The Camp
18 Capítulo 18
Notas iniciais
-Então... – Estevan falou depois um longo tempo em silencio,eu o olhei. – Será que vai demorar muito pra chuva passar?
-Não sei pera.- eu disse e comecei a procurar meu celular.
-O que você quer? – ele perguntou.
-Meu celular, mas acho que esqueci na cabana.
-Pra que quer celular?
- Pra ligar pro São Pedro e perguntar se vai demorar muito pra chuva passar. – eu disse e ele revirou os olhos rindo.
-Como você é engraçada. – ele disse irônico.
-Ué, você perguntou se vai demorar pra chuva passar, eu só queria responder à essa pergunta com certeza. – eu disse e nós rimos.
-Não precisa me responder, eu só perguntei aquilo porque queria puxar assunto entende? – ele me olhou e riu.
-Entendo sim, então falaremos sobre o que? – perguntei rindo.
-20 perguntas? – ele sugeriu comum sorriso de criança no rosto.
-Tudo bem, você começa.
-Ok, deixa eu pensar... – ele olhou pro nada, como sempre fazia quando estava concentrado. 2 min... 5 min... 10 min –Já sei...
-Espero que seja uma boa pergunta porque depois de10 min, né meu filho.-eu o interrompi fazendo-o rir envergonhado.
-Tudo bem, qual sua cor favorita?
-Tá de brincadeira né? – perguntei rindo.
-Que foi? – ele perguntou com cara de Hãn?!
-Você levou 10 min pensando num pergunta pra me fazer e vem com “Qual sua cor favorita?” – eu disse imitando sua voz e ele riu.
-eu não falo assim. – ele disse rindo.
-AAAH fala sim. – eu disse rindo também.
-Tudo bem, agora me diga qual sua cor favorita.
-E não é que ele tava falando sério... ok, minha cor favorita é verde. – respondi e o olhei – Minha vez certo?
-Certo.- ele sorriu
-Qual a sua banda favorita? – perguntei e ele sorriu.
-Metallica. – ele respondeu e eu sorri.
-Sério?
-Sim. Isso valeu como uma segunda pergunta.
-NÃÃÃO. – eu gritei o fazendo rir.
-Valeu sim.
-Sem graça, mas falando sério tu não tem cara de que gosta de Metallica. – eu disse um pouco sem graça.
-Por que?
-Sei lá, só que eu não diria que você gosta. –dei de ombros e ele riu – E isso valeu como uma segunda pergunta.
-NÃÃÃO. – ele gritou e eu ri.
-Pareceu uma menina agora. – eu disse rindo mais e ele se fez de ofendido.
-Aí amiga qué isso? – ele disse afinando a voz,me fazendo rir mais, ele riu,deve ter sido da minha risada porque é ridícula.
-Acabou de fazer outra pergunta, e com isso você tem 16 perguntas. – eu disse e ele arregalou os olhos.
-Como assim 16 perguntas?
-agora são 15. – eu disse e ri.
-Me explica isso. – ele disse cruzando os braços.
-1º você fez a brilhante pergunta: “qual sua cor favorita?”, 2º foi o “Que foi?”, 3º foi o “por que?”, 4º foi o “Aí amiga qué isso?” e 5º foi o “Como assim 16 perguntas?” – eu disse e ele fez bico.
-Isso não vale, então você só tem 17 perguntas. – ele disse concordando com ele mesmo.
-Por que 17? – disse e tapei minha boca com a mão.
-Agora são 16. –ele sorriu vitorioso.
-Droga! –eu disse e ele riu. – Pode me... não pera... me explica isso. – eu disse cuidando pra não fazer outra pergunta.
-1º foi o “Tá de brincadeira né?”, 2º Minha vez certo?”, 3º “Sério?” e 4º “Por que 17?”. –ele disse imitando minha voz e na última pergunta tapou a boca com a mão como eu fiz, me fazendo rir.
-Ok,ok, vamos continuar o jogo. – eu disse e ele concordou. – É a sua vez.
-Ok, Qual a coisa que você mais odeia?
-Mentiras. – eu disse e ele concordou.
Continuamos o jogo por algum tempo, não sei ao certo, e a chuva não parava de cair. Eu adoro chuva, mas quando eu posso ficar debaixo das covertas na minha cama, o que não é o caso agora.
E o caso agora é: eu tenho uma última pergunta pra fazer pro Estevan e não faço a mínima ideia do que perguntar.
