The Bus

5 Uma Nova Compania


O sol entrando pela janela batia em meu rosto de um jeito tão incomodo que fui forçado a acordar. Tentei lembrar da noite passada, mas as minhas memórias estavam meio embaçadas, e forçá-las fazia minha cabeça doer. Eu só me lembrava da Dr. Eller dizendo que Sophie não iria acordar. Senti uma raiva familiar e incomum e tinha uma leve lembrança, que eu acho que era Amy, pois reconheceria aquele cabelo loiro em qualquer lugar. Talvez Amy estivesse comigo ontem, poderia ligar para ela e perguntar o que havia acontecido. Me levantei e fui para a sala, que por sua vez estava toda destruída. Parecia que haviam soltado um touro bravo no meio da minha sala e cozinha. Procurei meu celular enquanto minha cabeça doía, tentando lembrar o que aconteceu na casa quando ouvi batidas na porta.

— Senhor James Mustang — Diz a voz de um homem por trás da porta — Aqui é da policia, viemos falar com senhor a respeito da noite passada.

— Sim, claro, um minuto já vou abrir — Gelei.

O que a polícia fazia aqui? Será que eu estava encrencado? O que eu fiz? Tentei me lembrar mas nada vinha. Fui para a porta atender o policial, ou melhor, os policiais.

— Bom dia Senhor Mustang, sou o Policial Brown — Disse um homem com um leve sotaque britânico, cabelos e barbas negros, ele usava um terno que pareciam bem caros. Ele estendeu o braço para apresentar sua parceira, que mais parecia sua filha -Esta é minha parceira Policial Swan.

— Senhor Mustang — ela disse, fazendo um leve cumprimento com cabeça, e depois puxou para trás da orelha uma mecha de cabelo. Ela não estava de terno como o outro policial, ela usava jeans e uma jaqueta de couro vermelha.

Estranhei pela roupa dos dois, não era um uniforme policial. Fiquei me perguntando o que faziam aqui, até que a Policial começou a falar.

— Senhor Mustang, onde o senhor esteve esta madrugada?

— Em casa, eu acho... — Disse, olhando para ela, que mantinha um olhar matador em mim, e parecia estar se segurando para não me estrangular.

— O senhor acha? — Disse o homem com um olhar severo.

— Sim, minha cabeça dói um pouco, e minhas memorias estão meio embaçadas — disse olhando para minhas mãos.

Eles se encararam um pouco, o que me deixou um pouco constrangido, logo depois virando-se para mim ao mesmo tempo.

— Senhor Mustang — a Policial Swan disse- o senhor conhece essa garota? — Ela me mostrou uma foto de Amy.

— Sim, ela é uma grande amiga — respondi assentindo com a cabeça para enfatizar minha resposta — Mas, por que essa pergunta?

— Por volta das 2 da manhã, seus vizinhos a viram chegar, mas ninguém a viu sair, e eles reclamaram de muito barulho vindo de sua casa... ela ainda está aqui?- balancei a cabeça negativamente para ela.

Se Amy estivesse na casa, estaria provavelmente fazendo cena por achar que eles foram enviados por seu pai.

Ela me olhou mais séria, e disse em um tom sério — Senhor Mustang, eu tenho um super poder, sei dizer quando as pessoas estão mentindo, e você não me convenceu muito. Se importa se eu olhar a casa?

— Não, podem entrar, não tenho nada a esconder.

Eles entraram, me enchendo de perguntas sobre o porquê da casa estar bagunçada.

Depois de alguns minutos de perguntas, o Policial Brown foi fazer a busca nos quartos, enquanto a Policial Swan ficava me encarando.

Ao voltar, o homem se sentou ao lado de sua parceira, e disse que eles não eram policiais e sim detetives particulares contratados pelo pai de Amy para achá-la.

Eu não conseguia acreditar nas palavras dele, Amy podia fazer besteiras, mas ela não fugiria de casa, pois ela sabia que com o dinheiro e a influência que seu pai tinha, não seria difícil achá-la.

A policial, agora detetive, sussurrou algo para seu parceiro que balançou a cabeça negativamente.

— James, o Sr. Jones disse que aqui seria o primeiro lugar para onde ela viria. Tem certeza de que não se lembra? — Disse Swan puxando para trás da orelha outro mecha de cabelo selvagem.

— Absoluta.

— Emma, se me permite... Qual sua última lembrança nítida meu jovem? — Pensei um pouco, e então contei a ele sobre Sophie e o acidente, enquanto ambos me encaravam e as vezes trocavam olhares. — Está certo, você está sobre efeitos colaterais de trauma forte, e teve perda de memória recente. Sua memória ira voltar gradativamente e quando voltar nos ligue. — assenti com a cabeça.

Acompanhei eles até a porta, me perguntando onde Amy poderia estar.

Assim que eles saíram, peguei meu celular para ligar para Amy, mas só caía na caixa postal.

Onde ela podia estar? Por que tinha me largado bem na hora em que eu mais precisara dela?

Me vesti rapidamente para tentar procurá-la, mas nesse instante me lembrei, Sophie. Aquele sentimento de dor atingiu meu peito novamente, abaixei a cabeça me lembrando de seu acidente, então, resolvi passar no hospital para a ver primeiro.

No ônibus, a caminho do hospital, estava tão concentrado em meus pensamentos, que não vi Katherine se sentar do meu lado. Ela então, cutucou o meu rosto, e eu me virei, notando-a ali. Ela estava sorrindo para mim, com os olhos de cores diferentes, seu sorriso parecia tão acolhedor que não consegui me segurar e sorri timidamente para ela.

— James Mustang... Quem diria que eu fosse revê-lo- Disse ela de uma forma amigável e doce. Me senti corar diante de todo aquele carinho.

— Oi Katherine, é bom ver você novamente — Fiquei surpreso por conseguir falar com ela sem tropeçar nas palavras.

— O que houve James? Você parece... preocupado... — Senti a doçura de sua voz se transformar em preocupação.

— É uma longa historia... — falei olhando para baixo.

— Uma forma educada de dizer "cuida da sua vida garota" — Ela disse, então a olhei, ela estava fazendo a cara de uma criança que iria chorar.

— Não! — eu disse de uma forma alta e bruta que acho que a assustou, e logo voltei a falar tentando concertar meu erro — eu quis dizer... na verdade — comecei a me enrolar para evitar que ela chorasse — Katherine... eu... quer dizer...

— Te peguei! — Disse ela caindo na gargalhada, que me deixou sem graça, e ao perceber isso ela aumentou a risada — Você está ficando vermelho... — eu voltei a encarar o chão, e ela percebendo, mudou de assunto. — Por falar nisso, eu não tive a chance de te agradecer por aquele dia no parque, tenho certeza de que a Amy te recompensou muito bem.

— Amy? — Não pude esconder minha confusão, por que ela havia dito aquilo? — Na verdade ficamos em silêncio a viagem toda... so nos falamos depois no hospital.

— Hospital?

Sua expressão de surpresa era algo incrivelmente belo.

"Não é hora para isso James, Sophie está no hospital, e Amy desaparecida, você não tem tempo para perder admirando Katherine" minha mente repetia várias vezes repreendo, consigo ver o interesse em seus olhos.

— Está bem, James Mustang....você me convenceu — ela disse ficando em pé dentro do ônibus enquanto apontava para mim fazendo com que todos dentro do ônibus nos olhasse — Eu, Katherine Tyler, serei sua companheira nessa aventura, ficarei ao seu lado até que sua irmã acorde e até acharmos a Amy.