The Boy Next Door
4 Let's crawl back to love
Notas iniciais
Lembra quando eu disse que Hummelberry tava chegando? Pois é, chegou! Fiquei horas quebrando a minha cabeça pensando em como começar esse capítulo, mas eu gostei do resultado.
Enjoy!
Obs: Vocês querem que eu avise por twitter pra vocês quando tem capítulo novo?
–Capítulo 3-
Pior aniversário de todos? Pior dia de todos? Nada parecia ser ruim o suficiente para descrever o quão meu aniversário de quinze anos foi terrível. Finn tinha que estragar tudo mais uma vez, logo num dia como aquele.
Acordei ainda bastante abalada com tudo o que havia acontecido no dia anterior. Primeiro Finn voltou do além. Segundo, ele quis que nossa amizade continuasse. Terceiro, a gente virou melhor amigo de novo. Quarto, ele –ou a namorada dele, até hoje nunca soube dizer- estragou tudo. Quinto, era meu aniversário e eu não havia feito nada de diferente. Como tudo isso aconteceu em um dia?
Infelizmente, por a cortina ter ficado completamente fechada, eu não acordei com o sol da manhã. Eu era um dos poucos adolescentes que não gostava de acordar tarde. Eu achava bom acordar cedo. Eu tinha mais tempo livre.
Olhei para o relógio ao lado da minha cama, na mesa de cabeceira e, para a minha alegria, ainda eram dez horas da manhã. Não estava tão tarde assim.
Me levantei preguiçosa da cama para abrir a cortina do meu quarto, mas, ao fazer isso, fiquei com vontade de chorar. A mensagem que eu havia escrito para Finn ainda estava colada ali. “Eu não acho que a gente consiga voltar a ter o que tinha antes”. Nossa. Eu tinha pegado pesado com ele. Mas, como eu já mencionei, nunca me arrependi. Ele tinha que perceber como o que ele queria não era mais possível. Bom, pelo menos ele não deixaria ser possível.
Deixei de encarar a cartolina e fui tomar banho. Depois de colocar uma roupa limpa e fazer um rabo de cavalo no meu cabelo, fui para a sala de televisão, que também ficava no andar de cima.
Eu resolvi que naquela manhã eu trocaria meu exercício comum matinal por exercícios no Wii. Mas, chegando lá, mudei de ideia. Não estava muito no clima para fazer atividade física. Resolvi, então, que iria cantar.
Não me pergunte de onde aquela ideia veio. Eu não cantava havia anos, mas, naquele dia, eu simplesmente precisava. Eu estava perdida. Eu não sabia o que fazer. Quando eu era mais nova, cantar sempre me ajudava. Foi a conclusão que eu cheguei naquele momento. A música seria a única que me ajudaria –e também porque estava na hora de bater alguns recordes-.
Enquanto eu iniciava o jogo, uma sensação de nostalgia tomou conta de mim. Aquela música de fundo, as cores, as opções de jogo... Tudo gritava “infância”. Coloquei na opção de “Aquecimento” e fiz todos os exercícios antes de começar.
Fiquei um tempo procurando alguma música, até que achei uma que se encaixava perfeitamente bem na minha situação. Nunca foi uma das minhas favoritas, mas eu sentia que tinha que cantá-la.
Respirei fundo algumas vezes e comecei.
You make me so upset sometimes
I feel like I could lose my mind
The conversation goes nowhere
Cuz you’re never gonna take me there
And I know what I know
And I know you’re no good for me
Yeah I know what I know
And I know it’s not meant to be
Here is my dilemma
One half of me wants ya
And the other half wants to forget
My-my-my dilemma
From the moment I met ya
I just can’t get you out of my head
And I tell myself to run from you
But I find myself attracted to my dilemma
My dilemma
It’s you
“Você precisa voltar a cantar”, disse alguma voz, me interrompendo. “Um talento como o seu não pode ser desperdiçado”. Era uma voz levemente afeminada, em algum ponto atrás de mim.
“K-k-kurt?”. Por que ele estava ali?
“Eu estou sendo honesto, Rachel. Você tem o dom.”
