The Boy Next Door
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Eu tô amando saber que vocês tão gostando da fic, so, enjoy!
Dois meses depois
“Tira essa cara de enterro, Rachel. As pessoas estão começando a reparar...”, Kurt disse, enquanto passávamos pelas enormes portas da Willian McKinley High School.
Eu já havia explicado para Kurt, mas não parecia que ele havia entendido. Eu tinha motivo para ficar mal humorada. Afinal, o que aconteceu durante as férias deixou a parecer que havia mesmo acontecido uma morte.
“Eu na verdade não me importo.”, respondi. Eu realmente não estava nem aí para ninguém. Desde o que aconteceu, eu havia voltado a ser o que era antes de... Bem, antes. Eu estava bastante decepcionada comigo mesma, até porque eu havia me tornado uma pessoa melhor em questão de dias, mas foi só uma coisinha de nada acontecer e eu voltei à estaca zero. Jesse idiota. “Até porque eu sempre fui assim.”
“Mas você mudou, Rachel.”, ele disse, me olhando com tristeza.
“Uma mudança repentina e temporária, mas, para o alívio de todos, Rachel Berry, a nuvem negra da escola, está de volta.”, sorri forçadamente e dei um leve referência.
A cara de Kurt se fechou. Ele se virou e seguiu andando pelos corredores lotados, sem antes murmurrar: “Você só vai mudar quando quiser. Se continuar com essa atitude, ele nunca mais voltará a falar com você. E ninguém mais, by the way.”
Meu queixo caiu e minha expressão era de puro choque. Quando Kurt estava quase no fim do corredor, eu gritei, sem me importar com as pessoas em volta. “Eu estava desse jeito quando ele me procurou!”
“Rachel, me desculpe, mas como presidente de classe é meu dever evitar confusões pelos corredores, o que inclui pronunciamentos em voz alta cotidianos entre uma menina e um unicórnio.”
Eu revirei os olhos para Brittany S. Pierce, sem entender o que ela quis dizer com “unicórnio” e achando ridícula a razão por ela ter chamado minha atenção. “Ah, cala a boca.”
“Se eu fosse você começava a ser mais simpática porque, para conquistar Finn de novo você tem que ser mais amigável com todo mundo, inclusive comigo. Então”, continuou ela, não me dando oportunidade para falar e nem para si mesma respirar. “se você me pedir desculpa agora, eu continuarei a andar alegremente fingindo que nada disso aconteceu e que você apenas falou boa sorte para o unicórnio em seu concurso de quem tem o chifre arco-íris maior.”, disse ela, sorrindo, esperando que eu dissesse alguma coisa.
Minha expressão de choque entrou em jogo novamente. “Hm... Desculpa?”
“Por...?”, Brittany disse, inclinando-se para frente, me incentivando a continuar.
Balancei a cabeça confusa. Ela não havia acabado de dizer a razão? “Er... Desculpa por ter gritado com meu amigo unicórnio...?”
Ela sorriu de orelha a orelha e se inclinou para a frente, me abraçando. “Alguém já te disse como você é fofa, Rach? Eu sei que às vezes eu cobro muito de você, mas é porque eu me importo com a minha escola. Eu te amo muito.”, sussurrou ela na minha orelha, enquanto me abraçava. “Bom, te vejo por aí.”, disse ela, sorrindo, apertando minha mão levemente e depois soltando-a e seguindo pelo largo corredor.
Brittany tinha seus momentos de bipolaridade, mas ela era uma garota muito fofa e a única pessoa que realmente falava comigo na escola. Pelo menos até Kurt chegar, mas eu não sabia se ele continuaria a falar comigo depois do que aconteceu.
Eu tentei sorrir por ter visto a minha melhor amiga (ou o que eu tinha de mais próxima disso) depois de mais ou menos três meses, já que durante as férias a gente não se falou muito.
