The Captain and The Petal.
46 Forty-fourth Chapter. - Two sides, two truths, one battle.
Notas iniciais

Dois lados, duas verdades, uma batalha.
— Com qual Bucky eu estou falando? — Steven perguntou um tanto quanto rígido, cruzando os braços assim que ele adentrou a sala.
Lynna correu até onde o moreno estava, se ajoelhando em seus pés. Ele a encarou, para depois olhar para frente, onde o outro provavelmente estaria. Ela tocou a mão em sua testa, limpando o suor dela.
— O nome de sua mãe era Sarah. — ele respondeu, enrugando a testa, forçando-se a se lembrar. — Você costumava colocar jornais nos sapatos.
— Não se pode ler isso num museu. — o loiro disse, de maneira mais suave.
— Só por causa disso, nós devemos baixar a guarda? — ela ouviu Sam perguntar.
Lynna encarou o amigo.
— Foi você quem jogou a bomba? — perguntou numa voz suave doce, ele não precisava de mais estresse. — Alguém te induziu a fazê-lo? Alguém da Hydra até você?
Ele a encarou. Havia tristeza em seu olhar.
— Não fui eu. — ele disse com firmeza. Ela acreditou. Ele não estaria com a guarda tão baixa se realmente não estivesse falando a verdade. Ele tinha a mesma postura de quando eles conversavam na escuridão de suas celas. — Eu fugi deles, Lya. Eu estava limpo. Eu... não fiz nada. Estava comprando ameixas quando eu vi alguém me encarando estaticamente. Então vi o jornal. Eu juro que não fui eu.
Ela sorriu, embalando seu rosto com carinho, esfregando seus polegares nos ossos maçãs dele.
— Eu acredito em você. — mordeu o lábio. — Quero que você saiba que eu não tive escolha quando te prendi. Eles iriam atirar em você. Tinham ordens para isso...
Ele sorriu, interrompendo-a.
— Eu acredito em você, boneca. — olhou para frente outra vez. — O que eu fiz? — perguntou, reparando em seu braço imobilizado.
Rogers pigarreou.
— O suficiente. — respondeu-lhe de maneira dura.
Ainda bem que ele não mencionou que o Soldado havia jogado-a para longe e que graças a isso, um ferro havia entrado dentro de si. Lynna seria capaz de dar uns bons tapas no loiro se ele tivesse feito uma merda dessa.
Ele fechou os olhos com força.
— Eu sabia que isso poderia acontecer. — murmurou, cabisbaixo. — Tudo o que a Hydra colocou dentro de mim ainda está aqui. Tudo o que ele tinha que fazer era dizer as malditas palavras.
O livro vermelho que o médico de araque tinha em mãos possuía um código de nove palavras russas, que juntas, tinham o poder de ativar o Soldado Invernal. Porque a Hydra não podia reiniciá-lo na máquina todo sempre. Isso desgasta o cérebro dele e o faz morrer cada vez mais lentamente. Eles não queriam perder a sua melhor arma, e isso ela aprendeu desde criancinha.
Aquela era de longe a pior arma que tinham contra Bucky.
— Quem era ele? — o loiro voltou a falar.
— Eu não sei. — Bucky respondeu transtornado, procurando auxílio ao encará-la.
Lynna sorriu para ele. Sua mão esquerda desceu para apertar a mão de carne dele.
— Pessoas morreram. A bomba, o vazamento. O doutor fez tudo isso, tudo para ter dez minutos com você, eu preciso que você me dê mais do que “eu não sei”. — Rogers disse de maneira dura. Pela articulação dele, o mesmo estava avançando um pouco para eles, mas parou com o grunhido que ela deu.
— Cadê a sua gentileza, Rogers?! — ralhou. — Pressioná-lo não vai lhe levar a lugar nenhum. Você não vai ter as respostas que quer deste jeito. Ele é seu amigo, tenha um pouco de empatia.
Ele encarou-a com as orelhas avermelhadas e murmurou um “sinto muito”, fazendo o moreno assentir.
Ela ainda o encarava com raiva.
Foda-se.
— Ele queria saber sobre a Sibéria. — depois de um tempo, Bucky respondeu, um pouco encabulado. — Onde nós éramos mantidos. — ela o encarou, surpresa. Havia algo a mais sobre a Sibéria que ela não sabia, além dos tanques de tenebrys sakura, das máquinas de choque, e das selas frias? Bem, deveria haver, não é? Ela sempre ficara escondida e não sabia de muita coisa que rolava ali além do que os agentes mais desavisados conversavam. — Ele queria saber exatamente aonde.
— E porque exatamente ele queria isso? — o loiro pressionou, fazendo Lynna arquear a sobrancelha para ele outra vez, fazendo-o retroceder.
— Por que eu não sou o único Soldado Invernal. — Bucky respondeu.
A ruiva ofegou, sentando-se em seus flancos, surpresa.
— Você sabia disso? — Rogers a questionou.
— Claramente não, não é mesmo? Eu não estaria chocada se eu soubesse, eu não sou tão boa atriz como você. — rebateu sarcasticamente, fazendo-o franzir o cenho e seus olhos ficarem tristes. F O D A tracinho S E. — Eu era mantida numa cela a maior parte do tempo. Eles não permitiam que eu saísse de meus aposentos, no laboratório menor, acho que já devo ter mencionado isso.
Hanna revirou os olhos para o comportamento dela.
— Quem são esses Soldados Invernais? — Rogers perguntou. Sua voz saiu um pouco enrijecida, mas ela não poderia dizer, estava mais uma vez de costas para ele.
— Eram os assassinos de elite deles. — Bucky respondeu, fazendo-a tremer. — Mais mortes do que qualquer um na história da Hydra. E isso foi antes do soro.
— Eles eram iguais a você? — Sam perguntou cautelosamente, meio que testando o terreno.
— Pior. — o moreno de olhos azuis respondeu.
— O doutor... pode controlá-los? — o loiro voltou a falar, com a voz mais suave agora.
— O suficiente. — Bucky respondeu.
— Ele disse que queria ver um império cair. — ela murmurou.
