The Brave Witch
1 Capitulo 1 - Encontro do Destino
Notas iniciais
A historia que irei contar a todos, não é algo tão exagerado, não é sobre batalhas espaciais, ou então uma historia sobre um protagonista bom de briga que pune os maldosos e salva o dia haha... A historia que irei lhes contar se fala um pouco mais em grandes aventuras composta por duas crianças levadas, um grande sapo sábio falante, um louco inventor que sonha ir para a lua e uma perigosa bruxa... Se você gosta de historias assim, então ficarei feliz em lhes contar.
Essa historia começa em uma terra muito distante, onde existem dragões, fadas, animais falantes e a magia tem o seu valor, mas a nossa famosa protagonista não vive em um ambiente tão bonito e cheio de alegria... e nesse lugar cheio de solidão vive a nossa pequena Jully, uma bruxinha que está tentando seguir os passos da mãe para se tornar uma grande bruxa no futuro.
—Ufa ufa... Terminei de pintar de você Abelard, levou um tempinho mas agora você faz parte dos desenhos importantes. —Jully expressou um grande sorriso no rosto e toda coberta de tinta.
—MEIO DIA!!?? É HORA DE FAZER A FAXINA ANTES DA MAMÃE CHEGAR! VAMOS BAKO ME AJUDA!. —Olhando para o relógio assustada, ela segura e puxa a calda de Abelard pra que ambos comecem a trabalhar juntos na faxina.
—Vamos começar pela sala, a mamãe vai estar cansada e vai querer descansar em sua poltrona favorita, eu limpo a poltrona e você fica com o chão!
Porem, durante a faxina, Abelard derrubou as cadeiras com sua calda. —Oh não Abelard... Acho melhor você ficar com a parte de limpar os quartos, eu sei que você pode retirar toda poeira dali.
Abelard ficou feliz e foi em rumo ao seu pequeno trabalho, assim a sala ficou organizada do jeito que era. E chegamos a parte da cozinha e banheiro...
Jully reagiu com um sentimento de nojo em relação a pia da cozinha, mas ela é bem motivada para fazer o possível, tudo para que sua mãe sinta orgulho, então Jully usou sua magia.
Como esperado... Abelard limpou toda poeira dos quartos mas as coberta foram junto.... Então Jully saiu correndo depois da louça para recuperar as cobertas. E por ultimo, o banheiro, Abelard ajudou na parte dos instrumentos básicos, e com tudo conseguiriam limpar a casa.
Exaustos, resolveram descansar, Abelard expressou-se triste pela 'bagunça' que fez durante a faxina, e Jully olha para ele com carinho e diz. —Ta tudo bem Abelard, você se esforçou e só de ter feito isso eu já fico feliz por você.
Abelard ficou feliz, enquanto Jully estava fazendo cafuné, questionava a si mesma.. —Sabe eu adoraria conhecer o lugar de onde você nasceu, seria bem divertido. Apesar de que casas como essas não são lugares adequados para dragões, mas eu gosto da sua presença comigo, me faz esquecer-se de preocupações.
Alguém de repente bate na porta, e não era nada mais que a sua própria mãe e seu delicado gato chamado Nino. —Jully! cheguei!
—Ai meu deus ela chegou, você tem que ir para o quintal Abelard! se ela ver você aqui dentro de casa vai me dar uma bronca... Então Jully empurrou Abelard pela janela da cozinha, assim fazendo-o cair no quintal da sua casa.
Jully abre a porta com bastante ânimo e pergunta a sua mãe. —Oii, como vai mamãe?
—Eu vou bem e você? Tem aprontado muito aqui em casa?
—Ah que isso, eu só fiz as lições diárias de sempre hehe. —Jully expressava um sorriso falso em seu rosto.
—Pelo visto andou brincando com aquele bicho de novo.
—É... —Murmurava Jully sentindo um peso de culpa da situação.
—Mas olha bem, a gene limpou a casa e está tudo organizado até a louça. —Jully coloca apoio sobre uma pilha de pratos e acaba derrubando-os.
—É... Nem tudo organizado...
—Francamente... Você precisa ter mais responsabilidade e ciente dos seus erros, assim você não vai alcançar um nível maior em feitiços como a sua mãe. —Dizia sua mãe com uma cara de decepção e utilizando seu feitiço de restauração para consertar os pratos.
