Notas iniciais
Enjoy!

“Pode abrir!!”, gritei, depois de ouvir alguém bater na porta do meu quarto. Tina estava pintando as minhas unhas, Brittany e Mercedes estavam no karaokê, Kurt estava lendo alguma revista e Sugar estava assistindo televisão.

Quando vi quem era na porta, meu queixo caiu. “Posso entrar?”, perguntou Santana, mas entrou antes mesmo que eu respondesse. Ignorando todos os olhares do quarto ela se sentou na minha cama. “Olha, ultimamente a gente anda brigando muito. E eu não gosto disso. Ok, na maioria das vezes eu que causo a briga... Mas eu sinto falta de poder te ligar o tempo todo e falar mal de todo mundo da escola, ou de falar mal das suas roupas, xingar professores pelas costas...”

Eu olhei para ela, fingindo estar séria. Até que não aguentei mais e comecei a rir sem parar. Santana parecia que ia me matar, mas eu não me importei. Eu estava feliz. Todos os meus amigos na minha casa, Santana se comunicando direito, o amor da minha vida apaixonado por mim... Se fosse dois meses antes e alguém me dissesse que tudo isso aconteceria, eu teria achado graça. Mas ali estava eu, vivendo tudo o que eu achava impossível.

. . . . .

Era mais ou menos onze e meia da noite quando resolvi ir para a casa de Finn. Sim, todo mundo estava lá em casa mas eu prometi ir falar com ele; eu tinha que falar com ele. Avisei pra todo mundo que eu ia pegar DVD’s na casa do Kurt. Ele tentou reclamar, mas provavelmente entendeu tudo porque rapidamente calou a boca.

“O-Oi, Rach...”, ele disse, quando abriu a porta. Eu havia avisado pra ele que apareceria por lá, mas ele ainda parecia surpreso.

“Finn, eu vim te avisar uma coisa muito importante.”, falei.

Ele ficou imediatamente nervoso. “Você se decidiu?”

Eu assenti. Ele saiu do caminho, me convidando para entrar. Chegando lá dentro eu sentei no sofá da sala e esperei ele sentar na minha frente para falar qualquer coisa. “Depois de pensar bastante sobre o assunto, eu tenho uma resposta pra você.”

Ele ficou calado, esperando eu continuar.

“Mas por que diabos eu tô te enrolando?! É óbvio que eu aceito! Eu te amo e é isso que importa!”, falei, cansando de tanto drama. Ele continuou calado. “Seria bom se você dissesse alguma coisa e-”

“Eu te amo.”, ele falou de repente, sorrindo.

Eu sorri e juntei meus lábios aos dele e fiquei aproveitando a sensação de beijar o meu noivo.

. . . . .

“Eu não quero saber, Kurt! Fala pros meus pais que eu tô com dor de barriga e tô trancada no banheiro sem querer ser incomodada se eles forem perguntar e só!”, falei. Eu estava tentando achar um jeito de driblar meus pais para poder passar a noite na casa de Finn, mas Kurt não cooperava de forma alguma.

“Rachel Berry, se isso terminar em merda você me aguarde.”, ele disse e logo em seguida desligou. Eu olhei sorridente para o visor. Kurt era incrível.

“E então?”, Finn perguntou, mexendo no meu cabelo. Estávamos sentados na cama do quarto dele fazia algum tempo, falando sobre nossos sentimentos e beijando a área mais próxima do corpo um do outro.

“Kurt aceitou.”, falei, passando meus braços por trás de seu pescoço, envolvendo-o. “Vou passar a noite inteira com você.”. Comecei a distribuir beijos pelo seu pescoço delicadamente, sem pressa.

“Eu mereço...”, ele falou com sarcasmo e descendo a mão pelas minhas costas, me fazendo sentir calafrios. “Então, o que você quer fazer?”, ele perguntou, me soltando e sentando do outro lado da cama.

Eu na mesma fui para o lado dele e passei meus braços pela sua cintura. “Eu quero ficar com você, então não faça isso de novo.”

“Isso o que?”

“Sair de perto de mim.”

Ele sorriu e me beijou. “Ok, não vou sair de perto de você. Quer ver um filme?”

Eu fingi estar pensativa. “Só se for algum musical ou romance romântico...”

Ele assentiu e me carregou (literalmente) para o andar de baixo e me colocou no sofá. Ele foi até a TV e colocou alguma coisa no aparelho de DVD e depois voltou para o sofá, e eu deitei minha cabeça sobre suas pernas.

“Cadê o Burt e a Carole?”, perguntei. Eu estava um pouco receosa por ser surpreendida pelos dois, porque, afinal, era a primeira vez que eu passava a noite na casa de um garoto com quem eu estava em um relacionamento.

“Foram viajar para algum lugar que eu não lembro qual era.”, ele falou, enquanto ligava o filme.

“Hm... E o que vamos assistir?”

Ele virou o rosto para mim. “10 Coisas Que Eu Odeio em você.”

Eu ri. Mesmo sendo um filme famosíssimo eu nunca havia assistido. “Eu nunca assisti...”

Ele me olhou, surpreso. “Mais uma razão para vermos hoje.”

A história era bastante legal, mas eu nunca descobri como terminou, porque na metade do filme Finn me levantou e me levou até o quarto, fechando a porta logo depois de passar.

Notas finais
Então... Esse é o último capítulo. Desculpem o tamanho mas é que a história pra esse capítulo não era tão grande assim. Mas relaxem e não chorem, vou fazer um epílogo.
Eu nem sei como agradecer a todas as reviews incríveis de vocês. Eu nunca teria continuado a escrever se não fosse pela fofissidade de vocês.
Ah, e obrigado especial para o Nyah Fanfiction que, por alguma grande coincidência, me deu uma irmã através dessa fic. Isa, te amo e espero que você tenha gostado dessa fic e que nossa amizade dure (e a gente vai se conhecer um dia, don't worry) ♥
Poxa, fiquei muito emocional escrevendo esse negócio todo. Obrigada à Lari lindona que deixou reviews em todos os capítulos e fazia questão de reclamar quando não gostava de alguma coisa.
Obrigada à todas as lindas que eu conheci através dessa fic: vocês são todas legais demais pra mim.
Nossa, tenho tanta gente pra agradecer que não cabe nessa bagaça. Mas sério, vocês não tem noção de quanto essa fic melhorou meu jeito de escrever.
Espero realmente que vocês tenham gostado dessa fic tanto quanto eu ♥
Para os que quiserem mais, eu ainda não terminei Bloody Love e tenho várias ideias para outras fics. Pedidos e sugestões nas reviews ou por mensagem privada.
Eu amo Glee, vdd ♥