— Ele conseguirá com esses caras. — seu amigo disse num suspiro. — Eles podem falar mais de trinta línguas, podem se esconder assustadoramente bem, se infiltrar, assassinar, desestabilizar... Eles podem dominar um país inteiro em uma noite, e você não saberia dizer o que aconteceu. — ele a encarou com um sorriso, alisando uma mecha frouxa de seu cabelo. — Eles eram instáveis demais para se ter perto de você. Por mais que precisassem de seus poderes, você é frágil demais, preciosa demais para ser morta.
Lynna franziu o cenho.
Se ao menos ele soubesse o quanto ela era forte...
— Gente. — a voz de Carter lhe tirou toda a alegria que ela estava sentindo. Talvez Bucky tivesse percebido isso, já que ele voltou a apertar sua mão. — Estamos sem tempo. Ross deu 36 horas para Stark prender vocês. Precisam se apressar.
Merda.
— Ross sempre vai ser uma dor no rabo. — ela resmungou baixinho. —Precisamos impedir o doutor de soltar os Soldados Invernais.
Levantou-se, indo até a válvula da máquina para liberar o braço de Bucky. Ela não recebeu nenhum protesto.
Ele se levantou e atiçou o braço de metal para ela num movimento rápido, fazendo seu coração praticamente parar quando ele apenas deu-lhe um peteleco suave na ponta do nariz.
— Seu idiota! — ralhou com ele, que riu. — Eu senti sua falta. — ela o abraçou apertado, sentindo seu cheirinho típico. Seus olhos marejaram e ela estremeceu um pouco.
Ela só queria quebrar. Queria chorar nos braços dele fazê-lo dar na cara do loiro, mas sabia que era errado. Sabia que as coisas não funcionavam assim.
Ela estava bem no meio deles e qualquer movimento em falso, tudo ia pro espaço.
E se eu não me importasse? Eu teria Bucky só para mim...
Abanou esses pensamentos para fora de si.
— Eu também, boneca. — sussurrou contra seus cabelos. — Você está bem? — ele finalmente percebeu seus suaves soluços.
Lynna rapidamente enxugou as lágrimas.
— Sim. — respondeu mais rápido do que queria. — Eu só... estou emocionada de te ver, cabeção.
Ele riu, para depois beijar sua testa.
Alguém pigarreou.
— Precisamos ir, se quisermos impedir o doutor a tempo. — Rogers disse um tanto quanto duramente, como se ele estivesse com ciúmes dos dois.
Ela quis arquear a sobrancelha para ele e debochar.
Ciúmes?
Que patético para alguém capaz de trair a pessoa que jurou amar, não é?
Mas ela preferiu ficar quieta.
Bucky caminhou ao seu lado.
— Qual é o plano? — ele perguntou para o amigo, que encarou-o com as mãos no quadril. Ele havia perdido a jaqueta em algum lugar e agora estava se exibindo para a loira dos infa.
Sim, ela era idiota o suficiente para ainda sentir ciúmes.
— Se isso tivesse acontecido antes do Acordo, teríamos todo o time à nossa disposição... — o loiro respondeu. — Mas agora... temos poucas opções.
— Eu estou indo. — Hanna disse rapidamente.
— Não. — ela e Bucky disseram em uníssono.
— Mas é claro que sim! — Han bateu o pé. — Eu não sou uma criança! Eu tenho quase quarenta anos, posso muito bem decidir o que eu faço da minha vida. E eu vou com vocês sim.
— Cacete Hanna, você é mais velha que eu? — Sam perguntou chocado.
Lynna riu.
— Ela está bem conservada pelos vinte anos no gelo, não acha? — brincou, fazendo a pequena mostrar-lhe o dedo do meio.
— Olhe os modos. Temos dois anciões que não gostam desse tipo de comportamento, mocinha. — piscou.
O Falcão tomou fôlego.
— Olha Cap, eu conheço um cara. Acho que posso chamá-lo para nos ajudar. Ele é gente boa. — disse para Rogers, que assentiu.
— Eu também conheço alguém que pode nos ajudar. — ele disse, fazendo-os assentir.
— Eu preciso ir. — Carter se aproximou deles. — Antes, há algo que eu tenho que entregá-los.
Mesmo que a contragosto, Lynna caminhou com o Cap até o porta-malas do carro da loira, onde todos os trajes deles estavam guardados, até mesmo o traje de Soldado Invernal de Bucky.
Essa mulher só pode trabalhar para a Hydra para conseguir uma coisa dessas.
Mesmo de longe, ela conseguiu ouvir a conversa que Bucky tinha com Hanna.
— Hey, é bom ver você viva, tampinha. — ele disse carinhosamente, apertando Han de lado.
Ela riu.
— Você também, gigante. — disse.
— Você sabe me dizer o que está acontecendo entre Stevie e Lya? Eu pensei que eles fossem amigos. Da última vez que eu a vi, ela estava soltando só elogios para ele — nem foi assim —, e agora eles estão prestes a se matar... bem ela está prestes a matar ele... — ela travou o maxilar, pegando as coisas do carro de Carter e ajudando Rogers a carregar a bagagem para o porta-malas do fusca, uma vez que Sam estava calibrando o motor do veículo.
— É sempre uma incógnita. — ouviu a morena responder. — Eles sempre brigam, brigam, mas daqui a pouco fazem as pazes, você vai ver.
Não é bem assim.
Barnes assentiu.
— É que pela linguagem corporal deles... parece que eles estão envolvidos em alguma coisa maior, sabe? Eles são os meus melhores amigos eu não quero que eles briguem por minha culpa...
Hanna fez um gesto de descaso.
— Eles não estão brigando pela sua preferência, Barnes! O caso deles é de lençóis.
Lynna depositou a armadura de Sam com força dentro do porta-malas, fulminando Hanna com os olhos. Ela ia dizer para os dois pararem de futricar sobre a vida dela, quando James Buchanan Barnes soltou a pérola.
— E o que isso significa? — por mais que ele ficasse fofo com o cenho franzido, a ruiva queria que ele engolisse as palavras de volta antes que Hanna tivesse tempo de processá-las.