-Já sei.. – eu disse e ele se assustou – O que você mais gosta aqui no acampamento?
-Que bela pergunta. – ele ironizou e eu dei de ombros. – Tem que ser alguma coisa?
-Como assim?
-Tipo, e se o que eu mais gosto daqui for digamos assim... uma pessoa?
-Uma pessoa? – perguntei e ele assentiu – tipo?
-Tipo... você.
Lory POV off.
Amber POV on:
-Que droga essa chuva. Valeu São Pedro. – disse enquanto fechava aporta da baia do Fred.
Fechei a porta e me sentei escorada na parede ao lado, baixei minha cabeça e fechei os olhos, praticamente rezando pra que a chuva parasse.
-Rezando pra chuva passar? – olho pra cima e Cam sorria pra mim.
-Tenho que tentar algo né. – eu disse e ele riu sentando ao meu lado. – O que ta fazendo aqui?
-Ía andar a cavalo, mas agora acho que não vai dar. – ele disse e me olhou. – E você?
-estava andando a cavalo. – suspirei e olhei pra rua – Até que São Pedro resolveu que era hora de chover.
Ficamos em silêncio por algum tempo até que entra uma rajada de vento pela porta fazendo todo o meu corpo se arrepiar, puxei meus joelhos para meu peito e os abracei em uma forma de tentar me aquecer.
Maldita hora que não peguei casaco!
-Toma. –olho pro lado e Cam me oferecia seu casaco.
-Não precisa, eu estou bem. – sorri.
-Voce está com frio, coloca. – ele disse e eu neguei com a cabeça.
-Eu estou bem, se você me der vai ficar com frio. –eu disse e ele bufou.
-Você é pior que eu garota. – ele esticou e colocou o casaco por cima dos meus ombros.
-Mas e você?
-Eu to bem. – ele disse imitando minha voz me fazendo rir – Não sou do tipo de cara que deixa uma garota passar frio... mesmo que seja uma garota muito chata, irritante, metida a sabichona, com ...
-Já entendi. – o interrompi- Eu sei que sou bem chata às vezes.
-Voce não me deixou terminar. – ele disse
-Desculpa. – sorri tímida.
-Bom como eu estava dizendo... você é muito chata irritante
-Vá direto ao ponto. – eu disse.
-tudo bem, eu ia dizer que você tem lindos olhos verdes. – ele disse me olhando e eu corei.
-Obrigada. – eu disse sorrindo. – Seus olhos também são lindos.
-Eu sei disso. – ele disse se gabando e eu ri. – O que vamos fazer enquanto a chuva não passa?
-Não sei, alguma sugestão?
-20 perguntas? – ele perguntou e eu ri.
-Clássico. – eu disse e ele concordou. -Mas não, enjoei. Se não acharmos nada melhor pra fazer, jogamos esse.
-Tudo bem.- ele disse e olhou pra frente.
Me virei pra frente e escorei minha cabeça na parede, fechei meus olhos.
-Já sei. – ele disse me assustando. – Tem um jogo que é tipo 20 perguntas, só que não tem número certo de perguntas.
-Não parece muito interessante. – eu disse desanimada.
-Deixa eu explicar é assim... – ele deu um sermão, explicando sobre o tal jogo é +/- assim: você faz uma pergunta, a outra pessoa responde e faz uma pergunta pra você, daí antes de você responder a pergunta do outro você responde apropria pergunta. Acho que deu pra entender. – O que acha?
-Diferente. – eu disse e ele concordou. – Mas parece ser legal.
-Então eu começo. – ele disse e eu assenti – Um sonho.
-Dificil, tenho vários mas acho que o maior de todos é me formar em bioquímica. – eu disse e ele assentiu – Minha vez... já sei qual seu maior medo?
-Bom meu maior sonho e conhecer a Torre Eiffel. – ele disse e eu sorri.
-Também é um dos meus sonhos. – comentei e ele sorriu mais.
-Bom e o meu maior medo é não ser bom o suficiente. – ele disse e eu o olhei.
-Como assim?
-Sei lá, não ser bom em nada e não conseguir o que quero. Não sei explicar. – ele deu de ombros e eu assenti, abri a boca pra falar alguma coisa pra ele mas ele me interrompeu. – um segredo.
-Ok. Meu maior medo é perder quem eu amo. E um segredo... – suspirei – é um segredo que quase ninguém sabe e te peço pra que não conte pra qualquer um.
-Minha boca é um túmulo. – ele disse e eu respirei fundo.
-Eu sou adotada.
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