The Captain and The Petal.

18 Seventeenth Chapter. - Another party that goes wrong.


Notas iniciais
Ois! Larguei a bomba e corri. Boa leitura!

Outra festa que dá errado.

Estranhamente, desde que ela havia voltado da missão de Hanna/Sokovia, Lynna parecia um pouco aérea, e agora, ela parecia estar vendo coisas, pois, quando ela fora visitar Tony para um ajuste rápido em seu traje após a queda brusca na base de Seul, ela podia jurar que ouviu o cetro de Loki – cujo Tony e Bruce estavam estudando/aprontando com – chamá-la.

Ela não chegou a tocá-lo, mas viu lampejos de um ritual estranho.

Uma garota de cachos castanhos corria pelo meio de um pátio, então, a cena mudava para essa mesma garota encontrando uma brilhante pedra vermelha, daí essa garota tocava nessa pedra, que a incendiava completamente.

Lentamente, seus cabelos se tornaram vermelho-alaranjados, a cor quase se assemelhava a luz que a pedra emanava.

Dama da Joia Vermelha , venha até mim.

Use-me.

Aquilo estava ficando bizarro demais para o seu próprio gosto, o que a fez recuar para longe, preocupada com o que seria aquilo e o que aquilo podia fazer com a mente de uma pessoa.

O time a chamava de gema. Natasha disse que quando Loki invadiu a terra e quase destruiu Nova York, ele usara essa gema no cetro para manipular e controlar a mente de Clint – assim como a de muitas pessoas –, e que quase matou todos a bordo do Helicarrier. – o que era este último, isso era um mistério para ela.

Em seu coração, Lynna sabia que havia uma tempestade tremenda vindo por aí, o que a fez questionar a segurança de Tony e Bruce ao redor daquela coisa.

Negando com a cabeça, ela caminhou para fora do laboratório, deixando um bilhete em cima da banca antes de sair.

Ela correu para o quarto, vendo que Hanna ainda dormia, por conta do remédio. Ela havia chegado de madrugada, quando Lynna já estava no décimo sono e se rastejou para a cama, assustando-a. Isso foi há dois dias.

A ruiva trocou de roupa, indo até a academia.

E como o mundo – regido por Pétala – gostava de sacanea-la, lá estava Steve, batendo em seu saco, daquele modo que fazia a vida ser injusta para qualquer mortal. Ela escorregou furtivamente para a sua sala isolada, onde ela costumava dançar.

Calçou suas sapatilhas e preparou tudo.

Como de praxe, JARVIS liberou a sua playlist e ela iniciou seu ritual, esvaziando a mente e iniciando seus passos precisos, fechando os olhos para sentir a música fluir.

Ela não era uma profissional na área, para ela o balé era uma distração de seus problemas, ajudava-a a manter o foco.

Quando a décima música havia acabado, ela finalmente descansou, lentamente saindo da ponta dos pés e abrindo os olhos, para encontrar uma mini plateia do lado de fora.

Hanna encarava-a com os olhos arregalados.

— Eu não sabia que você dançava balé. — ela disse admirada, quando Lynna deixou o lugar.

Ela abriu um sorriso largo.

— Bem, há varias coisas que você não sabe sobre mim. — piscou.

— Como dançar no poste. — Nat comentou, sem tirar os olhos da tela do celular. — Ela é especialista nesse assunto.

Revirando os olhos para a indireta que a ruiva mais baixa deu, ela encarou Hanna, que parecia estar voando.

— Eu te mostro outro dia, mas agora: precisamos nos aprontar para uma festa! — disse esfregando as mãos.

Hanna engoliu em seco.

— Mas... já?

Rindo, Lynna apertou-a de lado.

— Vamos! Temos muito trabalho a fazer.

*

Seus longos cabelos vermelhos caíam por suas costas como uma cascata. Seus lábios estavam pintados de vermelho sangue e seu vestido roxo se agarrava às suas curvas perfeitamente. Porcaria de Natasha acontecendo em sua vida outra vez.

Com muita relutância, Hanna vestiu seu vestido, que ao contrario do de Natasha, era elegante sem ser provocante, o que a fez revirar os olhos, mas Lynna sabia que havia arrasado na escolha e não iria voltar atrás.

O rosto da morena foi levemente maquiado para se parecer com as meninas dos catálogos de maquiagem coreana que elas haviam visto na internet. Ela parecia uma princesinha fofa e dava vontade de mordê-la, coisa que Hanna apenas fez careta, mas ela havia gostado.