Impossível voltar atrás agora.
— Eles estão fazendo fondue, ora bolas! — ela respondeu como se falasse do tempo.
— HANNA LEE NURI! — ela e Rogers gritaram em uníssono, repreendendo a amiga.
Hanna sequer ficou envergonhada com isso.
— O quê? — Bucky perguntou, chocado.
Se isso fosse em outras circunstâncias, ela teria corado dos pés à cabeça, mas agora, se ela estivesse vermelha, pode crer que era de raiva.
— Você não lê jornal não, Barnes? — Han arqueou a sobrancelha. — Está em tudo quanto é lugar hoje em dia...
— Já chega! — Lynna disparou. — Hanna Nuri, entre nesse carro. AGORA! — apontou para o fusca.
— Mas... — a morena tentou argumentar, mas engoliu em seco ao ver o seu olhar frio.
— AGORA! — rosnou. — E você também Barnes. — Bucky abriu a boca para falar, mas também calou-se com o seu olhar. — Não me faça enfiá-los ali dentro. Façam o que eu estou mandando!
Sam, que estava do outro lado, voltou com os olhos arregalados, provavelmente com medo dela.
Uma vez que o processo de descarregar o carro da loira dos infa havia terminado, ela quase arrancou os dedos de Rogers ao fechar o porta-malas do fusca, caminhando com ódio nos ossos para sentar-se no colo de Bucky, aconchegando-se da melhor forma possível.
Ignorando o olhar magoado e ciumento que Steve havia dado para aquela situação.
— Sabe... — o moreno começou em russo. — Se eu tivesse calculado, nunca teria dado tão certo.
Lyanna rosnou para ele.
— Fique quieto Barnes. Com a raiva que eu tenho agora, eu sou capaz de castrar você sem anestesia.
Ele arqueou a sobrancelha.
— Com que faca?
Ela agitou sua mão, fazendo com que a chama vermelho sangue a consumisse, logo uma adaga de metal reluzia brilhantemente diante de si. Os olhos de seu amigo se arregalaram.
— Você tem novos poderes? Que porra é essa? — provavelmente ele deve ter esquecido de que eles estavam conversando em russo agora, não é?
— Na verdade, eu descobri sobre a minha verdadeira linhagem de sangue. — seus ombros relaxaram um pouco mais. — Minha mãe casou-se com um deus nórdico e me teve. — sorriu para ele.
— Acho que bateram forte demais na sua cabeça. — ele fez uma careta, esticando a mão para tocar sua testa. Ela deu um cascudo nele. — Ai, sua hostil! Eu estou preocupado com a sua saúde mental, e é assim que me trata?!
Hanna riu baixinho.
— Ela esta mesmo falando a verdade. — Lynna arqueou a sobrancelha para ele, forçando-o a desmenti-la. — Eu chutei a bunda do primo dela. Sabe Thor? O deus do trovão? Ele apanhou de mim.
Ela gosta de aumentar as coisas.
Bucky arregalou os olhos.
— Vocês duas não tem um pingo de juízo, pelo que eu estou vendo! — disse abismado. — Sinceramente. — soltou um suspiro. — Fico feliz por sua descoberta, Lya.
— Ah! E eu também sou uma princesa! Meu pai é dono de um planeta, ou coisa parecida. Thor chama o lugar de reino... mas o Doutor Selvig me disse que era um planeta, então eu acredito mais nele. — tagarelou. — Sabia que meu primo conviveu comigo por quase dois aos e não percebeu quem eu era, sendo que eu era a única Lyanna Angianova que ele conhecia na vida?!
O moreno riu.
— Vai ver ele não queria ter seu nome envolvido com uma maníaca... AI, sua hostil! — ele resmungou esfregando o braço de carne escondido por baixo da blusa vermelha de manga que ele estava usando, por causa do beliscão que ela havia lhe dado.
— Hoje você está pedindo para apanhar, Barnes. E eu estou louquinha para bater em alguém, então não me amole. — estreitou os olhos.
— Você bate nele? — perguntou-lhe divertidamente em russo.
— Com o chicote? Certeza. — Hanna atiçou.
A ruiva arregalou os olhos.
— Hanna! — resmungou. — Você também?
A morena deu de ombros, enquanto Bucky começou a rir um pouco alto.
— Eu juro que não quero essa imagem em minha mente! — sussurrou. — Espero que isso nunca aconteça na minha frente e...
Ela o cortou.
— Não se preocupe com isso acontecendo num futuro próximo. Nós terminamos. — sua voz saiu mais triste do que ela desejava.
Finalmente Rogers parou de ter uma DR com a amante dele diante de seus olhos e entrou no carro, interrompendo de vez a conversa. Sam entrou logo em seguida, acabando de espremer ela contra o peito de Bucky, que resmungou um pouco.
— Droga, Lyanna! Você é muito pesada! — ele rangeu os dentes.
— Comi uma barrinha de proteína antes vir. Excesso de gostosura pesa. — ela respondeu da maneira mais inocente possível. — Samuel, meu anjo... você poderia colocar seu assento mais para frente? Você está com bastante espaço para as suas perninhas e eu estou espremida contra uma muralha!
— Não. — Sam disse insolentemente, mas se arrependeu do olhar que ele recebeu. — Sabe... você não pode vencer todo mundo com esse olhar de psicopata! É injusto.
Ela resmungou algo como morda a minha bunda e cruzou os braços para ele.
— Claro que eu posso! Eu tenho licença poética! — disse petulantemente.
O Falcão fez um gesto de descaso e o loiro deu partida no carro.
*
A atmosfera dentro daquele fusca era tão pesada, que dava para ser cortada com uma faca. Quando eles finalmente chegaram ao estacionamento do aeroporto, ela FINALMENTE pôde esticar suas pernas, que estavam para lá de dormentes pelo fato dela ter passado todo o trajeto com seu corpo espremido entre Bucky e a cadeira de Sam.
Hanna era menor e cabia em todos os espaços. Ela era sortuda por isso.
