The Captain and The Petal.

57 Fifty-fifth Chapter. - What jealousy doesn't do...


Notas iniciais
Ois! Eu não quero apanhar por causa desse cap, então só tenho a dizer que a poeira está começando a abaixar. Maaas só estou passando aqui para lembrar que esta fanfic é inspirada no conceito que eu mais odeio, e que mais estou amando escrever, que é o Slow Burn (queima lenta), o que significa que ainda há muito cú doce pela frente, então... não desistam da minha pessoa, plis. Boa leitura!

O que o ciúme não faz...

— Eu não acredito que você mostrou sua bunda branca para o ex-secretário, garota! — sério que essa foi a primeira “saudação” que Tony lhe fez ao aparecer na sala?

— Nossa, eu não sabia que Natalia Romanoff era tão fofoqueira. — resmungou.

— Mostrou ou não mostrou? — ele arqueou a sobrancelha.

— Sim, eu mostrei. — ela revirou os olhos. — Eu lhe disse para beijar a minha bunda branca, então... pensei que ele iria gostar de vê-la. Quem não gostaria?

Hanna fez uma careta.

— Eu não ia. — ela disse. — Por mais que eu sei que existem doidos capazes de fazer isso.

Lentamente, da posição onde estava, ela viu Rogers engasgar-se com o seu café. Mas se surpreendeu ao ver Storm olhando para ela com um olhar aguçado, o que a fez arregalar levemente os olhos com o óbvio flerte dele.

— Eu não veria nenhum mal em sua anatomia, princesa. — ele disse, piscando. — A propósito, sinto muito pela sua Bailarina.

Sua respiração travou um pouco. Involuntariamente, ela olhou para Rogers, que tinha os ombros muito eretos. Ela resolveu ignorar isso.

— Rachel Priekov era uma mentirosa descarada. — respondeu-lhe, controlando sua voz para não parecer demasiadamente fria. O rapaz não teve culpa de também ter sido manipulado pela espiã da Hydra. — Ela foi presa e irá à julgamento. Não acredito que devamos nos preocupar com ela.

Ele assentiu.

— De qualquer forma, eu sinto muito. — sorriu-lhe sinceramente. Um sorriso sincero se apossou de sua face também, retribuindo o gesto dele. — Uh... eu estava pensando... — ele coçou a nuca. — Se você gostaria de ir ao cinema comigo... — um por um, ela viu seus amigos arregalarem os olhos para onde ela e Johnny Storm estavam. — É que está para estrear o A Maldição da Pérola*, com Madelaine Petsch, e eu acho ela extremamente parecida com você então... queria saber se você me acompanharia... isso seria meio que uma remissão minha por tudo o que aconteceu...

Hanna olhou para ela com veneno nos olhos.

— Bem... levando em conta que tudo o que aconteceu não foi sua culpa... — ela começou, ignorando o olhar de sua amiga. — Sim, eu aceito. — cara, lhe deu um prazer culpado dizer essa frase. — Porque se não fosse por você... eu jamais saberia a verdadeira face de Priekov.

O loiro-mel deu-lhe um sorriso brilhante, que poderia fazer várias garotas caírem facilmente por ele. Bem, ela não podia negar que ele era bonitinho... mas ela simplesmente não cairia por ele.

— Eu te pego às sete. — foi tudo o que ele disse, antes de sair da sala, que estava num silêncio sepulcral, até Tony pigarrear.

— Bem, eu estou voltando para o meu laboratório. — ele pegou seu inseparável copo de uísque e se mandou.

— Eu estou indo ver Marnie. — Lynna disse, vazando dali antes que Hanna Nuri enfiasse o abajur da sala em sua bunda.

*

— Eu chamei aquela biscate asgardiana para assistir A Maldição da Pérola comigo, e ela não disse nada, aquela galinha! Agora, ela vai assistir com Storm, mesmo depois de eu ter o caralho dos ingressos já disponíveis! — ele ouviu Hanna dizer, e não precisava ser um empata para saber que ela estava tão fervilhante de raiva quanto ele. — Eu só quero enfiar uma barra de ferro no orifício anal dela e fazê-la sair pela boca dela...

Apesar da raiva, Steve arregalou os olhos para a ameaça dela, mesmo que ele soubesse que não passava disso. Uma ameaça.