Eu estava incapaz de fazer nada, então fiquei boquiaberta encarando-o, com várias perguntas rodando pela minha cabeça. Por que você está aqui? Como conseguiu entrar? Quem te deu autorização para invadir a sala de TV enquanto eu estou cantando? Por que você não se pronunciou antes?
“Olha, eu vou ser bastante direto. Meu irmão ficou muito mal com o que você escreveu”, ele disse. Eu estava prestes a interrompê-lo, mas ele levantou um dedo, me impedindo de falar. “Mas não é sobre isso que eu vim conversar com você.”
Eu fiquei calada esperando ele prosseguir.
“Não precisa negar nem confirmar, mas eu sei que você não gostou de como as coisas se sucederam. Eu sei que você se sente sozinha. E eu quero te ajudar.”
“E como você vai fazer isso?”
“Primeiramente, sendo seu amigo. Segundo, te apresentando a pessoas novas.”
“É muito doce da sua parte querer ser meu amigo, e eu aceito mas, sobre a parte de conhecer novas pessoas...”
Ele ficou me olhando confuso enquanto me ouvia.
“...eu acho que não vai dar certo”, finalizei.
Ele ficou uns segundos tentando decifrar minha expressão. “E por que isso?”
“As pessoas não... gostam de mim.”
“As pessoas que conviveram com você na época Pré-Hummel da sua vida. Você vai ver, Berry, eu vou te ajudar a voltar a cantar, a ter amigos e a voltar a falar com Finn”, disse ele e, antes que eu pudesse interrompê-lo, continuou. “Não precisam ser melhores amigos, aprendam apenas a não deixar o outro terrivelmente mal. Entendeu?”
Eu acenei com a cabeça.
“Aceita?”
Eu sorri e o abracei.
“Obrigada, Kurt. De verdade.”
. . . . . . . . . . .
Alguns minutos depois eu estava sentada na minha cama, ouvindo Kurt explicar suas ideias, seus conselhos e seus planos.
“...e, para isso acontecer, você tem que falar com Finn”, terminou ele.
“Medesculpeoque?”, eu perguntei, em choque.
“Para a gente construir uma boa reputação pra você, a gente tem que acertar o relacionamento entre vocês dois.”
“Kurt, eu... acho que não rola porque... Bom, eu fui bastante dura com ele.”
“Rachel, vamos ser realistas”, ele falou, abandonando o enorme e rabiscado quadro branco para vir se sentar comigo na cama. “Você ama o Finn. O Finn te ama. Vocês só vivem bem se tiverem juntos. A sua vida e a dele são a prova viva disso”, disse ele, com um sorriso de consolo.
“E-eu não amo o Finn...”
Ele me olhou, lendo minha expressão por longos segundos, antes de falar. “Ok, vocês não se amam dessa forma, mas eu estou dizendo amor de amigos, melhores amigos.”
Liberei um baixo “Ah...” antes de baixar a cabeça e fechar meus olhos, em esperança de organizar meus pensamentos.
Inicialmente, tentei relembrar a mim mesma os fatos. Finn foi meu melhor amigo desde sempre. A gente cresceu juntos. Ele me abandonou. Ele me deixou magoada. Ele estragou minha vida. Ele tinha uma namorada. Então, por que diabos, eu me preocupava tanto com ele?
Será que o amor que eu tinha por ele era atração? Era um amor que namorados sentiam um pelo outro?
Provavelmente não. Se eu realmente amasse Finn eu naturalmente teria ciúmes de Quinn. Mas eu não tenho. O que é um bom sinal. Não, Rachel, você não está apaixonada pelo seu melhor amigo.
“O que você acabou de dizer?”, perguntou Kurt, confuso.
“O-o que?”, eu perguntei, perdida, sendo tirada do meu dilema mental.
“Você disse que não estava apaixonada por Finn.”
“Hm... Eu sei. E não estou.”
“Não, Rachel, você não tá entendendo. Você disse agora que não estava apaixonada por Finn, como se estivesse tentando convencer a si mesma.”
“I-isso foi em voz a-alta?”. Não. Não. Não. Não.
“Eu acredito que sim”, ele respondeu, com um sorriso brincando nos lábios.
“Por que você tá rindo?”. Kurt às vezes não tinha qualquer noção de como se comportar em certas situações.