— Você sabe que roxo não vai muito bem com ruivas, não é? — a pequena perguntou, acompanhando-a até o bar. — Não quero dizer que ficou horrível, mas também não ficou assim... tão legal. E outra coisa: essa festa não deveria ser apenas para amigos?

Lynna gargalhou.

Sabe de nada, inocente.

— Acredite, Tony Stark tem muitos amigos. — ela respondeu, lembrando-se da outra festa. — E o que ficaria legal em mim, dona Hanna? — perguntou por fim.

Ela fez uma careta.

— Algo menos justo e vermelho. Eu acho que você fica bem de vermelho.

Ela engoliu em seco, mas riu.

— Vermelho não é a minha cor. — rebateu.

— Ah, vermelho é definitivamente a sua cor, Lya. — Hanna teimou.

Ela riu outra vez.

— Vodka, por favor. — pediu ao barman, sentando-se com Hanna. — Dois copos.

Lynna prometeu a si mesma que seria apenas um copo, e que iria ficar o mais distante possível de Thor, uma vez que ela não queria que os acontecimentos da festa passada se repetissem.

Ou ela queria?

Qual seria a experiência de fazer aquilo sem ter a influencia do hidromel asgardiano em suas veias?

Ela voltou para a realidade a tempo de ver Hanna arregalar os olhos para ela.

— Eu não bebo, Lynna! — reclamou.

— Mas vai! — ela disse mandona. — É uma comemoração. Estamos comemorando por você também. Que tal curtir um pouco? E acredite em mim quando eu digo que é apenas um copo, pois é.

Han franziu o cenho.

— Problemas com bebida? — ela perguntou isso na hora em que Steve ia passando por elas, fazendo-a corar violentamente.

— Quê? — ela disse mais desesperada do que o planejado. — Eu não posso ser apenas cuidadosa?

Hanna arqueou a sobrancelha.

— Ok... — deu de ombros, bebendo levemente sua bebida, fazendo careta. — Isso é forte.

Lynna riu.

— Ei, não é tão forte assim. — brincou.

— Ah, é? E o que poderia ser mais forte do que vodka? — Hanna descansou o copo em cima do balcão.

— Hidromel asgardiano, é claro. — Natasha respondeu, surgindo do nada. — Mas se eu fosse você, eu manteria a nossa Lya longe dele. Ela fica um pouco... — seus olhos verdes cintilaram em divertimento às suas custas. — Selvagem com ele.

Han franziu o cenho, sorrindo.

— E ela é uma bêbada que passa vergonha? — ah Hanna, porque você dá bola para essa psicopata que só me faz passar vergonha?, a mente de Lynna gemeu.

Nat deu um sorriso digno do gato Cheshire.

— Claro que sim! — piscou. — Ela perde o rumo do quarto e acorda em camas que não são dela.

Han gargalhou, enquanto Lynna ficava mais vermelha do que seu próprio cabelo.

— Vocês são terríveis! — ela resmungou. — E isso só aconteceu uma vez!

Nat e Hanna arquearam a sobrancelha.

— Vocês se merecem, sabiam? — ela voltou a resmungar.

As duas riram outra vez.

— Você está muito nervosinha, Angianova. — Natasha disse sarcasticamente. — Não quer uma bebida mais forte para relaxar?

Ela mandou um dedo do meio para a amiga, que apenas riu.

Bufando cansada, Lynna deu uma olhada geral, encontrando Steve – com aquela camisa de botões ridiculamente apertada que fazia o mundo ser injusto para ela – conversando com Sam num canto isolado. Talvez eles tivessem conversando sobre Bucky e toda a investigação que o moreno estava fazendo sobre o paradeiro de seu amigo. O que a deixou um pouco culpada, por ter conversado com ele há alguns dias atrás.

— Hey Han, há alguém que eu quero te apresentar. — ela disse. — Que tal deixarmos Nat falando sozinha?

A ruiva mais nova soltou um beijinho no ar para ela, fazendo-a negar com a cabeça, rindo.

— Não aceite nada que Thor te oferecer outra vez, criança! Não queremos que o episódio se repita, pelo menos não da mesma forma. — ela disse em russo, fazendo-a arregalar os olhos.

Lynna fez um sinal de silêncio por cima da cabeça da pequena, apontando para ela, fazendo Nat jogar a cabeça para trás. Hanna entendia russo.

— O que Thor te ofereceu? — seu coração falhou uma batida.

Puta merda, puta merda, puta merda!

— É sério que vai cair na idiotice de Natasha? — perguntou rapidamente, desta vez conseguindo ser convincente o suficiente. — Ela só gosta de provocar.

