The Boy Next Door
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Eu sei que eu fiquei uns dias sem atualizar, mas é que eu tava aproveitando as minhas férias e tava dormindo na casa de amigas minhas nos últimos dias. Mas enfim, tô postando esse capítulo hoje e é isso que importa.
Galeris, amei muito as reviews de vocês no último capítulo. Algumas pessoas disseram que choraram :o Mas não se preocupem, esse capítulo não tá tão intenso (i guess)
“Você só tá zoando comigo, né?”
Eu revirei os olhos. Eu sabia que Santana reagiria daquele jeito quando eu contasse sobre o pedido de casamento de Finn. Mesmos argumentos de sempre: muito novos, aproveitem a vida, vocês não sabem lidar com tamanho compromisso, se foquem no seu futuro...
“Olha, San, eu sei que parece ser algo que aconteceu do nada, que foi totalmente repentino e que de repente a gente quer se casar e viver felizes para sempre...”, eu disse. Pelo olhar dela pude ver que ela concordava com o que eu estava dizendo. Eu balancei a cabeça. “Não foi de repente. Finn e eu estamos nesse drama desde o ano passado. Ele é o amor da minha vida. O sentimento é recíproco. Nós estávamos tendo muitos problemas e agora que tudo foi resolvido e deixado pra trás, não vejo porque não oficializar o que a gente tem. E, lembrando pra você, não é porque ele me pediu em casamento que a gente vai se casar em breve. Pode demorar meses, pode demorar anos... Aquele anel é uma promessa.”
Ela ficou me olhando como se eu fosse louca. Suspeita confirmada. “Você é louca?!”, ela exclamou, chamando a atenção de todos os alunos que estavam junto com a gente na aula de Geografia.
Eu olhei em volta, com o rosto queimando. Aquela garota conseguia chamar atenção quando queria, isso era inegável. “Ignorem ela, por favor...”, tentei dizer, pra amenizar a situação. Todos concordaram e voltaram a atenção para a aula, assim como o professor. Respirei fundo e voltei a olhar para Santana. Ela ainda me encarava com uma expressão inconformada. “Você tem que parar de querer fazer barraco a todo o segundo. Isso um dia vai te trazer problemas...”. Virei para frente disposta a ouvir o que o professor dizia. Quando me virei para ver se Santana já tinha deixado de me encarar, vi que estava enganada. Comecei a ficar nervosa, sabendo o que ela faria em seguida.
“Rachel, você só pode ter enlouquecido!! Finn te pede em casamento quando os dois tem dezoito anos e você cogita aceitar?!”
Pude sentir todos olharem para mim de queixo caído e cochichando sem parar. “Obrigada, Santana, por deixar todos sabendo da notícia que eu não estava disposta a contar para nenhuma outra pessoa.”, falei para ela, sorrindo sarcasticamente. Fechei a cara, peguei meus livros e a minha bolsa e saí da sala, ignorando todos os olhares que estavam depositados em mim e da expressão do meu professor.
“Você é uma idiota que não sabe o que está fazendo!!”, pude ouvir Santana gritar, quando eu já estava fora da sala.
Sim, eu estava irada, com vontade de atirar em quem quer que cruzasse meu caminho.
. . . . .
“Então, hoje mais cedo você não me deu uma resposta... ou disse qualquer coisa.”, disse Finn, enquanto me levava pra casa. Eu falei pra ele que tinha que estudar e por isso não dava para ir para lugar nenhum.
A verdade é que eu estava com medo de ir para algum lugar com ele. Se andar dentro de um carro na presença dele já me deixava desconfortável, eu não nem gostava de pensar na ideia de ir para um encontro com ele. Não me entenda mal, eu continuava sentindo a mesma coisa por ele, o problema é que eu não havia respondido seu pedido de casamento e aquilo deixava o clima entre nós estranho.
“O-Olha, Finn, isso não é uma decisão qualquer, ok? Eu preciso de um pouco de tempo para pensar...”, eu falei, baixinho.
Ele assentiu. “E quanto vai durar esse ‘pouco tempo’?”
Eu fiquei algum tempo calada. “Hoje a noite eu vou na sua casa anunciar minha decisão.”
Era visível que ele estava nervoso. Eu não o culpava. Eu não havia dado nenhuma dica sobre qual seria minha resposta. Havia cinquenta por cento de chance de eu aceitar e cinquenta por cento de chance de eu negar. Por que? Bom, eu não havia gostado do que Santana havia dito, mas eu resolvi pensar sobre tudo o que ela me falou e percebi que ela estava com um pouco de razão. Resolvi que eu realmente devia pensar sobre o que responder para Finn. Matrimônio não era algo para se brincar.
Havíamos chegado na minha casa, mas nenhum de nós dois se mexeu. Ficamos um tempo em um silêncio desconfortável dentro do carro dele, mas mesmo assim nem eu nem ele nos atrevemos a falar alguma coisa.
Percebi que fazia um tempo que estávamos dentro do carro, então percebi que eu não poderia demorar muito mais tempo, senão meus pais iriam sair à minha procura.
Eu me virei para Finn e ele fez o mesmo. Ficamos nos encarando por alguns segundos até que fomos lentamente diminuindo a distância entre nós dois. Quando nossos lábios se encostaram, era como se fosse a primeira vez. Eu estava com tanta saudade da sensação de ter a boca dele sobre a minha que fez tudo parecer mais especial. “Saiba que independente do que eu resolver, eu te amo.”, eu falei, sem ar por culpa dele.
“Eu também te amo. Muito.”, ele disse, mexendo na minha orelha.
Eu ri, feliz por finalmente ter limpado a tensão do ar. “Bom, te vejo mais tarde.”, falei, descendo do carro.
Ele sorriu. Eu fechei a porta e trilhei meu caminho para a minha casa.
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