Uma van branca estava estacionada próxima a vaga onde eles estacionaram. As portas do motorista e do carona se abriram, revelando Clint e Wanda. Ela abriu um sorriso para os amigos.
— Wan! — disse, correndo para abraçar sua amiga, que apertou-a contra si. — Eu sinto muito por você e Pietro terem ficado presos no Complexo. Eu juro que tentei fazer Tony mudar de ideia, mas...
— Não foi sua culpa, Lynna. — a voz de Pietro saiu de dentro da van, então sua cabeça apareceu. — Nós sabemos o quanto Tony pode ser irredutível. Está tudo bem, de verdade.
— Bem, ele tirou as palavras da minha boca. — Wanda deu de ombros.
Ela sorriu para eles.
— Ok então. — disse.
Houve alguma comoção, então Pietro disparou em linha reta, apertando Sam em seus braços, logo sendo retribuído. Como ela havia instruído o amigo, o Falcão segurou o sokoviano ternamente e o beijou, sem se importar com as consequências.
Ela, Wanda e Hanna tinham sorrisos idiotas na cara. Mas o que mais lhe surpreendeu, foi que os garotos também tinham.
Ah o amor!
Era lindo quando não acontecia com ela.
Seus olhos encontraram o do loiro e ela viu dor espelhada neles.
Dor da perda, não é? Devia ter pensado antes.
Ela ergueu a cabeça e ignorou-o.
Clint se aproximou dela.
— Oi, sumida. — disse divertidamente colocando as mãos para trás das costas, balançando suas sobrancelhas.
Ela sorriu.
— Eu acho que sou obrigada a rebobinar a fita, porque você é o sumido aqui. — agora foi sua vez de balançar as sobrancelhas. — É bom te ver.
Rogers se aproximou dele.
— Você sabe que eu o teria chamado se não fosse mesmo importante. — ele disse.
— Que isso Cap, você está me fazendo um favor. — Clint deu de ombros.
— E quanto ao outro recruta? — o loiro perguntou.
— Está quase pronto. Tive que colocar muita cafeína nele. — o outro loiro abriu a porta deslizante da van, dando-lhes a visão de um homem de cabelos castanho-escuros que dormia, até que a guinada forte o acordou. — Acho que ele vai ficar bem.
— Hey, que fuso-horário é esse? — o homem de olhos azuis perguntou. Lynna o conhecia de algum lugar... seus olhos focaram em Rogers. — Capitão América! — aproximou-se dele. — Cara, é o Capitão América! — ele estendeu mão para apertar a do loiro, que retribuiu o gesto.
— Senhor Lang. — ele disse.
— É uma honra. — o agora nomeado senhor Lang disse. — Estou balançando sua mão por tempo demais. — o loiro assentiu. — Uau! Isso é incrível! — os olhos dele fora para todos ali no estacionamento. — Ah, eu conheço você também, você é ótima! — disse para ela, que franziu um pouco o cenho, mas sorriu amigavelmente. Do nada, o cara aperta os bíceps de Rogers. — Jeez. — ele disse. — Ah, olha, eu sei que você conhece um monte de superpessoas, então... obrigado por pensar em mim. — bem, empolgado com a causa era algo que você poderia dizer dele. — Hey cara! — disse para Sam, que tinha o braço direito em volta do pescoço de Pietro, que era um pouco mais baixo que ele.
— Fala, Zé Pequeno. — ah, eu sabia que conhecia esse cara de algum lugar!
— Zé pequeno? — fez a pergunta dirigindo-se a Lang. — Você não seria o Homem Formiga, seria?
A face de Lang se iluminou.
— Você me conhece? — perguntou-lhe, arregalando os olhos quando ela assentiu, sorrindo. — Cara, a vingadora mais incrível me conhece! — suas bochechas pinicaram por conta do elogio. — Então, voltando ao assunto... — ele dirigiu-se a Sam. — O que aconteceu da ultima vez...
A ruiva quis tanto rir.
Ela viu a briga que os dois tiveram nos jardins do Complexo e como Sam fora derrotado por Lang, que crescia e encolhia, dando uma surra no Falcão. O que ela sabe é que ele roubou alguma coisa de lá de dentro, mas não sabia exatamente o que tinha sido.
— Foi uma boa performance, mas nunca acontecerá outra vez. — o moreno o interrompeu. — E você, tire esse sorriso cínico da cara. Eu sei de alguns podres seus que você não quer que eu comece a citá-los. — terminou estreitando os olhos para ela, que simplesmente arqueou a sobrancelha.
— Você não teria coragem, Samuel. — piscou.
— Eles te disseram no que está se metendo? — Rogers voltou a falar, perguntando para Lang.
— Algo sobre alguns assassinos psicóticos? — ele disparou.
— Estamos fora da lei agora. — o loiro lembrou. — Então, se você vier conosco, você será um homem procurado.
Ele deu de ombros.
— Bem, não há nada de novo para mim. — disse-lhe em resposta.
— Nós devemos ir. — Bucky se pronunciou.
— Temos um helicóptero a nossa espera. — Clint disse.
Um barulho se deu nos autofalantes.
— Eles estão evacuando o aeroporto. — o moreno de olhos azuis disse antes que ela pudesse traduzir.
— Stark. — ela sussurrou.
— Stark? — Lang perguntou, surpreso.
— Vistam-se. — Rogers disse, ignorando sua pergunta.
*
Uma vez devidamente vestidos, cada um tomou o seu posto, de acordo com as ordens do loiro irritante. Ela estava com Hanna e Pietro, Bucky com Sam – o que daria em merda, já que eles meio que se odeiam. Há uma mágoazinha antiga entre os dois por conta dos assuntos mal resolvidos na queda do Triskelion –, Wanda com Clint e Lang bem atrás do loiro.
Ela ajustou o fone em seu ouvido e se agachou em posição de luta.
De onde estava, viu Rogers caminhar até o helicóptero que Clint havia dito, mas este foi eletrocutado pelo Homem de Ferro.
— Nossa, é tão estranho como esbarramos nas pessoas em aeroportos, não é? — Tony perguntou para Rhodes quando ele pousou.