A ruiva mais velha estreitou os olhos para a Viúva, que apenas lhe mandou um sorrisinho sarcástico, que provavelmente indicava ‘achei minha parceira’.

Revirando os olhos, ela guiou Hanna até onde eles conversavam.

— Olá garotos. — sorriu. — E aí Sam, como vai?

— Lynna! — o moreno a saudou. — Vestiu-se para matar alguns corações, foi?

Aquilo foi uma indireta? Por que hoje todo mundo tirou o dia para deixá-la com a cara no chão de tanta vergonha?

Ela encarou Steve discretamente, vendo-o corar um pouco. Sem querer, os eventos que ela queria esquecer passaram em sua mente antes que ela pudesse se reprimir, fazendo-a corar também.

— Eu não sei do que você está falando, pombinho. — piscou.

— Outch! — ele pôs a mão no coração, dramaticamente. — E quem deveria ser essa senhorita?

Ele estendeu a mão para Hanna, que corou dos pés a cabeça, aceitando-a.

— Hanna Nuri. — ela respondeu timidamente. — Eu sou amiga de Lynna.

— Nós a resgatamos de Sokovia. — Steve se pronunciou. — Eu te falei sobre ela.

Ele abriu um sorriso.

— É um prazer conhecê-la, senhorita Nuri. — ele piscou, beijando sua mão, fazendo Hanna ficar ainda mais vermelha.

Lynna teve que segurar o riso, levantando os olhos para longe da cena, procurando um jeito de encarar o loiro sem se sentir culpada pelo evento com o acéfalo do seu amigo.

— Obrigada, senhor...?

— Wilson, Sam Wilson. — ele disse ainda sorridente.

Steve e Lynna se entreolharam, segurando o riso.

Hanna sorriu, corando.

— Olá Sam. — ela murmurou, retirando sutilmente sua mão da dele.

E o Falcão ainda estava lá, com aquele sorriso enorme de trinta e dois dentes. Se ao menos ele soubesse...

— Ah... Lya... eu vou procurar algo para comer, certo? — ela parecia bem nervosa.

A ruiva sorriu.

— Claro. — respondeu. — Aproveite a festa!

Então a pequena saiu andando, parando para conversar um pouco com a doutora Cho. Ela sorriu.

Pelo menos não é a loira dos infa. Ela pode, eu deixo.

— Você não me disse que tinha uma amiga tão linda. — o Falcão murmurou afetado. — Acho que...

— É melhor você não achar, meu chapa. — Lynna disse divertidamente. — Parece que um certo deus nórdico chegou primeiro. — piscou, indicando o loiro, que estava encarando cada movimento de Hanna sem ao menos disfarçar.

A cara de Sam caiu.

— Ele não tem namorada? — Sam perguntou para ela e Steve.

— Eles terminaram, se eu não estou enganado. — o outro loiro respondeu, segurando o riso.

— Alienígena safado. — a expressão de Sam foi engraçada.

— Quer um guardanapo? — a ruiva perguntou, fazendo Steve desviar o olhar dele. — Nossa Sam, você está babando!

— Nossa, que engraçado, palhacinha. — o amigo disse, revirando os olhos, fazendo-a gargalhar.

Eles passaram alguns minutos conversando sobre a missão de Sam – ela praticamente com as pregas anais na mão, cada vez que se lembrava do que fizera, por mais que Nat vivesse lhe relembrando de que ela não tem culpa de Barnes ser teimoso com uma mula –, até Steve deixá-los sozinhos, dirigindo-se até onde Bruce conversava com Natasha. Ela quis revirar os olhos, porque eles estavam no maior clima e o Capitão América estava prestes estragá-lo.

A festa foi mais longa do que ela esperava, mas ela não tinha muita experiência nesse quesito. E mais uma vez naquele dia, sua mente repetiu o resultado da outra festa que a deixou com uma ressaca emocional gigantesca.

Quando todos os convidados haviam ido para suas casas, Lynna levou Hanna até seu quarto na Torre. Quando desceu, os Vingadores pareciam discutir sobre algo muito engraçado.

— E aí Lady Tóxica, você quer tentar? — Stark perguntou, no minuto em que ela pôs os pés de volta na sala.

Lynna franziu o cenho, o que esse doido estava tentando fazer?

— Tentar o quê? — perguntou confusa.

— Estávamos discutindo sobre o martelo de Thor. — Hill respondeu. Aquilo incrivelmente não tinha duplo sentido.

— Teorizando. — Stark completou gesticulando.