— Esse garoto Storm não perde tempo. — Bucky observou, encostando-se na cadeira, para depois olhar para ele. — Solte o garfo, Stevie. Você não vai conseguir vencer a concorrência desta forma.

Ignorando o seu amigo, Rogers olhou para a morena nanica, que parecia um pinscher raivoso. Era fofo, mas ele sabia o quão letal sua amiga poderia ser. Ele viu os vídeos avaliativos que a Hydra fez dela, lembrando-se de que jamais deveria dar uma katana para uma Hanna muito irritada.

— Qual a data dos seus ingressos, Han? — perguntou-lhe, vendo-a sorrir cruelmente.

— Amo a sua mente do mal, Rogers. — ela levantou-se do sofá, colocando a caneca de café na pia. — Eu pego você às sete e dez. Nós vamos colocar fogo no cú do Storm.

Ok, a parte do fogo não lhe era tão avesso...

*

Mary estava dormindo quando ela foi visitá-la.

Menos mal.

Ela não queria que sua amiga sentisse a sua dor.

Seus dedos tocaram a pele maculada dela, que tinha marcas arroxeadas em processo de cura. As marcas dos dedos da maldita Rachel, da garota em quem ela confiou, e que lhe traiu.

Lynna jamais se perdoaria por isso. Por ter sido tão burra.

— Não se culpe por mim, Lya. — ela sabia que Marnie ficava meio lenta para traduzir as coisas quando se acordava. Ela tinha a burra mania de pensar em português antes de falar inglês. Era engraçado vê-la se comunicar com todo mundo, para depois ficar puta porque ninguém a entendia. — Se não fosse por mim, você jamais teria descoberto a mentira dela. Não foi sua culpa acreditar nela. Você é o ser com o coração mais puro que eu conheço.

Ela fez um gesto de descaso.

— Você é que é. — murmurou.

— Quem... me... tirou... de lá? — o seu inglês voltou a funcionar. Geralmente levava mais tempo.

— Bucky quebrou a parede da sala. — respondeu-lhe, fazendo Mary arregalar os olhos, para depois corar sutilmente, pensando que ela não iria perceber. Hum. — Ele te tirou de lá. Eles a prenderam. Rachel Mucallski Priekov. Ela era Hydra.

Marnie engoliu em seco.

— Maldita. — foi tudo o que ela disse, e tudo o que ela precisava dizer.

O seu aperto em sua mão já dizia tudo.

Nick Fury abriu a porta da enfermaria, entrando com o Cap e Hanna, que tinha veneno em seus olhos ao encará-la. Marnie franziu o cenho para os sentimentos dela, que provavelmente eram de ciúme.

Qual é?! Será que ela não podia se divertir um pouco?! Ela já passou tempo demais de luto pelo seu relacionamento com Rogers!

— Lyanna! — a ruiva anã gritou, separando-se dela. — Que merda você fez?!

— É isso aí, Mary! Briga com ela, ela tá merecendo. — Hanna atiçou, circulando pela sala.

— Agente Nuri, podemos manter isso profissional? — Rogers interrompeu a picuinha que Han estava prestes a começar. — Diga-nos, qual o estado da agente DeLavega.

— Que está bem aqui, e que pode lhes dizer, com a boquinha linda dela, que ela está muito bem. — Marnie resmungou para o amigo.

— Ela está estável. Sua recuperação está sendo bastante boa, melhor que o esperado. — Hanna suspirou. — Ainda precisarei da assinatura de Cho nisso. Até que eu receba o meu diploma e faça o meu cadastro no Conselho de Medicina.

O governo ia amar saber que a SHIELD estava usando uma médica não formada para cuidar dos Vingadores.

Lynna teve que rir disso, fazendo com que Nuri cerrasse os olhos para ela, que revirou os seus.

— É bom saber que você está bem, DeLavega. — Fury disse para a sua amiga, que sorriu.

— Já estou pronta para voltar a infernizar vocês. — ela disse. — Hey Nuri, quando eu posso sair daqui? Eu já sinto falta da minha cama e dos marshmallows da minha amiga Lya.

A mais velha quis tanto lhe mostrar o dedo do meio... mas como ela tinha que respeitar as autoridades, ela ficou quieta.

— Uh, eu não posso dizer com firmeza, mas acho que daqui a dois dias. Você passou por um ataque muito brutal. Tem que se cuidar aí. — Han respondeu, finalmente virando-se para Fury.