“Porque isso é perfeito.”
Hm. O que?
“Rachel, eu sabia que você gostava dele. E ele gosta de você! Por isso que vocês ficaram mal desse jeito! Melhores amigos não ficam assim quando brigam! Vocês se amam!”
“Kurt, que merda você tá falando?”
Ele saiu da cama obrigando-me a levantar com ele. Ele ficou pulando e saltitando pelo meu quarto, com as mãos entrelaçadas nas minhas.
“Kurt, para!”, eu gritei, sem conseguir segurar o riso.
“Espera um pouco”, disse ele, de repente parando de pular. Eu fiquei alguns segundos sem entender até que ele colocou “Dancing Queen” para tocar no som do meu iPod.
Eu comecei a rir descontroladamente com ele e ficamos o resto da tarde dançando e cantando loucamente com o modo Aleatório ligado.
O que eu não tinha percebido era que a cortina estava aberta, e que Finn estava sentado no próprio quarto, olhando para mim, fascinado.
. . . . . . . . . . .
Eu e Kurt estávamos nos divertindo tanto que meus pais resolveram chamá-lo pra jantar com a gente e eu os convenci a deixarem ele passar a noite, então, um pouco depois de comer, ele foi para casa buscar tudo o que precisava para passar a noite.
Resolvi colocar o plano de Kurt em ação o mais rápido possível. Peguei uma cartolina e uma caneta preta grossa. Depois de escrever, colei na minha janela, de modo que Finn pudesse ver. Com isso feito, me sentei na minha cama e fui ler (sim, de novo) “The Boy Next Door”.
Fiquei por um bom tempo lendo até Kurt chegar.
“Desculpa a demora... Eu não tava conseguindo achar meu gel.”, ele disse, sem fôlego, começando a organizar seus produtos na pia do meu banheiro.
“Kurt, você mora do meu lado e vai passar só uma noite. Por que você trouxe gel?”
“Porque, na minha mente, há uma lei que diz que eu não posso sair de casa sem gel.”
“E, na minha mente, acabou de ser resolvido que vamos achar um jeito pra mudar isso.”. Voltei a olhar para o lado, apenas para ver que Finn ainda não havia respondido.
“Eu. Não. Vivo. Sem. O. Meu. Gel”, disse Kurt, friamente. Eu pude ouvi-lo arrumando umas últimas coisas no banheiro e depois se sentar do meu lado. “Eu estou orgulhoso de você, Rach. Já colocou o plano em ação”, ele falou, fingindo estar chorando.
Eu apenas o ignorei e continuei a olhar para a janela de Finn.
“Há quanto tempo?”, Kurt perguntou, se referindo ao cartaz, também olhando para a janela de Finn.
“Eu coloquei às cinco e meia da tarde e agora são oito horas da noite. Você viu ele quando foi buscar as coisas?”, eu perguntei, um tanto distraída.
“Não que eu me lembre... Eu tava com muita pressa. Agora que eu estou pensando nisso, eu acho que nem fechei a porta.”
“Kurt, você poderia me ajudar muito se tentasse falar com Finn sobre isso. Por favor, vocês moram na mesma casa! Não pode nem me dizer como ele está, o que ele acha de mim, se ele está me ignorando?”, eu gritei, perdendo a paciência. Eu estava, sem querer, descontando a raiva que eu tinha de Finn em Kurt.
“Ok, vamos com calma. Primeiro, respira fundo três vezes”. Ele esperou eu fazer o que ele pediu antes de continuar. “Agora, entenda que minha convivência com Finn é mínima porque ele é muito fechado quando se trata sobre sentimentos. Eu na verdade, descobri há pouco tempo que ele tinha namorada, porque eu vi os dois se engolindo no corredor da escola e-”, ele se interrompeu, percebendo que meu olhar perdeu o foco por um milésimo de segundo. “Tudo bem, desculpa, eu não devia ter dito isso. Passou, bola pra frente”. Eu estava tão concentrada na janela de Finn que nem reclamei sobre o que Kurt havia acabado de dizer. “A única coisa que eu sei é que Finn está sem falar com ninguém, incluindo amigos, desde ontem, o que é um recorde. E eu só soube disso porque ouvi Carole comentando com o meu pai. Então, relaxa, ele não tá só te ignorando. Ele tá ignorando todo mundo.”
