The Boy Next Door
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Hope you enjoy!
“Olha, Berry, eu tentei ficar com raiva de você, e acredite quando eu digo que fiquei, mas eu não gosto de ver você desse jeito. Eu não consigo olhar pra sua situação e ficar com vontade de te abraçar e dizer que vai dar tudo certo ou que é tudo culpa daquele idiota anormalmente grande.”, ela falou, com uma expressão preocupada quando foi falar comigo no meio do corredor em algum intervalo de aula. “Então, só quero te falar que eu te desculpo pelo o que você disse...”
Eu tentei sorrir. Santana Lopez perdoando antes de mim era algo memorável e era algo que merecia estar sendo gravado. Mas eu não estava totalmente satisfeita. “Obrigada, eu acho... Mas ainda tá faltando alguma coisa aí.”
Santana revirou os olhos e cruzou os braços. “O que, Hobbit? O que? Eu estou aqui te perdoando por pura vontade própria e você ainda vem dizer que isso não é bom o suficiente?!”. Ela estava começando a ficar com raiva mais uma vez. Tentei consertar o que eu falei.
“N-Não, San, não é isso. Eu admiro seu perdão, mas... Essa não foi a razão pela qual a gente brigou, não é?”, e falei, com o máximo de cuidado. Qualquer coisa poderia fazer ela querer me dar um tapa na cara.
Ela me olhou confusa. E depois irritada. “Você está dizendo que isso tudo é culpa minha?”
Eu olhei-a, séria. “A culpa não foi de ninguém, Santana. Eu só acho que o que você disse não foi legal e se você continuar assim vai desencadear mais brigas entre a gente, talvez até piores. Então, eu peço desculpas pelo o que falei se você pedir pelo o que você falou.”
Ela ficou calada. Orgulho para ela era como se fosse um de seus princípios: ela não deveria abrir mão.
“Vamos, San. Admita que essa nossa amizade só vai durar pra sempre se você deixar de ser tão orgulhosa e eu deixar de ser tão irritada.”
Ela respirou fundo e abaixou a cabeça. “Me desculpe, Rachel. Eu não devia ter dito aquilo.”
Eu dei um sorriso de lado. “Posso te abraçar agora?”
Ela olhou para mim e abriu os braços em minha direção. Eu me agarrei a ela e ficamos bastante tempo abraçadas. “Nossa, como eu senti falta do seu abraço...”, ela falou, aliviada.
Eu ri. Se eu não tivesse passando por coisas tão dolorosas eu teria ficado rindo por horas a fio. Mas eu ainda tinha pendências a resolver; minha briga com Santana era só uma delas.
. . . . .
“Hey, Rachel. Não estava esperando ver você aqui já que você está brigada com o Finn e-”
“Posso entrar?”, falei, interrompendo Kurt.
Ele me olhou e sorriu. “Claro.”, disse, dando um passo para o lado para me deixar passar. “Então, o que te trás aqui?”. Ele fechou a porta enquanto eu me sentava no sofá da sala de entrada.
Eu fiquei quieta por alguns segundos, tentando escolher as palavras certas. “Kurt, eu percebi que o ultimamente eu não venho sendo uma boa amiga pra você... Você está sempre me apoiando, me mantendo forte, me dando conselhos, me fazendo rir, e tudo o que eu faço é te enxotar ou te tratar de forma grosseira. E eu peço desculpas.”
Ele me olhou com um olhar triste, percebendo sobre o que se tratava. “Olha, eu sei que você não está passando por uma fase fácil agora, mas você não precisa ficar enxergando e repreendendo tudo o que você faz achando que alguma coisa dessa história toda é culpa sua. Você é uma amiga que qualquer pessoa morreria para ter. Você é perfeita em todos os sentidos. Não sei dizer que tipo de namorada você é, mas acredito que uma das melhores pra manter um cara como Finn, e outros muitos, fissurados em você.”
Rachel ficou confusa. “E outros muitos.”. O que diabos Kurt quis dizer com isso? Mas ela ficou calada, deixando o amigo continuar.
“Você é a pessoa mais amável que existe, Rachel Berry. E se Finn não consegue te dar todo o amor que você merece e precisa pra viver, então procure outra pessoa que te faça se sentir tudo o que você é.”
Com isso eu comecei a chorar, soluçando descontroladamente no meio da sala de entrada da casa de Kurt Hummel. “Eu não posso procurar outra pessoa, Kurt! Eu amo Finn e Finn somente! Eu não posso sair por aí a procura de outro cara, não dá! Eu amo ele demais, Kurt, demais! Parece que nem ele, nem você e nem ninguém entende isso! O que tem de tão difícil em entender que eu preciso dele e quero que ele seja meu e somente meu?!”
Kurt estava com os olhos aguados. Ele ficou um tempo em silêncio me olhando soluçar e sentir o ar ficar rarefeito. Depois veio se sentar do meu lado e passar os braços em volta de mim, fazendo-me deitar em seu peito. “Olha... Eu não vou dizer que eu sei o que você sente, porque eu não sei, pelo menos não ainda. Mas o que eu posso te dizer é que se for pra dar certo, se for para vocês dois ficarem juntos, se for pra Finn enxergar toda a perfeição de mulher que você é, vai acontecer. E, se isso acontecer, Finn vai perceber o tempo que ele perdeu ao lado de qualquer outra pessoa.”
Eu comecei a soluçar mais alto ainda. Eu não gostava de cogitar a opção de que Finn talvez não quisesse mais ficar comigo e escolher ficar com Quinn ou qualquer outra meninazinha da escola dele. Era doloroso demais só pensar no fato, eu não gostava da ideia de ver aquilo acontecendo. Eu não sei se aguentaria. Seria demais para mim.
“Kurt, independente do que acontecer nessa vida, eu quero que você saiba que você significa muito pra mim, que eu te amo muito e sempre te quero por perto.”, falei, conseguindo controlar meus soluços por tempo suficiente para formular uma frase.
Ele apertou seus braços a minha volta antes de responder. “Não se preocupe com isso, Rachel. Desde o dia que eu te reencontrei você já me conquistou pro resto da vida.”, ele falou, dando uma risadinha no final.
Não me dei ao luxo de rir, mas sorri. “O que seria de mim sem você?”
Ele suspirou. “Eu me faço essa pergunta todas os dias.”
Eu não consegui segurar que uma risada escapasse. Tanto eu quanto ele ficamos calados por um instante, chocados demais como que havia acabado de acontecer.
“O que foi isso que eu acabei de ouvir...?”, Kurt falou, com uma voz que parecia que havia descoberto alguma coisa muito importante.
Eu sai da abraço dele para olhá-lo em seus olhos. Fiquei alguns segundos assim e de repente comecei a rir, sem conseguir parar. Kurt saiu de seu estado de choque e começou a rir sem parar junto com ela.
O momento parecia perfeito. Na verdade, era perfeito para mim e para Kurt. Mas eu mal sabia que havia alguém no andar de cima que estava inacreditavelmente mal por ouvir as minhas risadas e perceber que não havia sido ele a trazer aquela alegria pra mim, apenas dor.
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