— Muito estranho. — o amigo respondeu-o.
Ao seu lado, a versão alienígena de Hanna revirou os olhos.
— Homens são tão idiotas. — resmungou.
— Ei, espero que a senhorita não esteja generalizando. — Pietro murmurou para ela, que sorriu.
— Não estou. Você é limpeza. — piscou para ele. — E é o meu neném.
Lynna negou com a cabeça para os dois e tocou ao lado da orelha duas vezes, pedindo o foco deles, como fazia com as suas alunas.
Será que algum dia ela iria voltar a vê-las?
Seu coração apertou, mas agora não era a hora de amarelar.
— Ouça-me Tony, aquele doutor, o psiquiatra, ele está por trás de tudo isso. — Rogers falou para ele.
— Cadê Visão? — Hanna perguntou, observando a área. — Temos que tomar cuidado com aquele carinha. Ele é mais forte do que todo mundo pensa.
— Acho que consigo lidar com ele, só precisamos eliminar as possíveis ameaças. — Lynna murmurou. — Nenhum de vocês conseguem lidar com Nat, conseguem?
— Ela é minha. — ouviu Clint falar.
— Sei. — a outra ruiva resmungou. — Um doce se vocês conseguirem lutar um contra o outro numa boa.
— Você coloca tão pouca fé em mim, ruivinha. — ele disse fingidamente ofendido.
Ela riu baixinho.
— De qualquer forma... — Tony recomeçou a falar. De onde ela estava, dava apenas para ver o seu reflexo vermelho e dourado. — Ross me deu 36 horas para levá-los comigo. Isso foi há 24 horas atrás. Pode ajudar um irmão?
— Vocês estão atrás do cara errado. — Rogers insistiu.
— Seu julgamento é tão torto. — o outro ironizou. — Seu antigo parceiro de guerra matou pessoas inocentes ontem.
Hanna tentou segurar em sua mão, mas ela teve que fazer aquilo. Lynna não aguentaria ouvir Bucky ser julgado tão injustamente por algo que ele claramente não havia feito. Isso nunca.
— Não, ele não fez. — ela disse entre dentes, pousando ao lado do Capitão, com a sobrancelha arqueada para seu ainda considerado amigo. — Mas há uma ameaça real. Há mais cinco supersoldados, talvez mais perigosos que ele à disposição do doutor. Temos que para-lo antes que uma desgraça real aconteça. — tomou um suspiro. — Não é mais sobre quem vai ficar sob a custodia de quem, Tony. É sobre salvar o mundo da ameaça da Hydra que ainda paira sob as nossas cabeças. Era disso que Rogers estava falando quando disse “e se precisássemos estar em um lugar e eles não nos permitissem” alguém usou a imagem de Bucky para disseminar o caos, e esse mesmo alguém planeja ver um império caindo, com a ajuda de mais cinco agentes do programa Soldado Invernal. Você pode entender a gravidade disso?
Cruzou os braços.
— Gente... — Natasha apareceu ao lado de Tony. — Vocês dois sabem o que está prestes a acontecer, não sabem? Vocês realmente querem sair socando seu caminho para fora disso?
Eles encararam a Viúva em silêncio, ambos com o queixo erguido.
— Ok. — Tony disse. — Eu perdi a paciência. — ele fez uma concha com as mãos ao redor da boca. — Pirralho!
Do nada, uma espécie de teia de aranha capturou o escudo de Rogers, então uma criatura vestida de vermelho e azul pousou em cima do veículo que carregava bagagens para dentro dos aviões. Ele atou as mãos do loiro.
— Você definitivamente perdeu o juízo, Anthony Stark! — Lynna disse, abismada. — Trouxe uma criança para uma luta?! Se algo ruim acontecer a ele, quais são as consequências para você?
— Olha, não vamos falar de consequências, quando vocês mesmo trouxeram os gêmeos de um lugar que eles não queriam sair! — ele tentou argumentar.
Ela arregalou os olhos.
— Eles estavam em cárcere! — ela praticamente gritou, não acreditando no que o moreno havia acabado de dizer.
— Foi para a proteção deles! — gritou de volta.
Ela soltou um palavrão em russo.
— Suas definições de proteção precisam ser urgentemente atualizadas. — resmungou.
— Bom trabalho, garoto. — ele a ignorou para elogiar o menino fantasiado de aranha.
— Obrigado. — o rapazinho disse entusiasmadamente. — Bem, eu poderia ter pousado melhor, sabe? É apenas o traje novo. Espera! — ele freou rapidamente. — Não é nada, senhor Stark, está perfeito, obrigado...
Ela encarou o moreno com uma careta severa.
Que homem louco! Ele era um menino! Ele ia se machucar no meio de tantos mutantes e superpessoas!
— Yeah, nós não precisamos começar esta conversa. — Stark cortou o garoto.
— Ok. — ele ficou um pouquinho menos afobado. — Cap, Capitão, sou seu grande fã. Sou o Homem Aranha. — ele olhou para ela, estreitando medonhamente os olhos brancos com um contorno preto de seu traje. Lynna já havia mencionado que odiava aranhas? — E a senhorita também, senhorita Angianova. A senhorita é incrível.
Ela sorriu hesitantemente.
— Obrigada? — arqueou a sobrancelha.
— Yeah, nós conversaremos sobre isso depois. — Tony interrompeu a tietagem dele. O menino soltou um “E ae galera”. — Apenas... foi um bom trabalho.
— Você esteve ocupado. — Rogers alfinetou-o.
— E você tem sido um completo idiota. — o moreno disse num resmungo. — Tirando Clint da aposentadoria... trazendo ainda mais problemas para Angianova...
— Eu pensei que Angianova fosse adulta o suficiente para fazer suas próprias escolhas. — Lynna disse num resmungo, falando de si mesma na terceira pessoa, fazendo Tony encará-la. — Eu tenho cinquenta e seis anos Anthony, eu sei o que estou fazendo da minha vida.
