Notas iniciais
Desculpem pela demora, mas fiquei com um bloqueio criativo terrível quando fui escrever esse capítulo.
Isa, sei que você se sentiu especial sendo mencionada nas notas finais, mas aqui é mais especial ainda. Espero que goste desse capítulo ♥
Gente, fiquei chocada com a empolgação de vocês pra ter smut nessa fic kkkkkkk Vocês querem mesmo?? Eu nem sei escrever essas coisas aeoidjfakwelf
Enfim, enjoy!

Eram mais ou menos cinco horas quando Kurt escancarou a porta do quarto de Finn. “Rachel, você não s- Mas que merda é essa?”

Ops.

No mesmo momento eu e ele rolamos para fora da cama, desesperados. Ele rapidamente recolocou a camiseta que estava usando e eu fechei a minha que estava aberta. Kurt havia nos pego em uma situação um pouco embaraçosa.

É claro que não havíamos ido até o final. Por favor! Não fazia nem um mês que a gente tava namorando! O máximo que eu deixei Finn fazer foi tirar minha camiseta. Sutiã, não. Em troca, ele me deixou tirar a dele. Era um trato justo. E, sim, ele era gostoso. Muito gostoso.

“Kurt, da próxima vez bate!”, gritou Finn, irritado.

“E como eu ia saber que você e Rachel estavam trocando de boca aqui dentro?!”, ele perguntou, com uma cara de desgosto. So gay.

“Dedução! O que você acha que a gente tava fazendo aqui? Tendo uma discussão séria sobre a matéria de Química?!”

“Era o que vocês deviam estar fazendo...”, ele disse, repreendendo-nos. “Enfim... Rachel, eu preciso te contar uma coisa!”, ele falou, sorridente.

“É sobre Blaine?”, perguntei, com os braços cruzados e de cara emburrada. Sim, eu estava brava. Kurt era muito estraga prazeres.

Ele assentiu, empolgado.

“Me fala depois.”, falei, fechando a porta na cara dele.

“Vocês são muito pervertidos!”, gritou Kurt do lado de fora. “Vocês tiveram sorte por não ter sido Burt ou Carole que presenciou essa cena nojenta!”

“Kurt, não se preocupe! Um dia também vai chegar sua vez!”, gritei.

“Claro que sim.”, respondeu ele, com sarcasmo. Pude ouvir seus passos pesados indo em direção ao quarto dele.

“Ent-”

E Finn me levou aos beijos de volta para cama.

. . . . .

Quando eram mais ou menos seis horas, eu e Finn resolvemos parar com a agarração porque a mãe dele poderia chegar em casa a qualquer momento. Dito e feito: mais ou menos dez minutos depois, Carole gritou do andar de baixo, avisando que estava em casa. Nossos olhares se cruzaram e sorrimos.

Eu e ele descemos para a cozinha para ajudar Carole com o jantar. Ela estava fazendo frango empanado e fetuttine com molho branco.

Eu e Kurt arrumamos a mesa e todos nos sentamos. No mesmo momento Burt passou pela porta de entrada acompanhado de uma garota loira. “Eu estava estacionando o carro na mesma hora em que essa jovem chegou aqui. Ela disse que é sua amiga da sua escola antiga, Finn.”, Burt disse, alegre por ver o jantar servido.

A garota estava toda sorridente até que seu olhar pousou em mim e toda a sua felicidade sumiu. Eu parei de respirar por um segundo. Eu conhecia aquele rosto. Eu conhecia aquela menina.

“Essa é Quinn?”, sussurrei, quase inaudível, no ouvido de Finn.

Ele estava com a testa franzida olhando para a nova presença. Ele apenas assentiu discretamente. “Ela não tem o direito de estar aqui.”, ele falou, com a voz grave, enquanto a garota se sentava em uma das cadeiras depois de Carole ter chamado ela pra jantar e colocado mais um prato na mesa.

“Você não vai por ela pra fora, vai?”, perguntei, começando a ficar preocupada. Independente do que a menina tenha feito com Finn era muita maldade expulsá-la.

Ele me olhou, parecendo que estava com raiva. “Por que eu não deveria? Essa garota me traiu duas vezes!”, ele sussurrou. Carole lançou um olhar de repreensão para Finn, provavelmente porque ele não tinha nem cumprimentado a visita e estava só de cochichos.

Eu olhei para Quinn e lancei um sorriso simpático, gesto que ela não correspondeu. É, eu não gostei dela. “Se você fizesse isso estaria se rebaixando ao nível dela. Mantenha a postura e aja como o cara educado que você é.”. Segurei a mão dele por baixo da mesa para dar algum tipo de apoio.

“Burt, Carole, essa é Quinn Fabray.”, Finn disse, gélido.

