The Bridge
2 Capítulo 1 - A Ponte
Notas iniciais
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Já era madrugada, Helena e Deino, que eram irmãos, voltavam para casa caminhando ao lado de uma movimentada rodovia, que, devido a hora avançada estava incrivelmente deserta após um longo dia de trabalho.
Helena tinha 19 anos tinha uma boa estatura, um pouco mais de um metro e sessenta e cinco de altura, tinha um corpo forte devido ao trabalho que teve de praticar desde de cedo para ajudar a família .Seu pai foi chamado para guerra muito cedo. Seu rosto tinha traços marcantes, seu nariz era fino e um pouco achatado. Seus cabelos castanhos e ondulados caíam sob os seus ombros. Embora eles ficassem presos na maior parte do tempo eram bonitos quando soltos, realçava ainda mais seus olhos de cor âmbar que conseguiam ser bem expressivos.
Vestindo uma bermuda jeans colada ao corpo e uma Blusa listrada que descia ate o seu quadril. Carregava consigo uma bolsa que tinha suas roupas de trabalho, e partes de galinhas que pegavam no final do dia de trabalho.
Deino, era dois anos mais novo, um pouco mais magro e mais alto que sua irmã, cerca de um metro e setenta, o seu rosto tinha traços finos seu nariz era tão achatado quanto o da sua irmã, seus olhos e seus lábios finos as vezes transparecia as suas intensões, mesmo que ele não desejasse, como na maioria das vezes. Seu sorriso aberto sempre convencia a sua irmã a fazer as suas vontades.
Ele vestia calça jeans e a sua blusa favorita, uma regata preta junto com o seu lenço da sorte vermelho. Seus cabelos castanhos eram um pouco longos e ficavam bem acima dos ombros, eram ondulados, ele sempre mexia no cabelo quando algo o incomodava. Ele também carregava uma mochila de cordinha onde estavam o sua roupa de trabalho.
Os irmãos trabalhavam na granja da vila. Alimentando e separando diariamente as galinhas que posteriormente iriam ao abate. Estavam cansados e sentiam falta da escola e de como era a vida antes da guerra e das doenças advindas pela a falta de mantimentos e cuidado da família.
–Lena, você acha que vamos conseguir pegar a banha para mamãe?
–Não sei Deino, a fila é bem grande, e agora que chegou o carregamento de materiais químicos, todos querem fazer dinheiro com o sabão. — Falou Helena andando rapidamente em direção a sua casa.
–Engraçado como uma banha pode virar sabão em tão pouco tempo. — falou esticando os seus braços para atrás do corpo.
–Verdade – Lena riu divertindo-se com as caras que o irmão fazia ao tentar esticar completamente o braço para trás, de repente percebeu que a sua feição mudou e olhou para a frente — Deino?! — indagou surpresa.
–O que é? — Falou ele atônito
–Sempre teve uma ponte vermelha ali?
Uma ponte, construída de tijolos vermelhos estava erguida diante deles. Enorme, passava sob as quatro pistas da rodovia. A ponte que aparentemente não levava a lugar algum, pois o seu final dava ao lado de uma grande floresta que acompanhava uma boa parte da rodovia. Acima desta, podia-se ver bastante movimento de pessoas levando e trazendo cargas através de carroças e carros puxados a mão. Também observaram animais e pessoas que eram estranhas a sua vista. Seres que ao passar bem ao meio da ponte pareciam ser envolvidos por uma película, logo desaparecendo. Deino jogou os restos de comida no chão e se dirigiu lentamente em direção a ponte.
–Lena precisamos ir lá! — empolgado, já correndo em direção a ponte.
–Deino espere! Pode ser perigoso. — Helena o pegou pela camisa.
–Temos que ir lá ver, não estava lá pela manhã quando saímos!
–Por isso mesmo! Pode ser alienígena! — falou com a cara assustada.
–Alienígena, Lena? Sério? — retrucou impaciente – Você só pode estar de brincadeira. Vamos lá! — puxando-a para a ponte — O que pode acontecer?
–Está bem... — falou hesitante andando em direção a ponte onde a medida que ficava mais próxima parecia ficar menor. Ao chegar bem em frente Deino parou e olhou para sua irmã com um olhar sorridente.
–Você primeiro. — Falou Deino com um sorriso de empolgação no rosto.
Helena olhou para o seu irmão com uma cara de preocupação respirou fundo e disse:
–Ta bom... — Helena mesmo resmungando, colocou o pé direito no primeiro degrau e sentiu uma grande energia percorrer o seu corpo, ao dar o impulso para subir o primeiro degrau da escada ela já estava no ultimo olhando a parte superior da ponte. Ela olhou para atrás e surpreendeu-se vendo que já havia subido todos os degraus, olhando o seu irmão indagou — Você... — fez uma pequena pausa o encarando com surpresa — Não vem?
Quando Deino colocou o pé no degrau Helena pode ver como agiu a energia que ela sentiu. Quando o pé de Deino tocou o degrau assim como uma lâmpada ele brilhou e como em um flash Deino já estava ao lado da sua irmã.
–Cara! Isso é melhor que os elevadores da mina — mantendo a sua expressão de empolgação.
Ao chegar no nível superior da ponte foi onde eles puderam observar melhor o portal e a ponte onde estavam. Na parte superior, os tijolos vermelhos pareciam pulsar como sangue em veias e logo a diante estava o portal.
Ele tinha a forma de uma película, uma grande bolha de sabão onde pequenas manchas de energia se formavam. Era possível observar perfeitamente o outro lado da ponte, onde havia um guarda policial que estava vestido com o fardamento que era uma calça azul midnightcom costura cor de vinho o sapato preto e uma camisa vinho por dentro de uma jaqueta que tinha a mesma cor da calça, no ombro tinha o símbolo do governo que era quatro polígonos que formava um par de asas.
Sem perceber já estavam bem a diante do portal e já estendiam a sua mão para tocá-lo, quando subitamente um homem baixinho e corpulento vestido de couro e segurando um machado saiu do portal e perguntou com indignação.
–Tá olhando o que? — os encarou com um rosto desafiador e saiu em direção a vila.
Surpresos Helena e Deino começaram a rir de sí mesmos quando o homem, o qual era um anão os xingou ao longe. O guarda já colocando a mão no cabo de sua pistola observando a situação os encarou e os indagou:
–O que fazem aí? O Portal já irá fechar. Vamos circular que aqui não é ponto de parada não.
Eles se entreolharam, deram as mãos e decidiram entrar no portal.
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