Ambas sentaram se na sala mas Jully parecia curiosa e perguntou a sua mãe. —Hey mãe... Queria te fazer uma pergunta...
—Oh, o que é?
—É sobre o mundo lá fora, como ele é? Que lugares extraordinários você passou?
—Ai ai... Com esse papo de conhecer o mundo lá fora de novo... Já conversamos sobre isso Jully... —Expressava uma cara de decepção novamente.
—Mas mãe eu sempre quis saber como é as coisas lá fora, tipo as montanhas, os vales maravilhosos, pessoas diferentes...
—Eu já disse que não vou te dar permissão para ir ao mundo lá fora...
—Mas é como um sonho que eu nunca tive, se ao menos você me levar com você...
—Você já esta bem feliz com o lugar que tem, pra que você quer ir a outros? Não são nada importantes.
—Mas mãe...
—BASTA!!! —Lançou-se um feitiço contra a parede ao seu lado, enquanto Jully a observava com uma expressão triste e assustada.
—Estou bem exausta das compras querida.. pode me fazer um chá por favor? —falava de uma forma cansada para sua filha.
Após o chá, a sua mãe foi dormir... Enquanto isso Jully estava isolada em seu quarto vendo Abelard de longe e dizendo. —ah Abelard... Seria bom demais pra ser verdade... Conhecer o mundo de uma forma bem diferente, se divertir ao máximo... Eu gostaria muito de viajar com você algum dia.. Eu ainda acredito que o meu sonho vai se realizar... Mas minha mãe acha que eu não tenho responsabilidade o bastante, afinal não terei isso tão cedo...
Abelard de uma forma triste olhou para ela lá do chão, enquanto Jully se perguntava sobre o mundo —Desde que estou morando aqui, tem sempre uma barreira mágica que me impede de ir lá fora, a minha mãe diz que isso é pra proteção porque as pessoas odeiam as bruxas, ela selou essa magia para que eu não ousasse ir para longe e contra pessoas de vários reinos desse mundo... eu queria tanto ver um... Eu só queria realizar o meu sonho.. —Jully lacrimejou olhando para as estrelas no céu.
E na manhã seguinte, sua mãe disse que voltaria mais tarde para casa, pois estaria em uma reunião das bruxas mais poderosas do mundo, e Jully expressando um tchau e um pequeno sorriso para ela enquanto ela desaparece da paisagem a sua frente.
Enquanto isso, nos arredores da cidade, um rapaz passa com muita pressa carregando uma sexta de pães.
—SAI DA FRENTE GENTE QUE EU TO PASSANDO!
—ALGUÉM PARE ESTE GAROTO!! —gritou um padeiro que estava-o perseguindo.
—HAHAHA TENTA ME PEGAR AI IDIOTA! —gritava o garoto ao passar por um local onde havia carregamento de alimentos dentro de sextas.
Com toda essa correria rolando, até guardas do reino se juntaram a essa perseguição para pegar o ladrãozinho de pães, enquanto o garoto passava por lugares mais difíceis e fechados.
Depois de uma longa perseguição, o garoto consegue escapar facilmente, e aproveitando a vida comendo pães e olhando para o céu azul sentindo a brisa em seu rosto.
Abaixo dele, vemos um local de apostas, um lugar perfeito para trapacear... O rapaz após comer sua refeição foi até os indivíduos que estavam jogando.
—Ora ora parece que vejo um bando de perdedores aqui.
—O que esta falando moleque? Caia fora daqui! —disse um homem que estava perdendo o jogo.
Contudo o rapaz mostrou uma joia falsa para todos e disse que apostaria aquilo, com um grande sorriso satisfatório ele dizia.
—O meu nome é Edward! e vocês irão perder feio!
Os rapazes demonstravam interesses com essa tal magnífica Joia. Era um momento perfeito para usar dados viciados e trapacear facilmente.
—Certo! Então vamos lá! —Dizia o garoto com muita empolgação.
A partida foi começando a ficar complicada, enquanto todos perdiam seus pertences valiosos para um mero garoto de 13 anos de idade, mas a felicidade não duraria para sempre...
—Espere ai! Tem uma coisa errada com esse jogo.
—Ah qual é? Você cansou de perder e ficou bravo do nada por ser ruim? —Dizia o garoto com bastante confiança.
—Me deixe ver os seus dados!