Respirei fundo e fui andando em direção ao meu armário, infeliz. Se teve algum momento que eu achava que as coisas começariam a funcionar, eu estava bastante enganada. Mas, espera aí. Como Brittany sabia de Finn? Ah, quem se importava.
Abri meu armário com vontade de chorar, mas segurei a vontade. Eu não daria esse tipo de satisfação para ele.
. . . . . . . . . . . . . . . . . .
A primeira aula se arrastou e eu estava com vontade de me atirar do segundo andar só para ter o que fazer. Mas, por eu ser uma pessoa bastante sana eu me convenci a prestar atenção na aula em vez de terminar com a minha vida.
O professor estava falando alguma coisa sobre como nós, alunos, nos distraíamos muito fácil. Meu professor às vezes falava coisas sem sentido. Eu nem ouvi o que ele falou depois porque estava em pé ao lado da janela atirando papéis nas lixeiras do lado de fora.
“Com licença, posso falar com a aluna Rachel Berry?”
Parei, prestes a jogar outro papel lá embaixo. A cor do meu rosto foi embora. O diretor estava na porta da minha sala. E eu estava sujando a escola descaradamente no meio da aula. Na mesma hora larguei o papel que estava na minha mão e me virei, sentindo meu coração acelerar. É agora, pensei. Eu vou ser expulsa.
“É aquela ali.”, meu professor disse, apontando para mim.
“Srta. Berry, pode me acompanhar? Ah, e traga seu material.”, ele disse, com uma expressão indecifrável.
Fudeu.
. . . . . . . . . . . . . . . . . .
“Er... Sr. Figgins?”
“Sim?”, perguntou ele, enquanto virávamos outro corredor. Minhas suspeitas era de que estávamos indo para a sala dele.
“Hm... A-aconteceu alguma... coisa?”, falei, nervosa.
“Sim.”, ele respondeu, depois de um tempo, enquanto passávamos por sua secretária. É, estávamos indo para a sala dele. “Sente-se.”, ele me disse, quando abriu a porta de seu escritório e esticou sua mão em direção a uma das cadeiras que ficavam de frente para sua mesa.
Fiz o que ele pediu e fiquei calada, esperando ele fazer alguma coisa, de preferência dizer a razão por eu estar ali.
“Se me der licença, eu preciso buscar outro aluno. Falarei com você quando eu voltar.”
E ele saiu, simplesmente. Eu bufei, peguei meu celular e comecei a jogar qualquer jogo, só pra passar o tempo. No segundo que eu iniciei o aplicativo, o meu celular descarregou.
“Ótimo.”, sussurrei. Coloquei o aparelho de volta no bolso do meu short e comecei a bater meus dedos na mesa do diretor, ao mesmo tempo em que cantarolava. Nem percebi que estava fazendo isso, até que cantei uma nota mais alto e me toquei. Eu estava cantando. De novo. Isso havia acontecido durante todo o verão. Eu começava a cantar, sem nem perceber. Kurt dizia que era porque eu estava feliz. Mas eu definitivamente não estava feliz. Essa minha mania estava começando a me irritar. E eu nem cantava assim tão bem.
“Por aqui, Sr. Hudson.”, disse Principal Figgins, enquanto abria a porta.
Wait a minute.
“O que aconteceu?”, ele perguntou se sentando na cadeira, me ignorando completamente, como fez durante todo o verão.
Finn Hudson estava sentado do meu lado. Finn. O menino que disse que me amava. O menino que eu amava de volta. O menino que resolveu ignorar minha existência. O menino que eu havia pensado durante toda as férias. O menino que eu chorava por durante todas as noites.
“Sinto informar-lhes que Kurt está passando muito mal. Tentamos falar com os pais dele, mas não obtivemos sucesso. Ele pediu que chamássemos vocês dois. Vocês são parentes dele?”
“Eu sou irmão dele.”, Finn disse.
Eu balancei a cabeça. “Eu sou melhor amiga dele... Eu acho.”
