The Captain and The Petal.
12 Eleventh Chapter. - I'm not jealous!
Notas iniciais

Não estou com ciúmes!
Lynna olhou para a Viúva Negra como se ela tivesse dito que o céu não era azul. Resolvendo ignorá-la, enquanto tentava acalmar as batidas loucas de seu coração.
Não! Definitivamente não! Ela não estava apaixonada por Steve! De onde é que Natasha havia tirado essa loucura?
Eles eram apenas amigos, que tinham um amigo em comum. Essa era a única ligação que eles tinham, e que algum dia iria ter. Era o melhor para todas as partes envolvidas.
— Para de ser doida, será que eu não posso ter ranço de alguém em paz?. — ela disse fazendo um gesto de descaso. — Vamos, precisamos treinar.
*
Você está apaixonada por Steve!
Merda! Desde que Natasha dissera aquilo, sua vozinha perturbava-a incansavelmente, e não importava o que ela fazia para bloqueá-la. O olhar aguçado da pequena andorinha estava lá para lhe dizê-la o óbvio.
O que não ajudava em nada com aquele abutre de cabelos loiros de farmácia sondando ao redor de todos.
A presença de Sharon a deixava incomodada.
Tão incomodada, que ela havia voltado ao estágio inicial na Torre – escondendo-se em seu quarto –, o que fez Natasha repreendê-la severamente quando ela se enfiava em seus lençóis e praguejava todos os palavrões conhecidos em todas as línguas que ela sabia falar.
Depois de tanta “birra”, a pequena ruiva conseguiu rebocá-la para baixo, para o jantar, onde como de praxe, Sharon ocupava a cadeira que era para ser dela, ao lado do loiro, como sempre deveria ser. Mas não que Lynna se importasse ou fosse fazer questão.
Revirou os olhos mentalmente, arrastando uma cadeira entre Bruce e Natasha, colocando a comida no prato sem encarar o casalzinho que conversava na cabeceira da mesa.
— Você está bem, Lynna? — Bruce questionou-a suavemente.
Lynna franziu o cenho.
— Sim. — ela sorriu para o doutor. — Por quê?
Ele deu-lhe um sorriso tímido.
— A sala tem o seu cheiro. — disse relutantemente.
A ruiva arregalou os olhos, respirando fundo, atraindo os olhares de todos.
— Ah. — murmurou. — Sinto muito. — suas bochechas coraram. — Eu estava distraída.
Então, ela voltou a comer lentamente, tomando cuidado para seus pensamentos não se tornarem sombrios, então ela não precisaria incomodar ninguém com os seus poderes, ou desencadear o “código verde” por impedir que Bruce fosse capaz de respirar corretamente.
Ela não deveria ter saído do quarto.
Como eu disse, ele não está interessado em você. Na verdade, quem estaria?
Ela se levantou rapidamente, e com os olhos ardendo, colocou as louças na pia.
— Preciso tomar um ar. — ela disse para que apenas Natasha pudesse entender, caminhando até o armário de entrada, onde ela pegou sua jaqueta de couro, descendo rapidamente as escadas para a saída do prédio.
Quando o ar gelado da noite entrou em contato com sua pele, Lynna finalmente conseguiu respirar aliviadamente, caminhando contra o fluxo de pessoas até chegar à área das lojas na Times Square, adentrando uma loja de maquiagem assim que sua respiração se acalmou.
Lynna passou o resto da noite comprando coisas pequenas para se acalmar, voltando à Torre quando já era muito tarde, mas não tarde o suficiente para que todas as pessoas já estivessem em suas camas.
Ela não entendia como aquelas lojas aparentemente nunca fechavam, ela poderia virar a madrugada, apenas olhando itens de maquiagem.
Assim que as portas se abriram na cozinha, ela caminhou até a geladeira, retirando uma das garrafas e enchendo um copo, bebendo tudo em quase um gole inteiro, antes de colocar o vidro na pia e retornar a garrafa para seu lugar de origem, para depois apoiar suas sacolas no balcão, enquanto lavava o copo e colocava para secar no local apropriado.
— Você está se sentindo bem? — sua voz a assustou.
— Céus, Steven! Eu não sabia que você podia ser tão silencioso assim. — Lynna disse com a mão no peito, tentando acalmar-se do susto.
