Notas iniciais
Oi, está é a minha primeira aventura na categoria Originais. Espero que gostem dessa história.

Inglaterra

Palácio de Berkshire

— Madalena, pode acordar a princesa para o café da manhã. Aproveite e retire o príncipe do quarto também. Quero todos presentes para o início do café. — Lady Daiana disse.

— Sim, senhora. — A criada assentiu e subiu as escadas para o segundo andar do palácio. Ela bateu a porta do quarto da princesa. — Senhorita Lucy. Sua mãe a espera para dar início ao café da manhã.

— Tudo bem, Madalena. Desço em cinco minutos. — A princesa gritou de dentro do quarto.

A mesma foi rapidamente até o quarto do príncipe e bateu a porta.

— Senhor Liam, sua mãe lhe espera para o café.

— Já estou descendo.

Alguns minutos depois, Lucy atravessou o hall e entrou no salão. Desejou um bom dia para mãe e sentou-se ao seu lado.

— Por que ainda está em casa à essa hora da manhã? Pensei que iria para Londres com o papai. — Lucy comentou distraidamente, enquanto apanhava um croissant.

— Eu preciso conversar com seu irmão e depois vou me encontrar com seu pai no heliporto.

— Isso não pode ser bom. — Liam disse, entrando no salão e beijando o rosto da irmã. — Bom dia. O que precisa falar comigo, alteza?

— Seu pai e eu estaremos voando em poucas horas para Londres. Ele vai acertar em definitivo o seu noivado com a princesa Mia. Finalmente iremos oficializar nossa negociação.

— O que? E quando vocês pensavam em me avisar que estão me tornando noivo de alguém? — Ele questionou.

— É apenas um fato, Liam. Você sabe que precisará se casar em breve. Mia é ótima. A futura rainha da Inglaterra. Quem melhor do que ela para se casar?

— A princesa Mia sabe disso? — Lucy perguntou.

— A rainha-avó iria lhe contar alguns dias atrás, então acho que sim, ela já deve saber. Vocês dois ficarão perfeitos reinando em alguns anos. E principalmente nas capas das revistas mais importantes de todo mundo. — Daiana falou sonhadoramente.

— Você se importa com a minha opinião sobre isso, pelo menos? — Liam voltou a questionar. — Quando falaram sobre isso, achei que era apenas um delírio.

— Não se canse, querido. É um fato. Não há mais como voltar atrás. — Ela deu dois palmadas entusiasmadas e se levantou. — Seu real pai me espera. Até mais tarde, meus filhos. Por favor, não destruam o palácio. — A mãe deixou o salão.

— Uau. É a primeira vez que te vejo calado depois de uma bomba dessas. Você não está pensando em aprontar, está Liam?

— Apenas estou chocado com a forma que nossos pais lidam com o que pensamos. Eu descubro que estou noivo de um dia para o outro, quando o noivado já está praticamente selado. A minha opinião? Totalmente descartável. — Liam balançou a cabeça negativamente.

— Você sabe que não temos muita opção em relação a isso. Só tenho medo de quando for a minha vez. O internato não é tão ruim agora. Aliás, preciso ir para lá, então vou levar o carro com motorista. Acha que pode sobreviver uma manhã dirigindo?

— Não pretendo sair hoje. Essa notícia me deixou de maú humor.

— Tudo bem. Preciso comprar uns livros para o próximo semestre, mas volto para o almoço. Até mais. — Acenou saindo. — Boa sorte com isso.

Palácio de Westminster

— Bela, bela, mais que bela! — Chris entrou batendo palmas no quarto. — Vamos, minha princesa. É hora de acordar.

— Chris, você tem algum problema? — Mia perguntou sonolenta. — Já não basta que tenha me obrigado a ficar naquela festa ontem a noite até o final.

— Você estava maravilhosamente bem vestida naquele modelo exclusivo e todas as atenções lhe estavam voltadas. É claro que precisava marcar presença até o final. Todos queriam sua atenção.

— É por que são um bando de interesseiros. Só queriam atenção da futura rainha da Inglaterra e não conhecer quem realmente sou. — Reclamou tentando arrumar os fios de cabelo fora do lugar.