—Opa amigo que papo estranho é esse, não tem nada de errado com meus dados... —Dizia o garoto um pouco preocupado enquanto havia um homem bem alto atrás dele com uma cara assustadora.
—Então amigos, é acho que é hora de eu ir pra casa sabe... Deixei o forno ligado... Então é isso! —Rapidamente o garoto coleta todos os pertences valiosos e foge.
—PEGUEM ESSE TRAPACEIRO!!
—Ótimo dia.. Agora essa é a segunda fuga que faço...
De repente o padeiro e os guardas aparecem em sua frente, sem decisão para onde ir, o garoto decidiu subir uma escada ao lado dele e desesperadamente corria, pulando de casa em casa... E cada vez mais apareciam mais homens para-o cerca-lo!
Percebeu-se que não tinha como se esconder pela cidade, então decidiu ir para longe dela, correndo em direção á floresta, Porem durante um caminho ele escorregou e derrubou os pertences... Diretamente num rio..
Sem saída, ele resolveu se esconder em algum lugar além da floresta, e encontrou uma casa velha onde seria um ótimo abrigo. Escondido dos homens, ele resolveu relaxar numa poltrona bem confortável... Mas percebeu que ao seu redor tudo era estranho, então ele decidiu ver mais sobre o lugar.
—Mas que casa estranha, quando eu cheguei a olhar pela frente, essa casa parecia velha, mas por dentro parece outra coisa, será que tem gente morando aqui? Bem, que seja, eu to afim é de relaxar.
Parecia um bom lugar pra descansar, até uma coisa chutar o seu traseiro e em seguida acertar a sua cara várias vezes...
—POFT! POFT! POFT! POFT! POFT! POFT!
—QUEM É VOCÊ INTRUSO!!?? —Gritou Jully diante do garoto deitado no chão de sua sala após receber chutes de um par de botas enfeitiçado. Com tudo o rapaz não respondia, provavelmente estaria desmaiado pensou Jully.
Até que... Alguém bate na porta e chama por Jully. —Jully! Querida eu esqueci o veneno para Lagartixas Gigantes!
—Ah... Já vou mãe! Droga eu preciso esconder esse rapaz em algum lugar... —murmurava Jully para que sua mãe não a ouvisse.
—Ah já sei! —Jully o empurrou para fora da janela da cozinha, fazendo o garoto cair no quintal, enquanto Jully se apressava para pegar o veneno que sua mãe pediu.
—Querida, não me faça esperar o dia todo, eu tenho uma reunião importante!
—Aqui está mãe! O veneno de Lagartixas Gigantes como você pediu hihi —Jully expressava uma péssima atuação de alguém bem despreocupada em frente a sua mãe.
—O que aconteceu filha? Está toda soada...?
—Bom é que eu acordei cheia de energias para fazer uns exercícios sabe hehehe... —Continuando com sua péssima atuação a procura de faze-la ir embora logo. Ao se virar um pouco... Jully percebeu que o garoto não estava exatamente escondido... Ele ficou preso na janela e a única coisa que Jully poderia fazer era usar o par de botas mágicos enquanto ela enrolava a sua mãe.
—Jully tem alguma coisa estranha, me deixe ver...
—Ah não tem nada mamãe...
—Então me deixe verificar.
—Espera ai... Então sobre essa reunião de bruxas... Só as melhores do mundo vão para lá certo..? —Fazendo isso, Jully estava fazendo de tudo só pra chutar o traseiro do garoto novamente, para que ele saísse da janela...
—Jully eu não estou para brincadeiras! Deixe-me entrar! —Enquanto empurrou a porta com força, o rapaz conseguiu sair da janela, enquanto Jully estava preocupada ao ver sua mãe verificando o local.
—Viu mamãe... Não tem nada demais não é?
—Espere, mas que cheiro de terra é este?
Rapidamente Jully com seus feitiços mágicos derrubou um balde de terra em Nino, fazendo-o ficar irritado. —Oh Nino! Você está todo sujo... Francamente você precisará de um banho ein... E Nino fica confuso pelo que ocorreu.
—Hmpf então não era nada, bem.. Eu acho que esta tudo em ordem, oh meu deus a reunião! eu preciso ir logo! Querida eu estarei de volta em breve, tome conta da casa, e não quero nenhuma bagunça quando eu voltar! Você entendeu?
—Sim mamãe! Eu cuidarei de tudo!
—Até mais! —E ela vai embora voando em sua vassoura em direção ao leste.
