho feliz, guiando-o até a fila do brinquedo.

O passeio foi animado e a todo o momento, eles ficaram o mais próximo que o brinquedo permitia, gritando animadamente a cada descida e curva radical.

Quando saíram, eles estavam ofegantes e com sorrisos enormes.

— Olha! Uma cabine fotográfica! Vamos tirar uma foto? — Lynna questionou, não esperando uma resposta verbal de Steve para que eles adentrassem a máquina.

Eles tiraram três fotos. Uma sorrindo, uma fazendo careta e a outra se beijando. Quando saíram, eles tiraram as revelações do compartimento.

— Eu ficarei com essa. — o loiro disse corado, rasgando a foto em que eles sorriam.

— Eu tive uma ideia. — ela exclamou, sorrindo. — As outras duas nós colocamos dentro do ursinho.

Steve fez uma careta de interrogação.

Lynna esperou até que eles chegassem ao estacionamento para retirar a faca que carregava consigo na coxa direita. Os olhos do loiro se arregalaram.

— Eu não sabia que você andava com facas. — murmurou, abismado.

Ela riu, dando de ombros.

— É melhor prevenir do que remediar. — respondeu-lhe. — Uma paranoia à parte. — sorriu. — Vamos colocá-las assim. — ela fez uma incisão na parte de baixo do urso, na largura das duas fotos. Colocou-as lentamente, usando seus poderes para derreter o pedaço de arame que segurava os fundos do ursinho, impedindo a dupla de cair.

Um sorriso amplo se apossou do rosto do loiro.

— Você é incrível. — ele murmurou, entregando-lhe o capacete.

— Você quis dizer incrivelmente sexy. — piscou.

Ele deu de ombros, rosado.

— Isso também. — disse-lhe divertidamente.

Ela jogou uma mecha que havia sido desfeita da trança para trás, sorrindo convencidamente.

— Eu sei disso. — enrolou os braços ao redor do pescoço do mais alto. — Obrigada pela noite. Espero não tê-lo assustado com a faca.

Ele riu contra seu pescoço.

— Eu não diria assustado. — murmurou apertando-se contra ela, fazendo-a perceber a suave protuberância entre seus corpos.

Ela riu, arranhando sua nuca, para depois guardar a faca em seu coldre.

— Espero não ter criado um monstro. — murmurou contra seus lábios.

Ambos sorriram antes de se separarem.

— Vamos? — ele perguntou montando na moto.

— Vamos. — ela respondeu, imitando seu gesto. — Mas você não respondeu a minha pergunta.

Ela ouviu uma risada, antes que a moto pudesse ser ligada.

— Não foi bem uma pergunta. — Steve deu de ombros.

— Espertinho. — ela resmungou. — Não pense que se livrou de mim.

Ele riu, saindo do estacionamento.

— Eu não seria louco a esse ponto.

Quando chegaram ao complexo, todas as luzes já estavam apagadas. Os funcionários já haviam partido, e os que estavam de plantão não eram vistos em lugar algum.

Os dois se esgueiraram até o andar de seus apartamentos como adolescentes que fugiam da bronca da mãe.

Com um sorriso no rosto, Steve deixou Lynna na porta de seu apartamento com um beijo de boa noite, encarando-a assustado quando ela o segurou como se tivesse tentáculos ao invés de braços.

— Fique comigo esta noite. — ela pediu com as bochechas esquentando.

O loiro sorriu.

— Se você me permitir, eu ficarei com você o resto da vida.

Notas finais
Esses dois são os meus bebês ♥ Traduções (tipo, querem mesmo?): Podoydi ko mne, moy Kapitan. = Venha para mim, meu capitão. Podoydi k svoyemu Lepestku! = Venha para a sua pétala! (não me responsabilizo) Até quarta!