— Bem, eu vim aqui porque eu quero falar com vocês sobre alguns possíveis ataques da Hydra na Bulgária. — o seu sangue gelou. — Eu precisarei de você, Angianova.

Cara, o sorriso que ela deu fez todo mundo travar.

— Ah... não te contaram não, Nick? — ela arqueou a sobrancelha para o Capitão, que corou levemente. — Eu estou suspensa.

Fury franziu o cenho para ela, olhando de si para Rogers.

— Como assim, suspensa? O que você fez, Angianova? — questionou-a. Seu único olho estava arregalado.

Ela ampliou ainda mais seu sorriso filha da puta.

— Eu fui chamada de louca, estou em terapia, e chutei as digníssimas bolas do Capitão. — respondeu-lhe tranquilamente, como se falasse do tempo. — Estou de castigo por ter sido uma menina má.

— Não foi necessariamente nessa ordem. — Mary protestou, vindo ao socorro de Rogers, fazendo-a revirar os olhos. — Fale a verdade, mocinha.

Ela encolheu os ombros e sorriu displicentemente para Marnie, que revirou os olhos.

— Se eu estou mentindo, porque você não pergunta a Rogers? Aposto que ele terá o imenso prazer em lhe entregar a minha ficha. — levantou-se, indo em direção à porta. — E pode perguntar também à doutora Jones, a minha senhora de idade favorita. Sabia que eu e ela temos a mesma idade? Mundo louco, né? Tchau Marnie. Eu volto depois.

Então, com um sorriso cínico, ela foi em direção à sua sala de dança, onde ela apenas queria extravasar a sua raiva.

*

— Ela... ela...

— Esta mesmo ficando louca? — Hanna completou o raciocínio de um Fury boquiaberto, o que fez Mary aguçar seus poderes, para ver se Lynna não estava próxima a eles. Graças a Deus ela não estava. — Sim, meu caro Nick, ela está. Ela aceitou sair com Jonathan Storm!

Mary arregalou os olhos, quase que literalmente vendo a palavra CIÚME estampada na testa de Steve.

— Misericórdia. — murmurou.

Nick franziu o cenho, confuso.

— Vocês dois não estavam casados, não é mesmo? — perguntou ao loiro, que engasgou.

Marnie riu.

— Ele bem que queria, mas foi burro o suficiente para não lhe fazer o pedido. — disparou antes que seu amigo tivesse chance de se defender. Hanna lhe apoiou com o queixo erguido.

— Mary! — ele protestou, corado.

Ela deu de ombros.

— Você... eu não acredito que você não a pediu em casamento, Steve! — Nick falou, fazendo o Cap corar profundamente. — Cara, você está perdendo a chance, e a garota. Já passou da hora de mexer os pauzinhos!

A coreana ao seu lado bateu palminhas.

— Viu? Mais um para a nossa causa!

O loiro bufou, beliscando a ponta do nariz.

— Eu odeio vocês duas. — ele disse, mas era mentira. Uma mentira bem da descarada. — Agora... que tal falarmos sobre a missão, e não sobre a minha vida pessoal.

— Mas é que a sua vida pessoal é tão mais interessante. — como a provocadora que ela era, Mary piscou copiosamente para Rogers, que revirou os olhos.

— Foco, DeLavega. — resmungou. — Temos coisas mais sérias em jogo.

*

Hanna vestiu-se com a fantasia da tal Pérola, com direito a peruca ruiva e tudo mais. Suas sobrancelhas nunca estiveram tão laranja, e ela nunca teve tanto batom vermelho quanto tinha agora.

Steve, em seu singelo suéter preto com calça jeans e tênis de corrida sentiu-se completamente mal vestido.

— De onde saiu essa oferenda? — Sam perguntou, fazendo com que todo mundo prendesse a respiração para não rir da cara de Han.

— Eu vou bater nele! — a coreana cruzou os braços, fazendo um bico exagerado. — Qual é, Wilson?! É um filme da fodendo Marvel! Eu tenho que ir a caráter! Eu ganhei os ingressos deles, que piraram ao saber que a médica dos Vingadores é louca pelo Universo Cinematográfico deles!

— Eles não vão matar essa tal Pérola? — Natasha perguntou, sentando-se displicentemente no sofá ao lado de Sam, provocativamente entre ele e Pietro, que estava infantilmente separando Wanda de Visão por alguma razão desconhecida da vez.