“Hm”, foi a minha resposta inteligente ao relatório de Kurt. Não, eu não tinha ciúmes de Quinn. Por favor, né! E, mesmo que Kurt insistisse, eu não estava, de forma alguma, apaixonada por Finn. É só porque ele era meu melhor amigo e eu não queria ficar brava com ele... Eu apenas não discutia isso com Kurt porque ele não mudaria a opinião.
“Bom, eu sei que tá tudo uma merda nesse momento, mas essa continua sendo uma festa do pijama...”
“De duas pessoas?”, eu perguntei, olhando-o com leve -mas visível- desprezo.
Ele se fingiu de magoado, colocando a mão em cima do coração. “Ouch. Não poderia ser um pouco mais indelicada? Uma festa do pijama pode ter uma pessoa que vai continuar sendo festa do pijama se tiver besteira, revistas adolescentes e filmes românticos pra assistir.”
“Então eu acho que a minha vida é uma festa do pijama e-”, foi o que consegui dizer, antes de Kurt me fazer parar de falar.
“Ok, chega de conversa. É hora da festa. Antes de qualquer coisa, eu tenho algumas perguntas”, Kurt disse, endireitando a coluna, empolgado. “Primeiramente, o quanto seus pais escutam do quarto deles com a porta fechada?”
“Uma vez eu estava ouvindo Barbra a um volume absurdo no meio da noite e eles não acordaram. Dá pra ter uma noção?”
“Sim!”. Ele bateu palmas. “Isso é perfeito! Sem limite de barulho, sem hora pra dormir e sem hora pra parar!”
“Kurt, posso ser bastante honesta com você?”. Eu continuei a falar antes dele responder. “Você tá parecendo uma drag queen bêbada. Sem ofensas.”
Ele riu. “Relaxa, Rachel. Eu já ouvi coisas piores. Rachelparaomundoqueeuquerodescer”, ele disse, de repente.
“O que foi?”. Mesmo com um dia de convivência, eu já havia aprendido que Kurt era uma super drama queen.
“Olha só”, ele disse, somente, olhando para o lado de fora da janela, de olhos arregalados e boca levemente aberta.
Eu rapidamente desviei meu olhar de Kurt para ver sobre o que ele estava falando e lá estava Finn, segurando um enorme pedaço de cartolina escrito “Nem eu”.
Eu apenas fiquei imóvel, olhando de Finn para o papel e de volta para Finn, assim como Kurt.
Depois de alguns segundos Finn baixou a mensagem e se sentou em um enorme pufe de frente para a minha janela.
Com isso, eu sai do meu choque. Eu arranquei a cartolina onde estava escrito “Eu não gostei do que aconteceu. Eu não gosto de ficar brigada com você” que estava colada na minha janela. Me atirei no chão mesmo para escrever uma resposta na parte de trás. Nesse momento, Kurt saiu de seu transe e se juntou à mim.
“Kurt... O que eu escrevo?”
“E-er... Hm... Dá seu, hm... Número pra ele e pede p-pra vocês se falarem amanhã.”
“Mas eu quero falar com ele agora!”
“AAH, RACHEL! VOCÊ TÁ MUITO APAIXONADA!! Ok, parei de pirar. Mas é que só de imaginar vocês dois juntos...”
“KURT!”
“Tudo bem... É só porque eu acho vocês muito fofos um pro outro...”
“Kurt.”
“O que foi?”, ele perguntou, irritado.
“Finn tem uma namorada.”
O cor do rosto dele se esvaiu. “Ah, não. Eu me esqueci completamente desse detalhe... Os dois se falam tão pouco e tão normalmente que nem parecem que são namorados que eu me esqueci...”
“Ok, Kurt, isso não importa. Eu preciso responder Finn.”
“É claro que importa! Como eu vou juntar vocês dois se ele estiver comprometido?!”
“Você vai o que?!”. Ele só podia estar brincando.
Ele me lançou um sorriso maléfico e ao mesmo tempo safado. “Você não vai nem perceber.”