“Bom, ele pediu que vocês fossem para o hospital e que ficassem responsável por ele até conseguirmos falar com os pais dele, já que vocês dois são maiores de idade e ele ainda tem dezessete anos.”
Tentei absorver tudo o que ele disse. Kurt estava no hospital. Kurt estava muito doente. Ele pediu para que eu e seu irmão fossemos para lá para ficarmos responsáveis por ele até conseguirem falar com Carole e Burt. Eu teria que ficar com Finn no hospital até algum horário indeterminado. Finn, que estava me ignorando completamente. Aquilo era Deus iluminando a minha vida, só podia ser.
“Estamos liberados da aula para ir para lá?”, Finn perguntou, enquanto eu estava sentada num estado de choque.
“Sim.”, o diretor respondeu, de má vontade. “Mas só se tiverem como ir.”
“Bom, eu tenho meu carro.”
“Certo... E você, senhorita? Tem como ir?”
Balancei a cabeça lentamente, com vontade de chorar. Kurt estava no hospital e eu não poderia vê-lo, porque Finn continuaria a fingir que eu não existia e não iria me dar carona. Então eu teria que voltar para a aula sabendo que meu melhor amigo não estava passando bem.
“E-eu posso dar uma carona para ela... Se ela não se importar.”, Finn disse, de repente, interrompendo o que quer que Figgins fosse dizer.
Eu virei a cabeça para olhá-lo. Dois meses. Eu estava há dois meses sem olhar naqueles olhos castanhos. Como eu havia sobrevivido sem eles? “Eu n-não me importo. De jeito nenhum.”, eu falei, desesperada.
“Bom, então está resolvido. Estão liberados. Melhoras para o Sr. Hummel.”
Finn também estava me olhando. O que será que ele estava pensando? Ele respirou fundo, lançou um sorriso ah-tão-perfeito de lado e se levantou. Percebi que tínhamos que ir. Me levantei rapidamente e saí com ele, em direção ao estacionamento.
Quando paramos em frente ao seu carro, percebi que eu na verdade não sabia como ele era, já que, no dia do meu aniversário acabamos nem indo para o lago. Era uma caminhonete azul escura de segunda mão. Tinha certo charme. Era a cara do Finn.
Ele foi até a porta do motorista e destrancou o carro, abriu a porta e entrou. Eu fiz o mesmo. Do lado de dentro, o banco era incrivelmente confortável e, no meio, havia a marcha. Também havia um som e diversos CD’s espalhados pelo painel e pelo banco.
Ele rapidamente juntou todos e atirou todos eles dentro do enorme porta luvas. Depois disso ele ficou parado, com as mãos na direção, olhando para frente. Eu estava observando atentamente um esquilo correr pelo estacionamento ouvindo um terrivelmente alto silêncio que estava dentro do carro quando Finn se virou para mim.
Meu coração começou a bater muito forte quando eu também me virei para olhá-lo. Ficamos apenas assim durante alguns segundos. Ele então começou a se inclinar para frente e eu percebi o que estava prestes a acontecer, mas ainda me surpreendi quando aconteceu. Não tem como explicar a sensação que eu tive quando seus lábios se encostaram delicadamente sobre os meus. Depois de um segundo de surpresa, coloquei minha mão sobre a parte de trás de sua cabeça, trazendo-o mais para perto e aprofundando o beijo.
“Ai.”, ele disse. Na mesma hora parei de beijá-lo e encarei-o com dúvida. “Droga de marcha.”, ele falou, passando a mão por um ponto em sua barriga onde a marcha provavelmente havia machucado.
Eu ri, tirando a mão de seu cabelo e voltando a olhar para a frente. Ele sorriu, se endireitou no banco, ligou o carro e saiu do estacionamento. Afinal, independente da vontade que tínhamos de se perder na boca um do outro, Kurt ainda estava no hospital.
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