—Ufa... Essa foi por pouco... —Jully segundos depois acaba ouvindo barulhos lá do quintal. Com sua varinha mágica, ela vai até lá ver o rapaz cautelosamente.
Até que ele acorda de repente e se levanta enquanto Jully toma um susto e usa o par de botas mágicas acertando sua cara... Segundos depois ele levanta e falando. —Nossa mano o que aconteceu? Minha cabeça ta girando...
—Parado aí! —Diz Jully sem hesitar
—Quem? Eu?
—É claro que é você, com quem mais eu estaria falando aqui?
—Wow calminha aí garota, eu vim em paz.
—O que está fazendo na minha casa? —Perguntou Jully segurando sua varinha mágica.
—Bem... Digamos que eu estava apenas de passagem, achei esse lugarzinho meia boca e decidi relaxar nele, sacou?
—Hã? Meia boca?
—Isso mesmo! Agora se me der licença, eu tenho coisas melhores pra fazer.
—ESPERA UM POUCO! —Jully colocou-se na frente do garoto.
—Qual é? O que você quer de mim? se for grana, eu to fora ein.
—Espera! De onde você é?
—Eu? Bem... De algum lugar que não é muito importante, agora se me der licença eu tenho que ir..
—Hey eu insisto dessa vez! Conte-me! Conte-me como é o mundo lá fora?
—Olha aqui garota eu não sei se tu é meio pirada ou não, mas estamos ao ar livre então já da pra entender como é o mundo.
—Eu não estou falando disso! Eu estou me referindo ao mundo lá fora, os reinos sabe.
—Ah é... Nada de especial. —Jully fica desmotivada e pergunta.
—Hã? Só isso? você não vai me contar sobre o mundo lá fora?
—Primeiro: Eu não tenho obrigação de contar a você garota, e segundo: Se quiser descobrir o que tem no mundo lá fora, pode ir a vontade! Porque eu to dando o fora desse lugar.
—Espera, você não pode sair assim de repente!
—E quem vai me obrigar? Você com esse graveto? —Referiu-se a varinha mágica de Jully.
Abelard aparece em frente ao garoto e com fúria nos olhos, enquanto o garoto permanece com medo, fazendo-o sair correndo até achar uma arvore para se esconder encima dela.
—AAAAAAAAAH ALGUÉM ME AJUDE! TEM UM LAGARTÃO COMEDOR DE GENTE QUERENDO ME PEGAR!!
—É dragão e não lagartão.
—IDAI? ESSE MONSTRO QUASE ME DEVOROU! OLHA SÓ PRA ESSA COISA! ALGUÉM ME AJUDE!
—Primeiro me conte sobre o mundo lá fora, que ai te deixarei ir
—E se eu não quiser?
—Hum... Então alguém será janta de dragão hoje a noite. —Jully expressava um sorriso bem esperto.
—Ai ai... Eu mereço...
—Tudo bem, o que você quer saber primeiro?
—Como é a cidade onde você mora?
—Bom... Lá é bem grande, realmente grande, um passeio lá é bem bacana, e só tem gente boa, e eu sou super popular por lá, todos me adoram!!
—Uoah, e o que você faz?
—Bem... Eu sou um colecionador de... Itens.
—Hum? Que tipo de itens?
—Itens Valiosos sabe... Mas eu não sou um colecionador comum, eu viajo em busca de todos esses itens sabe? —Jully prestava atenção em cada palavra que ele dizia e cada vez mais a sua curiosidade sobre o mundo aumentava.
—Bem isso é tudo que eu tenho a dizer... E agora eu vou seguir a minha vida.
Jully pensava que essa poderia ser uma oportunidade para ela conhecer o mundo, então ela ficou-se em sua frente e disse "Hey! Você pode me levar junto com você?"
—O que?
—Me levar junto com você sabe, para a cidade, nem que seja por uns minutinhos.
—Garota eu tenho mais é o que fazer, nao tenho tempo pra ser babá de uma garota maluca e um lagarto fedorento. —Jully e Bako ficaram bravos, com isso Jully ameaçou-o novamente de jantar de dragão.
—Queridinha, esse truque não funcionar duas vezes. —rapidamente o garoto foge com uma cara de satisfação.
—Estou livre!! Livre!! Agora aquele lagarto imbecil não vai me pegar hehe!