Hanna cruzou ainda mais os braços, se possível.

— Eles não irão matá-la! Esse é o casamento icônico da Pérola com o Capitão, agora para de me encher o saco e me dá os ingressos!

— Pera aí... — Tony se pronunciou, estreitando os olhos para ela. — Não foi você quem ganho os ingressos... por que Romanoff estaria com eles?

A pequena baixou a cabeça.

— A carta estava endereçada à Nat. — murmurou. — Mas Nat não gosta de assistir esses tipos de filme, então ela me deu para eu ir assistir com a galinha asgardiana, que me traiu e agora está com a mão cheia de dedos do Storm. Então eu estou roubando o boy dela para esfregar na cara daquela piranha que eu sou mais foda. — ela beijou o seu ombro.

— E é por isso que Rogers vai com você? — Tony insistiu cruzando os braços em diversão. — Eu não sei se isso é uma boa ideia. Vocês dois juntos e com ciúmes...

— Natalia, me dá logo os ingressos! — Hanna ignorou o moreno.

Rindo, Nat estendeu os pedaços laminados de papel para Hanna que sorriu amplamente.

— Se eles matarem a minha Pérola eu vou lá na Marvel para ameaçá-los com a minha faca. — disse-lhes com um brilho doentio nos olhos. — Vocês sabiam que...

— A atriz é igual a Lynna... — seus amigos completaram a fala dela. — Nós sabemos. — Mary, que já estava de alta, milagrosamente, completou. — Você repetiu isso umas quinhentas vezes.

— Uh, eu mapeei toda a geração da família Petsch, mas não encontrei nada relacionado ao sangue Angianova nela. — a pequena disse, como se falasse sobre o tempo.

Steve olhou para Hanna com uma expressão chocada.

— Você stalkeou a menina, Hanna Lee Nuri? — questionou-a.

Ela deu de ombros.

— DNA de espiã? — cinicamente perguntou, vendo todo mundo olhar para ela com os olhos arregalados. — Qual é? Se não fosse pela cor dos olhos, elas poderiam ser irmãs gêmeas!

— Você me aterroriza, Hanna. Fique longe do meu laboratório. — Tony disse se levantando. — Isso tem que ter a ver com a cor dos cabelos. Todas as ruivas são sádicas.

— EI! — Nat e Marnie protestaram. — Você não pode julgar as ações de uma para generalizar o grupo todo! — a mais nova resmungou, cruzando os braços. — Eu sou um anjinho!

— Dá para super colocar você num altar. — Pietro provocou, fazendo todo mundo rir, porque em certas ocasiões, a mente de Mary era mais poluída que um lixão.

— Gente, deixem Steve e Hanna irem. As horas estão se passado. — Wanda saiu em seu socorro. — A cada minuto que discutimos aqui, Storm está se aproximando cada vez mais de Lynna.

— Nós devíamos avisar a Sue. — Marnie voltou a falar, atraindo o olhar de todo mundo para ela. — Ele tem medo da irmã dele, gente. E ela poderia nos ajudar a tirar as garras dele da nossa amiga.

Com um gesto de positivo, Hanna guiou Steve mal vestido para o cinema.

Foi engraçado vê-la montar em sua moto com aquele traje. Ele teve que se virar em dois para não rir da sua amiga, que lhe bateu umas três vezes quando ele não aguentou.

Ele não podia se culpar. Hanna parecia um alienígena humanoide verde com aquele collant preto e rosa.

*

Eles foram de moto.

Na entrada do cinema, Lynna teve que se disfarçar muito bem, porque nem Hanna, nem Storm estavam mentindo sobre o fato da atriz principal do filme ser exatamente a sua cópia.

Bem, ela não era exatamente a sua copia, mas elas podiam ser facilmente confundidas. Tudo era uma questão de perspectiva. E na perspectiva dela, havia alguns traços da garota chamada Madelaine que eram completamente diferentes dos dela, que possuía muitas características herdadas de seu pai, o que destoava bastante da genética midgardiana.

O loiro-mel entregou os tíquetes para a moça da entrada, que sorriu para ele, flertando. Ele teve a decência de não flertar de volta com ela, por conta da sua presença, o que já foi um bônus.