Eu revirei os olhos e resolvi me concentrar na resposta para Finn. Enquanto eu pensava no que escrever, Kurt ficou narrando todo o meu futuro com Finn.
“Depois de vocês se desculparem com um abraço choroso, vocês vão olhar diretamente nos olhos um do outro e perceber que nasceram um pro outro e provarão isso com um beijo apaixonado”. Ele pensou por alguns segundos antes de continuar. “Nesse momento, ele já vai ter ligado para Quinn e terminado com ela, para não ficar com fama de traidor. Aí vocês vão começar a namorar. Você vai passar tardes e tardes na nossa casa cozinhando comigo e com Carole. E aí, quando a comida estiver pronta, você vai lá no quarto dele e vai obrigar ele a parar de tocar bateria ao som de ‘The Doors’ para fazê-lo experimentar sua criação culinária. Ele vai reclamar um pouco, mas vai aceitar provar. Enquanto mastiga, sua expressão começa a se suavizar e, no final, ele diz que está perfeito”. Kurt estava olhando para o nada, com uma expressão sonhadora. “Então, Finn vai aproximar seu rosto do dele sobre a bateria, lhe beijando delicadamente. Você sorri, mas diz que tem que voltar para casa. Ele fica levemente triste, mas sabe o que vem a seguir. Quando você chega no seu próprio quarto, percebe que a janela dele está cheia de papéis vermelhos e rosas, aonde estão escritas frases fofas e apaixonadas. Você ri e começa a lotar a própria janela com o mesmo tipo de mensagens. Quando termina, vai se arrumar para dormir. Quando está completamente pronta, vai se sentar na cama e mandar uma mensagem de texto para Finn dizendo apenas ‘Hey’. Então ele vai checar a sua janela e, vendo todas as suas mensagens, vai responder ‘Eu te amo’. Você, como sempre, vai responder ‘Eu te amo mais. Boa noite. ♥’”.
“Você devia mandar isso para a Meg Cabot. Daria uma grande história”, eu disse, ainda pensando sobre o que escrever para Finn.
“Você tá certa. Aonde eu posso arranjar papel e caneta?”
“É só ir pedir para os meus pais que eles vão te mostrar onde fica tudo. Eu inclusive recomendo que você use a mesa do escritório deles porque tem mais espaço.”
“Tudo bem.”
Kurt se retirou do quarto e, por nem ter fechado a porta, pude ouvi-lo gritando “Hiram! Você pode vir me ajudar aqui?”.
Respirei fundo e escrevi na cartolina. “Como você está?”. Foi o melhor que eu consegui.
Vi que Finn ainda estava sentado olhando para a minha janela. Vendo a minha presença, depositou seu olhar em mim. Eu levantei o cartaz, permitindo-o de ler.
Depois de terminar de ler e escrever sua resposta, Finn levantou um papel onde estava escrito “Triste. E você?”.
“Eu também.”
“Vamos fazer uma promessa?”
“Depende da promessa...”
“Vamos tentar fazer dar certo? A gente ficar afastado não faz bem nem pra mim nem pra você.”
“Agora eu vejo isso... Tudo bem. Eu prometo tentar fazer dar certo.”
“Eu prometo tentar fazer dar certo, também.”
Ele ficou um tempo apenas encarando o próprio papel, provavelmente pensando sobre o que escrever.
“Eu tenho uma coisa pra te contar. Mas eu não quero que você fale nada pro Kurt. Ele vai ficar incomodando.”
“Tudo bem...”
“Eu terminei com a Quinn”, ele respondeu depois de um tempo.
“Eu achei que vocês se gostassem...”
“Eu gostava dela até eu descobrir que ela me traiu com o mesmo menino pela segunda vez. Mas, além disso, porque ela falou mal de você...”
“Ah...”
“Você tá entendendo o que eu quero dizer, Rach?”
“Eu acho que não...”
“Isso é infinitamente constrangedor...”
Eu aguardei pacientemente até que ele respondesse.
“Eu terminei com ela porque meu coração está com outra agora.”
O que ele quis dizer com isso? Devido à minha cara de dúvida, ele começou a escrever de novo.
“Ele está com você, Rachel.”
Notas finais
Reviews = Unicorn cookies. ♥
Fale com o autor