Então Jully olha diretamente para Abelard com uma intenção de que tudo está sob controle. Abelard surge lá no alto do céu e preparado para cuspir uma pequena bola de fogo!
É... Parece que o nosso rapaz não se deu tão bem o quanto esperava...
—Ta..bom... Eu topo...
—Mas com uma condição em troca disso tudo. —O garoto pensava de um jeito esperto, ou seja, ele queria fazer ela sumir do caminho dele o mais rápido possível, então ele pensou em se aproveitar de sua magia.
—E qual é?
—Já que eu sou um colecionador de itens raros e valiosos, cabe a você a me ajudar a ter a Joia dos deuses.
—Joia dos deuses?
—Isso mesmo, é uma Joia valiosa que vive dentro de uma caverna assustadora no alto das montanhas de gelo!
—Ta bem então, agora temos um trato hmpf. —Jully o olhou com uma expressão bem insatisfeita e depois perguntou o seu nome.
—Aliás acho que a gente nao se apresentou. O meu nome é Jully, e eu sou bruxa! e com bastante treino eu serei uma bruxa muito poderosa, onde todos me temerão!
—Tá.. Tá.. Guarda essa historia pra viagem porque agora não to afim de escutar ta legal? E o meu nome é Edward, mais conhecido como o grande herói coletador de itens! —Edward falava de uma maneira exibida.
—Ah ta... Tudo bem então.. Ed.
—Aliás o que é esse troço que você veste? parece estranho, isso é um tecido diferente?
—É, é sim, é um tecido especial que me permite guardar coisas até onde as pessoas não veem, pode não ser algo tão bacana para muitos mas eu gosto muito.
—Então? Vamos para a cidade? Pois eu to com bastante fome que to afim de comer um daqueles pãezinhos quentinhos.
—Ah... É que...
—O que foi?
—Eu não posso sair daqui...
—Ué? Mas como assim?
—Sabe... É que existe um campo de magia que separa esse lugar para o outro mundo e eu não sei como desativa-lo..
—Então vamos tentar algo!
—Mas como?
—Não sabe nenhum feitiço para isso?
—Eh... Não...
Ambos começaram a procurar pela casa, alguma resposta em relação a esse campo de magias e acharam o livro de feitiço de sua mãe.
—Aqui! veja!, Deve ter algum tipo de informação sobre isso.
—Esse é o livro da mamãe, eu não posso mexer nele...
—Vish... Então a operação de dar uma longa caminhada vai por água abaixo? —Jully então sentiu a determinação em seu coração e começou a procurar pelo feitiço.
—Aqui! Eu achei! Aqui diz que se você quiser desativar o círculo mágico, precisa dizer as palavras mágicas chamadas "Agnus-Montiours" .
—que jeito engraçado de falar abra de sésamo.
—Dá um tempo... —Jully se sentiu confiante e determinada a largar tudo para realizar seu sonho de conhecer o mundo, Jully pensou... (viver uma vida de aventuras, cheias de fantasias e coisas novas para descobrir... Essa é a minha chance!) e gritou..
—AGNUS-MONTIOURS!!!!
A casa estremeceu, e um feixe de luz estava sobre o livro mágico, Logo após isso, todos resolveram ir para fora, e quando Jully mal percebeu, ela estava fora do encanto daquele circulo mágico que a deixou presa por muito tempo...
—Livre... Livre... EU.. EU ESTOU LIVRE!!! AAAAAAAAAAAAHH —Com um grito de alegria ela apreciava o mundo a sua volta, os rios, as flores, as arvores maiores, os animais... era como um sonho de fantasia.
—Mas ai, já aproveitou bem essa natureza mas que tal nós seguimos a minha trilha?
—Ah sim! já estou indo, é que eu fiquei muito empolgada sabe hihi...
Enquanto andavam pela floresta, os homens da cidade ainda estavam a procura de Edward, parece que a barra não ficou totalmente limpa.
—Quem são eles? —Perguntou Jully
—Eh... São todos ladrões..
—Ladrões...?
—Tecnicamente sim, pois queriam me roubar e estão me procurando até agora.
—Nossa que ladrões persistentes...
—Vamos ir por outro caminho.
Após pegarem um atalho, finalmente chegaram a cidade, enquanto Abelard e Edward trocavam olhares um para o outro com pura desconfiança... Jully desperta sua curiosidade durante os arredores da cidade, cada cabana era algo novo, seja um alimento, um acessório, ela realmente havia ficado feliz nesse lugar. Então ambos foram numa barraca de magos que preveem o futuro.