Ele parecia envergonhado.
— Sinto muito, eu não quis assustá-la. — ele disse suavemente. — Você me assustou quando saiu como uma bala daqui da cozinha. São os pesadelos outra vez?
Vai ser besta e acreditar que essa preocupação toda é com você, Lyanna?
As pestanas de Lynna tremelicaram.
Ela não queria ter que enfrentar a Pétala e seu o veneno agora.
— Não... — ela murmurou depois de um tempo. — Eu... eu só precisava de um pouco de ar, eu acho. Então eu fiquei empolgada com a ideia que tive e resolvi comprar alguma coisa brilhante lá embaixo.
Ela levantou as três sacolas para reafirmar o que ela estava falando.
O loiro deu-lhe um olhar estranho, então ela se desculpou para ir dormir.
*
Uma semana se passou depois dos eventos embaraçosos na cozinha.
A presença de Sharon ainda era algo que a incomodava, mas Lynna estava começando a colocar isso no modo mudo em sua mente, ignorando-a quando possível, e tratando-a cordialmente quando era necessário. Ela estava aqui por ordens de seu chefe, era sua colega de trabalho e Lynna se sentia mal de ter algo contra ela.
Contudo, seu mundinho florido de miniatura de batons foi abalado num sábado à noite, quando ela voltava de sua caminhada noturna, então encontrou uma cena na sala de TV que ela jamais poderia esquecer. Isso fez seu coração se quebrar em milhões de pedaços.
A loira aguada dos infa estava na sala com Steve e eles assistiam a algo.
Ela sequer prestou atenção ao que era, apenas pegou os olhares entre eles, a conversa que eles tinham devia ser suave, então, os olhos castanhos de Sharon encontraram os dela, e a loira sorriu, arqueando a sobrancelha sugestivamente, e a partir daí, tudo o que Lynna vira fora a cor vermelha.
É ela, Sharon é a pessoa que está com ele.
Fechou os olhos com raiva, terminando de amarrar as sapatilhas rosadas, para depois espalhar o talco meticulosamente nas mesmas, preparada para começar sua rotina personalizada de treinamento.
Suspirou.
— JARVIS, toque a minha playlist de balé, por favor. — ela disse firmando-se numa posição confortável.
— Imediatamente, senhorita. — a IA disse, então uma musica suave soou por todo o cômodo.
Assim como todas as outras Viúvas Negras, Lynna fora treinada como “bailarina”. Pelo menos, eram essas as memórias que os nojentos haviam aplicado ao cérebro das garotas que eles sequestravam para o programa. Que elas estavam sendo treinadas para o Bolshoi. Ela não foi exceção.
O balé lhe deu disciplina, e ajudava-a a canalizar sua raiva, então ela não tentava matar seu mentor sufocado. Uma ironia fodida para alguém que conseguia matar alguém com seu punho, como o Soldado Invernal.
Seus primeiros passos foram precisos, ameaçadores.
Então, ela fazia piruetas perfeitas, respirando uniformemente.
Não é patético? Você está com ciúmes, Lyanna? Isso é tão cômico. Alguém como você não pode ser feliz, querida, eu achei que você já tivesse superado esse fato.
Como você pode ter ciúmes de alguém que jamais será seu?
— Saia da minha cabeça, sua vadia! — ela rosnou, continuando suas piruetas ritmadas.
A risada da Pétala em sua cabeça lhe deu mais raiva do que ver aquele olhar filho da puta na cara da loira dos infa, então, seus movimentos pelo cômodo se tornaram tão intensos quanto à música, que se tornava cada vez mais forte e épica.
Seu corpo estava sendo forçado ao máximo, então ela já sentia suas panturrilhas reclamarem, mas não parou, não até que um grito de raiva e frustração escapasse de seus lábios rachados, quando ela jurava que seu pé havia sido torcido no piso escorregadio, enquanto ela deslizava pelo vidro, respirando ofegantemente. O gás espesso lentamente foi se dissipando para dentro de si.
Rapidamente, ela desamarrou as sapatilhas, verificando seus pés, respirando aliviadamente que nada havia acontecido com eles.
Era apenas complexo de Cisne Negro na área.