— Você sabe que não vai escapar daqui, não é? — ele perguntou cautelosamente. Havia uma onda de dor em seu olhar quando ele disse isso. — Ross quer sua cabeça.
Ela arqueou a sobrancelha.
— Acho que não é uma novidade para mim. — disse sarcasticamente.
Stark respirou profundamente, tentando se controlar.
— O que eu quero dizer é que eu estou tentando mantê-los... — ele tomou outro suspiro forte. — Estou tentando estou tentando impedi-los de destruir os Vingadores.
— Você fez isso quando assinou. — o Capitão disse de maneira sarcasticamente tranquila.
— Ok, vamos pôr um fim nisso. — o moreno rebateu. — Vocês vão nos entregar Barnes, vocês virão conosco agora, porque somos nós. Senão um esquadrão de soldados que não têm nenhum problema em ser hostis virá.
— Nós encontramos. — Sam disse através do com. — O quinjet deles está no hangar cinco, na pista norte.
Segundo o planejado, Rogers levantou os braços, alinhando as mãos amarradas para a mira de Clint. A flecha dele rasgou as teias, e esse movimento bastou para Tony voltar a colocar a sua viseira.
— Ok, Lang. — o loiro sussurrou para o Homem Formiga, que a esta hora estava posicionado em cima do escudo dele.
— Galera... — o Garoto Aranha disse. — Tem algo na minha...
Ele não teve tempo de terminar, Scott ficou grande outra vez, capturando o escudo de Rogers de volta.
— Aqui Capitão, isso pertence a você. — entregou-lhe o frisbee gigante.
— Ah, que ótimo. — Tony resmungou. — Há dois deles no estacionamento. — ele disse. — Um deles é Wanda, eu vou pegá-la. — então ele começou a voar. — Rhodey, você pega o Cap?
Rhodes também levantou voo.
— Há dois no terminal, Wilson e Barnes. — ele disse para o amigo.
— Barnes é meu. — o Pantera Negra disse, correndo na direção em que o Máquina de Combate indicou.
Nem. Fodendo.
Ao mesmo tempo que Rogers, Lynna lançou seus poderes para para-lo, fazendo-o encará-la.
— De realeza para realeza, vossa alteza. — ela sussurrou. — Barnes pertence a mim. Não vou deixar que o pegue.
Alguém chutou suas costelas, lançando-a para longe. Era Natasha.
A ruiva mais alta arqueou a sobrancelha.
— Eu disse que iria deixá-la escapar, não que não iria bater em você por isso. — arqueou a sobrancelha também. — Há uma diferença.
Lynna riu sarcasticamente.
— Bem, você não faz muito sentido. — disse-lhe. — Nat, você sabe o que vai acontecer se nós não formos até lá. Coisas muito ruins estão por vir, acredite em mim.
Ela pareceu refletir por um tempo, então armou-se com suas barras.
— Isso é sério? — a mais alta tomou impulso e utilizou seus poderes para voar. — Vai lutar com dois gravetos contra alguém que pode literalmente voar?
Natasha revirou os olhos.
— Eu não quero lutar com você, idiota. — e foi naquele momento que ela soube. Nat, de sua forma distorcida, estava do lado dela. — Mas eu serei obrigada, porque é necessário. — tradução: vai fazer a sua parte, eu te cubro.
Para manter as aparências, ela envolveu a Viúva com seus poderes, lançando-a para longe. Pietro passou perto de si como um raio, envolvendo seu braço direito, ajudando-a a montar em suas costas, para que ela pudesse chegar até o ponto onde o Gavião e sua gêmea estavam, para continuar com a sua parte na missão.
Eles chegaram até onde Tony mandava bombas para tentar bloquear o caminho de Clint e Wanda. Hanna estava escondida atrás das máquinas, e ela não queria que a pequena se machucasse, assim como os outros, por isso, fez uma espécie de escudo com seus poderes.
— Wanda, eu acho que você feriu os sentimentos do Visão. — o moreno disse, pairando sob eles.
— Você me trancou em meu quarto! — ela disse entre dentes.
— Ok, primeiro, isso é um exagero. — ele argumentou. — Segundo, eu fiz isso para protegê-los.
— Ah, sua noção de proteção é tão distorcida. — Pietro disse sarcasticamente, colocando-a no chão.
— Hey Clint. — ele ignorou a cara que os gêmeos fizeram para ele.
— Hey cara. — o outro loiro respondeu, preparando seu tiro.
— Dá para ver que a aposentadoria não te fez bem. — o moreno comentou. — Cansado de jogar golfe?
— Acertei dezoito nas dezoito jogadas. — Clint deu de ombros. — Errar é impossível para mim. — então ele atirou a flecha no alvo atrás de Tony, que a explodiu com a palma de sua luva.
— Bem, sempre há uma primeira vez para tudo. — disse sarcasticamente.
— Tem certeza? — o loiro arqueou a sobrancelha.
Wanda começou a jogar os carros do estacionamento contra o Homem de Ferro, que não teve tempo para se proteger de seu ataque. Pietro assentiu para ela e imediatamente, Lynna tomou um impulso e fez uma fissura no chão, enchendo-a com seu gás róseo, para depois Hanna incendiar tudo com suas belas chamas lilases.
Houve uma grande explosão, fazendo com que o chão tremesse e Han se desconcentrasse.
— Firme, estamos quase lá. — a ruiva sussurrou para a amiga, colocando a mão em seu ombro. — Você consegue, garota.
Ela assentiu e logo as chamas consumiram o círculo que ela havia feito.
Tony escapou de debaixo dos carros e atirou-a para longe de Hanna.
— Você está ficando boa nesse negócio de alienígena, Lady Tóxica. — ele disse caminhando até ela. — Já começou até a fazer os seus geoglifos. — ela rangeu os dentes e chutou sua cara. — Ok, isso não é uma coisa legal para uma mocinha fazer.
— Foda-se. — ela disse ao mesmo tempo em que as chamas de Hanna explodiram ainda mais e ela havia gritado em êxtase.
— Olha a língua, queridinha. — ele disse sarcasticamente.