Eles lhe explicaram o que estava acontecendo. Era sobre o martelo chamado Mjolnir, um presente do pai dele, Odin. Cujo era envolvido com um feitiço lançado pelo próprio Pai de Todos, que dizia que apenas aquele que era digno poderia levantá-lo.

Ela estralou os dedos.

— Por que não? — deu de ombros, referindo-se a tentar retirar o martelo de cima da mesinha de centro.

— O Cap conseguiu arrastar. — Hill disse divertidamente. — Quem sabe você não é mais bem-sucedida?

Lynna sorriu sugestivamente, encarando Thor.

— Esteja às ordens, minha senhora. — ele disse daquele jeito pomposo dele.

Rindo, a ruiva se prostrou diante do martelo, respirando fundo, antes de enrolar a mão na alça de couro e capturar o cabo com as duas mãos.

Ela não conseguiu ao menos arrastá-lo, mas algo diferente aconteceu.

Ela sentiu o gatilho dentro dela se ligar outra vez. Mas agora ela não sentia nenhuma dor ao usá-lo.

Lynna não saberia dizer se foi o poder contido nele, ou um feitiço. A única coisa que ela sabia era que algo de outro mundo a envolveu. Sua realidade, a roda de amigos de trabalho havia sido substituída por um enorme trono vermelho-sangue, onde um homem muito forte, envolto em vermelho apareceu para ela. Ele tinha cabelos castanho-escuros e olhos esverdeados.

— Esperei muito tempo para revê-la, filha. — ele disse, sorrindo para ela. — Você se parece exatamente com sua mãe... exceto pelos os olhos... você tem os olhos da sua avó. Poderíamos ter governado juntos... maldito Odin, malditos humanos. Eles me tiraram você!

Lynna olhou para o lado, onde Thor devia estar sentado, encarando-o com os olhos arregalados. Ele também parecia surpreso, sua boca estava aberta num ângulo estranho.

Ele estava mesmo vendo a mesma coisa que ela?

Piscou fortemente, afastando-se do martelo.

O que foi aquilo? Que porra foi essa?!

— Parece que a senhorita não é digna. — Natasha disse maliciosamente, fazendo-a rir de modo distante. — Você está bem? — questionou-a quando ela sentou-se ao seu lado.

Ela deu de ombros, não encontrando voz para se pronunciar.

Thor encarava-a com o cenho franzido, seus olhos brilhavam num reconhecimento que ela parecia sentir no fundo de seu peito. Ele ia dizer alguma coisa, até ser arrebatado pelas teorias malucas de seus colegas.

Sua mente zumbia. A conversa ao seu redor parecia estranha, desconexa, então ela resolveu que não deixaria o gatilho lhe perturbar mais. Não mais. Ela já tinha muitos problemas. Depois falaria com Thor sobre o que vira tocando o martelo dele, ela tiraria a limpo se ele havia visto o que ela viu também. Tinha que haver uma explicação lógica, ela não podia estar ficando louca, podia?

Quem era aquele cara?

Suas linhas de pensamento foram interrompidas pela voz de trovão de Thor.

— Eu tenho uma teoria melhor. — ele girou o martelo em sua mão direita. — Vocês não são dignos.

Ele apontou o objeto para os amigos, que zombaram dele.

Então, um barulho ensurdecedor a fez travar o maxilar.

Uma armadura da legião de ferro apareceu se arrastando na sala.

— Não. — ele disse numa voz mecânica. — Como vocês podem ser dignos? Vocês são todos assassinos...

— Stark... — Steve murmurou.

— JARVIS... — Tony sacou seu dispositivo.

— Me perdoem... — a armadura voltou a falar. — Eu estava dormindo... oh, eu estava sonhando, mas tudo era tão barulhento... — ele começou a divagar, enquanto Tony tentava acessar o sistema da IA. — E eu estava amarrado em... cabos... — todos na sala ficaram tensos, espalhando-se sutilmente. — Eu tive que matar o outro cara. — Misericórdia! Eu sabia que tinha alguma merda vindo. — Ele era um cara legal.

— Você matou alguém? — Steve questionou.

— Não foi a minha primeira opção. — a armadura respondeu-lhe. — Mas no mundo em que vivemos, temos que lidar com escolhas difíceis.

— Quem te enviou? — Thor se pronunciou.

“Eu vejo uma superarmadura ao redor do mundo” a voz de Tony se espalhou pela sala.

— Ultron! — Bruce disse um pouco surpreso.

Viu, eu sabia que eles estavam aprontando alguma!