Rindo para si mesma, ela se levantou, depositando o par em seu devido lugar, para depois limpar o talco com o aspirador de pó, para que ninguém se machucasse se viesse treinar ali.
Depois que tudo estava finalmente limpo, Lynna se arrastou para fora da sala, vendo os outros utilizando os muitos equipamentos espalhados pela academia, mas seu olhar se grudou com o do loiro, que a encarava com aquele mesmo brilho estranho no olhar, parado como um poste ao lado dos alteres.
Irritada, ela fechou a cara e se pôs a andar. Ela não tinha tempo para lidar com o casalzinho perfeito de Barbies agora.
Subiu as escadas pisando duro, então bateu a porta de seu quarto, desabando logo em seguida e quase se dando um murro por ser burra o suficiente para chorar por algo que nem existia.
Puta que pariu Lyanna, você é uma idiota!
Por que você chora por alguém que não te quer?
*
Depois dos eventos daquele malfadado sábado, enfrentar Sharon era algo quase que intragável, mas Lynna decidiu que não iria mais deitar para aquela loira dos infa. Ela iria descer e interagir com todos, provar que ela era indiferente ao casalzinho e simplesmente seguir com sua vida. Infelizmente acatando o que Pétala havia envenenado em sua cabeça, sobre o fato de ela talvez estar apaixonada pelo loiro e que ela devia se afastar.
Bruce, Tony, Natasha e o casalzinho estavam na sala de TV – Clint havia se enfiado sabe-se Deus onde –, então foi para lá que ela foi, com sua infinidade de facas para afiar e armas para limpar. Um esporte que a acalmava.
O olhar de todos se levantou para ela e Natasha quase revirou os olhos quando a viu desenrolar o rolo de facas.
— O que vocês estão assistindo? — ela perguntou, indiferente.
— Game of Thrones. — a Salsisharon disse encarando-a um tanto quanto assustada, enquanto ela começava seu ritual de afiar as facas.
Lynna sorriu lascivamente, voltando ao trabalho.
— Ah, eu gosto dessa série. — ela disse amolando casualmente. — Ela é a mais próxima da nossa realidade.
Tony a encarou divertidamente.
— Sangue e violência? — ele arqueou a sobrancelha.
Ela riu.
— Não. — Lynna respondeu. — Realidade nua e crua, ninguém vive feliz para sempre. Não há conto de fadas. — então piscou. — E os príncipes são uns cuzões.
Daí, ela partiu a sempre assistir as coisas cegamente mexendo em algum equipamento tático, enquanto mantinha seu rosto sério e focado no que estava assistindo, imaginando que ela estava cortando qualquer coisa que se parecesse com Sharon, e seus braços de polvo ao redor de seu...
Ora, pare Lyanna!, ela se repreendeu, bufando.
Natasha apagou a luz da sala manualmente, fazendo-a pular do lugar.
— Vamos dormir, projeto fracassado de Soldado Invernal. — ela disse indicando a porta de saída como se Lynna fosse uma criancinha de cinco anos que havia acabado de fazer besteira. — Antes que você aterrorize mais alguém com essa faca e esse olhar assassino.
Inocentemente, a ruiva mais alta escorregou a faca para o coldre na coxa nua.
— Eu não fiz nada!
Nat encarou-a com seu melhor olhar de “é mesmo?”, revirando os olhos em seguida.
— Sei. — ela disse sarcasticamente. — Então fui eu que passei do nada a afiar facas na presença de Sharon?
Lynna revirou os olhos.
— Tony me pediu para dar uma olhada no arsenal e eu encontrei uma remessa de facas não apropriadamente afiadas. — ela se defendeu, entrando no elevador. — E já acabaram, para o seu governo.
Nat deu de ombros, caminhando ao seu lado até a sua porta.
— E também sou eu que estou com ciúmes de um certo homem estrelado com um plano, sou? — ela provocou.
— Vai dormir, Natasha. — Lynna resmungou, abrindo a porta do quarto e se trancando lá. — Querer matar alguém não significa que eu estou com ciúmes! É só ranço, eu já disse. Não me faz repetir isso mais uma vez.
Chutando as pantufas para fora, ela se jogou na cama, bufando com o que Natasha havia dito, irritada por que era verdade.
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