— Normal, não é bela? Porém, não pode se deixar abater por causa disso. Que eu saiba, hoje os pais de seu lindo noivo estarão aqui para oficializar seu noivado com a rainha-avó. Ou seja, teremos um almoço muito importante hoje, então, está na hora de levantar e começar a se preparar.

— Acha que ele vem também?

— Acredito que não. — Chris negou. — É apenas uma burocracia. Você só o verá, provavelmente, no jantar de noivado oficial.

— Nem me lembre disso! — Ela deslizou para fora da cama e foi em direção ao closet. — A parte boa é que Kate poderá escolher seu próprio marido, como uma pessoa normal.

— Até parece, belíssima! Nós conhecemos bem sua irmã. Ela está à espera de fisgar o coração de algum príncipe super lindo e promissor. Sinto ser eu a lhe dizer, mas Kate é uma jovem de cabeça oca, que só pensa em festas da realeza, vestidos caros e dinheiro.

— E me parece que o colégio interno apenas está piorando essas ilusões de fama e riqueza. Nós somos princesas, não atrizes da televisão.

— Alguém precisa dizer isso a ela, querida. Por que, pelo caminho em que segue, a rainha-avó vai terminar cortando todas as suas regalias reais. E a crise vai começar por aí. — Ele avisou.

— E você acha que eu não sei? Já tentei conversar com ela milhares de vezes, mas parece mais perdida à cada vez que conversamos. Estou preocupada.

— Oh, bela. Eu tenho que te aconselhar como seu melhor amigo e personal stylist: não perca tempo com sua irmã. Deixe isso para sua amada avó. Tudo que não precisa agora com um casamento a vista, é se estressar com os caprichos dela.

— Impossível, Chris! Ela é minha irmã mais nova e preciso cuidar dela. Mesmo que isso me deixe de cabelos brancos antes dos trinta anos. — Mia passou vestida em um hobe para o banheiro da suíte.

— Alguém precisa avisar ao príncipe Liam, em que família ele está entrando! — Mark gritou, rindo.

— Calado!

Internato Real de Londres

— Oh, céus! Eu não acredito que meus pais me mandaram tão cedo para esse lugar. — Liz reclamou. — Nós ainda tínhamos dois dias para aproveitar, antes que as férias terminassem.

— Não é tão ruim assim, Lizzie. Nós teremos tempo para arrumar tudo antes do começo das aulas. E tenho certeza de que você irá se juntar as suas amiguinhas para zombar das novas alunas. — Alex argumentou.

— Eu não tenho culpa se elas parecem pequenas criaturas amedrontadas. Os fracos não tem lugar por aqui. — Ela olhou em volta. — Onde está Isabelle?

— Deve estar chegando a qualquer momento. O pai recebeu uma convocação do exército. A mãe está em Newport com a família.

— De quem as reais garotas estão falando? — Louis perguntou, aproximando-se com Matteo.

— Liz está reclamando por ter voltado cedo para o internato. — Alex respondeu. — E vocês, garotos? Por que estão aqui tão cedo?

— Minha casa estava um tédio. Pensei em chegar mais cedo e aproveitar para dar uma olhada nos alunos novos.

— Diga por você mesmo. Estou aqui por que meus pais receberam uma convocação real. E há boatos por aí... — Matteo comentou.

— Sobre? — Liz questionou.

— Sobre a futura rainha ter um pretendente.

— Fala sério! Como você sabe disso e eu não?

— Convocação Real.

— Ser príncipe tem mesmo suas regalias. — Louis riu.

— E já sabem quem é o pretendente? — Alex perguntou.

— Ainda não. Acho que não saberemos até o noivado ser anunciado oficialmente. Bem, há sempre a possibilidade de que ele esteja entre nós.

— Eu preciso saber quem é. Vai ser a maior notícia do ano. — Liz afirmou. — Vou procurar as garotas. Alguém deve saber. — Ela saiu andando, deixando os amigos para trás.

— Rádio-Elizabeth a caminho. Salve-se quem puder! — Louis fez graça.

Palácio de Westminster

— Em quanto tempo? — Chris perguntou.

— Eles devem chegar em alguns minutos. — Mia respondeu. — Estão vindo de helicóptero.