Quinn sorriu para Burt e Carole. Aquela menina era bastante sem noção. Ela traía alguém duas vezes com o mesmo cara e ainda tinha a coragem de ir para a casa Finn?! Isso era antiético. Percebi que Kurt estava lançando um olhar afiado para ela. Acredito que ele não gostasse de Quinn também, já que ele sempre torceu para que eu e Finn ficássemos juntos e aquela garota atrapalhava os planos dele. E ela tinha cara de ser antipática.

“Essa é Rachel.”, disse Finn, não olhando para Quinn, mas sim sorrindo para mim. Não pude deixar de sorrir de volta.

“Oi, Quinn.”, obriguei a mim mesma dizer, de uma fora simpática.

Ela me lançou um olhar de desgosto. Espera um pouco. Ela tinha nojo de mim? Era só o que me faltava...

“Então, Finn, de onde você conhece a Rachel?”, ela perguntou, destacando meu nome.

“Ela é minha vizinha e estuda na mesma escola que eu.”. Ele apertou a minha mão. Eu acho que ele não quis dizer que eu era sua namorada porque dessa forma pareceria que ele estaria esfregando o fato na cara de Quinn. Ele era muito legal para aquela idiota.

Ela ficou me encarando por algum tempo. Tentei comer ignorando-a completamente. Depois de alguns segundos ela finalmente deixou de me encarar e comeu com normalmente.

O jantar foi estranhamente silencioso. Kurt não ficou tagarelando sobre alguma nova coleção de roupas nem sobre Blaine, sua novidade, Finn não ficou falando sobre as últimas partidas de futebol, Burt não ficou reclamando sobre carros mal cuidados, Carole não ficou falando sobre receitas culinárias...

Quando todos haviam terminado eu e Kurt nos oferecemos para tirar a mesa, com todos ainda em silêncio. Chegando na cozinha, Kurt largou tudo na pia e se virou para mim, com uma expressão frustrada. “Como aquela vadiazinha tem a coragem de dar as caras aqui?”

Eu estava aliviada por ter alguém que pensava a mesma coisa. “Exatamente. E você viu o jeito que ela me olha? Parece que ela tem nojo de mim ou alguma coisa do tipo.”

“Aquela vaca traiu Finn duas vezes. E ela não só beijou outra pessoa...”

Meu queixo caiu. “Você está dizendo que ela-”

“Sim. Na primeira ela perdeu a virgindade.”

Eu fiquei sem ar. Aquilo era pior do que eu imaginei. Uma garota comprometida perder a virgindade com outro? Isso devia ser ilegal. Finn tinha uma alma muito boa para não ter terminado com ela logo na primeira vez.

“Mas ela e Finn alguma vez-”

“As pessoas dizem que não, que Quinn era uma garota que seguia a religião a risca. O primeiro escândalo foi sua primeira vez e que, desde então, ela não é a mesma e que seu relacionamento com Finn mudou. Eles ficaram mais distantes desde aquele dia. Então, no segundo escândalo, Finn –com muita razão- terminou com ela.”

“Meu Deus...”, deixei escapar.

“Pois é...”, ele disse, pegando os pratos da pia e arrumando-os na lava-louça. Eu e ele voltamos para a sala para ver que Burt e Carole estavam assistindo televisão e que Quinn estava sentada no mesmo lugar da mesa encarando Finn e ele estava olhando para todos os lugares menos para ela. Fui me sentar ao lado dele e engatei uma conversa animada sobre o que faríamos amanhã. Kurt se sentou ao meu lado, na ponta da mesa e tentou nos dar sugestões. Dessa forma, Quinn ficou no maior vácuo.

“Finn.”, ela disse, de repente, me interrompendo. “Posso falar com você lá fora? E Kurt, para de me olhar com essa cara.”, ela disse, séria.

Aquela garota não tinha medo da morte. Kurt parecia estar pensando do mesmo jeito a julgar pelo modo como ele a olhava.

Finn me olhou, pedindo ajuda. “Ele te encontra lá fora daqui a pouco.”, eu respondi por ele. Ela me olhou com aquela mesma cara de desgosto mas saiu.

“Rach, o que eu faço?”, Finn perguntou.

“A resposta não é óbvia? Vai lá fora e esculacha aquela babaca!”, disse Kurt na mesma hora.

“Isso não seria legal-”

“Finn, ela transou com outro cara duas vezes enquanto namorava com você! Ser educado não é uma opção!”, Kurt disse, sem acreditar no que Finn estava dizendo.

“Eu sei, ok?!”, ele gritou.

“Finn, eu quero saber quais são os seus sentimentos por ela.”, eu falei, séria, percebendo que a história entre eles dois ainda não havia terminado.

Ele ficou em silêncio.

“Finn.”, repeti.

Kurt estava com a boca entreaberta, sem saber o que falar.

“Rachel, eu te amo como nunca amei ninguém, mas eu acho que eu ainda sinta alguma coisa por Quinn.”

“Me avise quando esse seu sentimento por ela sumir.”. Me levantei da mesa e saí da casa dele antes que ele ou Kurt pudessem fazer qualquer coisa.

Notas finais
Drama, drama, drama...