Irritada, a ruiva o jogou para longe, ampliando o perímetro das fissuras no chão, mantendo as chamas altas para manter os Vingadores que eram terrestres longe do hangar, protegendo o quinjet até que todos do seu time estivessem seguros.
— Vamos! — ela ouviu Rogers gritar.
— Vai lá, e impede eles! — Hanna gritou, fazendo-a encará-la. — Eu cuido disso.
Assentindo, Lynna correu, encontrando-se ao lado de Wanda e correndo para a outra direção que os levava ao hangar, próxima a área que Han estava protegendo. Eles precisariam cercar e derrubar todo mundo para conseguirem passar.
Ela tinha um plano meio suicida em mente. Sabia que se externasse agora, os dois centenários iriam tentar impedi-la.
Eles estavam próximos do embate, quando Visão aparece DO NADA e tenta os parar lançando raios da sua gema, fazendo meio que uma linha de restrição, tentando impedi-los de prosseguir.
— Capitão Rogers! — ele disse, voltando à sua maneira formal. — Eu sei que você acredita que o que está fazendo é certo... mas para um bem coletivo, você deve se render agora.
Eles tomaram fôlego.
O outro time estava tão preparado quanto eles.
— O que vamos fazer, Cap? — Sam perguntou.
— Nós lutamos. — ele disse, então olhou para ela pelo canto do olho. — Não deixe que Visão toque na Hanna.
Bem, ele não precisava ordenar nada a respeito, mas ela ficou calada e se limitou a assentir, tomando voo e indo diretamente para o sintozóide, enquanto os outros corriam para lutar entre si.
De todos eles, Visão era de longe o ser mais complexo de se lutar, mas felizmente, o treinamento de aprimoramento de seus poderes fora com ele, então ela teria uma chance melhor de vitória.
— Eu não quero machucá-la, Lynna. — ele disse desviando de seus poderes, mudando a densidade de seu corpo.
Ela arqueou a sobrancelha.
— Bem, você terá que passar por mim se for tocar em Hanna, então, é melhor que aprenda a lutar sem todo o seu cavalheirismo. — disse sarcasticamente, formando uma barra vermelha com sua pérola vermelha inseparável. Ela girou-a em suas mãos, batendo o corpo de Visão para baixo. — Acha que pode encarar?
Ele ia dizer algo, quando alguma coisa enrolou seu corpo.
Isso não seria...?
Ok, foda-se gritar e perder o controle no meio de uma batalha contra seus “inimigos” ser estupidez, haviam teias de aranha enroladas em seu corpo!
A ruiva gritou alto, se debatendo em pânico ao sentir aquele troço viscoso escorregando em seu traje e em sua pele exposta. As imagens dela durante o treinamento da Hydra, das aranhas viúvas negras subindo pelo seu corpo e lhe picando voltaram à tona imediatamente. Seu mundinho ao redor foi tomando a forma da câmara fria em que ela era jogada, e aquilo aterrorizou-a até os ossos.
— Não garoto! — ela ouviu a voz de Tony em algum lugar distante. — Eu te disse para não atirar suas teias nela!
Lynna choramingou quando o metal frio das luvas do Homem de Ferro roçaram sua pele. Ela não queria parecer tão vulnerável à sua frente, mas era isso.
— Hey... — ele voltou a falar, mas não disse muita coisa.
Com sua fúria, a ex-Pétala jogou-o para longe com seus poderes, criando outra barra vermelha para espantar o animal peçonhento para longe, ainda tomando todo o cuidado para não danificá-lo, uma vez que ela tinha a plena certeza de que ele era uma criança, e que não tinha culpa das besteiras desses adultos cabeças duras.
— Precisamos ir. — ela ouviu Bucky dizer, enquanto tentava se livrar de Tony. Ela teve sucesso. — Aquele cara provavelmente está na Sibéria agora.
— Temos que tirar os voadores do jogo. Eu pego visão, vocês vão para o jato. — Rogers comentou.
— Não, não dá mais tempo. — ela aproximou-se deles, que a encararam seriamente. — Vocês vão para o jato, o resto de nós não vai sair daqui. É um fato.
Os dois supersoldados arregalaram os olhos.
— Por mais que eu odeie admitir, Lynna está certa, Capitão. — ouviu Clint sair em seu socorro. — Para ganharmos essa batalha, alguns de nós teremos que perder.
— Essa não é a verdadeira batalha, Steve. — Sam também argumentou.
— Ok, então qual é o plano? — o loiro olhou diretamente para ela, que franziu o cenho e olhou para cima, pescando sua ideia do fundo de sua mente perturbada.
— Precisaremos de uma distração, algo grande. — respondeu-lhe.
— Eu tenho algo mais ou menos grande. — ouviu Scott Lang falar. — Mas eu não posso aguentar isso por muito tempo. Ao meu sinal, corram feito loucos. E se eu me partir ao meio, não voltem por mim.
Ela franziu o cenho, assim como Bucky.
— Ele disse que vai se partir ao meio? — perguntou, confuso.
Bem, ele é um vovozinho meio lento, temos que dar uma trégua.
— Tem certeza sobre isso, Scott? — Rogers perguntou.
— Claro, eu faço isso sempre. — o Homem Formiga respondeu, como se falasse do tempo. — Quer dizer, uma vez, em um laboratório. Então desmaiei.
Ela negou com a cabeça, esperando que seu aliado pelo menos soubesse o que estava se arriscando por.
Buck segurou seu braço.
— Você não pode ficar. — ele sussurrou. — Eu ouvi você dizendo que seria presa de qualquer maneira, e que essas pessoas que estão por trás disso não serão gentis com você. Não posso deixar que se machuque.
Lynna sorriu.
— Eu aprecio seu amor por mim, Buck. — disse-lhe, soltando-se de sua mão. — Mas eu ainda tenho Hanna para proteger, e eu posso lidar com o que vier, sabendo que você está em segurança com o idiota do seu amigo. — ela olhou para Rogers com a sobrancelha arqueada. — Espero que reflita sobre a merda que você fez. Porque tudo o que um dia existiu entre nós está acabado.