—Muito bem, jovens... Sentem-se porque a hora a verdade é agora! e quem será o nosso primeiro participante?
—EU! EU! EU! —Jully levantou a mão com um grande ânimo
—Muito bem minha jovem, aproxime-se... Eu vejo uma menina muito travessa que adora brincar... E um certo dia ela conheceu um mundo magico de doces e se tornou rainha deles... E passou a ter uma vida feliz dentro desse mundo.
—UOAH que demais!!!
—Dá um tempo, esse tipo de coisa nem sequer existe, não acredita nesse velho idiota não, ele nem sabe do que ta falando. —O senhor pegou sua bengala e bateu na cabeça oca de Edward, provocando risadas na Jully enquanto o senhor dizia. —Cuidado nessas palavras meu jovem, e mais ainda em sua sabedoria.
—Aí, eu sei muito bem lidar com minha sabedoria ta legal?
—Não é isso que a bola de cristal revela, seu cérebro é do tamanho de uma noz para compreender as coisas.
—Ta legal então coroa então me mostre o que o futuro irá trazer para mim então.
—Hmpf, certo... E vejamos... Eu vejo um esquilo idiota e uma brava coelhinha, andando juntos, se aventurando até que um dia eles são descobertos pelos castores reais!
—Ha ha ha ha ha! Tá falando sério? é esse o meu futuro? vai me dizer que o esquilo sou eu agora? Ha ha ha desculpa coroa mas esse lance de prever o futuro é ridículo.
—Poft!
—Ai.... Isso doeu!
—Jovem... Jovem... Paciência! é tudo do que precisa para ter uma vida tranquila, seria melhor não se meter em encrencas por enquanto, se não acabará igual a esse esquilo.
—Ah tá... Até parece que isso vai acontecer, vamos Jully, não vamos perder tempo com um velho que fala besteiras.
—Ah... Até mais senhor!
—Volte sempre...
Enquanto isso uma certa pessoa não estava nada bem com a grosseria que Edward fez dentro da tenda da bola de cristal, Jully demonstrava uma cara de brava em relação ao que ocorreu.
—Ei! Você devia pedir desculpas e ter mais educação pelo que ocorreu naquela tenda!
—Queridinha eu não to nem ai para aquele velho guru que fica tagarelando bobagens por ai, achando que todos acreditem, na verdade ele é apenas um velho, mas que se acha o guru.
—Argh você me irrita! Hmpf.
—Mas eai? Ta afim de um lanche pra aliviar essa raiva?
—Oh! Então onde iremos comer?
—Bem... Eu tive uma ideia...
Ambos entraram num restaurante de luxo da cidade e pediram os pratos mais caros da casa, Aberlad teve que aguardar lá fora porque o restaurante proíbe animais, e é a primeira vez que Jully vai em um restaurante, então ela parece nervosa com várias pessoas a sua volta se servindo.
—O que foi? —Perguntou Edward preocupado com o comportamento dela.
—N-nada... É que... Eu nunca comi num restaurante antes e isso tudo parece tão gostoso.
—Pode comer, o importante é encher a pança haha! Jully devorou cada prato delicioso que lhe serviram, e no fim de tudo, chegou a hora de pagar a conta que não era nada bom para a situação de Edward... e como se a situação não estivesse pior, surgem dois guardas entrando no restaurante a procura de Edward, Edward sussurra no ouvido de Jully.
—Quando eu disser três, a gente dá no pé...
—Desculpem senhores, mas vocês conhecem esse menino? —Perguntava o policial em relação aos empregados do restaurante.
—Esse rosto... Eu conheço sim, eu acabei de deixar a conta para ele pagar após refeição, ele está bem ali do seu... Lado... —Num piscar de olhos, ambos deram o fora daquele restaurante. E naquela correria estava Jully dizendo para Edward.
—Ei! O que fizemos pode ser considerado um roubo!! por que você fez aquilo??
—DESCULPA TAMPINHA MAS AGORA NÃO É UMA BOA HORA PARA A GENTE CONVERSAR!!
Seguindo em frente, avistaram Abelard e então montaram encima dele para fugir dos guardas, até que eles acabam se separando de Abelard, e como se tudo já não fosse desespero, surgem então às pessoas na qual Edward roubou os pertences valiosos.