— Chique. — Ele admirou. — Onde está a rainha-avó?

— Tratando de negócios com o Primeiro-Ministro. Mas, estará aqui para o almoço. Pelo menos, eu espero.

— E você será a bela anfitriã, estou certo? — Ela assentiu. — E a real irmã?

— Arrumando as malas para voltar ao internato. Eu espero que essa estadia no colégio interno, lhe deixe um pouco menos gananciosa.

— Sonhar não custa nada, bela. Mas, eu não quero lhe deixar tensa antes do almoço com seus futuros sogros, então vamos buscar um pouco de chá para acalmar os nervos. — Ele encaminhou a princesa para área da cozinha. — Uma xícara de chá, por favor. — Pediu a uma das criadas.

— Você acha que isso vai dar certo, Chris? Toda essa história de casamento? — Perguntou, encolhendo os ombros.

— Contos de fadas não existem, minha querida. Mas posso dizer que eles acontecem de vez em quando. Já vi um ou dois casais que não tinham nada em comum, obterem um relacionamento perfeitamente harmonioso. Talvez não haja amor, porém uma bela amizade. — A criada entregou a xícara de chá e os dois se encaminharam para o jardim nos fundos do palácio.

— Não sei se estou condicionada a viver em um casamento com uma pessoa que considero ou vá considerar um amigo. Eu sou antiquada, Chris. Gosto de romance, filmes água com açúcar, bombons e flores. Um casamento arranjado claramente não será assim.

— Eu sinto tanto por isso, bela. Mas não posso lhe prometer que será o casamento mais feliz do mundo. Apesar de que te ame de coração, só posso garantir uma bela e incrível cerimônia.

— Eu não me importo com a cerimônia, se o casamento não tem sentido algum. — Ela disse, tomando um gole do chá.

— Oh, bela. Não mantenha essa expressão triste. Vocês terão algum tempo para se conhecer antes do casamento. Quem sabe algo não aconteça aí? — O amigo sugeriu.

— Eu duvido muito.

Ouviram o som de hélices trabalhando furiosamente e uma ventania forte começar. O helicóptero que trazia os pais do príncipe acabava de pousar no heliporto um pouco distante do palácio.

— Pontuais como bons britânicos. — Chris suspirou. — Eu te ajudo nessa, bela.

— Obrigado.

Os dois caminharam até a área em que o helicóptero havia baixado. Uma mulher com jóias vistosas, uma vestido longo e os cabelos presos em um coque tradicional descia da aeronave com a ajuda de um homem de meia idade de terno e cabelos quase grisalhos. Os seguranças estavam por toda parte, sempre temendo uma atitude hostil.

— Oh, eu odeio essa coisa. — A mulher reclamou. — Balança como uma balsa atravessando o Mar Mediterrâneo.

— Eu sei disso, querida. Você sempre diz isso. — O marido lhe sorriu.

— Sejam bem-vindos, Lady Daiana e Lord Isaac. — Mia saudou, vendo os olhos dos dois se arregalarem em surpresa.

— Princesa Mia, é um prazer voltá-la à ver. — Lord Isaac disse, fazendo uma breve reverência.

— Princesa, está ainda mais bela do que antes, se é que isso é possível. — A Lady repetiu o ato do marido.

— Agradeço, suas palavras são muito gentis. Venham comigo, o almoço logo será servido e a Rainha se juntará a nós a qualquer momento.

Os quatro fizeram o caminho para entrada principal do palácio em silêncio. Mia sentia-se tensa, com os pais de seu futuro noivo logo atrás de si. Chris mantinha um olhar avaliador sobre qualquer coisa ao redor, exceto a situação ali presente. Lady Daiana parecia muito interessada em toda decoração do palácio e Lord Isaac estava alheio, observando algumas das caríssimas obras de artes nas paredes do hall. A futura rainha quase sentiu-se afundar de alívio, quando viu a Rainha-avó descendo graciosamente as escadas e saudando os convidados.

— Sinto muitíssimo por meu atraso, mas haviam questões de extrema urgência para tratar com nosso Primeiro-Ministro. Preciso estar sempre a frente de todas as decisões parlamentares. — A rainha Elizabeth explicou-se.