Quando o filme começou, Lynna pôde ver alguns atores que eram perfeitos sósias de seus amigos, uma vez que o Universo da empresa Marvel foi criado para ser uma perspectiva figurativa do mundo dos heróis terrestres.

Ou pelo menos o Universo Cinematográfico deles tinha sido. Ela nunca leu os quadrinhos, como Marnie e Hanna leram.

Ela tinha que admitir que ficou cativada com a história e com a história de vida da garota russa. Eles tentaram captar a sua história, mas claramente enxugaram a maior parte das trevas pelo qual ela passou.

A ruiva prendeu a respiração a cada momento em que a protagonista se ferrava. E chorou quando a mesma teve que se sacrificar para salvar a amiga dela, a Víbora Negra... isso era tão paralelo ao sonho que ela viveu...

Seu coração se apertou ao ver a menininha, a filha dela com o Capitão Destino. Ela foi a única que sabia sobre o sacrifício da mãe dela e foi tão forte para o pai dela...

Em certos momentos do filme, alguém lhe acertava pipocas bem no meio da sua nuca, coisa que doía bastante. Estranhamente, isso acontecia cada vez que ela e Storm se aconchegavam por causa do ar-condicionado, porque burramente, ela esqueceu-se de trazer um casaco.

Dá um tempo!

Já faziam alguns meses desde que ela veio ao cinema com alguém! Ela havia se esquecido disso... do calor que era estar aconchegado com alguém...

Momentaneamente, sua mente fértil lhe condicionou a imaginar Rogers no lugar do loiro-mel por um momento, quando ela levantou a cabeça para as palavras doces que Stefan recitava no túmulo de Katherina.

Ela quis beijá-lo naquele instante, mais acordou do transe com uma pipoca que fora jogada de lá de cima.

Em sua visão periférica, ela viu uma cosplayer de Katherina, usando sua icônica máscara rosa, tacando pipoca aleatoriamente nas pessoas. Revirou os olhos para a infantilidade da garota, então, finalmente voltou-se para o filme.

Ela odiou o final do filme, porque ele estava muito aberto à interpretação, tudo isso para fazer os fãs ferverem.

Porque não se sabia ao certo. Tudo podia acontecer!

Ela queria xingar muito no twitter, porque ela não gostou de ver a pequena Anneliese sem mãe. Cara, a maldita Capitã Marvel poderia muito bem ter matado o Colosso para que a Kate não morresse! Que cadela! E todo mundo estava lambendo o chão que ela pisava, mas ela latiu, latiu e não mordeu ninguém!

No final da noite, Storm deixou-a no andar de acesso aos quartos, a pedido dela, para evitar que seus amigos idiotas lhe importunassem.

— Obrigada pelo convite, Johnny. — ela murmurou sorrindo para ele. — Eu adorei o filme.

Ele sorriu galantemente.

— Fico feliz que tenha gostado. — aproximou-se um pouco dela. — Estou perdoado?

Ela riu baixinho.

— Não tem nada para perdoar, mas... sim. Você está perdoado. — sorriu-lhe.

— Eu adoraria ter tido tempo de levá-la para um sorvete. — ele sussurrou muito próximo de si. — Ter mais tempo com você...

Seu coração disparou, mas não era por causa da proximidade de Storm, e sim, porque ela estava confusa. Ela não sabia se deveria permitir que ele a levasse para sair outra vez, porque ela sabia que estaria usando o garoto para os seus fins nefastos.

Engolindo em seco, Lynna sorriu.

— Você pode vir comigo no Baile Beneficente do Branco e Preto que Tony vai dar. — murmurou, fazendo-o sorrir esperançosamente. — Então nós podemos ter tempo para mais coisas além de um sorvete.

Com um sorriso ainda mais amplo, Storm beijou o canto de sua boca, então seguiu para o elevador.

Ela ficou lá, apenas refletindo se sua escolha foi merda ou não. Foi quando ela o viu.

Rogers olhava bem para ela do fim do corredor. Ele parecia ter vindo de uma corrida noturna. O olhar dele parecia pesado e conflitante.

Seu coração bateu desesperadamente em seu peito, então ela soube que fez uma escolha bem merda, mas agora já não tinha mais como voltar atrás.

Virou-se para frente, caminhando para seu apartamento.

Uma vez que estava com as costas grudadas na placa de madeira, ela se deu conta de que algo sobre o sofrimento de Rogers a fez sofrer.