—Ora ora... Se não é o pequeno Edward...
—Ihh.. eae galera como vão? Se me derem outra licença eu tenho umas coisas para fazer nesse fim de tarde... —Edward cortou caminho para distrai-los e assim acelerando mais ainda seus passos.
—PEGUEM ELES!! HOMENS!!
E então reencontram Abelard novamente, e agora Edward decidiu por um destino nessa fuga, onde ninguém jamais saberia onde ficava, ou seja, a casa de Edward! e então sentados em Abelard, Edward desesperadamente diz. —QUAL É? NÃO DÁ PRA ME AJUDAR NÃO? VOCÊ É UMA BRUXA OU O QUÊ? ME AJUDA A DESPISTAR ESSES CARAS!
—Hmpf... Ognumus Reiratrus!! —Gritou Jully, fazendo uma barreira de slime grudento contra as pessoas que estavam atrás de Edward.
—Isso! Boa Jully!! —Disse Edward entusiasmado.
Abelard tropeça no meio dos comerciantes da cidade e acaba deixando os dois para um caminho diferente, mas o destino seria os mesmos, Então Edward usou sua tática de ir acima das casas da vila, assim despistando maioria dos homens, porem os guardas os acharam. —Mas que droga! Será que vocês não desistem de mim nunca? —Reclamou Edward em voz alta.
Então Edward tinha um novo plano que iria requer a magia de Jully, ele sussurrou no ouvido dela enquanto eram emboscados pelos guardas, e então ambos pularam em direção ao chão abaixo, e surgem surpreendendo os guardas, com um cobertor voador, que foi a própria Jully que o fez assim. E então ambos sairão voando, tendo a vista da cidade grande e o castelo naquela tarde, contudo, Jully se encantou com toda aquela vista, era um sentimento maravilhoso, o verdadeiro sentimento de ser livre!
E então depois de um passeio, chegando ao fim da tarde, conseguiram chegar ao seu destino que é a casa de Edward, que por sinal... Abelard já estava lá esperando eles, era apenas uma casa abandonada, assim que chegaram resolveram descansar.
—Ai ai... Que dia ein. —Disse Edward numa voz bem cansada
—Pois é... Aliás, ainda to chateada com o que você fez com o senhor e o pessoal do restaurante sabia?
—Eh.... Eu sei... —Respondeu Edward sentindo um sentimento de culpado.
Ambos foram deitar em umas camas velhas que existiam no local, pra repor suas energias.
—Então é aqui que você vive ein... Cadê seus pais...?
—Hum... Bem... Eles não moram comigo...
—Ué? Por quê?
—Sei lá, eles são do tipo: te lagar e depois nunca mais dar as caras.
—Deve ter sido difícil pra você não é..?
—Hehe! Não esquenta, eu sei me virar sozinho, afinal não sinto muito a falta deles sabe, mas e você? Como é a sua mãe?
—Bem... Ela é um pouco irritante ás vezes, mas eu a amo muito sabe! Mesmo ela dando várias broncas em mim, eu faço de tudo para que ela tenha orgulho de mim... Eu só queria que ela reconhecesse o meu sonho...
—Todos nós temos sonhos... Sejam eles ruins ou bons, acho que o que nos fortalece é isso, mas poucas pessoas alcançam seus sonhos... Eu espero poder alcança-los...
—Ei! Qual o seu sonho?
—Hum... Vejamos... Acho que é conseguir a Joia dos deuses hehe...
—Francamente... Você é muito imprudente e já quer capturar algo desse tipo haha...
—Eu espero que mamãe volte bem tarde...
—Por quê? Não gosta dela?
—Não... É que... Ela ficaria zangada se souber que eu estava na cidade e com alguém como você
—Ah... Não esquenta! Ela não vai descobrir, afinal não tem como ela descobrir não é mesmo?
—É... Eu acredito que sim...
—Olha! Não precisa ficar com medo, você tem a mim no momento e tem o Lagartão fedorento com você. —Aberlad rosnava em direção a Edward.
—Bem... chega de papo e vamos dormir... Porque assim eu não vou dormir nunca, e amanhã temos uma nova jornada para seguirmos.
—Posso te chamar de Ed?
—Oh! Eh.... Pode...
—To bom então, boa noite Ed...
—Boa noite Jully... —Expressandoum sorriso em seu rosto, ambos adormecem...
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