The Captain and The Petal.
5 Fourth Chapter. - Common friend.
Notas iniciais

Amigo em comum.
— Lynna... — o loiro disse calmamente, colocando o escudo ao lado da porta. — Vamos com calma... primeiro, quero que me conte o que aconteceu.
Ela respirou fundo, ainda apertando o porta-retratos nas mãos.
— Eu estava na casa segura e me lembrei de algo. — ela respondeu com a voz embargada. — Quando Fury e eu conversamos sozinhos, eu lhe disse que eu havia visto agentes da SHIELD na Hydra e ele me disse que eles jamais imaginariam que a organização sequer estava viva, e que claramente haver agentes da Hydra infiltrados na SHIELD soava como loucura, mas mesmo assim, ele me pediu para avaliar alguns perfis de agentes que ele desconfiava, então eu cheguei até Brock Rumlow e Alexander Pierce.
— O Secretário de Defesa, Alexander Pierce? — Steve arregalou os olhos, aproximando-se dela, que assentiu.
— Sim. — murmurou. — Ele é o comandante do meu parceiro. Rumlow é a pessoa que nos aplica os castigos.
O olhar do loiro era horrorizado.
— Eu sinto muito, Lynna. — ele disse, tocando-a, ajudando-a a se sentar no sofá. — Mas não consigo entender o que você disse sobre o meu amigo. — ele apontou para o jovem da foto. — Ele morreu há muitos anos atrás.
Encarando a foto outra vez, a ruiva suspirou.
— Numa queda de um trem de carga em movimento? — o homem arregalou os olhos cristalinos, milimetricamente assentindo. — Seu nome é Bucky, não é? É assim que você o chama... chamava?
A respiração de Steve se tornou acelerada, logo os olhos dele brilhavam.
— Ele está vivo? Como?
Ela suspirou, afastando as próprias lágrimas.
— A Hydra o encontrou no lago após a Segunda Guerra. — ela forçou a mente a se lembrar. — A queda fez com que ele perdesse o braço esquerdo, que foi substituído pela prótese de metal. Ele passou anos sendo torturado, até que a Hydra pudesse fazer dele o seu melhor assassino. — ela não conseguia encará-lo nos olhos. — Eu fui criada mais de vinte anos depois, para manter a sua eficácia. Eles colocaram em mim um veneno chamado tenebrys sakura1, uma planta hostil que se assemelha às flores de cerejeira orientais. Fizeram de mim a sua parceira, e apesar de toda a dor, eles me deram um irmão. — ela finalmente encontrou seus olhos azuis, que estavam doloridos. Ele não chorava, mas estava prestes a desabar. — Eu sei que não é o que você queria ouvir, mas é a verdade. Eu não posso te provar com todas as letras, pois não estou mais em posse dos meus documentos, eles ficaram na casa segura, que há essa hora já deve ter virado cinzas. Fury mandou que eu viesse para cá, pois estaria segura com você. Eu sinto muito, Steve.
Ele segurou sua mão, então mais uma vez ela sentiu aquela onda esquisita de choque. Era algo bem diferente da máquina em que seu cérebro era reiniciado.
— Eu... — ele murmurou, lutando contra as lágrimas, em conflito por desarmar-se completamente da postura engessada de Capitão América diante dela. — Isso tudo é culpa minha.
Ela fungou.
— Isso não é culpa sua, Steve. É culpa da Hydra. Foi ela quem arruinou com as nossas vidas. — a ruiva apertou a sua mão, aconchegando-se um pouco mais no calor que elas emanavam. — Eles são capazes de tudo pelo poder. Eu vi o que eles fazem. Eles torturam inocentes. Precisamos tirar Bucky de lá. Ele não tem controle sobre o próprio corpo. — suspirou alto. — Da última vez que eu o vi sóbrio, ele me ajudou a fugir, e é por isso que eu estou aqui. Os deuses me trouxeram até você, o seu melhor amigo do passado. Que coincidência, não é? Eu não sou uma pessoa religiosa, mas acredito que há um propósito para estarmos aqui, juntos. Precisamos salvá-lo, e podemos fazer isso juntos.
Ele apertou a sua mão, varrendo as lágrimas de seu rosto.
— Vamos fazer isso. — ele disse convicto.
Antes que alguém pudesse dizer mais alguma coisa, Natasha irrompeu a porta do apartamento, seus olhos pareciam dois pires.
— Vocês estão ai! — ela parecia entre assustada e aliviada. — Precisamos ir.
— Aconteceu alguma coisa? — Lynna levantou-se rapidamente, secando as lágrimas.
— Sou eu quem deveria perguntar. — a ruiva menor arqueou a sobrancelha para a cena. — Aconteceu alguma coisa?
— Longa história. — Steve respondeu por ela. — Agora nos conte o que veio fazer aqui.
— A Hydra está infiltrada na SHIELD, Fury conseguiu identificar alguns agentes duplos e prendeu o Secretário de Defesa no Triskelion, ele me disse para buscá-los para uma base segura. — ela suspirou alto. — Eu soube que ele sofreu uma tentativa de assassinato, mas conseguiu evitá-la. De última hora, o Soldado não finalizou a missão.
Lynna arregalou os olhos.
— Por que ele não está mirando em Fury. — ela disse em pânico. — Ele vem atrás de mim!
— Você não disse que Pierce era o seu comandante? — Steve questionou-a. — Ele está preso agora.
A ruiva negou.
— Pierce é apenas o atual comandante. — respondeu, ainda mais aterrorizada. — Pelo que eu consigo me lembrar, a Hydra possui várias células, assim ela consegue manter-se em movimento. Corte uma cabeça, duas nascerão no lugar. — ela encarou os dois. — Algum outro comandante deve ter chegado até ele. Eu não lembro como isso funciona, mas se a Hydra me quer de volta, eles irão fazer o possível.