Então, algo lá no fundo, bem no fundo, algo que não era a Pétala falou com ela. Como se fosse a sua consciência, na pele de sua avó materna.

E se ele estiver falando a verdade? E se ele não beijou mesmo aquela garota? Ele não estaria sofrendo daquele modo se tivesse te traído.

*

Quando Steve e Hanna chegaram ao cinema, tudo estava lotado. Eles demoraram uma eternidade na fila, apesar de já terem obtido os ingressos. Os fãs estavam em polvorosa, assim como a falsa ruiva ao seu lado.

Havia um cartaz enorme do lado de fora da sala, que mostravam todos os personagens do filme. Ele se surpreendeu com a aparência da protagonista, ela realmente possuía traços marcantes que remetiam aos de Anna.

Han o puxou para dentro e eles se instalaram no fundo, cada um com um balde de pipoca.

Seus olhos treinados logo identificaram Lynna. Ela estava no começo das fileiras, com Storm segurando nela como um polvo. Seu sangue ferveu ao ver isso, então, seguindo o conselho idiota de Hanna, ele jogou uma pipoca certeira nos dois, feliz porque o loiro-mel chiou baixinho ao ter o caroço da comida batendo entre suas orelhas.

O filme começou e eles se acomodaram melhor nas cadeiras.

Ele quase não prestava atenção na história, mas quando prestava, Hanna ficava jogando pipoca nos pombinhos, o que o deixou emburrado com ela. Quando a mesma olhava para trás, a pequena disfarçava jogando em pessoas aleatórias, o que poderia colocá-los expulsos do cinema.

— Han! Eu quero assistir! — resmungou baixinho, na mesma hora em que Lynna olhou para trás, mas ela não viu o rosto deles.

— Eu não acredito nisso, Steven! — ela resmungou de volta.

— Você me infernizou para estar aqui, e você queria tanto assistir esse filme. Agora que eu gostei do enredo, deixa eu assistir também! — murmurou.

Ela arregalou os olhos.

— E se eles avançarem o sinal? — perguntou, verdadeiramente preocupada.

Ele realmente ficava feliz quando os seus amigos lhe ajudavam. Quando eles reconheciam que ele fora inocente da acusação dela, mas se ela não o queria de volta, se ela não queria acreditar nele, o que mais ele poderia fazer do que deixá-la ser feliz com quem ela quisesse?

Afinal de contas, esse fora sempre o seu objetivo, não é? Fazer a sua Anna feliz, porque ela já havia sofrido o suficiente?

— Se ela me quiser de verdade, eu não devo ficar inseguro sobre o Storm, não é mesmo? — ele sussurrou tristemente, tentando fazer isso entrar na sua mente também.

Hanna tocou sua mão.

— Você está desistindo, não está?

Ele engoliu em seco, mas não a respondeu.

Logo, eles começaram a prestar atenção no filme. A cada momento, ou Han estava jogando pipoca em Storm e Lynna, ou ela estava rosnando alguns palavrões por algumas decisões tomadas pelos personagens.

O final lhe tirou o fôlego.

A Katherina lutando para salvar a vida de sua amiga, ela trocando de lugar com ela, se sacrificando para que ela não pudesse perder mais ninguém... isso lhe remeteu tanto...

Steve acredita que começou a chorar na parte em que Stefan Roberts voltou do espaço com o corpo de Katherina em seus braços. Ele perdeu totalmente a sua merda quando a filha dos dois corre até ele, demonstrando-lhe uma força que ele jamais poderia esperar de uma criança de cinco anos de idade.

Ela já sabia o que iria acontecer com a sua mãe.

Desde o começo a Katherina vinha lhe preparando para o fato de que ela poderia não voltar.

Hanna passou o resto do filme chorando em seu ombro, com ele chorando em seus cabelos.

Ela ainda jogou outra pipoca na direção de Storm, fazendo com que Anna olhasse para os dois. O loiro foi obrigado a esconder o rosto nos cabelos de Han, porque se ela descobrisse eles estavam fritos.

Os dois esperaram a cena pós-créditos da Marvel, que lhes dizia muito sobre o futuro da franquia, porque estava muito aberto à interpretação.

Em sua cabeça, Katherina ainda possuía uma chance de voltar viva, por mais que eles tivessem-na visto com uma espada cravada em seu coração. Cara, ela era simplesmente a porcaria da protagonista do filme! Isso não era Game of Thrones!