— Não, não. Creio que nós estamos adiantados. — Isaac pronunciou rapidamente. — Encontramos um tempo bastante ensolarado, com poucas nuvens. Ótimo para viagens rápidas.

— Fico feliz que tenham feito boa viagem. Nosso almoço acaba de ser servido no salão de jantar. Queiram seguir-me, por favor. Senhor Twen, poderia chamar a princesa Kate em seu quarto?

— Claro que sim, alteza. — Chris reverenciou-a e seguiu para o segundo andar da casa com extrema rapidez. Os outros acomodaram-se no salão.

— Acredito que pelo fato de terem vindo hoje, nosso acordo já está muito bem acertado. Príncipe Liam e a princesa Mia devem estar unidos em matrimônio conforme o planejado. — A rainha voltou a pronunciar-se.

— Sim, com certeza, alteza. — Daiana apressou-se em dizer. — Estamos aqui justamente para selar em definitivo o acordo real.

— Ótimo. Será uma união que ficará para história. Mia já é uma sucessora amada por seu povo. O príncipe tem sido um exemplo de discrição e boa reputação. Creio que serão amados por todos.

— Estou totalmente de acordo.

— Com licença, perdão pela demora. — Kate desculpou-se, entrando no salão e sentando-se ao lado da irmã. — Tinha muitas coisas que arrumar, antes de voltar ao Internato Real.

— É uma ótima instituição para jovens da nobreza. — A Lady aprovou. — Nossa caçula estuda lá.

— Lucy de Berkshire, eu sei. Tenho certa popularidade no IRL, o que me confere conhecer a todos os nosso príncipes, princesas, duques e afins.

— O IRL tem sido nossa melhor decisão em muitos anos. Formamos excelente cidadãos e nobres que realmente sabem como podem contribuir para nossa sociedade. — Mia pronunciou-se, ainda um pouco incomodada.

— Oh, sim. Mia estará indo para dar algumas aulas no Internato. Sua graduação em Ciências Políticas saiu a poucos meses. — Elizabeth falou orgulhosa.

— É verdade. A diretora do internato pediu também que ajudasse as garotas com orientações. Precisamos saber quem é o futuro da nossa sociedade.

— Oh, eu concordo plenamente. Se não estivermos muito atentos aos nossos adolescentes, não saberemos realmente que caminho estão tomando. — Isaac concordou.

— E Mia, pensa em continuar a estudar? — Daiana perguntou.

— Sim. Estou tomando aulas para alcançar meu mestrado em breve. Só pretendo parar quando alcançar meu PhD com louvor. Será uma longa jornada, mas tenho certeza de que será satisfatório.

— Em que universidade?

— Oxford.

— Excelente. — O Lord disse satisfeito. — E princesa Kate?

— Pretendo ingressar em Oxford, assim como minha irmã, no próximo ano. Tenho certo fascínio por Literatura Inglesa. O trabalho parlamentar não é exatamente a minha especialidade.

— Creio que não vá se preocupar com isso, já que Mia é a primeira na linha de sucessão. Entretanto, fico contente que pense em planos futuros. — A rainha-avó limitou-se a dizer.

— Obrigado, vovó. — Respondeu polidamente.

Apesar de o almoço ter parecido um momento harmonioso, assim que a rainha se retirou para seu escritório com os pais do noivo, depois do almoço, Kate voltou a colocar sua personalidade em evidência.

— Sim, isso mesmo. Pode confirmar a compra de sete vestidos Valentino, dez conjuntos sociais da paleta pérola-azul royal e doze pares de saltos altos da coleção de inverno. Quero a entrega ainda hoje no palácio de Westminster, em nome da princesa Kate. — Desligou abruptamente o celular.

— Uau. E eu que pensei que sua última leva de compras havia sido três dias atrás para Chanel sediada aqui em Londres. — Christian comentou ironicamente. — Acho que foi um rombo de quase trinta mil euros.

— Isso para minha conta bancária não é nada, Twen. Sei que não entende, por que sua conta não chega nem aos pés da minha. Stylist e assistente pessoal não são duas coisas muito lucrativas. E ainda espero que minha irmã chute seu traseiro para fora daqui em breve. — Kate rebateu.