Então ela finalmente correu na direção oposta deles, ignorando qualquer coisa que o loiro teria a dizer.
Logo Scott ficou literalmente gigante e passou a impedir Rhodes de voar.
— Mandou bem, Zé Pequeno! — Sam elogiou.
Ela sorriu, aproveitando a deixa para incendiar suas mãos, que logo começaram a produzir chicotes vermelho-sangue, que começaram a serpentear até os integrantes do time de Stark, que foram imobilizados por eles.
— Ok, Lang. — ela disse. — Pode mandá-lo para mim.
Lynna imobilizou o Homem Aranha, T'Challa, Natasha, Tony e agora Rhodes. Visão, sendo o filho da mãe escorregadio que ele era, escapou de suas “cordas” ficando invisível.
Ela sentiu uma tontura ao forçar demais seus poderes, mas agora isso teria que ficar surdo. Ela precisava fazer com que as duas bundas velhas atravessassem até o quinjet.
— Vão! — ela gritou.
Imediatamente Hanna cessou um pouco de suas chamas, permitindo que eles passassem, para depois abrir fogo outra vez.
— Você vai nos odiar por isso, Lady Tóxica. — Tony disse, então ele e Rhodes uniram seus punhos.
Ela tentou imobilizá-los ainda mais, mas não conseguiu. A ferida causada pela barra de ferro se abriu em seu quadril e aquilo a desestabilizou.
Uma onda de perturbação sonora fez seus ouvidos doerem. Ela resistiu, mas eles começaram a sangrar e isso a obrigou a tapá-los, choramingando de dor.
Nat correu até ela, amparando-a em seus braços, enquanto os outros corriam para impedir Rogers e Buckie.
— Vai Tasha, eu vou ficar bem. — ela sussurrou fracamente, quase não ouvindo sua própria voz por causa do zumbido em seus ouvidos. — Vai lá.
A outra ruiva assentiu e colocou-a propriamente no chão, correndo até o hangar.
De onde ela estava, viu Visão lutando com Hanna e Wanda tentando protegê-la.
Lynna utilizou suas forcas para chicotear o sintozóide para longe, mas ele ainda conseguiu quebrar uma estrutura no meio, na tentativa de bloquear o caminho para os dois supersoldados.
Wan segurou a coisa com seus poderes, então Rhodes apontou seu pulso para ela.
Mais uma vez, a ruiva mais velha chicoteou a ameaça, agora levantando-se propriamente, por mais que seus ouvidos zumbissem ainda.
T'Challa avançou para o fogo de Hanna, passando por ele sem sequer pestanejar. A armadura dele só podia ser fodidamente feita de vibranium. Ela criou um escudo em volta da coreana para que ele não tentasse nada com ela, isso o fez encará-la.
De algum lugar, ela ouviu Tony gritar algo como “tirem Lynna da jogada”, então voltou-se para ele.
Com uma mão segurou ele, e com a outra ela envolveu Han com seus poderes. Entendendo a deixa, Sam atirou Asa Vermelha contra a cabeça do bilionário, que gritou de dor e caiu como bosta no chão.
— Golpe baixo, Lady Tóxica. — disse-lhe, ofegante.
Ela arqueou a sobrancelha.
— Acho mesmo que eu jogaria limpo? — questionou-o.
De alguma maldita forma, o Garoto Aranha conseguiu derrubar Scott e as coisas começaram a complicar. Rhodes conseguiu derrubar Wanda também, que derrubou a estrutura e ela ficou sem saber se Rogers e seu irmão conseguiram adentrar o hangar.
Um sorriso torto se apossou de suas feições quando ela finalmente ouviu o barulho dos propulsores do jato, para depois vê-lo levantar voo.
Rhodes, Tony e Sam voaram atrás dele. Este último, para tentar impedir que o Homem de Ferro e o Máquina de Combate conseguisse impedir seus amigos. O Falcão disparou algumas bombas, tentando para-los, então Visão disparou um raio de sua testa, que o moreno habilmente desviou, mas isso atingiu o núcleo de energia de Rhodes, fazendo com que a armadura dele desligasse, consequentente fazendo-o voltar à grama em queda livre.
Os olhos de Lynna se arregalaram e ela correu.
Ela poderia estar morrendo de raiva dele pelo que havia feito, mas eles eram amigos. Em algumas missões, eles eram parceiros. Eles costumavam compartilhar seu estranho amor por sorvete napolitano todos os sábados. Ela não queria que ele morresse. Ela não queria que nenhum de seus amigos se machucasse, ela amava todos eles e era por isso que essa disputa besta doía tanto.
Em um último ato, mesmo que ela esgotasse seus poderes, suas mãos se incendiaram em vermelho e ela literalmente fez um lote de terra levitar, fazendo-o ir ao encontro dele.
O corpo de Rhodes pousou graciosamente no lote, agora ela tinha que ter controle suficiente para colocá-lo no chão da maneira correta, sem danos.
Contudo, quando faltavam cinco ou seis metros para a aterrissagem, a tontura tomou conta de si, o ferimento em sua lateral lhe incapacitou outra vez. O sangue começou a escorrer rapidamente de sua ferida e ela soltou o lote, gritando dolorosamente, caindo sentada, com as mãos na cabeça e com o nariz sangrando pelo esforço.
Wanda saiu dos braços de Visão e correu em seu socorro, assim como Pietro.
De onde estava, ela viu Tony tentar capturar Rhodes, mas o lote bateu de volta no chão com força. Ele aterrissou e imediatamente retirou a viseira do amigo, sussurrando algo para SEXTA-FEIRA.
Sam aterrissou logo em seguida. Ele disse algo para Tony, que o empurrou para longe com sua mão esquerda, fazendo com que o Falcão cambalhotasse, antes de cair com a cara no chão.
O Homem de Ferro olhou diretamente para ela, que tinha Wanda limpando seu nariz, enquanto a mão fria de Pietro examinava sua testa um tanto quanto mais quente do que o normal.
— Espero que perceba a confusão que causou. — disse para ela. — Você está muito encrencada, Lady Tóxica.
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