— Precisamos sair. — Natasha disse apressadamente, arrastando Lynna pelo braço, enquanto Steve as seguia com o escudo em punho, trancando o apartamento. — Estamos vulneráveis aqui.
Como um passe de mágica, assim que Romanoff terminou de falar, o vidro da parede à frente deles estourou, dando a visão do Soldado Invernal em pessoa, que estava do outro lado do prédio, ele tinha uma arma apontada para eles, mas sua mira não estava em Lynna.
— Merda. — ela chiou.
— Fiquem atrás de mim. — Steve disse, segurando a ruiva pelo braço. — Assim que eu mandar, corram para o elevador.
— Mas... — ela tentou argumentar.
— Corra! — ele disse duramente. — É uma ordem.
Ela engoliu em seco.
— Lembre-se, ele não é a mesma pessoa que você conheceu. — Lynna murmurou rapidamente.
Steve não deu qualquer sinal de que havia escutado-a.
Assim que ele se moveu para frente, gritou para que elas corressem, para depois serem recebidos pela saraivada de balas de seu parceiro, fazendo-a encolher-se de medo, tremendo dos pés à cabeça.
Rapidamente, Natasha segurou a porta do elevador, puxando o loiro, para depois ela apertar o botão do térreo.
— Você está ferido! — a voz de Lynna saiu estrangulada, vendo uma bala alojada no bíceps dele. Ela não se importava que estivesse chorando em frente aos dois heróis.
O loiro a puxou para um abraço urgente, enquanto ela soluçava copiosamente.
— A culpa é minha. A culpa é toda minha! — a garota voltou a falar. — Eu deveria ter contado sobre ele antes. Eu deveria...
— Shii. — ele murmurou, acariciando suas costas. — Fique calma, vamos tirá-la daqui.
A garota não viu nada quando chegaram ao térreo, apenas escutou as balas.
Apesar de estar baleado, o loiro a carregava nos braços, enquanto seus sentidos a mandando ir se ferrar. Lynna desmaiou sentindo o perfume amadeirado que o Sentinela da Liberdade usava.
*
— Lynna? — ela ouviu uma voz distante semelhante à de Natasha. — Ela está acordando!
Lentamente, a ruiva abriu os olhos castanho-escuros, focando na outra ruiva, que parecia extremamente preocupada com a mesma.
— Nat? — sua voz saiu embolada. — Onde estou?
Romanoff deu um suspiro de alivio.
— Você está na base Central da SHIELD. — ela respondeu. — Não se preocupe, você está segura aqui.
Quantas vezes ela já ouviu isso e tinha dado merda?
— Bucky...? — ela murmurou.
— Steve e Tony estão rastreando possíveis rotas que ele deva ter tomado. — a Viúva Negra respondeu. — Ele fugiu assim que o Homem de Ferro apareceu. Eu tenho que dizer que Stark sabe mesmo fazer um estardalhaço.
A ruiva mais velha sorriu, hesitantemente.
— E quanto aos agentes da Hydra? — ela voltou a murmurar. — O que fizeram com eles?
— Todas as bases tiveram que fazer seus agentes passarem pelo detector de mentiras de Fury. — Natasha respondeu. — Eles já foram identificados e mandados à prisão da SHIELD. Graças ao seu reconhecimento, eles conseguiram evitar que o projeto insight fosse ativado. — ela sorriu. — Parabéns, Angianova, você é uma heroína!
A ruiva chiou em descaso, lutando para se sentar.
— Há quanto tempo eu estou desacordada? — franziu o cenho.
— Mais ou menos dois dias. — Romanoff deu de ombros. — Os médicos acharam melhor te sedarem, já que você ameaçou expelir seus gases para cima deles. O choque de rever o seu parceiro lhe deu um forte ataque de pânico.
— Não foi o fato de revê-lo. — Lynna disparou. — Eu tive medo de voltar para Hydra. Ele não pode me machucar. Nem eu posso machucá-lo. Código de parceiros.
A Viúva ficou em silencio por um tempo, então alguém bateu na porta de vidro da enfermaria.
— Eles chegaram. — um rapaz negro disse para Natasha. — Fury quer te ver. Eu faço companhia para a senhorita Angianova.
Natasha assentiu.
— Obrigada, Sam. — Lynna pensou em argumentar para Natasha levá-la, parando ao receber um olhar duro da mais nova. — Você fica. Wilson vai cuidar de você. Ele é da nossa confiança. Agora que está acordada, precisa se recuperar.
Lynna bufou.
Se recuperar de quê, se ela já estava ótima?!
*
Passar à tarde com Sam não foi tão desagradável como ela havia imaginado. Eles se deram bem, apesar de tudo.
O Falcão – como ele se apresentou – era o amigo de corridas de Steve e também do VA, fortalecendo ainda mais a sua teoria de que ele tinha residência em D.C. desde antes de ela pedir abrigo na Torre. No momento em que eles precisaram, o loiro ligou para Sam, para que ele pudesse ajudá-lo a escoltá-la em segurança até a Central.
Eles conversaram sobre vários assuntos, desviando do principal: seu parceiro.
Lynna estava se coçando para saber o que estava sendo discutido que ela não podia ouvir.
Logo após Sam dizê-la que já passavam das quatro da tarde, uma agente com um sorriso gentil e aparência inocente, cujo nome ela suspeitava que ser Simmons, apareceu, dizendo-lhe que ela deveria dosar um sedativo em suas veias outra vez, para ajudá-la no processo de cura.
Antes de cair no sono forçado, Lynna se perguntou veementemente o que havia acontecido verdadeiramente com ela.
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