Saíram da sala antes dos pombinhos.

Eles viram Storm guiar Anna para a sua moto e aquilo o fez fervilhar, por mais que seu coração lhe dissesse que era errado.

Os dois tomaram o caminho dos elevadores e ele foi pela escada, quando chegaram ao complexo.

Por conta de sua audição aprimorada, ele pôde ouvir a conversa dos dois.

— Obrigada pelo convite, Johnny. — a voz dela saiu num murmúrio. Ela provavelmente estaria lhe dando um lindo sorriso. — Eu adorei o filme.

Por causa do calor, Steve retirou o seu suéter e amarrou-o no quadril. Isso também impediria-a de desconfiar de si, uma vez que ela o havia visto no cinema usando o suéter, mesmo que no escuro. Ele não queria brincar com a sorte.

— Fico feliz que tenha gostado. — ele viu quando o loiro-mel aproximou-se um pouco mais do que o necessário dela, e Anna não fez nada para para-lo. — Estou perdoado?

Ela riu baixinho, suas belas bochechas pareciam muito bonitas coradas pela maquiagem.

— Não tem nada para perdoar, mas... sim. Você está perdoado. — lhe doeu ver o sorriso sincero que ela lhe dava, porque para ele, eram apenas ironias explícitas, raiva, angústia...

— Eu adoraria ter tido tempo de levá-la para um sorvete. — mais uma vez Storm se aproveitou da gentileza dela para aproximar-se de seu corpo. E mais uma vez ela não o parou. — Ter mais tempo com você...

Ele ouviu quando o coração dela disparou, então soube que perdeu tudo. Que ele tinha chegado tarde. Que talvez a Pétala tenha consumido-a para odiá-lo tanto, que ela desistiu dele por completo, que não havia restado nada para ele batalhar.

Ela abriu um sorriso bonito para ele.

— Você pode vir comigo no Baile Beneficente do Branco e Preto que Tony vai dar. — seu coração despencou. Ele estava planejando o seu grande pedido para antes do tal baile. Essa seria a sua última grande chance... — Então nós podemos ter tempo para mais coisas além de um sorvete.

Ele não viu a reação de Storm, mas soube que havia sido muito positiva, pois ele se abaixou e encobriu ela, beijando-a.

Então, ele voltou ao passado, para uma garota, cujo nome ele não lembraria agora, mas ele lembrava o quanto ele a achava bonita e gostava do jeito dela. Ele a convidou para o baile e ela aceitou. O quão incrível não era isso? Uma garota bonita havia aceitado ir com um garoto raquítico para o baile! Ele estava nas nuvens.

Contudo, esta mesma garota foi vista no ponto de encontro dele, rindo com seu namorado valentão, beijando-o nos lábios...

Ele se tornou a piada da escola por causa disso.

Seu coração pesou.

Doía mais com Anna.

Porque ele sabia que ele não tinha culpa, mas ao mesmo tempo ele tinha. Porque ele podia ter mudado o rumo das coisas, mas não o fez.

Ele a perdeu por idiotice própria.

E agora ela parecia feliz com Storm. E se ela estava feliz, quem seria ele para interferir nisso?

Quando Storm saiu, ela ainda ficou ali, no escuro, provavelmente flutuando com o sabor dos lábios dele. E aquilo doeu como uma faca atravessando o seu peito.

Seus olhos se encontraram e o sorriso dela morreu, mas ele sabia que tinha pedido.

Ela se virou para chegar ao seu apartamento, e os pés dele ganharam vida própria, pois quando ela fechou sua porta, automaticamente ele tinha sua mão na madeira. As lágrimas desceram sem ele querer, então uma mãozinha quente tocou suas costas.

— Você vai ao baile comigo? — perguntou a Mary, tão baixinho que ele mal ouviria.

Ela sorriu para ele.

— Sim. — murmurou. — É claro que eu vou.

— Obrigado. — beijou sua testa, sem saber se estava agradecendo por ela ter aceitado o seu pedido, ou porque ela estava tentando drenar a sua tristeza.

Tentou se consolar, mas sabia que era impossível.

Ele havia perdido-a para sempre.

Notas finais
Dá vontade de bater com a testa na parede? Sim, dá. Mas pelo menos Lyanna começou a desconfiar da sua mente, né? Até quarta!