— Kate! — Mia ralhou. — Não volte a falar assim com Chris, entendeu? Você deliberadamente exagerou nessas suas compras. Vovó não vai gostar nada quando descobrir.

— Se eu não posso gastar o meu maldito dinheiro, então o que vou fazer com ele? Distribuir aos pobres? É a minha parte da herança dos nossos pais, posso fazer o que bem entender com ela.

— O que vai fazer quando tiver liquidado totalmente o restante do patrimônio que nossos pais deixaram para nós? Sinto muito em lhe informar que não há nenhum tipo de fundo para nobres falidos em nosso sistema e sei que não suporta ficar sem dinheiro, então me diga. O que fará?

— Cale a boca, Mia! Eu não preciso ouvir os seus sermões! — A mais nova rugiu, furiosa.

— Precisa sim! Eu sou sua irmã mais velha e é meu dever impedir que acabe com tudo que nossos pais nos deixaram após suas mortes. Você não vai gastar todo aquele dinheiro e depois correr atrás de um príncipe milionário da família para restaurar-se outra vez. Não será uma oportunista, enquanto eu ainda estiver viva.

— Então o que vossa majestade pretende fazer, huh? — Desafiou.

— De hoje em diante, seus cartões de crédito, talões de cheque e todas as suas contas bancárias estão bloqueadas. Vou falar agora mesmo com o tesoureiro para impedi-lá de gastar um euro a mais sequer. — Mia disse determinada.

— Você não pode fazer isso!

— É a minha decisão definitiva, até aprender dar valor as coisas que realmente importam. Agora suba para seu quarto e termine de arrumar suas malas. Você retornará ao internato amanhã bem cedo.

— Eu te odeio! — Kate subiu as escadas correndo. Mia desabou sobre o sofá do salão de visitas.

— Finalmente assumiu as rédeas dessa família, bela. E devo dizer que fez muito bem. Kate precisa de uma lição. — O amigo falou, apertando levemente o ombro da princesa.

— Eu sei, Chris. E sei que estas últimas palavras foram da boca para fora. Só preciso que Deus me ajude a não perder o controle da situação novamente.

— Você não vai, bela. É uma questão de dar tempo ao tempo. Logo verá que o resultado foi positivo.

— Assim espero...

Palácio de Berkshire

— Liam, vai mesmo se recusar a conversar até comigo? — Lucy perguntou, choramingando.

— Não, Lu. Desculpe, é que eu ainda estou com muita raiva de toda essa situação. — O irmão desculpou-se.

— Nós sabíamos que uma hora ou outra nossos pais fariam isso.

— Acho que pelo menos deveriam me consultar antes de me tornar noivo de alguém. Ou melhor, noivo da futura rainha. Eu se quer a conheço!

— Eu sei. — Ela suspirou. — Mas o que realmente você pode fazer? Infelizmente nada. Sabe que se recusar, eles vão te destruir. Nossos pais serão os primeiros a te recriminar, junto com o resto da Grã-Bretanha. Mia é uma princesa amada pelo povo. Muitos príncipes e até mesmo caras comuns morreriam para casar-se com ela.

— Eu não sou um deles, Lucy. Eu tenho apenas vinte e três. Ainda não quero me casar com ninguém. Além do mais, essa garota deve ser uma deslumbrada, que pisa em todo mundo só por que vai ser rainha em alguns anos. — Liam reclamou.

— Você pode ter razão, assim como também pode estar engado. Todos dizem muito sobre sua generosidade, inteligência e simpatia. — Lucy argumentou.

— Isso são o que as revistas dizem e os bajuladores que esperam algo em troca do elogio.

— Então por que não descobre por si mesmo? Nós estaremos indo para seu jantar de noivado em breve. Aí você terá uma chance para conhecê-la melhor e assim decidir. Se vai levar o casamento adiante, apesar de tudo, ou, desistir e enfrentar quais quer que sejam as consequências.

Notas finais
Espero que gostem da história.
Estou esperando retorno. Sintam-se a vontade para comentar se gostaram, dar dicas ou fazer críticas construtivas.
Até a próxima!