— Em carne. — a armadura respondeu. — Ou ainda não. Mas eu estou pronto para a minha missão. — todos se armaram. Suas mãos formigaram quando o gás róseo se espalhou sutilmente por seu corpo, todos se entreolhavam esperando pelo pior.

— Que missão? — Nat perguntou.

É agora. Lá vem a merda.

— Paz em nosso tempo.

Ao dizer isso, toda a legião de ferro explodiu pelas paredes, atacando-os.

Steve chutou uma mesa para cima do primeiro grupo que voou até eles, isso a lançou ao lado do loiro, para longe dos sofás. Ela quicou de volta, atacando três armaduras de uma vez só, derretendo-as numa poça esquisita.

Thor estraçalhava outras com seu martelo, enquanto Hill disparava em tudo que se movia. Ela se agachou a tempo de impedir que uma das máquinas a jogasse para longe, ouvindo o vidro se estourar quando Rhodes – o amigo de Tony – foi lançado para o outro lado da sala. Seus olhos se arregalaram.

Um deles agarrou-a pelo braço, mas teve o mesmo destino de seus parceiros.

A porcaria do vestido era um empecilho filho da mãe.

Rasgando uma suave fenda num dos lados, ela se lançou em cima de três dos robôs, usando o escudo de Steve – que saiu do nada – como impulso para seu salto, derretendo-os, para depois cair no chão, bem ao lado do balcão de bebidas, onde Bruce rolava para o outro lado.

Natasha jogou uma pistola para ela da abertura do barman, ajudando-a a neutralizar mais armaduras, que pareciam não ter fim.

Puta merda, isso deveria ser uma festa normal entre amigos!

Nat também se juntou a ela, disparando contra os robôs, enquanto em sua visão periférica, ela via Hanna descer as escadas.

— Volta para o quarto, Hanna! — ela gritou para a amiga, que a ignorou.

A pequena entrou na sua frente quando um quarteto de máquinas avançava, suas mãos incendiaram, uma chama lilás bem forte, então ela gritou, empurrando-as para cima dos oponentes, que derreteram em questão de segundos.

Natasha ao seu lado arregalou os olhos.

— Pensei que as duas soltassem fumaça. — ela disse, admirada.

Lynna bufou.

— Não é fumaça... — recarregou a arma. — É gás!

Então ela estava pronta para mais uma rodada, graças aos céus as máquinas pareciam estar acabando.

Surgindo uma brecha, Natasha e Bruce subiram a escada, enquanto ela tentava chegar até Hanna para induzi-la a fazer o mesmo, quando uma das armaduras jogou Steve praticamente em seus pés.

Ele fez uma careta de dor quando ela lhe estendeu a mão.

— Consegue se levantar? — ela questionou com o cenho franzido.

Ele assentiu.

— Stark! — o loiro gritou, colocando seu corpo em sua frente.

— Um segundo, um segundo! — ele gritou montado numa das armaduras, o moreno havia enfiado uma chave de fenda no pescoço dela e agora estava procurando o botão de desligar daquelas coisas.

Do outro lado da sala, Lynna viu um pedaço de robô se aproximar da doutora Cho, que estava escondida atrás do piano de calda. Ele tinha uma das mãos estendidas para ela.

Hanna, que estava mais perto do que os dois, encostou suas mãos no metal, que derreteu em seus pés. Ela nunca tinha visto essa garota parecer tão assustadora.

Finalmente, Tony conseguiu desligar a dita cuja, sobrando apenas duas, que foram destruídas por Steve e Thor.

— Isso foi insanamente dramático. — ah não, essa porra ainda tá ai? — Desculpem-me, eu sei que vocês tiveram boas intenções. — Ultron disse, gesticulando. — Vocês simplesmente não conseguiram. Vocês querem proteger o mundo, mas vocês não querem mudá-lo. Como a humanidade estará a salvo, se ela não tem a capacidade de evoluir? — ele caminhou até um dos robôs abatidos, pegando-o pela cabeça. — Com esses... esses fantoches... existe apenas um caminho para a paz. — ele se voltou para o grupo. — A extinção dos Vingadores.

Fudeu.

Thor enviou seu martelo para a armadura, estraçalhando-a contra a parede.

— Eu tinha cabos, mas agora eu estou livre. — Ultron cantarolou, para depois se apagar.

Acho melhor alguém começar a se explicar...

— Parece que temos alguém bem encrencado. — ela arqueou a sobrancelha para Tony, que engoliu em seco.

Notas finais
The treta is here! A pergunta que não quer calar é Lynna e Mjolnir deu vibes? Até sexta!